Entrelaços.
1 Capítulo Único
Notas iniciais
esses tempos fui ver haikyuu e kagehina me conquistou Dum Jeito que nossa nem tem explicação eu só acho que eles devem namorar mto
Botei o Iwaizume como personagem porque ele tá entre o Hinata e o Kageyama, mas ele não aparecem então perdoem minha burrice de não saber botar os personagens direito (bem como gêneros) e não desistam de mim
Obrigada por despertarem interesse em ler ♥
Hinata Shouyou era estupidamente fofo.
Não que Kageyama reparasse demais, mas é que o garoto baixinho dos cabelos ruivos simplesmente não conseguia passar despercebido pelos olhos atentos e atenciosos de um levantador.
Isso.
Tudo era culpa dos olhos atentos de levantador. Não era culpa de Kageyama.
— Ei, idiota! Você vai ficar encarando o nada ou vai jogar? — a voz daquele mesmo baixinho estúpido invadiu seus ouvidos, despertando Tobio de seus pensamentos.
“Graças aos céus” Fora o que o levantador pensara. Não aguentaria mais por nenhum segundo que seus olhos de levantador o fizessem prestar atenção no pequeno gigante de Karasuno.
— Eu estou jogando, imbecil!
— Na Terra é que não é.
— Ele sabe o nome do nosso planeta, estou impressionado. — pôde ouvir a voz de Tsukishima ao fundo e sentiu uma estranha vontade de ir bater naquele que ofendia e diminuia a capacidade do ruivo. Céus, o que estava acontecendo consigo? Era apenas vontade de proteger um amigo psicologicamente para que ele não se abalasse antes de um jogo, certo?
Certo. A vontade que tinha de bater em Tsukishima por ofender Hinata – não que o que loiro dissesse não fosse verdade – era apenas uma vontade de proteger as condições psicológicas de seu parceiro em ataques rápidos antes de um jogo.
— Parem os três, já! — ouviram a voz do capitão ao fundo e imediatamente tremeram. Daichi conseguia dar muito medo quando queria, mesmo com apenas algumas palavras. — Ou então vou suspender os três do clube por uma semana. — Tobio aprendeu a não duvidar de Daichi desde que ele realmente fizera isso nos seus primeiros dias em Karasuno.
O garoto de cabelos negros suspirou e balançou a cabeça, lembrando de como fora os primeiros dias em que encontrara Hinata.
O baixinho estúpido que roubara sua atenção.
Não, ele não roubara. Kageyama apenas se impressionou com as habilidades de Hinata e decidiu o analisar um pouco mais.
De repente, sentiu uma bolada na cabeça e virou-se lentamente, usando o melhor olhar ameaçador que tinha rumo a Hinata.
Mas não havia sido Hinata que havia lhe acertado a cabeça.
— Tente acordar, cabeção. Temos um amistoso contra Nekoma nesse sábado e não estou afim de dar volta na quadra de peixinho. — para sua surpresa, quem havia acertado a bola em sua cabeça era o pequeno líbero, Nishinoya, que olhava a Kageyama satisfeito com o galo que formava em sua cabeça.
— Concordo com o Noya-san. — pronunciou-se Asahi. Apesar que não era uma novidade que o atacante concordasse com o líbero.
— Tch. — apenas murmurou, virando o rosto corado para outro lugar. Não era acostumado a que chamassem sua atenção. — Tudo bem, me desculpem.
E todos olharam estupefatos para Kageyama. O Rei da Quadra havia mesmo pedido desculpas?
Em meio a risadas dos outros, Kageyama apenas revirou os olhos.
Revirou os olhos e reparou no som tão gostoso que Hinata produzia.
×
Seis horas da tarde. O treino havia acabado e agora Tobio estava no vestiário, trocando suas roupas. Todos haviam ido embora, exceto ele e Sugawara.
— Ei, Kageyama! O que aconteceu com você hoje? — o rapaz de cabelos cinzas o abordou. — Estava tão perdido que até mesmo parece estar apaixonado.
— A-Apaixonado? — gaguejou. Como assim apaixonado? Kageyama só estava prestando atenção do colega de time, desde que precisava disso para poder atender suas necessidades na hora de lhe levantar a bola para um ataque. De forma alguma que estaria apaixonado! Isso era apenas uma loucura de Sugawara.
— É. Você se distrai, cora, está agora mesmo corado enquanto provavelmente pensa que não está apaixonado.
— Que tipo de bruxo você é para saber o que eu estou pensando? — o garoto perguntou, corando ainda mais enquanto apertava a toalha com a qual secava os cabelos, porem Suga nada lhe respondeu, apenas deu risada.
— Então quem é a sortuda que tem o coração de Kageyama Tobio? O grande levantador de Karasuno.
— Não…
— Então não é uma garota!? — Suga exclamara e Kageyama corara ainda mais, sentia até mesmo que poderia explodir tamanha vergonha.
Céus, ele só se preocupava com o atacante! Ele apenas olhava-o analisando qual a altura que deveria lançar a bola ou então se preocupava se o garoto estaria dormindo bem para poder treinar, ou se tinha descansado, ou se tinha se alimentado, ou se estava triste, ou se estava feliz. Isso não era estar apaixonado! Era apenas uma preocupação com um colega de time. Pensar no colega de time vinte e quatro horas por dia e até mesmo sonhar com ele era perfeitamente normal, afinal, eram colegas! Não tinha nada de apaixonado nessa história.
— Ora, Tobio-chan! Não fique envergonhado! Acha que é o único entre nós que gosta de garotos? Você não olha para Nishinoya e Asahi? Ou então para Yamaguchi e Tsukishima? — o garoto bateu na própria testa e Kageyama sentiu o coração acelerar, onde ele estava querendo chegar? — É claro que não, você estava ocupado demais pensando no seu grande amor. Então, quem é o sortudo? Deixe-me adivinhar… É o Hinata!
Com a última frase, Kageyama não aguentou, bateu seu armário com força e pegou sua bolsa.
— Eu não estou apaixonado! — gritou, espantando Suga.
Não podia estar apaixonado.
Não estava apaixonado.
Ou será que estava?
×
Naquela noite, Kageyama Tobio não conseguiu dormir.
Todos os seus pensamentos eram dirigidos para um baixinho irritante e infantil de cabelos ruivos, olhos brilhantes, espírito inabalável e forte. Todos os seus pensamentos digiriam-se a Hinata Shouyou.
Supondo que estava apaixonado – não que estivesse, apenas uma suposição – o que faria? Contaria a Hinata e aguentaria suas risadas? Hinata entenderia o que era estar apaixonado? Hinata passava muito tempo com Yachi. Perder tanto tempo pensando naquilo era inútil.
Num ato desesperado sem conseguir dormir e martelando aquilo na cabeça, ligou para a primeira pessoa que lhe veio a cabeça. Sabia que iria ser xingado ao estar ligando aquela hora, mas ele era o que mais lhe entenderia naquele momento. Descartara totalmente a possibilidade de ligar para Tsukishima, Sugawara provavelmente lhe encheria de perguntas, não tinha muita intimidade com Yamaguchi, a diferença de idade com Asahi o atrapalharia e então… Só sobrava uma pessoa com a idade próxima a si.
— Mas que porra que você quer, Kageyama? São quatro horas da madrugada, imbecil. — sabia que seria respondido assim, mas mesmo assim resolveu continuar.
— Desculpe, Noya-san… Mas é que eu realmente preciso saber de algo.
— Então fala logo.
— Como é estar apaixonado?
Silêncio foi ouvido do outro lado da linha. Kageyama até mesmo prendeu a respiração.
— Você me ligou pra isso às quatro da manhã, Kageyama? Como diabos eu vou saber?
— Por favor, Nishinoya-senpai! Você é o único que pode me ajudar agora! — sabia como o líbero baixinho gostava de ser bajulado ao ser chamado de “senpai”, Kageyama não pôde deixar de sorrir ao saber que o garoto agora estaria sorrindo, se sentido alguma espécie de ser divino.
— Senpai? T-Tudo bem então, eu digo.. Bom… Estar apaixonado é prestar atenção em tudo o que a pessoa faz, e você se sente meio bum, muito estranho. Nem parece que é você e depois tenta arrumar um montão de desculpas mais burras e sem sentido do que o Tanaka. E depois… Quando você pensa pensa em perder a pessoa machuca bastante, bem pior do que levar uma bolada no treino ou dar a volta na quadra de peixinho. Mas dai quando você é correspondido é uma sensação como fazer o ponto da vitória. É incrível! Agora que eu respondi, você pode dizer a todos que o senpai é incrível e o melhor de todo o Japão. Boa noite.
Nishinoya sequer esperou a resposta de Tobio, apenas desligou o telefone, causando uma pequena risada no rapaz de cabelos negros. Era típico do líbero.
Mas logo a risada deu lugar para um sorriso triste. Não parava de pensar em Hinata nem por um segundo. E pensar em perder o garoto… Céus, era como relembrar do momento em que todos do Kitagawa Daiichi se recusaram a pegar seu levantamento, era como lembrar-se da derrota que sofrera do Aoba Johsai.
Como Nishinoya havia dito, era realmente pior do que dar uma volta na quadra de peixinho.
Hinata para si era como a calmaria depois da tempestade, era seu refúgio. Poderia estar tendo o seu pior dia, mas Hinata estaria ali sempre com seu sorriso no rosto para lhe acalmar, lhe trazer paz. E mesmo que gritasse com o rapaz, era apenas uma forma de lidar com aquela coisa nova que nunca havia sentido.
O pensamento de estar apaixonado lhe assombrava. Afinal, nunca se sentira assim por alguém, era novo.
E o novo lhe assustava.
Lhe assustava muito.
O garoto apenas conseguiu dormir quando o dia estava prestes a amanhecer, assombrado por pesadelos onde Hinata escolhia Yachi a si.
“Isso realmente dói”
×
— Sugawara-san, você sabe algo sobre o Kageyama? Ele me ligou de madrugada falando coisas estranhas e parece que hoje não veio pra escola.
— Kageyama…? O que ele te disse no telefone?
— Perguntou como era estar apaixonado.
— Estranho. Ontem ele negou até o fim que estava apaixonado por alguém.
Os dois rapazes conversavam durante o intervalo, estavam preocupados com a possibilidade de certo garoto de cabelos negros não aparecer nos treinos ou estar doente. Não sabiam o que havia acontecido, mas Kageyama nunca havia agido daquela forma, sempre era como uma barreira impenetrável, nada o atingia.
Excepto talvez um baixinho ruivo.
Um baixinho ruivo que escutou toda a conversa e aproveitara de sua estatura para sair da escola sem que ninguém percebesse e agora corria rumo a casa do levantador.
Hinata era demasiado devagar para entender as coisas, porém sabia que não era normal sentir-se diferente perto de Kageyama, sentir um estranho frio na barriga e nervosismo como se estivesse prestes a entrar em um jogo.
E nos momentos em que se sentia assim era os momentos onde lembrava dos monólogos de Yachi sobre o que era estar apaixonado.
Não demorou muito para chegar a casa de Tobio e ali bateu na porta com todas as suas forças e se surpreendeu quando um Kageyama de olhos inchados e rosto avermelhado lhe atendeu.
— O que você quer aqui, Hinata?
— Por que você está dessa forma?
— Me responde você primeiro!
Hinata apenas revirou os olhos.
— Você não vai a escola e eu quem devo satisfações?
Kageyama se calou.
— Eu sei que ligou para Noya-san. Eu ouvi ele comentando com Suga-san.
O maior prendeu a respiração. Hinata não seria tão burro ao ponto de não ligar todos os pontos.
— E o que você tem a ver com isso?
— Você não enxerga, Kageyama? Depois você quer me chamar de imbecil! O único idiota aqui é você!
— Mas o que eu fiz?
— A questão é o que você não fez.
— E o que eu não fiz?
— Isso.
E de um modo que surpreendeu a si mesmo, pois não sabia de onde havia tomado coragem para tal coisa, Hinata acabou com o espaço entre os dois e selou ambos os lábios. Um selar curto, pois além de aquele ser o primeiro beijo do ruivo, a diferença de altura de mais de vinte segundos o obrigava a ficar na ponta dos pés, quase ao ponto de cair.
E não demorou para perder o equilíbrio.
Mas Kageyama estava lá. Os reflexos do levantador impediram que o ruivo caísse no chão e o ergueu um tanto enquanto mantinha aquele selar tão simples de lábios mas que ao mesmo tempo para os dois tinha um significado enorme, como se tivessem acabado de ganhar o torneio nacional.
Todo o pânico e medo que Kageyama sentiu na noite passada pareceu sumir e dar lugar a algo novo, dar lugar a sensação de estar finalmente provando os lábios de Hinata que, assim como em sua imaginação, eram macios.
É claro que havia imaginado o toque dos lábios de Hinata, eram parceiros de time e a qualquer momento alguém poderia precisar de respiração boca a boca. Obviamente Kageyama se preparava para esse momento.
Mas os lábios de Hinata eram muito melhores que em sua imaginação.
Enquanto para o ruivo, os lábios de Kageyama eram ásperos, porém extremamente confortáveis de tocar.
Aquele pequeno selar pareceu durar séculos para os dois jogadores.
— Você é muito idiota, Kageyama. — Hinata finalmente disse após um momento de silêncio.
— O que eu fiz? Não era você quem estava com a Yachi?
— Você é idiota de não perceber que eu gosto de você! E eu passava muito tempo com ela porque eu perguntava coisas sobre estar apaixonado por alguém, seu idiota!
— Eu não sou idiota!
— Tem razão. Você é estúpido mesmo. — Tobio tentou olhar feio para o menor, mas tudo acabou transformando-se em risadas.
— Se eu sou estúpido, você é o rei da estupidez.
Tão ocupados estavam em brigar daquela forma, que nem perceberam que Kageyama ainda segurava Hinata. E ao finalmente ter ciência disso, ambos coraram.
Mas não ousaram se separar.
Eram e sempre foram, mesmo que nunca tivessem admitido o conforto um do outro. O refúgio um do outro. E quando estavam juntos, o mundo ao redor parecia parar.
E assim, com os corpos entrelaçados em um abraço repleto de carinho, o mundo havia parado e nada mais existia. Nada além de Kageyama Tobio e Hinata Shouyou.
Kageyama levantou Hinata em seus braços de forma que o pegasse no colo e sorriu, o puxando para um abraço; Shouyou repousava a cabeça sobre a curva do pescoço do maior, até que fora pego por um sussurro do moreno.
— Agora você não é tão anão assim.
— Cale a boca, idiota.
Kageyama sorriu.
É, realmente estava apaixonado.
Notas finais
bônus da fic: nishinoya todo conselheiro o meu filhinho precioso
se quiserem falar comigo, fiquem à vontade ♥ inclusive meu twitter, bem como o user, é @nishinoyis e eu adoro conversar com quem lê minhas fanfics ♥
bejo no coração
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