Entrelaços

2 Here we go again.


Notas iniciais
E aqui está mais um capítulo, espero que gostem!

ISABELA

"I try to laugh about it, hiding the tears in my eyes.'Cause boys don't cry, boys don't cry.."

O toque do despertador anunciava que o dia já tinha raiado, praguejei aos quatro ventos ao escutar aquela musica, apesar de realmente gostar da banda The Cure, o quão boa pode ser uma musica aquela hora da manhã?

Minha vontade era de passar o resto do dia na cama, mas obviamente isso não seria possível, afinal, hoje era o "grande dia" como minha mãe costuma chamar. Confesso que pensei uma ou duas vezes em comprar uma passagem só de ida pra qualquer lugar do país, só pra evitar o fiasco que seria o dia de hoje! O meu telefone tocou e ao ver aquele nome no visor, definitivamente eu tinha de esboçar o máximo de felicidade possível.

– Hey, Marcos! — Falei usando toda empolgação possível.

– Isabela meu amor, dormiu bem? Tentei te ligar ontem e o teu telefone só caia na caixa postal, acho que deixei umas 10 mensagens lá — Sua voz era gentil e preocupada.

– Dormi sim, é que o sinal aqui tava muito ruim, meu celular passou algumas horas sem funcionar! — Menti, já que eu mesma tinha desligado o aparelho até quase 4 da manhã, e só liguei porque acordei nesse horário.

– Não tem problema, espero que esteja tão animado quanto eu para a festa de hoje a noite.

– Claro, não poderia estar mais feliz! Você se incomodaria se eu te ligasse mais tarde? É que marquei com a mamãe daqui a pouco, pra resolver os detalhes finais da festa. — Menti novamente, tentando me poupar de todo aquele teatro.

– Claro meu bem! Acabo de lembrar que também tenho coisas a resolver, vou na casa dos meus tios visitar a minha prima Manuela que voltou pra cidade, lembra dela? Se não me engano vocês eram grandes amigas.

– S-Sim, nós éramos amigas, mas isso faz muito tempo. Tenho mesmo que desligar agora, beijo, até mais tarde! — Tentei manter o mesmo tom de voz apesar do desconforto que senti ao ouvir novamente alguém fazendo menção a Manuela.

– Tchau Isa, até logo.

A ligação foi finalizada e eu virei pra o lado oposto da cama, lá estava, o porta retrato sobre o criado mudo, estiquei o braço e trouxe a foto pra mais perto para poder observa-la. Eu e David sentados no balanço frente a nossa casa, originalmente Manuela estaria a meu lado naquela foto, irônico! pensei. Parece até que eu estava adivinhando que ela iria embora quando cortei aquela foto, não foi por raiva ou nem nada do tipo, eu tinha tantas fotos com ela, mas aquela era minha melhor foto com o David e o porta retrato que ele me deu de presente de aniversário era menor que as dimensões da foto, então não vi problemas em cortar.

Tomei um banho demorado e logo depois do café da manhã decidi que tinha de ir em um lugar, fazia tempo que eu não visitava a lápide de meu irmão e naquele dia parecia que uma força me empurrava pra aquele lugar. Fui até o cemitério e não esperava encontrar ninguém naquela visita, afinal, meus pais estavam ocupados na organização da festa e depois de tanto tempo, apenas nós continuamos a vir. O dia estava mais frio que de costume e as nuvens anunciavam que a chuva viria em breve, apressei meus passo até o lugar onde estava a lápide e avistei de longe uma mulher frente a ela com rosas brancas na mão; Ela era alta, o corpo tinha curvas bem definidas e seus cabelos iam até a cintura. Aqueles fios dourados esvoaçantes me trouxeram uma remota lembrança.

Flash-back: on

Manuela estava parada de costas a poucos metros de nós, quase na beira do penhasco, seus braços estavam abertos e o vento forte teimava em bagunçar seus cabelos.

– Isa, se você continuar olhando pra Manu desse jeito eu vou começar a ficar com ciúmes! — Disse David, se divertindo com a situação.

– Para David! Eu só estou admirando a paisagem, a Manuela é que é exibida e fica na frente da minha visão. — Falei me defendendo.

– Olha só esse lugar! Parece até que a gente morreu e tá no paraíso, tem um anjo lindo, loiro e com mechas azuis na nossa frente. — David dizia sorridente.

– Anjo? Ta mais pra o diabo disfarçado — Debochei.

– Admite logo que você também acha ela linda, eu até vi o desenho que você fez dela no seu diário! — David falava sem conter o riso.

– David! Eu não acredito que você leu o meu diário, considere-de um homem morto! — Disse enquanto corria tentando alcança-lo.

– Ei, vocês dois! O que está acontecendo aqui? — Manuela falou autoritária, arqueando a sobrancelha.

– Nada Manu, é que a Isa ficou com raiva porque eu li o diário dela! — Falava David enquanto segurava os meus braços que tentavam atingi-lo com socos.

– Você fez o que? — Perguntou uma Manuela indignada, e logo completou — Vamos Isa, eu seguro e você bate! — Falou caindo na risada.

– Manu, eu sei um modo melhor de fazer ele se arrepender do que fez! — Falei, com um sorriso malicioso voltado pra Manuela.

David nos olhava curioso, com aqueles olhos azuis arregalados e a sobrancelha arqueada.

– No 3, Manu! 1..2..3, ataque de cócegas!

Flash-back: off

Era ela, eu tinha certeza! Aquela mulher era a Manuela, mesmo com as mudanças da idade eu sabia que era ela. Antes que eu pudesse formular qualquer frase para introduzir uma conversa, ela escutou meus passos e se virou, em seguida veio a meu encontro. Os nossos olhares se encontraram e permaneceram fixos um no outro por um bom tempo, até que o silencio foi quebrado por ela.

– Isabela, você.. mudou tanto. — Falava ela, aparentemente atônita.

– Você também mudou muito, Manuela! — Respondi ríspida.

– Faz tanto tempo, e-eu nem sei o que dizer. — Disse, sorrindo e desviando o olhar.

– Você não sabe o quanto eu esperei por isso!

Me aproximei dela e canalizei toda a força de meu corpo naquele tapa, era tanta raiva e magoa daquela mulher. Manuela levou a mão ao rosto e não ousou dizer nada, apenas me olhava confusa.

– Eu o amava tanto quanto você, e eu aceitei que ele se foi sem precisar fujir. — Falei olhando bem no fundo daqueles olhos verdes.

– Eu entendo que ele se foi, não é como se eu achasse que vou encontra-lo em qualquer esquina, somos só nós duas agora. — Respondeu calma.

– Não Manuela, não existe um plural. Enquanto você fugia eu fiquei aqui superando tudo sozinha! E além da morte do David, eu superei você e falta que você me fazia.

– Eu não estava fugindo! Eu também estava superando as coisas, nem tudo é como você acha que é. Isabela, tem coisas que você não sabe. — Defendeu-se, depositando a mão direita em meu ombro.

– Vá em frente, me explique! — Falei retirando sua mão.

– Não assim tão simples, nós precisamos de tempo pra isso.

– Tempo? Você teve sete anos! Por acaso não foi tempo o suficiente? — Tentei conter minha indignação a cada palavra que dizia.

– Essa não é a questão, é que algumas coisas são complicadas. — Manuela se mantinha calma, mesmo percebendo a alteração de minha parte.

– E qual é a questão?

– Eu não podia ficar aqui, eu não podia lidar com as coisas que eu descobri!

– Então me diz, que coisas foram essas?

– Eu não posso falar agora!

Novamente permanecemos em silencio, eu lutava pra conter as lagrimas que desciam sem pudor, fique de costas pra Manuela e quase num sussurro falei:

– Então seja lá o que você queira aqui, sugiro que resolva sem interferir na minha vida. Você deixou de fazer parte dela desde o dia em que foi embora.

– Espera Isa! Eu voltei por sua causa e.. Tem tanta coisa que você precisa saber, por favor, não me exile de sua vida, não agora.. Você mesma falou que esperou muito por isso. — Falou ela em meio aos soluços provocados pelo choro que se instalou.

Naquele momento, o que eu mais quis foi me virar e abraçar Manuela, dizer que tudo estava bem entre a gente, que agora que ela tinha voltado as coisas iam se acertar. Querendo ou não, eu a amava! Da mesma forma ou talvez mais forte que há sete anos atrás, eu não tinha superado ela nem a falta que me fazia como eu tinha dito, eu fugi de todas as lembranças dela assim como ela tinha feito, ambas tínhamos fugido! De coisas diferentes, e que acabaram nos colocando em direções opostas. Apesar de todas as minhas convicções, eu não cederia tão fácil, lutei contra todos aqueles instintos e o amor que sentia, respirei fundo e finalizei:

– Eu estava esperando por uma explicação, não por você!

Depois da ultima frase o silencio se instalou novamente e eu me pus a caminhar até o carro, uma chuva havia começado e eu apressei o passo até finalmente entrar no veículo. Ali dentro eu pude colocar toda aquela angustia pra fora, por mais que eu quisesse, as lagrimas não cessavam, olhei pelo vidro dianteiro e percebi que o carro estacionado a minha frente estava saindo, era ela provavelmente. Fiquei ali durante quase 40 minutos, chorando e me odiando por ainda querer Manuela em minha vida, juntei o que me restavam de forças e me recompus, tinha de organizar as coisas pra festa, então, liguei o carro e segui até a casa dos meus pais.



MANUELA



Sai apressada do Cemitério e fui até a casa do Filipe, a chuva parecia que aumentava a cada minuto, e a dor que se instalou no meu peito era absurda. Se a chuva lá fora era forte, nem se comparava com o temporal que fazia dentro de mim! Assim que Filipe viu meu estado ao entrar na casa, me apertou em seus braços e permaneceu em silencio. Ele era um dos poucos que sabia respeitar os meus momentos, sabia exatamente quando se fazia ou não necessário o uso de palavras. Depois de um tempo eu já havia me acalmado, ele me trouxe um copo de água e então demos inicio ao diálogo:



– O que aconteceu Manu? — Questionou preocupado.

– A Isabela, nós conversamos e.. ela me odeia. — Falei baixando a cabeça.

– Hey, ela ainda está magoada com você, dê um tempo a ela, tenho certeza que ela ainda gosta muito de você!

– Eu não sei o que fazer Filipe! — Retomei o choro e afundei o rosto nas minhas mãos.

– Comece falando a verdade, explique tudo pra ela! As coisas não vão se resolver se você ficar aqui sentada chorando.

– Você tem razão, eu já esperei tempo demais.

– Então, pare de chorar, você é uma mulher forte e linda demais pra ser tão pessimista. — Filipe falava enquanto acariciava meu rosto e enxugava minhas lágrimas.

– É que, e-eu, eu senti muito a falta dela, tudo o que eu queria era abraçar ela forte e esquecer de todo esse tempo que eu passei longe.

– E isso vai acontecer, mas, não de imediato. Primeiro você tem que explicar tudo pra ela.

– Eu vou fazer isso, hoje a noite! — Falei, já com a voz normalizada.

– Pois bem, vamos a festa de noivado!

Me levantei daquele sofá e segui pra minha casa acompanhada de Filipe, meus pais não estavam, mas já que meu amigo tinha os dois convites da festa, não se fez necessário que eu comunicasse minha mudança de planos a minha família. Passamos o resto do dia juntos, até que ele foi embora no final da tarde quando a chuva parou, ele tinha combinado de me pegar as 20h, e no hórario marcado eu estava pronta. Não era uma festa tão formal, até onde eu sabia era só pra os familiares e amigos mais próximos.

Eu estava decidida a falar com Isabela querendo ela ou não, estava tão focada nos meus planos pra noite que nem prestei atenção nos elogios e as outras coisas que Filipe falava. Assim que chegamos quase todos os olhares se voltaram pra mim, tantos rostos conhecidos, um par de olhos castanhos me fitava atentamente, e logo ele caminhava em minha direção; os anos o fizeram bem, os cabelos escuros com alguns poucos fios brancos davam um charme a mais combinados com a sua barba mal feita.

– Manuela, que surpresa mais agradável! Nós sentimos muito a sua falta, sabia? — Falou Marcos, me envolvendo em um abraço.

– Marcos, eu não perderia por nada a sua festa de noivado! — Falei cínica.

– Muito gentil de sua parte, mas, por onde esteve por toda a manhã? Eu fui até a sua casa lhe fazer uma visita.

– Eu estava na casa do Filipe, se eu soubesse que você iria, não teria saído. — Mantive o sorriso ao pronunciar as palavras.

– Isabela está no quarto dela, porque não vai até lá cumprimenta-la? E aproveita pra pedir que ela se apresse um pouquinho, vocês mulheres passam uma eternidade quando se arrumam!

– Claro, pode deixar, vou lá falar com ela!

Subi as escadas apressada, e em poucos minutos eu estava a frente do quarto de Isabela, bati duas vezes e logo alguém abriu a porta.

– Manuela, o que você está fazendo aqui? — Perguntou Amanda, assustada.

– Eu vim conversar com a Isa! Onde ela está? — Falei olhando pra dentro do quarto em buscando-a.

– Ela esta se vestindo, e a propósito, ela me contou o que aconteceu. Acho melhor você entrar logo, não diga pra ela que eu te deixei entrar, volto em 5 minutos.

Amanda saiu do quarto e eu tranquei a porta atrás de mim, logo pude ouvir a voz conhecida de dentro do banheiro:

– Mandy, você acha que se eu fugisse pela janela alguém notaria?

– Isso vai depender do que você está vestindo. — Respondi.

Ouvi o som da porta se abrindo e avistei ela ainda de roupão e com olhos vermelhos, provavelmente havia chorado bastante.

– O que você quer aqui? Já não basta a minha noite ser horrível por si só, você ainda tem que piora-la? — Indagou triste.

– Eu vim me explicar Isa. Mas porque está tão triste? pensei que quisesse se casar com o Marcos. — Questionei confusa.

– Eu não gosto dele e muito menos sou de acordo com esse noivado, eu só queria poder fujir daqui e acabar com esse pesadelo.

Eu me aproximei e com seu consentimento a abracei forte, ela encostou a cabeça na curva de meu ombro e retribuiu o abraço com a mesma força. Permiti me inebriar com o cheiro doce emanado daqueles cabelos longos e escuros, e depois de um tempo daquele jeito, voltei a falar:

– Eu vou te tirar daqui, você não vai ficar noiva de ninguém que você não queira. Eu estou aqui agora e vou cuidar de você. — Falei enquanto a olhava fixamente nos olhos.

Isabela retribuiu meu olhar com aqueles olhos azuis chorosos, eles estavam mais claros, eu costumava dizer que ela carregava o oceano dentro dos olhos, ela sempre ria disso, mas de fato, fita-los era como ser engolido pelo oceano, e eu não me importava em me afogar todas as vezes.

– Eu senti tanto a sua falta Manu, de abraçar você desse jeito. — Ela falava ainda com o corpo grudado no meu, como se aquele abraço a protegesse do resto do mundo.

– Eu senti sua falta todos os dias desde que eu fui embora, eu preciso tanto te explicar algumas coisas.

– Você vai mesmo me tirar daqui? — Perguntou quase numa súplica.

– Claro que eu vou, vai vestir uma roupa que eu te espero na porta. — Falei segurando seu rosto com ambas as mãos, e depositei um beijo em sua testa.

Enquanto a esperava não pude deixar de pensar na sensação que aquele abraço havia me proporcionado, foi como estar em casa de novo. Ninguém além de Isabela me fazia sentir tão segura. A porta se abriu atrás de mim e lá estava ela, o cabelo preso em um rabo de cavalo, uma camiseta com a banda The Beatles ilustrada e um short jeans. Se não fossem as circunstancia eu teria ficado mais tempo parada observando a mulher a qual a minha amiga de infância tinha se tornado. Descemos pela escada dos fundos que dava acesso área de serviço da casa, a essa hora todos já estavam no jardim principal e nós podíamos sair pelo portão dos fundos sem sermos notadas. Pegamos um táxi até a minha casa, já que a casa dela seria o primeiro lugar onde alguém iria procura-la, assim que chegamos explicamos a situação para o Eduardo e pedimos segredo sobre nossa presença na casa, o que foi totalmente compreendido. Subimos para o meu quarto e enquanto eu estava no banho, Isabela mandava mensagens de texto para a Amanda, explicando a situação e pedindo sigilo, pude ouvir uma ligação dela pra o Marcos, pedindo para cancelar a festa de noivado e que não queria mais continuar com ele, pelos gritos que seguiram na conversa ele não parecia ter sido muito compreensivo, logo que sai do banheiro a avistei desligando o aparelho e o colocando no criado-mudo.

Vesti uma roupa confortável e caminhei até minha cama, onde Isa se encontrava, mandei um sms pra o Filipe, pra caso perguntassem por mim, que ele dissesse que eu tinha saído mais cedo e ido pra casa dele. Agora sim, eu podia finalmente conversar com Isabela, me deitei ficando frente a ela, nossos olhares permaneceram fixos um ao outro novamente e foi ela quem começou a falar:

– Eu não quero saber hoje, seja lá o que você tenha pra me explicar.

– Tudo bem, amanhã eu te explico tudo, você quer conversar sobre hoje? — Perguntei enquanto a acariciava o seu rosto.

– Não, eu só quero você perto, já faz tanto tempo.. e eu só quero ficar desse jeito com você, como nos velhos tempos, sem precisar falar nada.

Ela se aproximou e deitou sua cabeça na curva de meu ombro, enquanto o resto do seu corpo ficava posto sob o meu. Aquele contato fez com que o meu corpo inteiro fervesse, o calor emanado pelo corpo dela se fundia com o meu, eu afagava seu cabelo com uma das mãos enquanto a outra unia ainda mais nossos corpos. Eu não lembrava o quanto era bom ficar desse jeito com ela, era a mesma sensação de anos atrás, como se o mundo lá fora tivesse deixado de existir.

– Você lembra quando você ficava triste e a gente dormia desse jeito? — Perguntei quase sussurrando.

– Não teria como não lembrar, eu nunca me senti tão protegida quanto nos seus braços. — Respondeu no mesmo tom e acrescentou — Será que você podia colocar alguma música pra que fique igual aos velhos tempos?

– Claro!

Peguei o celular e coloquei pra tocar em modo aleatório, voltei pra minha posição anterior e permiti que Isabela se aconchegasse em meus braços enquanto a musica cantada por Mat Kearney ressoava no ambiente.

– Promete que não vai mais me deixar. — Indagou, com a voz sonolenta.

– Prometo, aconteça o que acontecer, eu não vou sair do seu lado! Eu passei muito tempo longe, e eu voltei por sua causa, vou cuidar da minha pequena Isa, que nem nos velhos tempos. — Falei, depositando em seguida um beijo em seu rosto.

– Eu te amo Manu, obrigada por hoje.

– Eu também te amo Isa, e você não tem que agradecer.

"Then I've been found so here's my heart (Então fui achado, e aqui está o meu coração)

I'll give it over and over again" (Eu te darei ele de novo e mais uma vez)

Notas finais
E ai? o que acharam?