Entrelaçadas pelo Amor
8 Capítulo 8
Notas iniciais
- Warrick, leve Nick com você. E Grissom, você fica com Greg e Brass para achar Sara. Boa sorte.
Grissom suspirou ao ouvir o que Ecklie dissera.
Aquilo estava ficando cada vez pior.
Ele ficou parado, olhando para Catherine que se afastava cada vez mais de onde eles estavam. Não sabia o que sentir. Pena por ela ter perdido o emprego, arrependimento por não a ter segurado antes ou raiva por Ecklie a ter mandado embora.
Catherine era uma das melhores CSIs que ele já vira naquele laboratório, e seria difícil substituir alguém como ela. E aquilo só piorava a tentativa de encontrar Sara. Sem Nick e Warrick para ajudar, e agora sem Catherine, sobraram apenas três para ajudá-la.
Balançando a cabeça para afastar os sentimentos, Grissom se dirigiu até a sua sala, onde esperaria por Brass.
Catherine estacionou seu carro e desceu em direção a porta de sua casa sem dizer uma palavra. Lindsay mordeu o lábio enquanto a seguia – tudo indicava que ela estava encrencada.
Uma vez lá dentro, Catherine jogou sua bolsa no sofá e se sentou com a cabeça entre as mãos.
— Mãe? – perguntou a jovem, meio insegura.
— Hum?
— Você está bem?
Catherine levantou sua cabeça para encarar sua filha.
— A Sara está desaparecida, o Hank pode ser o culpado, eu perdi meu emprego... Como diabos eu posso estar bem? – e voltou a abaixar a cabeça.
Alguns minutos se passaram em completo silêncio, Catherine sem vontade nenhum de dizer algo, e Lindsay tentando pensar em falar algo decente que não pusesse mais lenha na fogueira.
Suspirando, Lindsay se aproximou de Catherine e se ajoelhou em sua frente, ficando na altura de seus olhos.
— Mãe, me desculpa.
Catherine ainda ficou calada por alguns segundos e finalmente sorriu.
— Tudo bem. Não foi culpa sua. Eu estava mesmo louca para dar um tapa no Ecklie. O ruim é que não tenho como ajudar a Sara!
— O Greg vai nos manter informadas.
— É, mas...
— E nós podemos agir por nós mesmas.
— Como assim? – a voz de Catherine era um misto de curiosidade e surpresa.
Lindsay sorriu, feliz por ter se livrado do castigo e por distrair Catherine.
— Eu ia te contar antes, mas já que você deu uma de maluca e quase matou o Ecklie não consegui. Mãe, eu dei umas investigadas por lá e acho que talvez o idiota do Ecklie tenha alguma coisa a ver com o sumiço da Sara.
A jovem agora tinha toda a atenção de Catherine.
— E como é que você pode ter tanta certeza disso?
Então Lindsay contou tudo o que descobrira.
— Uma casa... – Catherine começou a pensar. – Não sei o que isso pode significar.
— Quem sabe o Hank não queira uma casa?
— E para que ele faria isso? Se ele já está com a Sara escondida em algum lugar...
— Talvez porque ele queira se mudar com ela.
Catherine baixou a cabeça novamente e afundou o rosto nas mãos, seu corpo tremendo com os soluços.
— Mãe, calma, nós vamos encontrar a Sara, não se preocupe.
— Eu sei – respondeu Catherine com a voz meio abafada. – Eu sei.
Duas horas se passaram. Greg havia conseguido o guardanapo e a análise das digitais. Sorrindo, ele estava caminhando pelo corredor à procura de Grissom. O encontrou em sua sala, completamente absorto em meio a vários relatórios.
— Grissom?
— Greg. E então?
— As digitais do guardanapo batem com uma das encontradas no papel que o Warrick encontrou. São do Hank. Ou seja, ele é um culpado.
— Calma lá, Greg, não atropele as evidências. Encontre Brass e peça para ele ir até o endereço e...
— Já fui – Brass disse anunciando sua presença. – E adivinhem...
— O cara se negou a revelar informações sobre os seus clientes?
— Boa tentativa, Greg. Na verdade, ele fez isso mesmo, mas então eu disse que ele poderia ir preso por obstrução de justiça. Aí ele nos informou de boa vontade que o nosso Hank foi sim alugar uma casa com ele.
— E o que o Gary tem haver com isso?
— Foi ele quem deu o endereço para Hank. Ele é amigo do dono da imobiliária.
Grissom sorriu.
— E você sabe onde é a casa alugada?
— Você não vai acreditar.
— Tente – insistiu Greg. Brass havia conseguido deixar o CSI nervoso.
— No meio de um quase-deserto. Não é exatamente um deserto, mas é quase inabitável. E essa casa está lá, a quase uma hora de carro do LVPD.
— Beleza! – Greg gritou.
Tanto Brass como Grissom olharam estranhamente para ele.
— Ah... Uma casa no meio do deserto de Nevada é suspeito, não acham?
— Exatamente, Greg. E é para lá que iremos. – Greg começou a ir à direção da porta. – Assim que conseguirmos o mandado para entrar lá – o detetive acrescentou.
— Não podemos entrar amigavelmente?
Com essa até Grissom riu.
— Greg, se o Hank for mesmo o culpado, você acha que ele vai deixar a polícia de Las Vegas entrar em sua casa?
— Ok! Eu vou... Tomar um café. Me avise na hora que você for, falou?
— Ok.
Assim que Greg saiu da sala de Grissom, ele pegou o celular e discou imediatamente o número de Catherine. Certamente essa notícia a deixaria feliz.
Afastando-se da sala de Grissom, Greg esperou o celular tocar umas três vezes, até que alguém finalmente atendeu.
— Greg? – era Catherine e ela estava mais do que ansiosa. – Descobriu alguma coisa sobre Sara?
— Oi Catherine sim, eu estou bem.
— Sem brincadeiras, Sanders – alertou ela.
— Desculpe. Sim, eu descobri. O Brass foi na imobiliária e o cara disse que o Hank havia estado lá sim e que tinha alugado uma casa no meio do deserto de Nevada. Bom, não exatamente no meio do deserto, já que...
— Onde é essa casa? – Catherine o interrompeu.
— Eu ainda não tenho o endereço certo, mas, Catherine, você não está planejando ir para lá. Está?
Um minuto de silêncio.
— É claro que estou! – Catherine gritou tão alto que Greg teve que afastar o aparelho do ouvido. – Acha que eu vou ficar parada aqui? De jeito nenhum!
— Catherine, você não...
— Não se atreva a dizer o que eu posso e o que eu não posso, Greg. Eu... O que você quer, Lindsay? – alguns segundos silenciosos. – Tá bom. Greg, a Linds quer falar com você.
— Oi, Greg.
— Ah, oi. O que você quer?
— Greg, preciso que você descubra de quem é aquele carro preto. Eu tenho quase certeza de que o carro não é do Ecklie, então não perca tempo com ele.
— Vou ver o que posso fazer.
— Faça rápido.
— Claro, Sra. Willows – Greg caçoou e depois de mandar um abraço, foi até a sala de Archie. Quem sabe ele não teria uma boa imagem do carro?
Notas finais
Afinal, o que nunca mente? Além da evidência, é claro. A opinião dos leitores, hehe!
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