Entrelaços
14 Don\'t Wake Me Up.
Notas iniciais
Obrigada pelas reviews do último capítulo ♥
Continuem participando da Fic! Beijos ;*
Boa leitura!
ISABELLA
O relógio marcava 23:38 quando ouvi alguém bater forte na porta, provavelmente seria alguém conhecido, afinal, ninguém tinha interfonado da portaria. Quando abri a porta e notei que era ela, pensei que estava sonhando.
- Eu não consegui te ligar, então, resolvi vir aqui. Eu realmente quero que você viaje no fim de semana comigo e o Otávio. – Falou a loira.
- Entra Manu, você tá toda molhada. A gente conversa direito aqui dentro. – Pedi.
Ela entrou, fechei a porta e em seguida fui até o meu quarto pegar um toalha para que ela pudesse se secar. Assim que voltei pra sala notei que ela estava tremendo de tanto frio, a abracei forte e a sequei.
- Você ainda não me respondeu. – Falou fixando o olhar no meu.
- Não me lembro de você ter perguntado nada, aliás, já te disse que foi loucura você ter dirigido até aqui com esse temporal lá fora? –Indaguei preocupada.
- Eu só precisei vir, minha cabeça estava cheia e eu tinha que sair daquela casa. E quanto à pergunta, me refiro a você viajar com a gente no feriado, eu meio que prometi ao Otávio que você ia, e bem, eu também quero muito que você vá. – Explicou.
- Tudo bem, eu posso sim ir com vocês, mas só posso depois do meio dia, tenho uma reunião importante de negócios com o meu pai. Mas, me conta, aconteceu alguma coisa? Você não parece bem. – Falei acariciando o seu rosto enquanto ela tinha o olhar fixo no chão.
- Não, não é nada! Eu só preciso que você fique perto, só isso. – Falou me encarando carinhosamente.
- Vem pra o meu quarto, eu te empresto uma roupa minha. – Falei conduzindo-a pela mão.
Entreguei uma roupa confortável pra que ela vestisse e pouco tempo depois ela saiu já vestida do banheiro. Ela estava tão linda! Ela sempre estava linda, mesmo com um moletom enorme e os cabelos bagunçados e ainda úmidos. Aquele olhar que ela me lançou foi quase como que pedindo pra ser cuidada. Cuidar dela era tudo o que eu mais queria, era isso que nós fazíamos desde criança, cuidar uma da outra. E apesar de todo o meu desejo e a vontade incontrolável de correr até ela e beija-la, eu sabia que não era disso que ela estava precisando naquele momento. Eu conhecia o silêncio dela, cada olhar que ela me lançava.
- Eu posso dormir com você essa noite? – Perguntou com a voz falha e os olhos verdes marejados.
- Claro que pode Manu, eu não deixaria você sair daqui com essa chuva. Me conta logo o que você tem, porque você tá assim? – Questionei me aproximando dela.
- Eu só, eu só senti que precisava de você.. – Falava quando caiu no choro. – Eu não tô bem Isa, eu não tô bem. – Concluiu enquanto eu a envolvia carinhosamente em um abraço.
Deitamos na minha cama e ela continuou a chorar nos meus braços, eu acariciava aqueles longos cabelos loiros e a apertava forte em meus braços.
- Não fica assim Manu, eu estou com você, eu vou cuidar de você. – Sussurrei.
Ela soluçava e se agarrava forte em meu corpo, tudo o que eu queria naquele momento era ter um poder mágico que fizesse tudo o que ela estava sentindo ir embora. Depois de um tempo, finalmente o choro cessou.
- Eu preciso da minha melhor amiga de volta. – Sussurrou.
- Eu já disse que estou aqui e que vou cuidar de você. Eu não vou te deixar nunca mais. – Falei beijando carinhosamente o topo de sua cabeça.
Não falamos mais nada, apenas me deixei inebriar pelo cheiro de seus cabelos, apreciei cada sensação provocada pela pele tão delicada que tocava a minha em leves movimentos. Aquele silêncio foi melhor e mais impactante do que mil palavras. Naquele momento ela era minha, o mundo lá fora tinha deixado de existir, tudo se resumia a nós duas. Eu conhecia momentos como aquele, era exatamente como foi na noite que deveria ser a do meu noivado com o Marcos e tantas outras vezes que estivemos nessa mesma situação. Não tinha a ver com ela estar apaixonada por mim, era algo mais forte, uma conexão que resistia ao tempo e a todas as circunstancias. Naquele momento eu soube, que por mais que ela estivesse com outra pessoa e eu viesse a encontrar alguém, aquela conexão não seria rompida.
Eu soube exatamente o que Cathy de “O morro dos ventos uivantes.” quis dizer quando falou que a matéria de sua alma e de Heathcliff eram iguais. Será que também estaríamos fadadas a viver um amor que nunca foi, de fato, consumado? Não, eu não permitiria. Ela precisava de tempo, assim como eu precisei. Mas, independente de tudo, eu não sairia do lado dela, mesmo que esse amor não fosse correspondido da mesma forma, tudo era melhor do que ter ela longe.
Fiquei mais algum tempo a observando dormir e sussurrei um “Eu te amo” quase que inaudível. Afaguei aqueles longos cabelos dourados por mais algum tempo até enfim cair no sono.
MANUELA
Acordei um pouco atordoada, mas demorei apenas alguns segundos para me dar conta que aquele era o quarto da Isabella. Ainda não aparentava ter amanhecido. A Isa estava deitada de costas pra mim, e uma das minhas mãos estava pousada em sua cintura. Passei um tempo observando aqueles longos cabelos escuros e afundei minha cabeça na curva de seu ombro.
Céus! O corpo dela era tão macio, e por mais que eu lutasse, não tinha como não desejar ele. Deixei que minha mão acariciasse sua barriga e parte das costas, ela não apresentava sinais de que estava acordada, levei minha mão até o inicio da curva de seus seios e resolvi parar com aquela loucura. Fui deslizando minha mão devagar a fim de encerrar totalmente o contato dela com aquele corpo tentador, mas antes que pudesse retira-la a Isabella segurou forte o meu braço.
- Continua. – Pediu com a voz um pouco rouca e extremamente sensual.
Pensei em dizer alguma coisa, mas, o que? Eu não queria parar aquilo, pelo contrário, eu queria mais. Muito mais.
Colei o meu corpo com o de Isabella e levei minha mão até o seu seio direito apertando levemente, pude sentir os seus pelos se eriçarem e seu mamilo enrijecer com os movimentos que eu fazia. Antes que eu pudesse continuar, Isabella virou-se frente a mim e tomou os meus lábios com vontade, senti sua língua macia adentrar minha boca e tomar todo o controle daquele beijo. Afastei um pouco nossos corpos para que pudesse me desfazer da camisola que cobria o corpo de Isabella, encarei aqueles olhos azuis dilatados e a puxei contra mim voltando a beija-la com vontade. Minha calcinha já estava completamente molhada com apenas aquele beijo.
- Eu quero sentir você, agora. – Sussurrei.
Isabella arrancou minhas roupas em rápidos movimentos e ambas estávamos apenas de calcinha. Ela sugou meus seios com vontade e sem nenhum pudor adentrou a minha calcinha com a mão direita, ela fazia movimentos circulares no local e me encarava com o sorriso lascivo nos lábios ao notar os gemidos que me provocava.
- Manu! – Sussurrou.
- Manu! – Voltou a sussurrar.
Eu estava quase enlouquecendo de prazer quando ela me penetrou com dois dedos, eu sentia que aquele mundo estava ficando distante, como se estivesse sendo tele transportada pra outra dimensão.
- Manu, acorda! – Dessa vez a voz de Isabella era bem mais próxima e auditiva.
Abri os olhos assustada e me deparei com a uma Isa preocupada me encarando.
- Desculpa te acordar, mas você estava tendo um pesadelo, não parava de gemer. – Explicou.
Fiquei completamente corada ao ouvi-la dizer isso, eu realmente era a rainha da descrição, eu não acreditava que tinha tido um sonho erótico com a pessoa que estava dormindo do meu lado. E ainda fiquei gemendo a ponto da Isabella ter que me acordar. Céus! Acho que nunca senti tanta vergonha na minha vida. Olhei para o relógio e marcava 04:35 da manhã. Ela ainda me encarava confusa e eu resolvi falar.
- E-er, eu meio que tive um sonho bem estranho. Fez bem em ter me acordado Isa. – Falei me levantando da cama.
- Quer que pegue um copo de água pra você? Você tá suou enquanto dormia, e parece meio nervosa. – Falou ainda preocupada.
- Não precisa e acho melhor eu ir embora. A gente vai viajar bem cedo e a chuva parece ter cessado. – Falei. De fato eu tinha suado, mas não era aquele tipo de liquido que me incomodava no meu corpo.
- Mas, já? – Questionou enquanto me observava pegar as minhas coisas.
- S-sim, não avisei que dormiria fora, tenho que chegar antes que todo mundo acorde. – Respondi trocando de roupa apressada.
- Agora eu sei como os amantes se sentem. – Brincou.
- Deixa de fazer piadinhas e vem fechar a porta. Ah, e não se esquece de ir se não o Tavinho me mata. – Falei já caminhando em direção à porta.
Saí praticamente correndo do apartamento e adentrei o elevador acenando para a Isabella. Senti um alivio enorme quando as portas do elevador se fecharam. Que droga de sonho maluco tinha sido aquele? Meu cérebro podia ter escolhido uma coisa mais adequada enquanto eu dormia com a Isa. Eu estava tão atordoada que o percurso pareceu quase inexistente de tão perdida que eu fiquei nos meus pensamentos enquanto dirigia.
Consegui entrar na casa sem ser notada por ninguém além do porteiro, estacionei o carro na garagem e entrei silenciosamente na casa, tomei um copo de água na cozinha e segui para o meu quarto tentando não fazer nenhum barulho. Abri a porta devagar e fechei do mesmo modo, Bianca dormia, troquei minhas roupas em silencio e me deitei junto a ela na cama. Virei para o lado oposto e fique tentando afastar os pensamentos do sonho que tinha que tinha tido com a Isa. Assim que fechei os olhos a fim de dormir um pouco mais, o barulho do despertador ressoou pelo quarto. Definitivamente, aquele seria um dia longo.
Notas finais
Sério, eu amo o jeito o qual elas se pertencem ♥
Todo aquele carinho, pena que são duas tontas! --'
QUE SONHO FOI ESSE? KKKKK
O que é que um desejo reprimido não faz! kk
Manu criatura, pega logo essa mulher!
Gente, que sono pesado esse da Bianca, não? :p
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