Entre três, escolho sempre o pior.

2 Eu não sou paga pra ouvir suas mágoas, não, ok?!


Notas iniciais
Desculpem-me pela demora, mas sabe como é né, fiquei meio sem criatividade pra fazer o final, mas enfim, ta ai Boa leitura u.u

Agora que parei pra pensar, por que ele, logo ele, 'ta falando comigo?! O mundo virou de cabeça pra baixo e os Nerds são populares e eles são os excluídos?! Não 'tô intendendo mais nada.

Olhei para aquele garoto e até pensei em me levantar e ir embora, mas tipo, ele tava com um olharzinho de cachorro abandonado e eu, como sou uma pessoa muito sentimental — hahaha nunca — não consegui ignora-lo, então lá foi eu fazendo outra burrada.

— Por acaso, aconteceu algo? — "Por que raios eu fui tão cortês?! Burra, burra" sorri meio desconcertada com a minha briga interna.

O Natsu deu uma ultima olhada no celular, e depois mostrou pra mim, eu fiquei com uma cara de tipo masoq, e ele me explicou.

— Era pra eu encontrar com uma pessoa hoje, mas ela acabou não vindo — falou e eu dei uma olhada no celular dele, tinha umas três chamadas pra uma tal de M.

Ah, cara, não acredito que eu vou fazer isso mas lá vai, hoje meus caros, vou ser o ombro amigo de um cara que eu nunca falei na vida.

O que é isso produção, eu não sou paga pra isso não tá, quero aumento. Ah, não, esquece, essa é minha vida, eu não recebo salário.

Bom, se é pra ser ombro amigo, que eu faça o trabalho direito, vai que eu ganhe um extra — sem malícia, minha gente — e talvez, só talvez mesmo, quem sabe eu ganhe um amigo também — não que eu esteja desesperada por um, por que eu não tô.

— Calma, vai ver, ela teve algum imprevisto, e não pode vir — "Affs, to parecendo minha mãe falando" — Por que não tenta ligar pra ela?! — não sei dizer porque, mas acho que eu quero ajudar ele.

Por algum motivo, ele me escutou — ainda não assimilei isso também — e ligou pra tal peguete dele.

Ele colocou o celular no ouvido e eu, xereta como sou, me aproximei e colei o rosto do lado do aparelho — cara, acho que é por isso que as pessoas não gostam muito de mim.

Bom, o carinha aqui não ligou muito pra isso, na verdade, acho que ele até queria que eu ouvisse, não me perguntem porque ele deixou, eu sei lá, as pessoas são muito estranhas.

O telefone chamou umas cinco vezes até alguém atender — de uma coisa eu sei, ele deve gostar dessa pra esperar tanto, eu não minto, eu já teria desistido e ido pra casa à muito tempo.

Alô?

Ah, não, é a voz de um cara, olhei de esgueira e vi o Natsu estreitar os olhou, ui, senti um ciúminho agora.

— Ela está aí?! — perguntou sem nem cumprimentar o cara nem nada, vesh, acho que vai rolar uns fights depois.

Ouvi uma tosse meio forçada do outro lado, tenho certeza que o homem ficou surpreso — ou não né, não conheço muito esse povo chamado "populares".

Ah, claro, é você — é impressão minha, ou esse cara usou um tom irônico — Vou chamar ela.

Eu nunca pensei que minha língua coçaria tanto pra falar algo.

Eu queria virar pro Natsu e dizer:

" — Foi mal, amigo, mas ela tá te traindo, você é um corno."

Mas eu não fiz isso, eu não tive coragem o suficiente.

Depois de um tempo, uma mulher atendeu.

Natsu, o que aconteceu? — não acredito, ela esqueceu que tinha um encontro com ele, putz, isso vai dar treta.

O desolado aqui suspirou bem fundo — acho que ele tava se acalmando — e falou tudo de uma vez só.

— Não foi eu que fui atrás de você, sabia, não sou eu que quero me aproximar de você, lembra — "Epa, epa, as faíscas nos olhos do Natsu, ele ta se rebelando, to até com medinho, nah, acho que essa é minha deixa, deveria ir embora".

Deixei o Natsu falando no celular — ele ta muito irado, cara — por isso achei que ele não ia me perceber, erro meu — que saco, como posso errar tanto desde que eu comecei a falar com esse moleque?!

Ele deu uma olhada de canto de olho e colocou o celular em cima do banco e segurou meu braço e nossa, a mão dele é áspera e meio calejada, retiro todos os insultos que já pensei sobre ele ser um acomodado, o cara é trabalhador tio, ganho um pouco do meu respeito.

— Onde você vai? — perguntou com o cenho minimamente confuso.

— Eu... vou pra casa — disse baixinho, já disse que não sou boa pra falar com os outros?!

Ele soltou o meu braço e pediu para que eu esperasse um segundo, pegou o celular e nem se quer deixou a mulher falar muito.

— Olha só, isso não importa agora, eu preciso desligar, tenho que levar uma amiga na casa dela — Oi?! Como é?! Ele dispensou a peguete dele pra me levar em casa, e ainda me chamou de amiga?! Ta certo isso gente, acho que to me sentindo emocionada.

Mas eu não posso me enganar, ele parece legal e tal, porem eu sei que isso é só educação, alem do mais, ele tem namorada e se ela descobre que ele a trocou pra levar uma Zé ninguém pra casa — vulgo eu — posso sofrer graves consequências.

— Ah, Natsu, não precisa me levar pra casa, não quero atrapalhar a conversa com a sua namorada — disse dando de ombros e de cabeça baixa, ai que dor no coração, e pensar que estou jogando fora a minha chance de ter um amigo.

— Namorada?! — ele se alto perguntou, ué, senti a confusão agora.

Quando levantei o rosto pra olhar ele, vi que ele tava, tipo, muito confuso mesmo, tanto quanto eu, então meio que senti a necessidade de esclarecer ali o que eu achava que 'tava acontecendo.

— É, sua... namorada! — tentei explicar, mas cara, ele é meio tapadinho — Ah, Natsu, a mulher com quem você tava falando no celular, a tal de M, cara — falei meio irritada, vesh, to me soltando agora.

Ele pensou e fez uma cara de iluminado como se tivesse entendido.

— O M não é um nome, o M é de mãe, nem namorada eu tenho, cara, não acredito que você achou que ela era minha namorada, que hilário — ele riu, ou melhor gargalhou, o que me irritou e muito.

— Não precisa rir assim também — reclamei inflando as minhas bochechas, ele segurou as minhas bochechas e as apertou — O que que voshe ta fashendo? — perguntei com a língua meio enrolada por ele estar apertando as minhas maçãzinhas do rosto.

— Cara, você é muito legal... e fofa — WHAT?! Ele me chamou de fofa?! Por que?! Como?! O que?! Hã?! To ficando lê lê da cuca, eu acho que ele percebeu o que tinha falado, porque logo depois ele corou um pouquinho e soltou o meu rosto — E-eu não me importo de levar você pra casa, alem do mais já ta bem tarde pra uma garota andar por ai sozinha — disse bancando uma de durão.

Meio encabulada ainda, eu suspirei, ele meio que tinha razão, né.

— Tudo bem, tudo bem, então vamos, ta mesmo ficando tarde — "E minha mãe já deve estar ficando preocupada" completei em pensamento, mamis é super protetora sabe.

Bem, qual vai ser o mau dele me levar pra casa né, acho que nenhum.

Cara, tomara que eu não erre de novo, mas eu até to começando a gostar desse moleque, esse Natsu não é tão mesquinho quanto o que eu achava e eu espero sinceramente que eu não erre dessa vez.

Moral da historia nisso tudo: — Tô sempre errada, e enxergo mal as pessoas. Acho que vou passar no oculista depois

Notas finais
Pronto, pronto, ta postado e com todo o meu amor, mas vcs sabem né, eu amo vcs então comentem pra alegria da imperatriz aqui u.u
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.