Alaric se acordou depois de uma meia hora inconsciente, e se arrastou ate Carol que já estava gelada e pálida sobre o chão.
– Meu amor, não não , volta pra mim , volta — chorava e chorava, não tinha controle sobre suas lágrimas e naquele momento aquilo não importava, ele só queria chorar, ele só conseguia fazer aquilo. A abraçava, e não tinha coragem de soltà-la.
Alaric se enrijeceu ao se lembrar de Elena e Jeremy. Pegou o celular e discou o número do filho.

No hospital, Jeremy havia pegado no sono na poltrona ao lado da cama de Elena.
Ela estava com sede, sentia sua boca seca, mas estava com vontade de tomar um refrigerante gelado. Se sentou na cama vagamente para não acordar seu irmão e desceu da cama. Lembrou-se que estava presa pelo soro então pegou o carrinho do soro para se apoiar e o levou junto para fora do quarto. Sua cabeça ainda doía causando um pouco de tontura mas ela conseguia caminhar. O hospital estava todo escuro, pacientes dormindo e as enfermeiras fumando do lado de fora do hospital. Andou virando no corredor a direita e avistou a máquina, andou até ela e inseriu a moeda que havia pegado de Jeremy.

Chegando no estacionamento do hospital com sua Land Rover preta, toca o celular de Damon.
– Em que posso te ajudar? — Atendeu falando num tom irônico.
– Minha encomenda, você já está com ela?- Era Enzo querendo saber de Elena.
– Quase — Respondeu Damon saindo e fechando a porta do carro. — Mas antes quero saber o que você pretende com essa garota? O que ela tem de tão importante amigo ? -
– Eu já disse, a mãe dela matou um amigo meu —
– Bom não foi isso que eu ouvi por Aí, quando você pregou mentira a primeira vez, você falou que essa Xerife tinha matado seu irmão, claro um irmão que não existe a propósito- disse secamente. — O que você está tramando Enzo? — Perguntou num tom autoritário.
– Como você sabe disso? — Perguntou nervoso.
Damon riu.
– Um passarinho me contou — provocou, enquanto andava até a porta do hospital.
– Você estava me seguindo? —
– Sei de muito mais coisas do que você pensa —
– OK , OK, ta bom, eu te conto. Essa garota tem um sangue especial...-
– A qual e cara, qualquer garota tem sangue especial pra nos — interrompeu Damon.
– Me deixe terminar !- bufou. — O sangue dela e capaz de criar um exército de híbridos, só preciso levá-la até Klaus —
Damon parou em seco.
– Espera, você quer virar híbrido?-
– O que você acha? -
– Então porque você simplesmente não morde a garota e pronto? -
– Não e tão fácil assim, para funcionar um original tem que cravar os dentes no lindo pescocinho dela e sugar praticamente todo o sangue, só daí então que a magica funciona, o sangue dela só serve para Klaus.-
– Me deixe adivinhar — disse damon passeando pelo corredor silenciosamente.
– Depois se ele quiser ele pega a mãozinha de vocês e da uma mordidinha e bumm, você vira híbrido, e a mágica acontece! Que romântico- debochou Damon entrando no elevador.
– Ta cala a boca, você só precisa pegar a garota -
– Bom ajudaria muito se você Me descrevesse ela- Respondeu irônicamente.
– Ah claro, ela e meio baixinha, cabelo comprido liso, é.. Qual a cor mesmo... Acho que e escuro, não vi muito bem no nosso último encontro estava tudo muito escuro- soltou um riso.
– Hum então você que a mandou para o hospital- deduziu Damon.
– Só me lembro disso, a ela é muito bonita, não vai ter erro, e so você ver se ela está com curativos no pescoço —
– Isso nem passou pela minha linda cabeça- debochou Damon.
– Ta vai pro inferno amigo — disse Enzo divertido.
– Depois traga para mim no endereço...-

Damon estava virando a curva do corredor quando esbarrou de frente com ela, a fazendo virar um pouco do refri que carregava na latinha em cima dela. Ela arfou de susto e ao impacto contra aquela parede de músculos ela se desequilíbrou e se sentiu tonta, a cabeça respondeu na hora a fazendo gemer de dor.
Num ato rápido ele guardou o celular no bolso enquanto segurava ela com o outro braço quando viu que ela nao estava 100%.
– Que Droga-. ela reclamou sem ter olhado para ele direito, passando a mão pela camisola rosa do hospital.

Naquela hora Damon sentiu como se o chão o tivesse engolido, tudo desapareceu ao seu redor, a não ser ela, ela estava ali na frente dele, ele não estava acreditando nisso, queria falar mais sentia uma angústia presa em sua garganta, depois de muito tempo ele sentiu alguma emoção boa novamente, pela primeira vez em mais de mil anos ele sentiu uma emoção que nem ele conseguia explicar.

– Katherine? — depois de muitas tentativas ele conseguiu soltar esse nome com a voz abafada.

Elena o fitou confusa, notando que ele não parecia bem