Entre tapas e beijos
15 Capítulo 15
Stefan entrou no quarto e fechou a porta atras de si. Ficou parado á soleira da porta, não conseguiu se mover, apenas seu olhar havia ganhado um brilho intenso que durante muitos anos havia se apagado. Depois de uns cinco minutos parado ali começou a caminhar em direção dela, que parecia estar acordando pois estava mechendo a cabeça e suspirando levemente. Ele recuou.
– Como isso é possivel ? — Susurrou para si mesmo.
Elena abriu os olhos e levou um baita susto ao vê-lo em pé a fitando. Ela arfou e pois a mão sobre a testa.
– Oh meu deus — resmungou ela.
– Me desculpe, não queria assustá-la, apenas vim ver... — apontou para ela com a palma da mão um tanto trêmulo pelo nervosismo. Stefan nervoso por causa de uma garota ? Isso não era comum a mais de 1 século. — Ér, como você esta- completou.
Elena deu de ombros.
– Eu estou bem — respondeu se sentando na cama com um olhar um tanto intrigado. — Me desculpe, mas eu te conheço ? — perguntou o analisando. — Você me lembra alguem... — continuou.
Stefan sentou-se na poltrona ao lado dela e cruzou os braços dando um sorriso meio que forçado.
– Sou Stefan Salvatore, irmão de Damon — contou causando uma expressão de agora tudo faz sentido em Elena.
– Ah sim, ér, você por acaso é... quer dizer lógico que você...- se tropeçou nas palavras pois estava nervosa, e não conseguiu esconder.
– Se eu sou um vampiro também? — deu um sorriso torto. — Sim, eu sou — contou.
Elena assentiu positivamente o fitando meio assustada.
– Não precisa ter medo de mim — tentou tranquilizá-la.
– Que ótimo, porque seu irmão no começo me aterrorizou, achei que nunca mais veria a luz do dia — desabafou.
Stefan assentiu negativamente.
– Sim, vamos dizer que Damon e eu somos um tanto diferente —
– Um tanto quanto ? -
– Ele é a agua, e eu sou o vinho — stefan sorriu novamente.
Elena riu também.
– Isso que eu chamo de uma boa definição —
– Sim, sempre foi desse jeito — Stefan deu de ombros e passou a mão pelos cabelos desgrenhados do gel.
– Ham sim... me deixa adivinhar... — Ela apontou o dedo indicador para ele. — Você é o irmão bom ! —
Stefan deu um riso abafado, ele se sentia bem em conversar com ela já em tão pouco tempo.
– Você é mais inteligente do eu pensei — disse corado.
– Não sou muito inteligente, mas você e mais calmo e um tanto mais educado para chegar em um pessoa que você nunca viu na vida — contou Elena.
Stefan entrou em seus devaneios, ao ouvir ela falar isso " Para chegar em uma pessoa que você nunca viu na vida", se ela soubesse que ele ja foi pra cama com uma pessoa idêntica a ela, que ele foi apaixonado por essa garota durante um seculo, e que agora esse amor estava esmagado sobre uma rocha que mesmo que a levantasse não iria adiantar mais nada, Stefan sentia odio de Katherine, pois ela foi uma vadia manipuladora que usou os dois e depois fugiu, os deixando brigar pelo resto da eternidade.
– Stefan ? — chamou, tentando chamar a atenção dele.
– Oi? — disse um pouco atordoado. — Ah me desculpe, eu estava pensando aqui e...-
– Tudo bem, so que você parecia meio...- Ela gesticulou com as mãos. — Distante, e quando eu digo distante é que você so estava de corpo presente aqui, o pensamento deveria estar bem longe —
Se ela soubesse que o pensamento dele estava em Bulgária 1965. Stefan deu de ombros e sorriu.
– São os problemas —
– Problemas? Me desculpe mas que tipo de problemas você pode ter? Você é um vampiro, pode conseguir oque quer ! -
Stefan assentiu negativamente e abaixou a cabeça. Elena reagiu ligeiramente.
– Ai me desculpe eu não quis ser rude só...-
Ele a interrompeu carinhosamente gesticulando que ela parasse de falar.
– Esta tudo bem Elena, você não foi rude, você esta certa em pensar assim. Por um lado é verdade, mas a unica coisa que não conseguimos é se livrar das magoas do passado, ou reconquistar seu irmão que te odeia a mais de 1 século por sua ex ter escolhido a mim, depois que descobrimos que ela estava usando os dois ao mesmo tempo. E olha que temos toda a eternidade para tentar nos reconciliarmos certo ? Todos pensam que isso tem um lado bom, mas na verdade aí é que esta o problema, quando se é humano sabemos que vamos morrer, e pode ser a qualquer dia , a qualquer hora, e de qualquer coisa mínima que seja, então a gente pensa melhor e não devemos desperdiçar o precioso tempo de nossas vidas de mal com um irmão, com seu pai, ou com sua mãe...- Elena estremeceu. — Me desculpe — pediu Stefan, ela acentiu positivamente dando o entender que não tinha problema foi um ato involuntário.
Ele continuou.
– Então temos que engolir nosso orgulho e ir pedir perdão para a pessoa que você se importa, para a pessoa que você ama, pois mais que estejamos certos e a outra pessoa errada, a vida é isso, ela te desafia, você tem que fazer sacrifícios, passar por desafios, mas no final tudo vai se resultar em algo bom, e você vai se sentir bem por ter passado por tantos problemas firme e forte — Elena assentia positivamente encantada com as palavras dele. — Agora o meu caso, ou o caso de vampiros em geral, temos toda uma eternidade então não precisamos ter pressa para consertar as coisas, e isso é algo péssimo de que eu nunca vou me acostumar, Damon consegue se sentir bem alimentando essa raiva, mas eu não — desabafou com ela, apos ter acabado de conhecê-la, quer dizer conhecê-la espiritualmente, pois o corpo ele conhecia a cada centímetro, a cada fio de cabelo, e a cada olhar.
Beth estava escutando por de trás da porta e ficou um tanto pasma pelas palavras de Stefan.
– Esse garoto é...- começou a falar admirada para si mesmo mas se interrompeu se recompondo como se não tivesse ouvido nada e abriu a porta.
– Cheguei querida — abriu um sorriso para Elena, e ela retribuiu com outro. Beth fitou Stefan e pigarreou. — Agora eu fico aqui com ela- Deu uma olhada rápida em seu relógio de pulso e voltou a atenção á ele. — Ja são quase seis horas da noite, você dever ter mais oque fazer não é ? — perguntou implorando com o olhar para que ele concordasse e se mandasse dali. Antes que ele pudesse responder Elena o interrompeu.
– Na verdade vovó, eu queria que ele ficasse mais um pouco... quero conversar mais um pouco com ele — pediu gentilmente, e Stefan teve que segurar o riso com a cara que a velha fez.
– Claro querida — disse quase num susurro, se ela tivesse visão de calor ela teria transformado Stefan em cinzas com o olhar que ela deu a ele.
– Obrigada — disse Elena. — E você se importaria de pegar uma garrafinha de água gelada pra mim nas máquinas? — pediu.
Beth abriu um sorriso sincero para a neta.
– Claro que eu pego querida, vou deixar vocês dois conversarem mais um pouquinho e depois eu trago sua água — mandou um beijo para neta fazendo biquinho no ar e se virou para sair dali, antes de fechar a porta e olhar Stefan ela bufou. Stefan soltou um sorriso de quem havia ganhado a guerra.
– Do que você esta rindo? — Perguntou Elena curiosa o fitando.
– A nada, só.... deixa pra lá — e sorriu para ela mostrando aqueles dentes brancos alinhados perfeitamente.
– Então ta- disse divertida. — Mas... o que eu queria te perguntar é sobre a Katherine — contou e notou que Stefan enrijeceu. — Algum problema? — o analisou.
– Não não... eu so não sabia que Damon ja havia te contado ate o nome dela -
– Não so contou, como também admitiu que me confundiu com ela, por isso que me sequestrou, isso quer dizer que se não fosse por isso a essas horas eu ja teria virado comida de híbrido original — suspirou pesadamente ao terminar de falar.
– Nem pense mais nisso, não vai te fazer bem, depois de tudo que você passou e ainda esta passando...-
– Sim — ela concordou baixando a olhar. — Mas ela é tão parecida comigo assim ? Digo, deve ser apenas alguma mera semelhança não é? Não é possível duas pessoas idênticas se não houver algum laço familiar —
– Sim você esta certa, você apenas lembra ela...- Stefan mentia mal, mas como ela não o conhecia muito bem não notou. — Damon que devia estar fora do estado normal dele, e se equivocou ao te sequestrar, o que foi bom claro por um lado como você disse — deu um meio sorriso.
– Não acho que seu irmão tenha um estado normal , me desculpe — disse abafando um sorriso.
– Tenho que concordar com você, fica só entre nós, nosso segredo — pôs o dedo indicador na boca gesticulando silêncio, e riu.
Stefan não iria lhe contar sobre ela e Katherine serem duplicatas, isso a apavoraria, ele não contaria a ela nem se ela estivesse em perfeitas condições, imagina com ela em uma cama de hospital. Deu de ombros e se espreguiçou se levantando, para disfaçar seus pensamentos.
– Você precisa descansar agora -
Ela bufou.
– Não vejo a hora de sair daqui, ja estou enjoada de hospital — reclamou. — Ultimamente foi meio impossível ficar longe daqui — suspirou.
– Não se preocupe, você vai para casa amanhã,e depois tudo vai ficar bem, estamos aqui para te proteger, seu irmão, seu pai e...- se interrompeu engolindo em seco. — Eu — completou.
Elena deu de ombros.
– Não se esqueça da vovó — Beth entrou no quarto. — Ou você acha que eu so estou aqui viajando de férias, enquanto minha neta esta sofrendo ataques de vampiros de todos os lados pois todos eles querem o sangue precioso dela — Beth entregou a água para Elena e passou carinhosamente a mão pelo rosto dela.
– Vovó ele não quis...- começou a defender Stefan quando ele a interrompeu.
– Não Elena sua avó está certa, peço desculpas por ter esquecido de mencionar ela, ja que foi graças a ela que a gente te encontrou — disse educadamente enquanto a velha estava se balançando de braços cruzados e o olhando de rabo de olho de vez em quando. — Me desculpe senhora Beth — pediu e abaixou a cabeça por eduação.
– Agora vou indo — acenou para as duas. — Xau Elena, melhoras e a gente se vê por ai — deu um sorriso. Ela sorriu de volta e acenou. — Espero que sim — seus olhos brilharam, sentiu borboletas no estômago.
Beth não olhou para ele mas respondeu.
– Xau garoto — disse secamente. Elena a olhou com desdém. Beth bufou. — Xau, Stefan querido — disse teatralmente.
Stefan riu na soleira da porta antes de fechá-la. — Boa tentativa — disse a velha. E fechou.
– Vovó ! — Reclamou por essa situação.
– Que foi querida? — perguntou se fazendo de desentendida enquando caminhava ate a janela.
– Sei que bruxas, não se dão bem com vampiros, mas não custa nada você abrir uma excessão não é ? -
Beth deu de ombros.
– É complicado — não tirou o olhar da paisagem das ruas que observava.
– Não, não é complicado, nem um pouco — reclamou Elena se levantando da cama.
– Meu deus você vai me bater? — perguntou Beth debochando divertidamente.
Elena riu.
– Vontade nao me falta mocinha — brincou.
– Desculpa vovó — pediu teatralmente fazendo biquinho enquanto ajudava Elena a carregar o apoio do soro.
As duas riram.
– Mas é serio vovó , pense no assunto — pediu Elena.
Beth revirou os olhos e suspirou pesadamente.
– Ta bom , ta bom, quem sabe, talvez um dia não é? —
Elena ficou feliz em ouvir aquilo, pelo menos nada estava perdido. Beth a ajudou ir ao banheiro.
– Infelizes — bufou Enzo, em algum canto de Nova York.
Mais um fujtiivo para a lista de Klaus, uma lista que ele nunca aposentava enquanto nao encontrasse-os.
– Todos eles ainda vão me pagar — disse trincando os dentes da raiva. — Principalmente você amigo — Enzo estava com o celular na mão olhando uma selfie que ele Damon haviam feito a frente de uma pilha de corpos que tinham deixado em Nova Orleans alguns anos atrás.
Stefan acabara de chegar na mansão, e quando abriu a porta sentiu algo perfurar sua pele. Olhou para seu ombro, e a estaca que Alaric havia enfiado em Damon estava enfiada em seu corpo agora.
– Surpresa maninho — Disse Damon ironicamente porém a raiva fumejava em seus olhos azuis , la da sala de estar que era de frente para a porta de entrada.
– Damon — Stefan disse falhando a voz de dor, enquanto arrancava a estaca,e depois a jogou no chão.
– Você foi passear suponho? — começou Damon a andar se aproximando de Stefan que o fitava seriamente. — E aí maninho, não vai me contar como foi ? Você comeu mais algum coelhinho ? Ou ajudou alguma senhora a carregar as compras, me fale, estou ancioso ! — Sarcasmo e deboche ,ele estava explodindo esses sentimentos na cara de Stefan que baixou o olhar e caminhou em direção da escada que levava para o segundo andar. — Vou tomar banho Damon, não tenho tempo para seu humor hoje — ia subir quando Damon gritou furioso.
– Você não tem tempo? E ate agora eu garanto que você teve tempo para Elena Gilbert não é ? — trincou os dentes. Stefan perdeu a paciência e voltou na direção dele apontando o dedo na cara dele.
– Sim eu tive todo o tempo do mundo para ela enquanto ela estava deitada em uma cama de hospital por causa da sua estupidez, depois que você quase a matou, depois que você a sequestrou por causa do seu egoísmo, garanto que você chegou a pensar que ela era Katherine fingindo não é ? Então você teve a brilhante ideia de prender a garota e contar que você a confundiu, porque sua ex era idêntica a ela ! — cuspia na cara dele.
– E você? Stefan o santo ! Porque você foi atras dela no hospital? Você por acaso não chegou a pensar que era a Katherine, o meus deus, por que eu confundi Elena Gilbert humana com Katherine Pierce so porque elas sao a mesma coisa! —
– Elas não são a mesma coisa, apenas na hora do choque quando eu vi ela, cheguei a pensar por um segundo que era Katherine, mas você precisa de apenas meio segundo depois que começa a conversar com Elena para ter certeza de que ela não é a vadia, mentirosa e manipuladora que é a causa de eu e você nos odiarmos depois dela ter desaparecido para sempre —
– Não se engane com aquela carinha angelical meu irmão — sugeriu maldosamente. — Foi nessa armadilha que eu e você caimos a muito tempo, você se lembra ainda não é? — o provocou.
Stefan bufava da raiva, mas se controlou.
– Pense o que você quiser, só fique longe dela, ela ja tem problemas que chega por ser uma duplicata, e não saber. — Stefan deu de ombros. — Ah é espero que Klaus ja tenha acabado com Enzo na sexta feira noite por não ter Elena nas mãos — fitou Damon desafiadoramente, o mesmo deu de ombros. — Porque se ele não o matou, se ele aparecer por aqui de novo eu mesmo vou ter o prazer — completou.
Damon não falou mais nada, ficou fitando o nada enquanto Stefan saiu com passos lentos e subiu a escada. Damon não ficou com raiva de Stefan por ter jurado o coro de Enzo, pois ele mesmo queria o fazê-lo se ele aparecesse ali de novo em tentativa de pegar Elena.
– Se você não estiver morto, espero que não apareça mais por aqui amigo — disse para si mesmo saindo de seus devaneios e caminhando de volta para a sala, logo enchendo um copo de whisky e o virando tudo em um gole só. Damon não aceitava estar se interessando por Elena Gilbert, ele sabia que era apenas por ela ser a duplicata de Katherine, ele não a amava, nunca a amaria, ele ficava repetindo isso para si mesmo milhares de vezes.
– Não preciso estar interessado em você para te proteger de certos vampirinhos do mal — saiu um de seus pensamentos em voz alta, e deu de ombros bebendo mais whisky.
Stefan acabou o banho, e saiu enrolado na toalha com seu tanquinho a mostra. Estava pensativo, andou até a gaveta de sua cômoda e abriu a primeira gaveta, tirando um porta retrato com uma foto antiga de Katherine, com os cabelos cacheados e vestindo aqueles vestidos rodados de época.
– Você...- começou a falar, fitando a foto. — Depois de tanto tempo, você ainda me atordôa- assentiu negativamente e guardou a foto embaixo da pilha de camisetas. Fechou a gaveta e se jogou na cama, estava exausto, não fisicamente, mas mentalmente. Sentiu seus olhos pesarem e dormiu de toalha e tudo. Quer dizer de toalha e nada.
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