Notas iniciais
Sinceramente estou desanimada, ninguém está comentando, mas muitos estão acompanhando! Mas como vou saber se vcs estão gostando ou não? Opinião e tudo para o escritor.

A cidade estava de luto por 3 dias, pela memória de todas as pessoas mortas, familiares devastados com suas perdas. Era sábado de manhã por volta das 9:00 horas, pessoas estavam visitando os túmulos de seus Familiares e amigos que tinham sido vítimas dos ataques. A festa de Matt havia sido cancelada, estavam todos muito abalados para comemorar, estavam espalhando cartazes pela cidade com a foto de Elena escrito " Desaparecida ", a mando dos amigos dela da escola, mesmo que ela não tivesse muitos amigos de verdade apenas pessoas que a idolatravam por sua popularidade. Mas as que realmente estavam abaladas era Bonnie e Caroline. Foram visitar o túmulo de Carol, rezaram pela alma dela e rezaram para que encontrassem Elena. A escola já havia sido interditada para a limpeza do local do ataque, e os pertences de Elena que estavam no local foram devolvidos para Alaric. As aulas retornariam normalmente na terça.

Elena dormia profundamente, sentiu um calor agradável sob seu rosto e acordou se espreguiçando, aos poucos as lembranças voltaram. Sua mãe morta, estavam atrás dela para dar a um vampiro original, e aquele cara a havia sequestrado. Ela abriu os olhos e levou um susto ao vê-lo sentado em uma poltrona no canto do quarto, estava com uma expressão séria parecia nem ter notado que ela havia acordado. Ela olhou todo o quarto se sentando na cama.

– Onde estou? Para onde você Me trouxe seu louco? — gritou brava se levantando da cama. Estava com sua calça jeans escura, camiseta fina de manga comprida azul marinho e de all star preto, roupas que Carol havia levado para ela no hospital para quando ela recebesse alta. Damon a pôs na cama de tênis e tudo de tão cavaleiro que era.

Ela correu até a porta mas ela estava trancada. Damon se levantou soltando um suspiro propositalmente e retirou a chave de dentro do bolso da calça jeans que ele usava, as balançou.
– Procurando por isso? — Perguntou a provocando.
Ela cruzou os braços e bufou.
– Me deixa em paz, eu quero ir embora, minha mãe morreu ! — ela gritou segurando o choro. — Minha família deve estar devastada com isso e você ainda ajuda me sequestrando para piorar a situação — continuou gritando ficando vermelha. — Ela apontou o dedo indicador se aproximando dele — Se você não me deixar ir embora eu chamo a polícia, eu grito, eu faço qualquer coisa mas você vai se dar mal — o desafiou o fitando raivosamente.
Damon se aproximou dela com um olhar de dar medo em qualquer um e guardou as chave novamente. Em silêncio ele pegou o dedo dela e o abaixou fechando a mão dela em um soco e o apertando a fazendo arfar. Sem tirar os seus olhos dos dela.
– Olhe como fala, cuidado com os modos — disse com aquela voz rouca e desafiadora.
– Não me interessa, falo como quero, você não e nada meu para me dizer oque devo fazer — disse trincando os dentes. — Você não merece respeito nenhum, seu monstro — gritou e tentou soltar a mão dele da sua. Sem sucesso, ela estava louca da raiva, levantou a mão e iria dar um belo tapa na cada dele se ele não fosse tão rápido para a impedir segurando seu pulso e a puxando para perto dele.
– Só porque você ainda está viva, não significa que eu não vou te matar — disse a centímetros de distância do rosto dela, ela pode sentir aquele hálito de menta delicioso, e gelado. Aquilo a inebriou fazendo ela apertar os olhos e respirar fundo de medo.
– Eu não tenho medo de você — disse pausadamente o fitando.

Damon ficou surpreso, ela sabia se controlar como ninguém. Claro que ela estava com medo dele, mas ela soube controlar cada músculo do corpo dela para não deixar transparecer.
– Você mente muito mal mocinha —
– Não me chame de mocinha, apenas minha mãe me chamava assim — deu um impulso forte para se soltar e ele apenas aproximou mais seu corpo do dela, seus lábios faltavam apenas um centímetro para se tocarem. Ela virou o rosto. Ele a analisou e deu um meio sorriso, ela era marrenta não e qualquer garota que resiste aos encantos dele, claro que a raiva que ela estava dele a impedia de sentir qualquer outro sentimento bom por ele.
– Vou te soltar, e quero algumas respostas de você, estou contando com a sua colaboração para ficar em silêncio ou se não...-
– Ou se não oque? — o provocou saindo de perto dele enquando massageava os pulsos que estavam doloridos. — Vai me matar? am? Você precisa de respostas que eu sei que não tenho, nunca te vi na vida antes, não entendo o porque de você estar fazendo isso ! Então anda, se vai fazer alguma coisa comigo faça agora ! — levantou o tom da voz.
Ele ficou sem reação,parecia que e não estava ouvindo nada do que ela dizia. Mas estava, a coragem dela era tão igual quanto de Katherine, mesmo ela sendo apenas uma humana frágil. Apenas uma humana frágil que mecheu com o coração de pedra dele depois de tantos e tantos anos. Ele estava tentando se convencer de que o interesse por Elena era apenas a semelhança com seu antigo amor que pisou nele com todas as forças que pôde.

Elena cruzou os braços impaciente.
– Tem alguém aí? — Perguntou alto o observando.
Damon saiu de seus devaneios e pigarreou num disfarce a olhando meio de lado. Ele se sentou na poltrona e se curvou para frente com os braços apoiados nos joelhos entrelaçando os dedos.
– Você tem quantos anos?- Perguntou pra ela sério.
Ela demorou um pouco para responder, mas relaxou os ombros e soltou os braços.
– Tenho 19- respondeu secamente. Se sentando na beirada da cama.
– Você tem alguma irmã? -
– Que eu saiba não, apenas meu irmão Jeremy — ela o fitou confusa. — Deixa eu vêr se entendi, você ficou com alguma garota, e está me confundindo com ela — deduziu se levantando novamente. — Desculpe te desapontar mas não sou ela — deu de ombros cruzando os braços novamente e o fitando.
– Eu era apaixonado por ela — admitiu.
– E oque aconteceu então?-
– Ela só foi embora — Aquilo ainda doía nele.
– Humm... Eu sinto muito mas, como eu disse antes você se confundiu ao meu respeito —
Ele levantou o olhar a encarando, tinha vontade de agarrar ela ali e a beijar até seus lábios adormecerem e depois tê-la em seus braços o dizendo que o ama e ...-
– Hey você ! — ela gritou o obrigando a sair de seus devaneios. — Você está ouvindo alguma coisa do que estou falando? Eu perguntei se você já pode me deixar livre para que eu possa voltar para a família que me sobrou e ir visitar o túmulo de minha mãe e chorar, chorar e chorar mais lembrando dela. — arqueou as sombrancelhas e fez um bico.
– Katherine não era tao irritante — disse num tom meio baixo mas o bastante para que ela escutasse.
– Ah legal Katherine ? E eu com isso? Sou irritante com pessoas que me incomodam, que eu não gosto, ou por exemplo pessoas como você, que me sequestram-. disse entrecortando a voz de fúria.

Ele deu de ombros e soltou um sorriso torto a provocando.
– Graças a mim você acabou de criar mais uma categoria do porque você ser um ser tão irritante —
Ela bufou e assentiu negativamente.
– Não tem nada de engraçado aqui pra você rir ! —
Ele se levantou se espreguiçando teatralmente e levantou as chaves no alto. Ela olhou a movimentação dele desejando ter aquela chave nas mãos.
– Você quer ? — balançou as chaves. — Vem pegar — a provocou esticando o braço para que ela pegasse.
Ela o encarou desconfiada. Será que ele a mataria agora? Ela sentiu seu coração acelerar quase pulando do peito. Ela Andou vagarmente até ele e num movimento rápido ela arrancou a chave da mão dele, e ele a puxou pelo braço a prendendo contra o peito dele. Ela o fitou assustada.
Ele abriu um meio sorriso.
– Eu te levo para casa — disse secamente.
– não precisa — dispensou indiferente. — Não quero mais ver a sua cara, vou ligar para o meu pai e ele vem me buscar — disse.
– Eu vou te levar — apertou mais o braço dela enquanto semicerrava aqueles olhos azuis.
Ela acentiu positivamente com um pouco de medo. Ele a soltou.
– Que se dane, só quero ir pra casa e que você desapareça- virou as costas e andou até a porta.
Ele deu um sorriso torto. Pois sabia que não iria desaparecer. Pelo contrário ele estaria mais perto do que ela pensava.
– A propósito me chamo Damon — disse sinicamente ao desvirar a chave na fechadura e a mesma fez um barulho indicando estar aberta.
– Não me interessa o seu nome — falou e saiu caminhando em disparada na frente dele, ele a alcançou.
– Vai devagar se não eu nao te alcançou — debochou caminhando ao lado dela.
– Essa e a intenção- retrucou sem olhá-lo. Chegaram ao elevador e ela aperto para o térreo. Entraram e a porta se fechou começou a descer, estavam no 24° andar. Hotel de luxo.
– Como você entrou comigo desacordada aqui? Ninguém te Perguntou nada ? Ninguém pensou em chamar a polícia? Afinal nem sei onde estou ! -
– Bom respondendo a sua primeira pergunta, eu usei meus lindos olhos para entrar com você aqui — deu um sorriso torto convencido.
Elena revirou os olhos.
– Você hipnotizou eles? Todo mundo? —
Ele assentiu positivamente se achando.
– E respondendo a sua segunda pergunta, estamos em Geórgia — disse como se nada fosse.
– Geórgia? Você não bate bem! São 5 horas de viagem daqui até Mystic Falls ! — . Se exaltou. A festa de Matt seria nesta cidade.
– O que posso dizer a favor de minha defesa ? Que sou esperto o bastante para te trazer pra longe antes que você virasse comida de um original ? — cuspiu as palavras para fora num mau humor repentino. — A propósito de nada ! -. Completou.
Elena deu de ombros.
– Não tenho nada para te agradecer.-
– Tem sim, eu estou te deixando viva —
– Porque você quer não sei o que te impede de me morder aqui e quebrar meu pescoço agora , e depois você pode sair e compelir todo mundo e se safar de tudo -
– A ideia e tentadora, mas não coloque idéias na minha cabeça — ironizou, ela olhou atravessado pra ele. Estava faltando 4 andares quando o elevador sofreu uma parada brusca que fez Elena bater contra a parede do elevador e cair no chão. Damon estendeu a mão para ela com uma expressão preocupada e a puxou para que ficasse de pé. Ela aceitou assustada e ele ficou em posição para segurá-la caso desse outro baque desses.
– Não morri em um quarto presa com um vampiro, para vir morrer num elevador se duvidar- ironizou de mau humor.
Ele riu disfarçadamente.
– O elevador não está mais andando — começou a apertar os botões desesperada.
Ele tirou as mãos dela dos botões e a afastou da porta. Usou sua força para a abrir, passava uma pessoa tranquilamente por aquele espaço.
Ele fez sinal para que ela se aproximasse dele e assim ele a colocaria em segurança no corredor do 4° andar.
Ela nem pensou em se fazer difícil pois queria dar o fora dali o quanto antes. Ela se aproximou dele e eles se fitaram por uns segundos, ele a pegou no colo e a colocou no piso, logo atrás dela ele pulou com facilidade.
Elena sentiu algo escorrer por trás de sua cabeça, e estava doendo. Ela pois a mão e quando viu estava com sangue.
– Aí meu deus — choramingou olhando aquilo. Seu machucado havia sido aberto de novo quando bateu com a cabeça no elevador.
Ela se levantou com dificuldade com a mão suja de sangue notando que as veias de Damon estava se formando e que as presas já estavam aparecendo, ela tentou correr mas sua cabeça latejava , procurou por um banheiro e achou um no corredor ao lado da escada de emergência. Entrou e trancou a porta.
Damon se controlou, e voltou ao norma dele que não era tao normal assim. E andou até onde ela foi.
– Elena ? — chamou ele batendo na porta suavemente.
– Sai vai embora — pediu passando papéis toalha molhados no machucado.
– Já me controlei, me deixe te ajudar — disse seriamente preocupado.
Ela percebeu que ele estava apenas sendo sincero. Abriu a porta pra ele um tanto pálida e assustada.
– Você não vai gostar muito do meu método , mas te garanto que vai curar qualquer machucado que você tenha —
– Só por fora na pele ou no coração também ? — sentiu uma lágrima cair e a limpou rapidamente. Sujando sua bochecha com um pouco de sangue que estava em sua mão.
Damon teve pena dela e a sentou em uma cadeira que tinha no banheiro. Pegou os papéis e limpou o rosto dela com água.
– Agora você vai precisar tomar um pouquinho do meu sangue para te curar — disse carinhosamente.
Ela o fitou assustada por dois motivos, pelo sangue que ela tinha que tomar e por ele estar tão cavalheiro com ela. Ela acentiu positivamente mordendo os lábios .
Ele mordeu o pulso dele, e esticou para que Elena o tomasse. Ela recuou no começo mas ele fez sinal para que ela seguisse em frente. Então ela tomou um pouco, fez careta e quase se vomitou mas conseguiu engolir. Ela suou frio.
– Agora você vai ficar melhor — disse a ela.
Ela sorriu timidamente.
– Obrigado — disse.
– Não há de que é o mínimo que eu poderia fazer por você, não é? —
– Tenho que concordar com isso — disse em meio a um sorriso que o encantou.
– Pelo jeito você já está melhor Eleninha — a provocou e depois riu. Estendeu a mão para ela. — Hora de ir — ela retribuiu o gesto.

Saíram dali e caminharam em direção à escada, ela já estava melhor a cabeça já nem doía mais, com certeza já havia cicatrizado.
– 4 lances de escada para descer, que Ótimo — ela reclamou.
Damon sorriu torto.
– É rapidinho —
E a pegou no colo velozmente a carregando para baixo, ela fechou os olhos pois tudo o que via era vultos borrados. Quando sentiu que havia acabado ela os abriu. E ele a estava a observando, colocou ela no chão.
– Chegamos- ela disse quase sem fôlego.
– sim — ele sorriu para ela e foram para fora em direção do carro