Entre, se quiser...

1 contribulatus cor puellae


Notas iniciais
"16.15.18.6.1.22.15.18.13.5.1.10.21.4.5"

À sua frente, nesta estranha sala de cor vermelha, você vê uma garota deitada. Ela está de costas para você, tornando visível apenas seus longos cabelos lisos de uma cor branca que quase "brilha". Ela traja um vestido de um azul bem claro, cuja saia se estende até o chão e as mangas, que são curtas, são feitas de renda. Diante desta surreal cena, você ouve uma voz, doce e delicada, que vem quase como um sussurro."esta nomeia-se kardiá". Chegando mais perto dela, seu chamado por este tão delicado nome faz com que a garota lentamente se desperte e sente-se à sua frente. Seus olhos azuis estão inchados de tantas lágrimas derramadas pelo sofrimento que parece ter tomado conta de seu ser. Ela encara o chão. Você simplesmente pergunta o porquê de seu choro. Ela olha para seus olhos e então tudo fica escuro.

Ao recobrar os sentidos, você vê que se encontra à frente de uma porta. Já havia anoitecido, e não era possível ver nada além desta porta de madeira e a escuridão. Sua visão está um pouco nublada, como se isso fossem lembranças da sua mente. Que seja. Ao abrir a porta, uma graciosa melodia tocada com algum instrumento de cordas que você não consegue identificar ecoa pelo grande salão onde casais vestidos elegantemente dançam à luz de um grande lustre. Você caminha pelo piso branco, e simplesmente ninguém nota você. Ao se aproximar do centro do salão você vê kardiá, que usa um vestido vermelho, dançar com um homem alto, que traja uma túnica na altura da coxa e uma espécie de capa, o que você presume que é o traje da época. No lugar das lágrimas, há um radiante sorriso no rosto da menina, que dança com delicadeza e elegância. Isso lhe recorda um daqueles casais que existem nos livros, aqueles do m seu ouvido. kardiá, que continua com aquele sorriso no rosto, move a cabeça, indicando afirmação. Eles saem discretamente do salão e vão até a parte de trás da construção, que dá para um lindo jardim, com uma fonte e flores das mais variadas cores. Chegando mais perto, é possível ouvir do rapaz as mais profundas e sinceras juras de amor que já chegaram aos seus ouvidos. A lua cheia brilha no escuro céu, enquanto no rosto de kardiá há uma expressão de profunda comoção. Ele lhe faz uma pergunta, algo que você não consegue escutar por ter sido dito tão baixo, e então ela afirma, e os dois naquele momento parecem os jovens mais felizes do mundo. Eles se abraçam. Ela então diz que vai voltar o salão e se vira em direção à entrada. Mas o jovem a impede. Ele praticamente a arrasta bruscamente pelo jardim. Então a única coisa que você consegue ver em meio à aquele nevoeiro é o jovem com uma faca em sua mão. kardiá começa a gritar e a chorar. O jovem exibe em seu rosto um sorriso. Ele a segura, e lentamente passa a faca por sua garganta, e então seus olhos, que agora expressam pavor, se fixam sem vida em algum ponto qualquer. O cadáver da jovem suja a grama com sangue, formando uma espécie de "poça". O jovem vai embora como se nada tivesse acontecido.

E então tudo fica escuro novamente.

Quando retorna à sala vermelha, kardiá lhe encara com lágrimas e um sorriso irônico, e em seu pescoço há uma grande cicatriz...

Notas finais
Talvez eu continue...(e sim, tem como continuar)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.