Lunna fica em choque com a notícia na tv, primeiro por que é catastrófica, e segundo por que ela pensou no Alison, sai de casa na hora pra ir falar com ele sobre o assunto:

—Você viu a notícia na tv??

—Sim, ainda tá passando -Ele também está assustado

—Você não vai para a guerra, vai? Por favor, diz que não.

—Calma, não tem nada confirmado.

—Eu não quero que você vai pra guerra -Lunna abraça ele

—O que aconteceu? -A mãe de Alison se preocupa

—Ela acha que eu vou pra guerra mãe.

—Ora, o Alison se alistou no exército, claro que ele vai pra guerra -Diz o pai

—Pai! Assim o senhor deixa ela mais assustada ainda

Ele leva Lunna para a cozinha e lhe oferece um copo de água

—Calma, não precisa ficar assustada assim, foi só um ataque, não significa que nosso país está em guerra.

—Ainda não, mas pode começar uma. Ali, eu estou com muito medo.

Ela devolve o copo vazio, e ele coloca na pia, depois abraça Lunna pra tentar acalma-la.

—Fique tranquila, vai ficar tudo bem.

Depois do abraço Lunna fica um pouco mais calma.

Os dias passam e chega o primeiro dia de aula de Lunna, muito animada ela escolhe um traje perfeito e seu pai a leva de carro. Chegando na universidade, se depara com muita gente já no portão, ela entra e tenta ver seu nome em um mural pra saber qual será sua sala de aula, é um local muito grande e sua sala vai ser no terceiro andar. Ela vai ter muita aula teórica mas também aulas práticas, Lunna não vê a hora de ter essas aulas práticas.

Com o decorrer da aula, todos os alunos escutam uma grande explosão, ninguém sabe de onde veio e todos assustados saem de suas salas de aula. Lunna vai para o pátio e vê uma fumaça, essa explosão veio do lado de fora da universidade e decide ir para a rua ver, então descobre que um prédio está em chamas.

—Ai meu Deus, o que será que aconteceu?

Logo os bombeiros chegam para apagar o fogo e resgatar vítimas, Lunna fica torcendo pra que aquilo não seja outro ataque terrorista e sim uma explosão de gás ou algo assim, mesmo sabendo que pelo tamanho da explosão, não parecia explosão de gás.

Depois da aula, Lunna liga a tv em casa pra ter notícias do que aconteceu, era mesmo um ataque terrorista, ela fica muito aflita e liga para Alison, mas ele não atende, então manda uma mensagem: "Me liga." Ele foi até a casa dela no outro dia, assim que ela abre a porta para recebe-lo, se depara com ele usando uma roupa de exercito, ela o observa assustada.

—Desculpa não te ligar, eu estava ocupado, nosso país entrou numa guerra e fui convocado para defende-lo.

Ela abaixa a cabeça muito triste, ele se aproxima toca no queixo dela pra levantar seu rosto e diz:

—Eu não quero que você fique triste por causa de mim, essa é uma escolha minha, eu vou ficar bem, pois estou capacitado e treinado.

—Mas Ali, eu me preocupo... -Seus olhos se mergulham em lágrimas

—Eu sei meu amor, mas confie em mim, eu vou voltar pra ficar com você, pode me esperar.

—Quanto tempo você vai ficar?

—Eu ainda não sei, mas preciso que você prometa que nunca vai me esquecer pra eu poder ficar bem, não quero que você fique triste. Pense que eu vou estar fazendo uma coisa boa, vou estar defendendo todo mundo.

—Tá bom, eu vou tentar... E passe o tempo que for, vou estar esperando você aqui.

Eles dão um longo abraço, Lunna diz:

—Promete mandar notícias? Vou ficar com o meu coração mais tranquilo.

—Eu prometo -Ele balança a cabeça no meio do abraço

Alison olha para o rosto dela sorrindo, ela tenta sorrir também, mas com os olhos lacrimejando, quando escapa uma lágrima, ele a seca:

—Não chore. Escuta, que tal se fizermos algo para melhorar esse clima?

—Tipo o que?

—Sei lá, a gente pode dançar -Ele pega na mão dela e faz ela girar- E depois podemos cozinhar juntos, o que acha?

—Ótima ideia.

Lunna tenta disfarçar o quanto está triste e tenta fazer com que os momentos com Alison fossem alegres, para deixa-lo feliz e tentar apoia-lo em sua decisão para ele ir em paz. Mas seu coração o tempo todo se perguntava "Porque ela?", "Porque tinha que ser justo o seu namorado?".Mas bastou ele ir embora de sua casa pra ela chorar em sua cama.

No dia seguinte, Lunna acorda cedo e prepara uma surpresa para Alison, ela faz cookie de chocolate para ele e colocou dentro de um pote rosa. Depois se arruma para ir se despedir dele no quartel, seu pai a leva. Chegando lá, ela vê vários soldados em filheira, o Alison deve estar entre eles. A mãe dele também está lá, ela não parece estar tão aflita quanto ela.

—Olá, como está a senhora? Muito preocupada?

—Mãe sempre fica não é? Mas eu sei que ele vai ficar bem.

Logo os soldados são dispensados e Alison se aproxima, eles dão um longo abraço:

—Lembre-se do que conversamos ontem, está bem? -Diz ele

—Não vou esquecer.

—E também não se esqueça que eu amo você.

—Eu também amo você.

Eles trocam um longo beijo, o pai de Lunna que estava perto faz um barulho de garganta, eles param de se beijar:

—Ah, eu estava quase me esquecendo, fiz algo pra você.

—O que é?

—Surpresa, só abra quando estiver longe.

Nesse momento, o pai de Alison dá batidinhas nas costas dele:

—Vamos filhão!

—Tenho que ir agora cookie.

Ele dá um abraço amoroso em Lunna depois da vários beijinhos em sua boca, passa as mãos em seus braços até chegar nas mãos ao mesmo tempo que se distancia dela, sem parar de olhar seu rosto, ele solta as mãos dela e continua a se distanciar ainda olhando pra ela, depois de certa distância vira-se para frente em direção a um camburão de exército, Lunna fica ali parada olhando ele se distanciar e começa a chorar. Seu pai a abraça de repente e passa a mãos em seu ombro tentando acalma-la.

Lunna chega em casa e deita em sua cama pensando em Alison.

Enquanto isso, ele abre seu presente:

—Nossa, parece que estou tendo um Dejavú, essa Lunna... -Ele ri sozinho

Os dias se passaram e Lunna continua com suas aulas na universidade, mas ansiosa por alguma notícia do Alison, pensa nele todos os dias, abre a caixa de correio todos os dias na esperança de receber alguma carta dele, certo dia uma carta chega, ela corre sentar no sofá para ler.

"Querida Cookie. Não disse a você que iria ficar bem? O problema é que agora estou morando em uma barraca no meio do nada e dormindo em um saco de dormir, mas isso faz parte, eu já sabia disso. Agora vamos poder nos comunicar apenas por cartas, tem um carteiro que vem toda a semana e não vou poder usar celular. Não estou muito longe de você, sequer saí do país, porém existe a possibilidade de eu sair sim, só que nunca vou deixar de mandar cartas. Desde quando cheguei aqui já fui em muitas batalhas e ainda há muitas para ir, sempre quando eu vou, procuro pensar em algo que me deixa calmo e confiante, porque nunca é fácil, você é a primeira coisa que vem na minha mente, lembrar do seu sorriso, da sua alegria e até de você dançando seus passos de ballet me fortalece, acredite, já estou com saudade de você. Quando cheguei aqui, assinei um contrato de 2 anos, que aliás, passa rapidinho, você vai ver. Logo quero estar contigo, um beijo carinhoso do seu Ali. Ps: Adorei os cookies, obrigado."

—2 anos?? É muito tempo, droga! Eu tenho que responder ele agora.

O tempo foi passando, Lunna sai de sua aula na universidade e encontra sua melhor amiga Sofih, elas vão até o shopping, aquele que ela e o Alison costumavam ir, trás muitas recordações. Lá elas encontram o namorado de Sofih, um rapaz alto com cabelos negros e lisos, eles trocam um longo beijo apaixonado, Lunna não sente-se muito bem ao ver essa cena longe do namorado.

Mais tarde em casa, seu irmão Thomas chega com Cris, de mãos dadas.

—Oi gente, quero apresentar a minha namorada

—O que? Você tá namorando a Cris??

—Algum problema?

—Nenhum, eu não esperava.

—E aí? Como está o seu ex, Lunna?- Pergunta Cris só pra provocar

—Ele não é o meu ex!Ainda é o meu atual, só está longe

Lunna fica admirada, todo mundo namorando, até o seu irmão, ela sente sozinha, tudo o que queria era o Alison perto dela de novo. Ela assiste o noticiário na tv e sente cada vez mais medo:

—Eu odeio essa guerra idiota!

As notícias são sempre as mesmas, um ataque aqui, outro lá, mas nunca falam dos soldados, ela tem a impressão que eles são insignificantes para mídia. Um dia assistindo esse mesmo noticiário, recebe uma visita de Cauã:

—Eu fiquei sabendo que seu namorado está na guerra e vim ver como você está.

—Eu estou bem, quero dizer, mais ou menos.

—Pare de ver essas coisas na tv, só te faz mal

—Não, eu preciso ver.

—Quer sair pra esquecer um pouco tudo isso?

—Não, obrigada.

—Que tal sair pra dançar, eu sei que você gosta.

—Mas eu não estou no clima, Cauã. Olha tanta coisa está acontecendo, e o meu Ali está no meio.

Ele desliga a tv.

—Ei! Eu estou vendo! -Liga de volta

—Eu só quero te ajudar, mas você não quer. -Cauã abaixa a cabeça

—Desculpe.

—Então vamos dar uma volta, depois quando voltar, nem ligue a tv.

Lunna suspira.

—Tá bom, você me convenceu.

Eles saem pra dar uma volta, mas Lunna está longe, só o corpo presente. Cauã tenta fazer ela rir, mas seus sorrisos duram pouco.

—Me corta o coração te ver assim, Lunna.

—Sabe Cauã, pior que não ter o seu amor correspondido, é ter o seu amor longe de você.

Enquanto isso longe dali, um carteiro chega no acampamento de soldados que Alison está, ele se alegra com a esperança de ter uma carta para ele, e realmente tem uma de Lunna.

"Sua carta me emocionou muito, tento não pensar na guerra, mas não consigo evitar, sinto medo o tempo todo, assisto o noticiário, leio os jornais, sabendo que você está no meio de tudo isso, tentando descobrir onde está e o que está passando, rezo todas as noites pra que você volte pra casa em segurança. Eu ainda me lembro das coisas que você disse entes de partir, pra não ficar triste e etc, mas é inevitável. Sabe Ali, eu respeito a sua decisão de servir o exército, só que eu não entendo o motivo, só queria que você voltasse pra casa, sinto sua falta. Eu continuo a te esperar pacientemente, pois você prometeu que vai voltar pra ficar comigo, além disso, você sempre será parte de mim, desde o dia que te conheci você conquistou um lugar especial no meu coração que vou levar comigo pra sempre e ninguém pode substituir. Com amor, sua cookie. Ps: Mande mais cartas por favor."

—Lunna... — Alison dá um longo suspiro após ler a carta

Já é noite, ele guarda a carta com carinho, e fica sentado ao ar livre sozinho pensativo, esperando vir o sono. De repente, aquele acampamento é atacado pelos inimigos, vários soldados foram baleados, inclusive Alison. Ele foi cuidado por enfermeiros do exercito e fica em observação.

Lunna estava em casa quando recebe a mãe de Alison, ela já começa a ficar aflita, não parece ser boa coisa:

—Lunna, eu vim aqui te contar algo, mas não se preocupe, está tudo bem.

—O que aconteceu com o Alison??

—Calma, ele foi baleado, mas ele está bem.

—Baleado??

—Sim, não se preocupe, ele está se recuperando bem.

Lunna fica triste com a notícia, mas ao mesmo tempo aliviada por saber que seu namorado está bem. Porém, fica com mais medo ainda, só faz alguns meses que ele foi para a guerra e já acontece isso, imagina quando completar 1 ano ou mais? Ela resolve escrever outra carta:

" Oi meu amor, como você está? Fiquei sabendo através da sua mãe que você foi baleado, você se recuperou bem? Eu fiquei tão preocupada com você, por favor me mande notícia. Você está ai tão pouco tempo e já acontece isso, porque não desiste de tudo e volta para casa? Não quero que nada de mal aconteça com você novamente. Acho que já deu tempo de ver como é e de matar a vontade de servir exército, você não precisa ficar correndo risco de morrer, é um pedido da sua namorada que te ama, volte."

Desde então, mais meses se passaram, Lunna já está no segundo semestre na universidade, mas Alison não mandou mais cartas, ela sente triste e preocupada. Um dia ela chega em casa e como de costume, olha a caixinha de correio e lá está, uma carta dele:

"Querida Cookie, desculpe demorar tanto pra te escrever,se acha que eu te esqueci ou desisti de você, esqueça isso, pelo ao contrário, te quero mais que nunca. O problema é que eu não tenho muitos recursos pra te escrever, de vez em quando alguém aparece com algo e o carteiro aparece cada vez menos. E também, nunca ficamos em um lugar fixo, estamos sempre em um lugar diferente, pra você ter uma ideia, estou te escrevendo dentro de um bosque. Esse negócio de guera é muito complicado, esses inimigos parecem não desistir nunca, parece não ter fim. Eu li a sua carta e fiquei um pouco triste, eu realmente quero estar aqui, você pode não entender, mas eu gosto e me sinto bem, desistir é coisa para pessoas fracas, antigamente eu era um moleque fracote, agora não sou mais, além disso, eu assinei um contrato, não posso voltar pra casa antes dele acabar, tente compreender e ter mais paciência comigo e por favor, não me peça para desistir de novo, que logo estaremos juntos. Com amor, Alison."

Depois de ler a carta, Lunna chora. Mais alguns meses passam e ela continua com sua faculdade e belas artes. Certo dia, ela resolve sair com Sofih pra fazer compras e desparecer, esquecer um pouco de Alison. Elas andam pelo centro da cidade olhando vitrines e acabou comprando um par de sapatos novos e sua amiga, um vestido.

—Esse passeio deu certo, estou me sentindo bem melhor...

—Que bom amiga! Ei, olha aquele outro vestido, que lindo!

—Sim, mas o nosso dinheiro acabou, haha...

De repente, as duas amigas escutam uma grande explosão, muita gente se apavora e sai correndo, elas acabam se perdendo uma da outra, Lunna corre pra longe dali, vê os bombeiros se aproximando mas não encontra Sofih, mas encontra seu pai, que trabalha ali perto, ela abraça ele um pouco mais aliviada.

—Filha, que bom te encontrar. Parece que nossa cidade foi bombardeada.

—Nossa, que horror!

Eles vão para casa e ela liga para Sofih, mas não atende, Lunna fica preocupada. Seu pai conversa com sua mãe.

—Eu não quero morar com minha família em um lugar tão perigoso, vamos ter que nos mudar.

—Nos mudar pra onde, querido?

—Para um lugar mais seguro.

Lunna faz as malas, sua família vai se mudar pra uma cidade longe dali, mas ainda quer escrever uma carta para contar a Alison, pois senão ele vai mandar cartas para o endereço atual. Sofih aparece em seu quarto de repente:

—Amiga, graças a Deus você está bem!

—Eu tentei te ligar você não atendeu.

—Eu pedi minhas coisas no meio daquela confusão, o que foi aquilo??

—Pois é, eu fiquei apavorada, sorte que encontrei meu pai. Mas agora, vou ter que ir embora daqui. Odeio essa guerra, por causa dela, fiquei longe do Alison e agora vou ficar longe de todos os meus amigos e de tudo -Lunna diz já chorando

—Vamos continuar mantendo contato amiga, pra onde vocês estão indo?

—Pra uma cidade do interior, chamada Petrópolis.

No dia seguinte, eles saem cedo de casa, e pegam a estrada. No meio do caminho, vêem que parte da cidade já está toda bombardeada.

—Estão vendo? Estamos fazendo bem em sair dessa cidade -Disse o pai de Lunna

Após horas de estrada, eles chegam ao destino, é uma cidade pequena e tranquila, a nova casa é mais simples que a outra. Lunna procura entre as caixas de mudança caderno e caneta para escrever para o Alison e dar o novo endereço. Alguns dias passam e como de costume, olha o correio, e há uma carta.

—Ah! Ele me respondeu! Espera, é a mesma carta que eu mandei, isso significa que a carta voltou, não, isso não pode ter acontecido.

Ela entra em sua casa e senta-se no sofá com a carta na mão e começa a chorar.

—O que foi? Porque tá chorando? -Pergunta Thomas

—Minha carta que mandei para o Alison voltou, não encontraram ele e perdi contato.

—Ele deve ter morrido.

—Cala a boca! Ele não morreu idiota! -Ela joga uma almofada nele com raiva

—Ele está na guerra, isso pode acontecer.

—Eu já falei pra você calar a boca!

Ela vai para o quarto e senta-se na cama ainda segurando a carta:

—Ele não morreu, deve estar em um lugar diferente, só isso.

Seu irmão abre a porta:

—Lunna, desculpa por ter dito aquilo. Mande de novo, você colocou o endereço correto? Quem sabe dessa vez não encontram ele.

—Uma vez ele disse que nunca fica em um lugar só, ele deve estar em um lugar diferente, não vão encontra-lo.

—Você que sabe...

Lunna decide teimar e mandar de novo. Enquanto isso, no outro lado do país, um carteiro chega para entregar cartas para os soldados, Alison fica decepcionado em ver que a carta que ele recebeu foi a mesma que ele mandou para Lunna.

—Minha carta voltou? O que aconteceu com a cookie? Se eu não mandar mais cartas ela vai pensar que eu a esqueci, o que eu faço agora?

Lunna anda pela nova cidade, sente-se deprimida, não conhece ninguém, sente falta de Alison, de Sofih, das aulas na universidade, e ainda tem que admitir que perdeu o contato com o namorado, pois sua carta voltou novamente. Ela continua a ver notícias na tv sobre a guerra, isso a faz ficar angustiada, mas mesmo assim, não deixa de ver.

Sua família está com dificuldades financeiras, pois seus pais não conseguem emprego, ela decide arrumar emprego e consegue em um restaurante:

—Mãe, consegui aquele emprego no restaurante!

—Que bom minha filha! Parabéns.

—Além de ajudar em casa, vai ser bom pra ocupar minha cabeça.

No restaurante, há uma tv no alto da parede para os clientes assistirem enquanto almoça, e o dono do restaurante gosta de ver notícias e está passando justamente sobre a guerra.

—Nossa, essa guerra é interminável! -Diz ele

Lunna pega louças da mesa e vai lavar na cozinha, longe da tv.

***

O tempo passou e Alison está sendo um grande soldado na guerra, é ele que motiva os outros soldados, é uma espécie de líder nato em sua equipe, um dia, eles descem de um camburão para atacar os inimigos:

—Muito bem equipe, a partir de agora nós vamos á pezão. Nós precisamos de muita cautela, pois eles podem estar com vigias armados, e podem atacar a qualquer momento! — Diz Alison

—Vou ficar de olho em todos os cantos, vou meter chumbo nesses malditos! — Diz um soldado

—Um grupo ataca pela frente e o outro pela retaguarda, bora pessoal, sem moleza!

Eles correm por uma rua escura e chegam em um prédio vazio.

—Já éra, já fomos vistos! -Alison atira em um cara

Eles entram no prédio e sobem escadas verificando se há inimigos por lá.

—Todo mundo com a mãozinha pra cima, vocês estão rendidos! -Ele

aponta a arma

Lunna continua a acompanhar notícias sobre a guerra, mesmo lhe fazendo mal, um dia ela tem a seguinte notícia:

"Foi morto hoje um dos líderes do estado islâmico, uma equipe do exército conseguiu descobrir onde era o esconderijo e atacaram."

Então um repórter entrevista um soldado que conta como aconteceu, e era Alison, ela dá um grito chamando a atenção da sua família:

—AAH!! O Alison está na tv!!

Ele dá a entrevista com um semblante sério, Lunna presta atenção em todas as suas palavras, seu coração fica mais tranquilo em saber que ele está bem.

—Ah o meu Ali estava tão lindo na tv, se eu pudesse entrar lá só para abraça-lo...

Enfim, 2 anos se passaram, guerra ainda continua mas Alison já cumpriu todas as suas obrigações militares pode finalmente voltar para casa, porém, seu desempenho é tão grande que impressiona a todos e ganha uma proposta de renovar o contrato para mais dois anos, ele decide ficar e manda uma carta para Lunna e sua família avisando. Ela fica arrasada mas mesmo assim decide apoia-lo e espera-lo.

Os dias passam e o inesperado acontece, Petrópolis que parecia ser uma cidade pacata é bombardeada. Lunna vê tudo de perto, ela estava trabalhando no restaurante quando tudo desaba em explosões. Ela desmaia ao bater a cabeça em um concreto e fica entre escombros. Porém ela não sabia que a equipe de exército que Alison pertence estava naquele local, ele encontra Lunna desmaiada e ferida no chão, toda suja de poeira, ele a carrega em seus braços para ser socorrida por paramédicos, no acampamento militar.

Ela fica desmaiada em uma cama dentro de uma barraca, enquanto Alison a observa preocupado segurando suas mãos. Ele sai da cabana e volta várias vezes, no período que ele não estava, ela acorda confusa e com dor de cabeça, mas se lembra de tudo o que aconteceu.

—Onde será que eu estou? Isso não é um hospital. Será que meus pais e meu irmão estão bem? Quem será que me trouxe aqui?

—Ufa, que bom ver você bem, fiquei desesperado.

—Ali! -Ela senta-se rapidamente na cama ao ver ele entrando na barraca.

—Eu não sabia que você estava aqui tão perto de mim. Você é o meu herói...

Alison se aproxima para ar um longo abraço.

—Cookie, esse país não é mais seguro para viver, você precisa ir embora.

—Como assim ir embora? E a minha família? Onde estão?

—Eu não sei, mas saiba que a região onde você morava está toda destruída, não há mais nada.

Os olhos de Lunna começam a ficar encharcados enquanto balança a cabeça reprovando toda a situação.

—Eu sei que é duro ouvir isso, mas você precisa mesmo ir.

—Mas pra onde eu vou?

—Eu conheço um grupo de refugiados que estão prestes a sair do país, você pode ir com eles.

—E você?

—Eu vou continuar aqui por alguns dias, depois embarco rumo a Iraque.

Depois disso, Alison leva Lunna para o grupo de refugiados, há muita gente esperando para partir.

—E quanto a nós dois? Eu não quero perder contato com você -Diz Lunna preocupada.

—Continue me esperando na mesma cidade que você chegar, a mesma da fronteira, que vou dar um jeito de ir te buscar.

—Mas Ali, não é tão fácil assim.

—Confie em mim, eu dou um jeito.

—Eu estou com muito medo, o que vai acontecer daqui pra frente?

Eles se abraçam e Lunna esconde o rosto no ombro dele para chorar, então um homem careca chega perto deles.

—Ei garotinha, você vem conosco?

—Sim, eu vou.

—Então se apresse, estamos prestes a partir.

—Ei senhor, pode fazer algo por esse pobre soldado? Cuida da minha namorada durante o caminho e deixe ela em um lugar seguro, por favor?

O homem olha para Alison, depois olha para Lunna ainda muito emocionados, abre um sorriso antes de falar:

—Eu servi o exército por 7 anos, e também sofri muito por amor, pode deixar meu jovem, ela vai ficar segura.

—Muito obrigado! Lunna, eu te prometo, que quando tudo isso acabar, ainda vamos nos reencontrar, nem que seja preciso ir até o fim do mundo!