Entre poesias e boemias
2 Anestesia.
Anestesia
Tenho estado sonolento,
Sem sequer ter noção
Do que está acontecendo.
Não sei se o que vivi
Realmente aconteceu,
Ou se estou a fingir.
Minha história é um devaneio
Que nem eu mesmo acredito.
Prefiro ser leigo,
Do que encarar o meu "Eu".
Não quero acordar,
Porém não quero dormir.
Então eu ando sonolento,
Eu ando dopado.
Uma verdadeira anestesia
Que me permite viver no real
E na fantasia.
Quanto mais eu me dopo,
Mais o passado me fere.
Não sinto as facadas
Só que meu sangue sugere
Que minha dor vai chegar.
E ela sempre chega.
Junto do meu grito abafado
E pranto incontrolável,
No meu corpo paralisado.
Acusando o responsável,
Do meu próprio assassinato.
Só imploro mais uma dose.
Uma dose de dissociação.
Me anestesie até eu ter forças
Para poder me enfrentar.
Eu sei que já pedi demais,
Mas eu prometo que na próxima
Eu irei parar.
Será meu último bocejo.
Me adormeça e eu...
Eu...
Promet...o... Que amanhã...
Eu... vou... tentar...
T...entar...
"Isso é só um sonho."
Fale com o autor