Entre os mundos

17 Rumos diferentes.


Notas iniciais
OI gente bonita, tudo bem?? Pessoas me perdoem pela demora, eu estou tentando fazer um milhão de coisas ao mesmo tempo, me perdoem pleace.... Mas nesse meio tempo gostaria de agradecer especialmente a Lucy Lilith Cullen Salvatore, sua maluquinha que vive deixando comentários lindamente psicoticos e ameaçadores para mim com tanto carinho...obrigada flor!! espero que gosteem!!

Meu coração martelava desesperadamente sobre o peito, pude sentir que a qualquer momento ele iria explodir.

Não conseguia respirar, eles estavam pressionando minha traqueia com força, meu corpo queria reagir chutar, socar, mas era impossível com aquelas amarras, rosnei de frustração.

– me soltem – gritei, mas não sei se realmente minha voz saiu ou se eu imaginei que ainda conseguia falar – agora.

– acho que já está bom – Folha estava sentado à minha frente com uma sorriso na cara – soltem-na

Me jogaram no chão e senti meu corpo cair com um baque surdo, e senti uma onda de tosse tomar conta do meu corpo.

Tive um vislumbre de folha pegando uma adaga longa, e minha visão ficou embaçada enquanto olhava para Aaron, queria que ele soubesse que se folha conseguisse arrancar meu coração, queria que ele soubesse que pertencia a ele, sempre seria dele, mas eu não conseguia faze-lo olhar para mim.

Senti a lamina fria dançando pelo meu pescoço indo até meu peito, e a pontada dolorosa da ponta pressionando minha pele, cortando a carne, abrindo um buraco no meu peito, mordi a língua para não gritar.

– não leve isso pro lado pessoal Mayaan — folha se agachou ao meu lado levantando minha cabeça com a adaga – você é uma garota legal, apenas encalhou se ser você a pessoa por que Aaron se apaixonou.

Ele me desamarrou e eu sabia que isso significava que eu estaria morta em pouco tempo, ele me tirou da arvore onde eu estava amarrada e me levou até o meio dos gorngans, senti lagrimas involuntárias descendo pelo meu rosto.

No momento em que folha desceu a adaga em direção ao meu corpo ouvi um rosnado tão grande que arrepiou todo o meu corpo, olhei para o lado e meu coração parou de bater ao me deparar com o rosto de Aaron, era o semblante de um Elfo furioso, não, eu não tenho palavras para descrever o que seu semblante, eu juro que nunca senti tanto medo de alguém na minha vida quanto eu senti naquele momento, e o pior é que eu sabia exatamente que semblante era, quando o ódio vencia o medo, que consumia mais do que o receio, já passara por aquilo antes e ele passava agora, quando ele se mexeu todas as armas foram em disparada em direção a arvore em que outrora me encontrava amarrada.

Ele parecia um borrão lutando com aqueles gorngans, senti o sangue espirrando em meu rosto e quando abri os olhos fiquei completamente sem fala, Aaron estava com o coração ainda pulsante de um deles na mão.

– eu disse que arrancaria seu coração – ouvi ele murmurar.

– parabéns meu bravo senhor – Folha debochou – mas parece que ainda existe alguns de nós contra quem lutar.

Aaron pulou por cima de mim, se agachando com se me protegesse, ele ficou a centímetros do rosto de folha.

– pode vir folha – o rosto dele também estava manchado de sangue como numa visão agoureira – vou te mostrar criança como um guerreiro luta de verdade.

Me levantei quando Aaron partiu para cima de folha com a lança em punho, corri até o corpo do gorngan caído e tentei não me nausear com a visão do seu corpo mutilado. Peguei o punhal que ele usava, só havia matado um gorngan e de longe, nem um ainda frente a frente, isso sem contar o fato deu acha-lo enorme.

Ele veio pra cima de mim com as presas a amostra como se tentasse me convencer a ter medo dele, não era necessário tanto, numa situação comum eu já estaria morta, mas era da vida de Aaron que estávamos falando.

Ele lutava como se quisesse me esmagar, e algo me disse que talvez ele quisesse mesmo. Passei por entre suas pernas quando ele tentou pisar em mim e cortei sua panturrilha profundamente, queria que tivesse causado uma dor significativa, mas ele nem pareceu ligar, me pegando pelos cabelos assim que sai de baixo das suas pernas, me erguendo no ar. Vi Aaron olhar para mim e seu rosto falhar, no exato momento em que folha o acertou com força.

Ele sentia medo por mim.

– não — gritei peguei o punhal e cortei meu cabelo caindo no chão com um baque.

Ouvi um grito alto e rezei a todos os deuses que não fosse Aaron.

Sem pensar duas vezes pulei em cima dele, enterrando o punhal em seu peito, ele suspirou de leve, soprando o ar fétido no meu rosto, me levantei procurando Aaron, e senti meu coração falhar ao vê-lo com a cabeça de folha na mão, ele parecia sombrio, sora de si, e tinha um sorriso perverso nos lábios.

O pequeno grupo de gorngans que sobrou começou a correr em direção a floresta.

– nosso mestre saberá disso elfo – um deles gritou antes de desaparecer na escuridão – você morrerá dolorosamente.

Meu peito arfava de modo entrecortado, havia acabado?

Temi me aproximar de Aaron, ele parecia um psicopata.

– Aaron – chamei baixinho – tudo bem?

Ele pareceu acordar ao som da minha voz.

Ele veio para cima de mim e me encolhi com medo da sua reação, mas ele simplesmente me abraçou, enterrando o rosto em meus cabelos.

Quando levantou a cabeça seu rosto continuava frio e ele não me olhava nos olhos, simplesmente pegou meu braço, me sujando de sangue e me levou em direção ao acampamento, pelo menos eu esperava que ele me levasse para lá.

Quando chegamos ele me abandonou e todos pareciam extremamente preocupados, brisa desmaiou no momento que descobriu que folha estava envolvido no nosso desaparecimento, eles me arrancaram de Aaron e cuidaram das minhas feridas, eu estava com hematomas muito roxos no pescoço e pulsos, meu peito tinha um furo que jorrava sangue incessantemente e sem contar com meu coro cabeludo que havia tufos faltando e nem vou falar do meu novo corte de cabelo.

Não vi Aaron pelo resto do dia, fiquei com Brisa durante todo o tempo, ela chorava muito e quando a encontrei vi olheiras profundas em voltada dos seus olhos, ela se recusou a comer qualquer coisa e disse que se sentia culpada pelas ações de seu irmão, mesmo eu dizendo mil vezes que ela não tinha nada a ver com isso.

Na hora do jantar a obriguei a descer para tomar pelo menos uma sopa e ela aceitou com um aceno de leve, descemos e todos a olhavam para Brisa como se ela fosse uma estranha, como se não fizesse parte do grupo, exatamente do jeito que me olhavam quando eu cheguei, parecia que eles a haviam excluído ela pelo que o irmão havia feito, me levantei e peguei uma tigela de sopa para ela.

– você vai ficar bem – murmurei.

E isso fez com que seus olhos se enchessem de lagrimas.

Brisa era uma elfa tão linda que cortava o coração vê-la tão triste.

Ela se apoiou sua cabeça nos meus olhos e ficou sussurrando desculpas enquanto lagrimas cristalinas desciam pelo seu rosto de marfim, fiquei acariciando seu cabelo branco.

Eu não entendia como ela podia se culpar por uma coisa que não havia feito, e como o povo dela podia culpa-la por causa disso. Acho que não importa o tempo que eu passe aqui, eu nunca entenderei esse povo complexo por completo.

Aaron apareceu quando a noite já estava bem avançada, com um olhar sombrio que me deixava arrepiada, ele veio até nós e se ajoelhou na frente de brisa e senti uma vontade imensa de me afastar, fiquei uma distância segura e fiquei observando o jeito que ele a tratava, o carinho que transmitia seus olhos o jeito carinhoso que a tocava, eu quase, quase senti ciúmes.

Quando ele saiu de perto dela Brisa sorria um pouco.

Ele me olhou de canto e foi em direção a floresta, franzi a testa e fui atrás dele.

– Aaron – chamei – espera.

Ele parou na orla e ficou parada sem expressar nem uma reação, pude perceber que todos estavam nos olhando, mas eu não me importava, não mais, queria saber o porquê de estar me tratando assim.

– o que você quer? – ele foi frio.

– nada eu...

– se não é nada por que está aqui?

– não entendi Aaron – por que ele estava agindo assim? – o que ouve?

– então eu vou deixar bem claro – ele se aproximou de mim com aquele olhar que me assustava tanto – quero que vá embora, sai daqui, saia desse mundo.

– o que?

Foi como levar um tapa.

– você é minha fraqueza, eu me senti inútil – ele estava me assustando de verdade, senti meu corpo estremecer – nunca em todos meus séculos me senti assim.

– Aaron eu...

– não – ele gritou –eu não serei o elo mais fraco.

Eu não iria chorar na frente dele.

– então quer que eu simplesmente vá?

Ele me olhou nos olhos.

– quero.

– então tudo o que aconteceu não significa nada?

– se aquilo que aconteceu era algo parecido com amor, eu não o quero para mim, não serei fraco diante do meu povo, eu sou o líder.

– não se preocupe – senti que meus olhos iriam transbordar então me afastei – vou sair o mais rápido possível.

Quando me virei, a primeira coisa que vi foi Brisa me olhando, ela ouvira.

Não aguentei, comecei a correr.

Eu precisava ir embora e iria mesmo.

Notas finais
Sim, ela vai voltar... que merda he?! gente eu sinto muito pela cena da luta estar tão cortada, eu estou num megaaa Bloqueio criativo, desculpinhaa!!!