Notas iniciais
Tipo, que mega bati um recorde, de escrever um capitulo em mais ou menos três horas... tudo isso para dedica-lo a linda da MERIDA que me recomendou, eu amei, e adoro quando vocês tiram um tempinho das suas vidas pra dizerem que gostaram do que eu escrevo, serio, isso é um carinho enorme para mim obrigada.... Merida, linda esse capitulo é dedicado a você!!!!

Assim que chegamos na arvore, pude notar uma aura quase translucida que cercava a arvore de forma protetora, já estávamos ali a quase uma semana, mas eu ainda não vira Aaron desde que chegara, me dediquei especialmente a minha missão de ser uma elfa, treinei arco e flecha até meus dedos criarem calos e ficarem inchados, e eu me sentia extremamente culpada todas as vezes que eu tinha que ir até brisa e ela me recebia com aquele sorriso encantador e me curava.

Mas a cada dia que passava eu me sentia mais vazia por não poder me encontrar com ele, e saber que ele sempre estava a minha volta, mas não podia vê-lo.

Eu passei o dia inteiro ajudando as elfas mais velhas a preparar a comida, com chuva aos meus pés, depois de alguns dias ela começou a me seguir de livre e espontânea vontade, e eu amava a atenção que ela me dava, o que fez eu me perguntar por que nunca havia tido um cachorro.

– Mayaan – uma das elfas que realmente não merecia o título de “mais velhas” chamou minha atenção – não está cortando esse tubérculo como deveria.

Olhei para a batata em minhas mãos.

– oh, eu sinto muito.

Quando me referi ao fato de as estar ajudando, eu quis dizer que fiquei sentada em uma arvore caída pelo resto do dia cortando vegetais e frutas com uma lamina fina enquanto as elfas trabalhavam de verdade, agora que os caçadores haviam dobrado suas cagas horárias nos mal os víamos, e quando víamos era a hora de comer, e parecia que todo aquele trabalho os deixava morrendo de fome.

Quando a noite caiu eu me esquivei de todos e levei chuva até o limite do acampamento, fiquei pensando o que seria da minha vida se eu não voltasse, não era assim tão ruim viver aqui, eu poderia me acostumar com a rotina, com as tarefas, com a caça, eu poderia me acostumar a ser um deles, de repente minha vida em Nova York me pareceu tão fútil ao ponto de me doer pensar que um dia aquilo foi tudo para mim, achar que eu não conseguia passar um dia sem fazer compras ou arrumar o cabelo, nunca sair de casa sem maquiagem, aquilo era tão fútil pra mim, não me serviria de nada aqui, e eu quisesse me banhar era apenas ir ao rio, arrumar o cabelo eu mesma podia fazer com os pequenos apetrechos que Brisa fazia, minhas vestimentas não vinham de nem um tipo de marca famosa, mas eram confortáveis e lindas, com certeza eu poderia me acostumar com isso.

Quando fui me deitar Brisa já estava lá, seus cabelos brancos espalhados em todas as direções e seu rosto era sereno, aninhei chuva em meus braços e me cobri também, se pretendia viver aqui, talvez eu devesse ter meu próprio ninho.

Não me lembro muito bem com o que estava sonhando, na verdade não posso dizer se era um sonho ou um pesadelo, mas de madrugada senti um frio na espinha no momento em que taparam minha boca com força, tentei me debater, mas minhas mãos estava presas pela mão do agressor, abri os olhos em pânico, apenas para encontrar o rosto de Aaron a centímetros do meu, fiquei imóvel imediatamente, e ele liberou minhas mão, fazendo sinal de silencio Aaron retirou a mão da minha boca.

Olhei para o lado, brisa ainda dormia, meio inquieta agora pela ondulação, virei-me para encarar Aaron que já estava perto da janela, e me fez um sinal para segui-lo,

Deixei chuva ao lado de brisa e me levantei, como aquela Guepardo não acordara com meu corpo se debatendo era um mistério.

Nós dois descemos pela parte mais íngreme da arvore, por onde ele me dissera que não haveria ninguém, assim que chegamos no chão pude ver a sombras de alguns caçadores fazendo a patrulha, deixando meu coração aos pulos, Aaron pegou minha mão e me levou até o limite do acampamento, não sei dizer o que ele fez no campo magico que protegia o acampamento, mas formou um buraco que dava para passarmos livremente, o segui para fora com aquela expectativa na boca do estomago.

Subimos em uma arvore realmente alta que não sei dizer o nome, e eu fiquei apoiada de frente para ele, encarando aqueles lindos tons de verde, rezei secretamente para que ele não ouvisse meu coração aos pulos.

– já faz quase uma semana – murmurei.

– eu sei – Aaron andava pelos galhos como uma pantera se aproxima de uma gazela, sensual e mortal – sinto muito, mas temos que manter vocês seguras.

O som daquela voz, quase havia esquecido o quanto precisava ouvir a voz dele.

– eu não sei o porquê – ele continuou – mas parece que os gorngans estão se agrupando, como se formassem um exército, eles não são de se unir a maioria forma grupos de três ou quatro, dessa vez parece que é algo grande, e tenho a responsabilidade de te manter segura, todos eles seguros.

A essa altura ele já estava próximo demais do meu rosto para que eu conseguisse pensar em algo coerente.

– sei disso – acariciei seu rosto de querubim – só senti sua falta.

O vestígio de um sorriso passou deliberadamente por seu rosto.

– quer saber a verdade?

Concordei com a cabeça.

– eu também estava – a voz de Aaron ficou tão rouca que me excitou – passei uma semana sem te ver e quase enlouqueci, vim aqui porque estava no meu limite.

Ele puxou meu rosto e encostou no seu.

– precisava te tocar.

– estou bem aqui – suspirei.

Ele afastou o rosto e meu coração deu um salto na expectativa, merda, o que esse elfo está fazendo comigo? Pareço uma adolescente.

Quando seus lábios tocaram os meus e eu pude sentir seu gosto, sua mão quente segurando meu rosto e minha cintura de modo firme, como se não estivéssemos a uns 15 metros d chão, aquilo com certeza me fez acreditar que poderia viver aqui, eu poderia passar o resto da minha vida com ele.

Sua língua pediu passagem e eu concedi de boa vontade, passando minhas mãos por seus cabelos de ouro, enrolando-os sob meus dedos e querendo desesperadamente que nossos corpos se juntassem em apenas um.

Foi uma droga quando precisei de ar e tive que me separar para poder respirar.

O olhar de Aaron me dizia que ele poderia passar a noite toda me beijando sem precisar de folego, mas quem sou eu? Apenas uma mera humana.

Ele me levou até um galho longo e grosso que parecia bem solido, ele se sentou me colocando atravessada sobre ele, me dando livre acesso ao seu rosto.

– tenho permissão para te beijar senhor – entrelacei meus dedos em sua nuca.

– não me provoque mikaella sulivan – ele semicerrou os olhos em minha direção.

– você me provoca o tempo todo e não me vê por ai reclamando — revirei os olhos.

Ele pareceu surpreso, me fazendo uma pergunta mental.

– você me chama de mikaella sulivan – passei os dedos por seu rosto – meu nome é Mayaan.

– não pra mim – Aaron pegou minha mão e beijou os nós do meus dedos – gosto mais de mikaella sulivan.

– e por que?

– É lindo – ele deu de ombros – e esse nome me excita.

Fiquei surpresa com aquele comentário, nunca alguém havia me dito algo parecido, tão ultrajantemente sexy.

Não o deixei continuar, eu tinha uma semana de amassos para compensar.

Passei minha mão por dentro de suas roupas, sentindo um peito completamente trabalhado e definido, enquanto me permitia beija-lo de forma intensa. Ouvi ao s=longe um som de um passarinho e Aaron me soltou.

– o que foi?

– tenho que voltar – ele se levantou, me fazendo fixar de pé – te levo ao seu ninho.

O que? Tipo, serio?

– mais já?

– eu vim te ver no horário que eu tinha para descansar – ele me pegou nos braços e pulou.

Sim, ele pulou quinze metros até o chão.

Passamos de volta pelo buraco e num piscar de olhos estávamos na janela de brisa.

– da próxima vez me leve nas costas – murmurei – vai demorar menos e teremos mais tempo.

Eu odiava me despedir dele, era como se um pedaço de mim estivesse partindo.

– eu tenho que ir – Aaron me beijou novamente, dessa vez de forma calma, logo em seguida tocando nossas testas- Irin tië léiën voriil cí, in irin tië Ëlnun in tië Örnel viël rien cí.

Já ouvira aquilo antes, era uma despedida deles.

– pra você também.

Quando ele desapareceu na escuridão, tive a impressão de ouvi-lo rir.

Voltei a cama devagar e me aninhei a chuva, seu corpo macio e quente me aqueceu, logo em seguida cai no mundo dos sonhos.

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–Mayaan – a voz de brisa me despertou – Mayaan acorde.

Abri os olhos e ela estava sentada em cima de mim, literalmente.

– bom dia pra você também. – tentei me mexer – posso me levantar?

– desculpe – ela saiu de cia de mim – quero te fazer uma pergunta.

– faça.

– vamos ver yav? – ela quicava de alegria.

– o que? – esfreguei os olhos sonolenta – pra que?

– você me disse que está com saudade de casa, então eu pensei que poderíamos der uma passadinha lá antes das tarefas para podermos ver se ela nos dá alguma pista.

– ela? – questionei – tipo, a arvore?

Ela concordou com a cabeça como se aquilo fosse a coisa mais normal. Que se dane eu vivo com elfos.

– tudo bem.

Nós duas nos vestimos rapidamente e fomos em direção a floresta, ainda bem que a yav ficava dentro dos limites do acampamento, os caçadores nunca nos deixariam sair sem outro proposito, e pensar que passei um tempo fora dos limites ontem, sorri para eu mesma, que bobeira.

Quando chegamos a “arvore” ela me parecia idêntica desde que eu a virá pela última vez, solida e velha. Mas Brisa insistiu em rodeá-la quase umas cinco vezes a procura de alguma pista, eu estava olhando as cascas rachadas e o musgo que se prendia a arvore numa tentativa de se manter vivo de modo entediado, até que notei um pequeno furo no tronco, não um buraco comum, feitos por traças ou formigas, ele era em formato triangular, de modo perfeito.

– sabe – escutei brisa dizer ao longe – tomara que você consiga voltar logo, para sua família.

Toquei o furo sentindo calor emanar dele.

– não acho que eu queria voltar – murmurei.

E então foi quando aconteceu, a terra começou a tremer de modo absurdo, me derrubando no chão e fazendo Brisa cair da arvore, e tão rápido quanto veio, se foi, fiquei perplexa com o que estava bem a minha frente, a arvore continuava lá, solida e velha, mas da sua metade até o chão havia um rasgo dourado que emanava uma luz ofuscante.

– meus deuses – Brisa sussurrou – você conseguiu, abriu a fenda entre os mundos.

– eu...

– fique ai – ela começou a correr – vou trazer todos aqui, certifique-se de que ela continue aberta.

Então era isso? Sempre tive a chave em minhas mãos? Eu sempre pude ir embora e não sabia, que para que eu pudesse ir, era necessário que eu quisesse ficar.

Notas finais
Desculpem os erros de português, tenho que sair, mas não podia ir sem postar, espero que tenha agradado a todos. PS: e ai merece um "favoritar"? Kisses