Entre os mundos

11 Como os humanos


Notas iniciais
oi pessoas lindas, gente obrigada as menias que marcaram minha fic como os favoritos, eu não agradeço devidamente pois não tem como saber que favoritou, então obrigada mesmo assim e outra, Bem vindas pessoinhas novas! PS: não deu tempo de revisar qualquer erro me desculpe

Uma semana, sete luas, 168 horas... e eu quase morri, não sabia que precisava vê-la para me manter feliz, era como uma droga, que eu precisava constantemente injetar em minha veia, e quando eu finalmente a vi, linda naquele vestido vermelho e aquele idiota querendo chegar perto dela, não resisti me aproximar... e Deu tudo errado.

Meu sangue estava fervendo, entendo que Brisa sempre diz que que fico bravo o tempo todo, mas dessa vez eu não sabia o motivo, era um simples ódio que não conseguia controlar, o motivo, você deve estar querendo saber.

Sai do jardim da minha mãe com mikaella sulivan, e ela correu para os braços daquele inútil, folha era meu caçador e sempre nos demos bem, e talvez ela não tenha corrido, talvez ela não tenha corrido para os braços dele, mas mesmo assim aquela cena me tomou de uma raiva tão grande que tive que sair de perto para evitar bater num amigo.

Era tudo culpa dela, daquela humana inútil, linda, irritante, idiota, meiga e teimosa, era tudo culpa dela, o jeito com que ela me cativara desde o início, ela não sabia, que no dia em que a vi pela primeira vez, eu passara duas horas, apenas admirando-a enquanto ela estava inconsciente, ela não sabia que só sua presença era o suficiente para me deixar nervoso, se ela soubesse o efeito que causava em mim.

– Inskis – xinguei.

Odiava admitir isso, mas talvez eu gostasse dela, o que era horrível, já que havia jurado a mim mesmo odiá-la até que fosse embora.

Isso não estava certo, não era por ela que eu deveria me apaixonar, meu coração deveria pertencer a Brisa, minha brisa, ela sempre estivera comigo, me amando, cuidando de mim, mesmo quando me mostrei incapaz de ama-la, lá estava minha Brisa.

– Aaron – senti-o se aproximar.

Me virei para encarar folha, ele sorria como um idiota que era.

– o que deseja caçador?

– não vai para a.... – ele olhou para minhas mãos – ei, isso é de Mayaan.

Olhei minhas mãos, ainda estava com a tiara de mikaella em minhas mãos.

– parece que sim – disse indiferente.

– ela deve ter perdido – ele se aproximou querendo tira-la de mim – vou devolver.

– não – me irritei – não deveria ter dado isso a ela.

– e por que não? – ele cruzou os braços.

– você não é burro folha – provoquei – ela é uma humana, não importa o tempo que passe aqui, um dia vai voltar para seu mundo, e se você se der ao luxo de se apaixonar por ela, vai passar o resto da sua eternidade condenado a amar um ser que não vai existir, pelo menos não aqui.

– eu não a amo – ele pareceu se entristecer com o que eu disse.

– se não ama não a marque como sua – parti o arco em dois – ela só usou por não saber o significado disso folha.

– quer saber? — ele se virou para ir – não entendo por que odeia tanto Mayaan, mas não vou ficar aqui deixando você descontar a frustação dela ainda estar aqui em mim, em vez disso vou curti-la enquanto posso, e quem sabe, convence-la a ficar.

–folha – chamei.

– Irin tië léiën voriil cí, in irin tië Ëlnun in tië Örnel viël rien cí – ele se despediu de forma sarcástica.

Senti meu corpo ficar pesado, uma discussão como essa não acontecia por aqui, desde, desde sempre, e me senti o pior dos elfos, eu havia brigado com um irmão, meu semelhante, convencendo-o a não ficar com alguém que eu mesmo desejava, quanta hipocrisia.

– e lá se vai outra noite sem dormir – murmurei.

Subi em uma arvores e me apoiei em um dos troncos, eu tinha que ter uma longa conversa com os deuses sobre minha vida, ela estava indo de mal a pior ultimamente. Fiquei olhando a lua ir e o sol aparecer de forma preguiçosa, fiquei sentado mesmo depois que ele ficou um pouco mais forte.

– Senhor – olhei para baixo, um dos meus caçadores – sua seção está marcada para agora.

Isso era algo inevitável, desci e me certifiquei que minha lança estava comigo, eu ia precisar dela, sempre precisava, passei pela cerejeira e fui a floresta do lado de fora.

Fui em direção ao local em que meu pai estava sentado, encostado em um cedro do Líbano de forma branda.

Me ajoelhei na sua frente.

– pai do meu sangue – murmurei em respeito.

– ainda quer saber se seu destino mudou? – sua voz estava cansada.

– preciso saber – isso era algo que me consumia por dentro como fogo em palha seca.

A anos meu pai me dissera que os deuses diziam que minha fraqueza estava a caminho, simples assim, uma pequena profecia e já era o suficiente para outros machos acharem que podiam me desafiar pela liderança e acharem que por um breve instante ele poderiam me vencer.

Meu pai ficou em silencio por um longo tempo, seus olhos estavam com as orbitas viradas para dentro de sua cabeça, me permitindo ver apenas a parte branca de seus olhos, esfreguei as mãos e rezei silenciosamente para que a resposta fosse diferente.

Mas não foi.

– sua fraqueza está mais próxima do que nunca – a voz do meu pai parecia como de um riacho – você passará por uma prova e não vencerá, será tomado de um medo ainda não conhecido por seu corpo e diante de seus inimigos, você sucumbirá.

Um arrepio me subia a coluna, antigamente era apenas uma frase, agora havia aumentado e com isso, meus inimigos. Beijei as mãos do meu pai, esperando que eles se apresentassem, e não demorou.

– Você, Aaron filho de Enantiomorfos – um elfo me chamou – eu Raios, filho de tronco e o desafio pela liderança.

Os elfos, principalmente os nômades acham que eu, vou sucumbir por suas mãos, pobres almas perturbadas, nada pode me deter, e não acho que aja algo nesse mundo que possa me deter.

Peguei minha lança.

– E eu, Aaron, filho d Enantiomorfos aceito o desafio – me posicionei – só lamento por ter de mata-lo filho de tronco.

Ele pegou sua adaga longa, com o cabo azul e veio para cima de mim, desviei do primeiro golpe, jogando meu corpo para o lado, tendo quase a chance perfeita de transpassa-lo com a parte afiada de minha lança, mas eu não queria mata-lo, não era justo, e ele ainda tinha chance de desistir.

Raios se jogou para cima de mim e tentou me acertar no rosto com a adaga, e isso me irritou profundamente, se ele queria uma luta, então ele teria uma luta. Com a base da lança acertei a cabeça dele com força, ele seguida acertando-o nas costelas, ele quase se ajoelhou, tentou me acertar novamente, mas levantei a lança com as duas mãos impedindo-o de chegar perto do meu corpo, me abaixei, girando minha lança, fazendo-o cair no chão. Apontei a parte afiada da lança para as garganta.

– não quero matar você – rosnei.

Ele levantou as mãos jogando a adaga longe.

– Eu desisto.

Me afastei dele irritado, isso acontecia de dez em dez luas, todas as vezes em que havia o conselho, e que meu pai falava do meu futuro algum ser idiota achava que era por suas mãos que eu sucumbiria, eu a maioria acabava morrendo, e o pior é a sensação de estar matando meu semelhante e ainda me perguntavam por que deu estar constantemente irritado.

– Aaron – mikaella sulivan veio atrás de mim – eu vi a luta, por que estavam lutando?

– ele quer roubar o que é meu – falei sem me virar – como muitos aqui.

Se essa frase tinha um dublo sentindo ela não percebeu, mas uma coisa era verdade, costumávamos ser um povo pacifico, mas essas disputas estavam se tornando cada vez mais frequentes.

– você está ferido – ela tocou meu braço de onde saia uma grossa camada de sangue.

Aquele Inskis havia conseguido me acerta?

– vou levar para Brisa – murmurei – é apenas um arranhão.

– Ah... – ela ficou estranhamente vermelha – se quiser, eu posso tentar dar um jeito.

– sem magia? – levantei a sobrancelha.

– venha – ela fez sinal com a cabeça.

Ponderei por uns momentos se era a coisa certa a fazer, e não era.

Então eu a segui, ela me levou até a toca onde ela estava deitada, me sentei no ninho em que ela dormia e mikaella sulivan trouxe um pote com algumas tiras de pano e um bálsamo, ela passou suavemente o pano em no musculo até estancar o sangramento, depois colocou o bálsamo transparente em cima, aliviando imediatamente, então ela enfaixou cuidadosamente. E até que ficou bom.

Mikaella se sentou do meu lado.

– obrigada – murmurei.

– deve ser barra – senti que ela me olhava.

Escolha errada ficar em um lugar tão pequeno na presença dela.

– É uma coisa pelo qual eu tenho que passar mikaella sulivan, faz parte de quem eu sou.

Ela apenas assentiu, dava pra ouvir o coração dela acelerando, até ficar próximo as asas de um beija-flor.

– o que você quer?

– quero que me diga que não foi um sonho – ela se levantou, se postando a minha frente – me diga se me beijou aquela noite Aaron.

– eu já disse que não estive em sua cerimônia — falei de forma seria – não beijei você mikaella sulivan, se isso tivesse acontecido, eu me lembraria.

Me levantei, já passara tempo demais perto dela.

– obrigada pelo curativo, mas eu tenho que...

– E se realmente acontecer? – ela parou na frente da porta – e se houver algo pelo que se lembrar?

Num segundo eu estava para perguntar o que ela queria dizer e no outro ela estava me beijando e eu me vi retribuindo, seu sabor era indescritível, invadi sua boca com a língua, explorando cada canto, e travando uma batalha dura contra sua língua, empurrei-a em direção a parede, fazendo-a perder o folego.

– patético – mikaella sulivan se separou por um momento – se já se cansou de brincar, vou te mostrar como os humanos beijam.

Notas finais
E ai? merece uma recomendação???