Notas iniciais
Eu estou viajando, está difícil pra postar. Eu não parei de escrever, longe disso. Empolgação está a 1000!

Acordei bastante feliz, era uma manhã de dezembro, dia 10. Percebi que não comemorei meu aniversário, pois essa minha pequena aventura com Thomas me distraiu por um momento.

— Eita, cadê meus presentes? Por que meus pais não me ligaram para desejar um feliz aniversário? Ah, meu celular... — Gritei na sala.

— Ei, cala a boca. Que aniversário? — Rebeca perguntou, entrando na sala.

— Meu aniversário era dia 26 de novembro. Cadê meus presentes? — Comecei a rir diante da expressão de Rebeca, não sei se era medo ou receio de me conhecer.

— Agora você tem 17, já podemos te tratar como igual. — Ana falou, subitamente aparecendo atrás de mim.

— Thomas, como você conseguiu deixar a data de aniversário de seu melhor amigo ser esquecida? — Rebeca perguntou a ele.

— Foi mal, esqueci. — Ele riu, envergonhado.

— Como eu deixei passar isso? Pode ter sido a ressaca ferrada daquele dia ou... — Parei de falar, percebendo que quase ia abrir jogo.

— Calem a boca, eu quero dormir! — Fernando gritou, atirando um travesseiro para fora do quarto.

— Já são duas da tarde! — Rebeca pegou o travesseiro e atirou de volta nele. Todos começamos a rir, porém Fernando não respondeu o ato.

— Dormir é bom. — Disse ele, depois de um tempo.

–-xXx–-

— Thomas tem sorte em ter você. — Disse Ana, sentando num banco próximo a mim. Estávamos na parte dos fundos do sítio, vendo a montanha.

— Assim como eu tenho sorte em ter ele. É bom poder falar com alguém sobre isso, eu já estava explodindo. — Falei, rindo baixo.

— Vocês até que disfarçaram bem, mas não dava pra esconder os olhares que vocês trocam. — Ela falou, sorrindo e olhando para o chão.

— Talvez seja bom se todos soubessem, mas não sei se isso daria certo para Thomas. — Voltei meu olhar para a silhueta da montanha, vendo o sol se por. Ana se levantou, veio até mim e me abraçou.

— Faça Thomas feliz, faz um tempo que não o vejo com nenhuma garota, agora que ele tem a você, vejo uma oportunidade dele voltar a tagarelar de felicidade. — Ela falou, se afastando de mim. Olhei para trás e vi Thomas, parado e sorrindo para mim.

— Tchau. — Ana se despediu, voltando para a casa.

— Como está indo? — Perguntei, vendo-o sentar no banco. Fui e me transferi para o móvel, ficando ao lado dele.

— Bem, obrigado. E você? — Ele apoiou a cabeça em meu ombro, apesar dele ser mais alto que eu. Fiquei surpreso, foi a primeira vez que ele fez isso.

— Thomas, posso refazer uma pergunta? — Perguntei, pegando sua mão.

— Além dessa? Pode perguntar qualquer coisa. — Brincou ele, se afastando e olhando para mim.

— Quando você me beija, o que sente? — Perguntei, me aproximando dele.

— Excitação. — Ele se aproximou também, seus lábios estavam tão próximos que eu podia sentir o ar que saía deles.

— Então... — Ele se inclinou sobre mim e me beijou, me deitando no banco. Thomas fez o favor de ajeitar minhas pernas, deixando-me confortável.

— Eu já te disse que eu acho seu corpo bastante excitante? — Ele sorriu maliciosamente, enquanto eu tirava a blusa.

— Não tem medo de algum deles vir para cá? — Perguntei, preocupado.

— Relaxa, eles não vão vir. — Ele falou, subindo em meu corpo, sentando em meu membro.

— Mas...

— Se eles verem? Foda-se, eu confio neles. Relaxa que eles não contam. — Thomas se inclinou e me beijou.

— Onde está aquele Thomas que se perguntava se essa vida de gay era para ele? — Perguntei quando ele afastou seu rosto do meu.

— Esse Thomas está colocando a felicidade e a família na balança. — Thomas falou, voltando a me beijar. Sua mão percorria meu corpo, deslizando por minha cintura. Numa tentativa de investida, passei minhas mãos em suas costas e desci para sua nádega. Pela primeira vez, senti aquela parte de seu corpo, tanto tempo que eu tinha essa vontade e finalmente me realizei. Ele sorriu para mim.

— Agora você receberá seu presente. — Ele disse, sorrindo maliciosamente para mim. Ele beijou meus lábios mais uma vez e foi guiando-os pelo meu corpo, descendo cada vez mais. Depois de um tempo brincando com a área próxima a minha virilha, Thomas desceu minha calça junto com a cueca. Ele me encarou por uns segundos.

— Nem é tão pequeno quanto eu imaginava. — Ele falou, colocando a mão por cima.

— Cala a boca. — Falei, sorrindo. Percebi que Thomas era meu namorado, um companheiro com quem eu podia contar. Percebi que ele realmente era a pessoa que eu queria passar toda minha vida. Apesar de não sentir a mão dele em minha perna, eu realmente achei excitante vê-lo me tocar, passando a mão em mim.

Nesse momento, não era um ateu e um cristão, um andante e um cadeirante. Dois homens. Tudo se resumia ao amor de duas pessoas, uma afeição que algumas pessoas sequer chegaram a sentir uma fagulha disso. O jeito que Thomas sorria para mim, aproximando a sua cabeça ao meu membro e envolvendo a glande com a boca. Deixei escapar um gemido de excitação, enquanto ele aproximava o rosto de minha virilha. Em movimentos contínuos, Thomas me olhava de vez em quando. Eu tentava imaginar o que passava na cabeça dele, mas resolvi focar no momento.

Apertei o banco numa tentativa inútil de tentar me conter. Um arrepio percorreu meu corpo, fazendo-me gemer mais um pouco. Meu coração acelerou diante da descoberta e da sensação de prazer. A igualdade era presente entre nós, não havia limitações. Thomas abandonou meu pênis por um momento, vindo até meu rosto e voltando a me beijar. Ele se apoiou em minha virilha, fazendo peso em meu membro. Eu não acreditei nisso, eu percebi que transar não era um monstro de sete cabeças, mesmo sem penetração, eu me senti satisfeito e confiante de que poderia satisfazê-lo a qualquer momento, sem restrições.

Atingi o ápice, Thomas afastou o seu rosto do meu corpo, enquanto eu ejaculava nos matos ao lado do banco. Eu senti um nível prazer que nunca senti algo próximo. Mas havia sentimento entre nós. Thomas olhou para mim e riu observando meu estado. Rapidamente subi minhas roupas e o zíper da calça.

— O que achou? — Ele perguntou, sorrindo.

— No começo, estranho. Depois eu me acalmei. Foi muito bom. — Respondi.

— Feliz aniversário superatrasado. — Thomas riu, passando a língua nos lábios.

— Espero que o presente não seja anual. — Falei, sorrindo maliciosamente para ele.

— Nunca disse isso.

–-xXx–-

Já era noite, a brisa de verão atingia o meu cabelo, fazendo-o balançar diante de Thomas e os outros. Percebi que eles estavam ficando grandes.

— Está na hora de cortar, não acham? — Perguntei, vendo-os sentados na frente de casa.

— Eu acho bonitinho assim, grande. — Ana falou, enquanto brincava com as pétalas de uma rosa.

— Se fosse eu, cortaria. Já já você estará parecendo uma mulher assim. — André falou, brincando.

— André, só o jeito de você existir é feminino. Mas o que é "parecer uma mulher"? — Rebeca perguntou, olhando para ele.

— Sei lá. — Ele falou, desviando o olhar dela. Enquanto eles conversavam, eu fiquei meu olhar em Thomas. Ele parecia realmente feliz, sorrindo. Seu olhar era vivo, fazia um tempo que ele parecia um pouco distante. Acho que ele já tinha aceitado ser gay. A luz da casa iluminava o rosto dele, tornando tudo mais romântico. Ver aquele rosto e não poder beijá-lo é como uma tortura.

— Vai entrar? — Fernando perguntou, colocando a mão em meu ombro.

— O quê? — Perguntei, tentando entender o que se passou.

— Todo mundo já vai entrar, você vem? — Ele perguntou mais uma vez.

— Eu vou ficar aqui com ele, Fernando. — Thomas falou, sorrindo para ele e se despedindo.

— Certo, então até mais. — Ele falou, entrando na casa.

— Gostou mesmo daquilo? — Thomas perguntou, sua voz soava insegura.

— Você ainda pergunta? Tom, eu me arrepiei. Foi ótimo. — Sorri para ele, que estava sentado na varanda, ao meu lado.

— É que eu nunca fiz isso antes. Esquece. Que bom que não fiz errado. — Ele riu, segurando minha mão. O barulho da maçaneta da porta se abrindo nos fez afastar as nossas mãos.

— Ah, é você. — Falei, olhando Ana.

— Vocês acham mesmo que vão conseguir esconder isso por muito tempo? — Ela perguntou, sentando ao lado de Thomas.

— Como assim? — Thomas perguntou, olhando para ela.

— Todos eles já desconfiam de algo. Mesmo que seja um pouco. — Ela falou, demostrando preocupação.

— Eu não sei... Vamos contar, mais cedo ou mais tarde. — Thomas falou. Eu concordei, balançando a cabeça.

— Espero que logo, vocês não precisam se esconder assim. — Ana se levantou, sorrindo para nós. — Vocês são fofos juntos. Não se afastem por causa deles. — Ela entrou na casa, deixando-nos pensativos.

— Ela tem razão, mas eu não sei se... — Thomas travou, olhando para o chão.

— Se eles vão te aceitar? — Perguntei.

— Sim, se eles vão me aceitar... Vamos dormir? — Ele se levantou.

Notas finais
Agora podem chorar de alegria. Beijos. Diz o que acharam, eu amo todos vocês. Agora vou demora um pouco pra escrever o 14, tenho dedicatórias para fazer. Desculpem! Antes do fim do ano, irá aparecer aqui o capítulo 14.