Entre o ódio e o amor.
1 Capítulo 1
Notas iniciais

Lá estava Levy em sua sala pensando como tudo chegou á esse ponto, como uma pessoa pode ser tão boa o bastante de não ser descoberto, de não deixar nenhuma pista? Será mesmo que era uma pessoa? Por que um crime desse modo não haver nenhuma evidência, nenhuma prova, é quase impossível! Tanto que ela trabalhou, tanto que ela lutou para conseguir , e agora tudo está caindo cada vez mais, cada dia que passa são mais vitima e menos provas.
Levy ouviu algumas batidas na porta, e logo disse um “entre”.
– Ara, Ara, que desanimação é essa Levy? – Disse a albina, com um sorriso estampado no rosto. – Trouxe um cafezinho para você, Makarov ligou e disse que chegará dentre cinco minutos, e tem uma surpresa pra você.
A pequena pegou a xícara delicadamente, e bebeu recentemente a única coisa que faz bem á ela é o cafezinho da mira-chan, a pequena suspirou. – Aposto que é minha carta de demissão.
A albina sorriu. – Não seja tão negativa, aposto que é uma noticia boa.
Logo a albino se retirou, e deixou á baixinha com os seus pensamentos.
Ouviu novamente algumas batidas.
– Hoje é meu dia, só pode! –Bufou á baixinha. – Entre.
A porta abre e um ser minúsculo entra, Makarov o chefe dos investigadores, e logo atrás dele entra um ser enorme cheio de piercings, com uma cara de mal, Levy engasgou-se imediatamente quando viu o Redfox.
– Ohn.. Levy tudo bem? – Perguntou o pequeno homem.
Gajeel estava com uma expressão assustada, jamais imaginaria que iria rever a baixinha novamente, leve apontou seu dedo para gajeel e berrou. – O que esse animal de duas patas, brutamontes, marginal, faz aqui?
– Olhe como fala comigo sua nanica, esqueceu que sou maior que você? Posso te matar.
Levy segurou sua xícara mirou bem na testa do moreno, e atacou, e acertou em cheio.
– Ei! – Gritou gajeel. – Tá maluca?
– Legitima defesa, você me ameaçou! Acho que já até encontrei o assassino.
– O que você está querendo dizer com isso, nanica...
A mesma cruzou os braços e deu um longo suspiro. – Eu quis dizer, o que eu acabei de dizer.
Makarov apenas forçou um pouco á tosse, trazendo á atenção para si. – Pelo que eu vi vocês se conhecem, então, Gajeel essa é a investigadora que você irá trabalhar no caso do assassino em série.. – O velho suspirou, e fechou os olhos já imaginando os gritos da azulada. – Levy surpresa! Você tem um novo amigo.
Levy começou á tossir, colocou a mão na garganta, e fez drama. – Chefinho querido, como ousa fazer comigo? EU ATUREI ESSE PORCO POR VÁRIOS ANOS– Se alterou, e depois começou á falar manso novamente. – Ele me chamava de baixinha, anão, já tacou tinta azul em mim. VOCÊ NÃO SABE O QUE EU SOFRI, ME MATE LOGO, MAS NÃO ME DEIXE COM ESSE ANIMAL!
O velho levantou-se e caminhou até a saída. – Vocês dividiram a sala, o gajeel já trouxe os instrumentos de trabalho e tudo o que ele conseguiu no caso, ehn.. Espero que você sobreviva Gajeel..
Então, o makarov bateu a porta e saiu correndo, gajeel se jogou na cadeira e suspirou. – Novamente juntos baixinha, acho que é o destino.
Levy passou a mão em seus cabelos se recompondo. – Estou vendo que não tenho outra escolha, não é mesmo, lata de ferro? Então, você conseguiu alguma prova, evidência, alguma coisa?
– Não muita coisa, só consegui o obvio, acho que até você percebeu. – Gajeel suspirou. – Suas vitimas são todas mulheres de 20 á 30 anos, todas tem algo em comum.. – Gajeel fez uma pequena pausa, e Levy continuou.
– Todas elas têm começaram com a letra L, isso deve significar algo? – Disse á azulada, a mesma colocou á mão em frente ao seu rosto, esperando uma resposta talvez.
– Talvez sim, ele odeia alguma mulher com a letra L? Mas seria um motivo muito fútil, que tipo de louco faria isso? – Gajeel mordeu os lábios.
– Eu não sei..
O telefone foi tocada interrompendo á conversa de ambos.
– Detetive Levy McGarden, pode falar.
– Oi levy, aqui é o Gray, na delegacia tivemos mais ocorrências, um corpo de uma mulher aparentemente 25 anos foi encontrado nas margens de um rio, a descrição parece que é do assassino pois tem as mesmas letras “DS” e marcas no corpo.
– Claro Gray, estamos a caminho, você poderia dar algumas coordenadas?
– Hai, Hai.
☺☺
Levy e Gajeel chegaram em trinta minutos, O delegado Gray Fullbuster já estudou na mesma classe que os dois investigadores, e sempre soube do ódio que um sentia pelo outro, e se espantou em ver os dois juntos, trabalhando e sem sangue voando pelos ares.
– Pensei que iria morrer e nunca ver isso. – Comentou o Gray, logo Jellal que se tornou um bom policial, e também se estudou na sala de ambos.
– Eu só ainda não atirei nesse ser idiota, por que temos que trabalhar em equipe. – Disse a azulada.
– Eu digo o mesmo. – Resmungou gajeel. – Preciso recuperar minha dignidade como investigador, e a adorável Levy precisa receber méritos como sempre.
– Estou vendo á hora desses dois se matarem. – Resmungou Jellal. – Cuidado em Levy, eu e a Erza éramos assim, mal nos olhávamos que sentíamos vontade de atirar um no outro, e olha só.. hoje temos até uma erzinha em casa.
Levy apenas jogou um olhar ameaçador para jellal.
– Ok, Ok, não se fala mais nisso.
Chegando no local parecia cenas de filmes de terror, tinha muito sangue, mas algo estava diferente, dessa vez a mulher estava sem roupa, estava completamente nua, será que dessa vez eles achariam alguma pista?
Levy olhou para gajeel, e logo ouviu alguns gritos, gritos desesperados.
– Minha filha! Devolvam minha filha. – O que levy mais odiava aconteceu, mais uma chorava vendo sua filha totalmente morta, a mulher tentou passar da fita de isolamento, só que foi impedida por parentes e policais, que tentavam preservar a cena do crime. –ELA TEM QUE ACORDAR! AMANHA É O ANIVÉRSARIO DELA, ELA TEM QUE ESTAR PRONTA PRA FESTA SURPRESA, POR FAVOR, Lucia, acorda. – A mãe batia em sua própria cabeça, se beliscava, se contorcia de dor.
Levy não aguentando ver aquela cena se aproximou da mulher. – Eu.. realmente.. lamento..
A mulher em um ato de desespero, de socorro, agarrou o braço da pequena e apertou. – POR FAVOR! AJUDE MINHA FILHA, PEGUE QUEM FEZ ISSO COM ELA, POR FAVOR!
Levy estendeu seu outro braço e segurou na mão daquela mãe desesperada. – Eu prometo que faria o possível e o impossível para pegar quem fez isso com sua filha, e quando eu pegar eu juro que a justiça vai ser feita.
Levy deu as costas, agora ela estava mais determinada que antes.
– Vamos gajeel. – Cutucou gajeel, que a seguiu.
Gajeel e Levy se encararam por alguns segundos, e por fim passaram á fita de isolamento, gajeel começou á olhar o local do crime, e Levy apenas olhava as pistas no corpo.
Algo estava diferente, o ar estava diferente, algo estava errado do comum.
Levy notou algo estranho na boca daquela mulher, pegou seus dois dedos e apertou as bochechas e abrindo á boca da mesma, e notou um pedaço de papel dentro, calmamente pegou seus equipamentos e tirou o papel, que logo desdobrou e ficou surpresa com o que estava escrito.
“ Para vocês me acharem vão ter que retornar no passado”
– Gajeel corri aqui. – Gritou a azulada.
– O que houve? Se você me atrapalhou por alguma besteira.. Não respondo por meus atos. – Disse ele, Levy apenas o olhou com um olhar superior e entregou o papel.
Gajeel não desgrudou os olhos do papel até ler todo o conteúdo. – Mas que merda é essa...
– Gajeel á cinco meses esse assassino vem matando pessoas e não deixando nenhuma pista, á cinco meses.. Agora esse bilhete, será que estamos falando da mesma pessoa?
O moreno encarou o corpo, e logo encontrou á marca do assassino. – Está escrito DS, se alguém não estiver brincando conosco, é ele! Mas o que ele quis dizer com voltar ao passado?
– á marcas no pescoço dela, provavelmente foi estrangulada igual as outras.. – Disse azulada. – Mas as roupas.. todas rasgadas, não faz o perfil dele estupra-las, até agora ele apenas as matavam.
– Só o legista pode saber se ela foi ou não, talvez ele esteja querendo nos desafiar, talvez nem saiba que eu esteja trabalhando com vocês, talvez tenha feito uma jogada e acertado– Bufou gajeel.
– Talvez, Talvez, essas incertezas me sufocam.
– Calma, calma, baixinha sinto que as coisas estão tomando rumos diferentes, deixem o resto do pessoal chegar, amanha falamos com o legista, e só talvez nossas incertezas possam tornar certezas.
Continua.
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