Entre o rio

21 Revirando o passado


Notas iniciais
Oi ^^ A palavra de hoje é enleada. Usei no sentido de ligada, entrelaçada, atada. Capítulo narrado pelo Erik. Boa leitura!

Investigar. Cavar. Revirar o passado de uma pessoa. Não tenho feito outra coisa há dias. Seja na delegacia ou em casa na companhia leal de Besante.

Registros antigos, o banco de dados da polícia local, recortes de jornais e ainda o bom e velho Google têm guiado minha crescente curiosidade por oras a fio. Muitas vezes, madrugada adentro.

Tudo me levou à descoberta de que há uma mancha na história de Boa Esperança. Um acontecimento trágico que causou muita comoção na época. O surpreendente é que a história de Angela está diretamente enleada ao acidente de quase vinte e cinco anos.

Muito me admira que ela ainda visite o rio, como fez na madrugada em que me encontrou. Muito me admira que ainda more aqui.

Qualquer um teria ido embora assim que possível, mas, fora o período em que cursou Veterinária na Universidade de São Paulo, Angela não abandonou sua cidade natal.

Acometido por uma incômoda dor de cabeça, abandono o notebook e me espalho no sofá. Pressiono as têmporas e fecho os olhos, lembrando que senti algo parecido antes de atropelar meu cachorro.

E assim como naquele dia, as águas revoltas me tragam para a memória aflitiva do acidente.

Notas finais
Sim, o acidente do delegato não foi o primeiro envolvendo o rio nem o primeiro que a Angela testemunhou. Em um capítulo, o Erik se justifica sobre ter atropelado o cachorríneo porque teve uma indisposição. Quando ele encontra a Angela na ponte, menciona um mal estar. Já mencionou que teve enxaquecas antes. E agora de novo. Nada disso é por acaso... Não deu para precisar, mas quando a tragédia misteriosa aconteceu, Angela tinha nove anos. Portanto, agora tem trinta e quatro. Faltam 10 capítulos ♥ A partir de agora cada mergulho será um flash (?). Digo, mais dicas, revelações e afins até a resolução da coisa. Bjs!