Notas iniciais
Hi! A palavra de hoje é rotundo. Usei no sentido de algo incontestável, que não deixa dúvidas. Capítulo pela visão do Erik.

Meus pulmões clamam por ar. Minha mente fervilha. O rio me envolve e comprime meu corpo num abraço perigoso. Tempo demais sem respirar e será mortal.

Lembranças do acidente que sofri, há pouco mais de dois meses, se misturam com flashes de outra tragédia, de outra vida.

O anseio pela verdade me mantém obstinado. Preciso de algo rotundo e esclarecedor. Preciso das memórias de Daniel. Preciso descobrir se elas são minhas ou se estou perdido numa ilusão.

Dor. Quero respirar. Ainda não posso.

Duas crianças brincando num descampado. Uma tempestade se formando. Uma menina com o sorriso de Angela corre na minha frente. Nossos sapatos provocam estalos na extensa ponte. A tempestade despenca de súbito.

Angela segurou minha mão quando eu escorreguei. Tentou me puxar. Não conseguiu. Eu caí.

As memórias vêm. Todas elas. Feito a enxurrada que nos pegou de surpresa naquela tarde.

Impulsiono-me para cima. Puxo o ar com força. Agarro o fôlego. Caminho trôpego para as margens do rio. Meu corpo treme. Minha mente vibra.

Uma última pergunta me assombra. Ignoro meu distintivo pela resposta.

Desenterro de vez o passado. Quebro a tampa do caixão com a pá. Olho para o seu interior. E caio de joelhos.

Notas finais
Corrigindo: capítulo narrado pelo Daniel, rá! That's right! Eu tentei fazer mistério e despistar vocês, mas é isso aí kkkkkk Daniel não morreu afogado, ele é o Erik e tinha perdido a memória, foi encontrado de alguma forma por outras pessoas e adotado por outra família. Isso é algo que eu pretendo aprofundar numa sequência porque isso aqui é uma versão enxutinha mesmo ehehehe Depois de recuperar todas as lembranças, ele ligou o botão do foda-se e foi lá para o cemitério. De tão pretérito que ficou, quis ver algo além das memórias, quis descobrir o que havia no seu pseudo caixão... Falta um capítulo ♥