Notas iniciais
Heeey, voltamos! Nesse capítulo vocês vão poder acompanhar como está sendo a vida do Matt, do Jeremy, da Elena e do Stefan em NY. Vamos ao capítulo!

Lake Charles

POV Caroline

Oh meu Deus, Klaus do outro lado da linha! Jesus, o que faço? Ele não pode saber que estou aqui.

–- A senhora Rebekah saiu para fazer umas compras, ela me deixou tomando conta do apartamento.

–- Ah... – ele pareceu mais tranquilo, mas ainda desconfiado – Quem é você?

–- Eu sou... – Merda, merda, merda... Puta que pariu! – Meu nome é Car... Carly!

New York

POV Matt

Já tinha acabado as minhas aulas, eu resolvi voltar para casa e na calçada estava parado alguém que eu daria graças a Deus se eu nunca mais visse.

–- Kol?! – perguntei.

–- Matt, não é?

–- Você não estava morto?

–- Eu estou. Só você está me vendo. O lugar que eu estou não é tão forte quanto o “outro lado”, de vez em quando o véu daqui oscila e como eu sou um original, tenho privilégios, posso aparecer a hora que eu quiser. E como só você pode me ver, você é quem vai me ajudar.

–- Te ajudar em que?

–- Eu quero voltar, Matt. Voltar para a minha vida.

–- Você é louco se acha que eu vou ajudar você, Kol.

Saí em disparada para o apartamento de Stefan, onde estavam ele e Elena.

–- Kol Mikaelson me procurou. – falei.

–- O que?! Ele está morto! – falou Elena.

–- Mas ele quer que eu o ajude a voltar.

–- Isso é loucura, Matt. A primeira coisa que ele vai fazer é vir atrás de mim e do Jeremy. E outra coisa, se tiver a chance de trazer alguém de volta, vamos trazer a Bonnie e o Damon.

–- Matt, se ele aparecer de novo avise que não há a menor chance de nós ajudarmos ele. – Stefan disse.

New Orleans

POV Klaus

Quando uma mulher que não era Rebekah atendeu o telefone eu fiquei com vontade de arrancar a cabeça da minha irmã. Como ela deixa o apartamento nas mãos de uma desconhecida? Certamente a compeliu, mas mesmo assim eu tinha que saber se aquela não era uma armadilha, se a minha filha estava segura. Resolvi sair e ir até o endereço que Rebekah tinha me dado. Encontro Elijah no meio do corredor.

–- Aonde você vai, Niklaus?

–- Estou indo ver a minha filha, Elijah. Rebekah colocou uma desconhecida para cuidar do apartamento, eu preciso verificar isso.

–- Hayley vai querer ir com você.

–- Não! Eu vou sozinho e vou voltar rápido. Amanhã cedo estarei de volta.

Nesse momento, Marcel apareceu na porta da minha casa, gritando o meu nome.

–- O que é agora, Marcellus?

–- Klaus, tem um jeito de tomar a cidade.

–- Qual? – Elijah perguntou.

–- Primeiro precisamos de um exército.

–- Exército?

–- Precisamos pegar as pedras deles. Sem elas, eles só vão conseguir se transformar na lua cheia.

–- Parece que você vai ter que ficar então, Niklaus.

–- Sim, Elijah. Onde nós vamos conseguir um exército, Marcel?

–- Bem, eu pensei que nós poderíamos transformar alguns vampiros em cidades vizinhas. E... Agora que Hayley é uma híbrida, ela, você e Elijah poderiam pegar as pedras, já que vocês não iriam morrer. Eu posso pedir para Davina fazer um feitiço para minimizar o efeito que as pedras tem sobre você, Klaus.

–- Não vamos colocar Hayley em perigo! – berrou Elijah.

–- Eu não vou estar em perigo. – disse Hayley, no topo da escada – Klaus me ensinou alguns truques de híbridos – ela riu – Marcel, diga para Davina fritar a cabeça deles.

Desde que Hayley se tornou híbrida, ela estava ficando cada vez mais parecida comigo, o lado sombrio dela estava finalmente se revelando. Elijah diz que é o instinto maternal, mas no fundo ela sempre foi assim, como por exemplo em Mystic Falls, quando ela traiu Tyler e os híbridos para encontrar a família.

–- Tudo bem, temos que planejar isso direito. Marcel e eu vamos essa noite transformar alguns vampiros. Elijah, você fica aqui com Hayley. – falei.

–- Não, Niklaus. Nós vamos junto com vocês. Eu preciso ir para ajudar e Hayley não ficará segura aqui. Principalmente se estiver sozinha.

–- Eu posso pedir para Davina vir fazer companhia para ela – falou Marcel.

–- Assim está bom. Vá busca-la. Eu vou avisar Hayley que nós vamos sair. – falou Elijah.

Lake Charles

POV Caroline

Klaus desligou o telefone na minha cara. Educado como sempre. Resolvi dar uma olhada na Hope, ela estava chorando no berço.

–- Calma amor, vem cá. – peguei-a no colo e comecei a balançar, logo ela parou de chorar e deu um sorriso para mim – Será que quando seu pai mandar você voltar eu vou conseguir ficar longe de você? – tão pequena, tão linda... Ela bem que podia ser a minha filha, mas eu sou uma vampira e nunca vou conseguir. Além do mais, a mãe dela é a vadia da Hayley.

Passaram-se quase duas horas e meia e nada da Rebekah voltar. Será que aconteceu alguma coisa? Liguei uma, duas, três, quatro vezes e ela não atendeu. Fui para a sala com Hope e sentei no sofá com ela deitada no meu colo, liguei a TV e logo adormeci.

POV Rebekah

Cheguei em casa e encontro Caroline com Hope no colo, dormindo no sofá. Não resisti, peguei meu iPhone e tirei uma foto. Eu ia mandar para o Nik, mas lembrei que Caroline não queria que ele soubesse dela. Mandei os quatro humanos entrarem com todas as coisas que comprei.

–- Podem ir embora e esqueçam tudo o que viram e fizeram.

Caroline acordou.

–- Até que enfim você chegou. Klaus ligou aqui, eu disse que você tinha me deixado tomar conta do apartamento e que meu nome é Carly.

–- Ele vai querer me matar! Por que você não pode dizer logo que você é você, Caroline?

–- Você sabe porque, Rebekah. Nossa, você comprou tudo isso?!

–- Sim, tudo o que você colocou na lista e mais um pouco.

–- Típico.

POV Caroline

Enquanto Rebekah arrumava as coisas que comprou no quarto de Hope, eu a levei para o meu quarto, ficamos deitadas na cama, então meu telefone tocou.

–- Alô?

–- Caroline! Como assim você foi embora? Onde você está? Que loucura é essa? Pelo amor de Deus, filha, me diga onde você está que eu vou te buscar.

–- Mãe... Desculpe, eu não vou falar onde estou. Eu não vou voltar, pelo menos não agora. Eu não estava feliz em Mystic Falls, na verdade, ninguém está.

–- Caroline... Eu só... Vou sentir muito a sua falta, mas quero que você seja feliz, que realize seus sonhos e que nunca esqueça de mim.

–- Eu não vou esquecer mãe... Por favor, mostre a carta para Matt, Elena, Stefan e Tyler, eles merecem saber.

–- Certo, eu mostro. Não demore para me visitar.

–- Eu também já estou com saudades, não vou demorar, não muito.

–- Ok, eu vou desligar e chamar seus amigos aqui.

–- Obrigada mãe. Eu te amo.

–- Eu também te amo, filha.

Desliguei o telefone e comecei a chorar. Será que eu conseguiria ficar longe de Mystic Falls por muito tempo? Hope me olhava confusa.

–- A tia Caroline não está muito bonita chorando não é? – sorri – Vamos lá ver o que a sua tia Rebekah está aprontando?

***

1 mês depois...

Muita coisa tinha acontecido nesse mês. Depois da ligação da minha mãe, Elena e os outros também me ligaram, eu soube que ela, Matt, Stefan e Jeremy decidiram sair de Mystic Falls, eles compraram um apartamento em New York. Matt está na faculdade, fazendo educação física, Jeremy arrumou um emprego e até uma namorada, mas não sabe o que quer da vida, Stefan cuida do apartamento e das contas da casa e Elena ainda não seguiu em frente, ela vive deprimida, está sempre chorando, fica dias sem comer... Isso me deixa mal, eu queria estar com a minha amiga numa hora dessas, embora eu fale com ela quase todos os dias, não é a mesma coisa.

Rebekah e eu não nos tornamos “amigas”, mas estamos conseguindo sobreviver sem nos matar, uma coisa nos une: Hope. Por falar em Hope, ela está cada vez mais linda. Seus cabelos loiros cresceram, formando um pequeno topete e seus olhos estão cada vez mais “à la Klaus”. Klaus ainda não sabe que eu estou cuidando dela e eu acho melhor assim.

Klaus, Elijah e Hayley ligam todos os dias para saber como Hope está. Eles ainda não conseguiram retomar New Orleans. Rebekah disse que eles tem um tipo de plano. Eu nem me interessei por isso, mas me dá muita satisfação só de imaginar a cara de Klaus ao saber que não pode ter tudo.

Ontem Rebekah, eu e Hope fomos fazer um piquenique (quem diria, Caroline Forbes e Rebekah Mikaelson fazendo piquenique) perto do lago aqui da cidade. Foi muito legal, nós, por incrível que pareça, nos divertimos. Até Hope parecia estar feliz.

A nossa jornada do mês foi essa: vamos ao shopping, compramos tudo o que gostamos (essa é uma das vantagens de ser colega de apartamento de uma Mikaelson), fazemos passeios ao ar livre, redecoramos o apartamento. Mas não há um dia sequer que eu pare de pensar no Klaus e em todas as coisas estúpidas que Rebekah tem me dito para tentar me convencer a contar para ele que estou cuidando da Hope. Às vezes eu penso que seria melhor contar, mas e depois? Eu não tenho nenhuma garantia do depois, do que vai acontecer se ele souber, do que vai acontecer se Hayley souber. Ela me odeia, e isso é recíproco. Eu tenho certeza que ela não quer que a filha seja criada por mim.

New York

POV Matt

–- Então você não vai me ajudar, zagueiro? – Kol perguntou.

–- Não!

–- Por que?

–- Porque você vai matar Jeremy e Elena. E também porque você já fez muitas coisas ruins, você esmagou a minha mão no baile da louca da sua mãe em Mystic Falls, não se lembra?

–- Olha, a sua mão... Você mereceu. Na verdade não mereceu, mas eu queria matar alguém e você serviu, até o idiota do Damon Salvatore aparecer. Quanto à Elena e Jeremy, quando eu voltar, eles não são os únicos que vou matar.

Kol desapareceu. Ele não tinha a menor chance de voltar... Tinha?

Notas finais
E aí, gostaram? Comentem, comentem, comentem! Beijinhos, Vampira Original e Dudaa.