Entre o bem e o mal - Klaroline/Hope
18 Laços quase rompidos
Notas iniciais
POV Klaus
Chego em casa tarde da noite, passei o dia todo conversando com a Cami, ela estava tentando me apoiar, me animar, mas nada disso adiantou. Qual é o problema de todas essas pessoas? Será que elas não percebem que nada, nada vai curar o que eu estou sentindo agora? O meu coração foi arrancado, Caroline o levou para o túmulo junto com ela. Rebekah está no pátio, bebendo e brindando com Elena, Damon, Stefan, Katerina, Bonnie, Jeremy e Elliot em homenagem à Caroline.
–- Nik – ela me chama, tornando a minha tentativa de passar despercebido falha – você devia ir vê-la.
(La di da di da da
La di da di da da
La di da di da da
La da da)
Não respondo nada, apenas vou para o jardim e rapidamente acho a lápide com o nome de Caroline. Me aproximo e coloco as mãos nos bolsos, olhando para baixo e sinto que a cada segundo o meu coração se parte ainda mais.
(I am tied by truth like an anchor
Anchored to a bottomless sea
I am floating freely in the heavens
Held in by your heart's gravity)
(Eu estou amarrado pela verdade como uma âncora
Ancorado a um mar sem fundo
Estou flutuando livremente no céu
Realizada pela gravidade do seu coração)
–- Eu sei que parece idiotice eu dizer isso, mas eu espero que você esteja em um lugar melhor – sorrio fracamente – eu sempre vou te amar, Caroline. Sempre vou lembrar o que você fez por mim e não haverá um dia que eu não me sinta culpado por ser egoísta o suficiente para te manter ao meu lado mesmo sabendo de todos os perigos que você corria. – respiro fundo e me viro em direção à casa, mas ouço uma voz me chamar, a voz dela. Era só o que me faltava, agora estou alucinando.
(All because of love
All because of love
Even though sometimes you don't know who I am)
(Tudo por causa do amor
Tudo por causa do amor
Mesmo que às vezes você não sabe quem eu sou)
–- KLAUS! KLAUS, É VOCÊ? ME TIRA DAQUI! KLAUS! POR FAVOR! – a voz é abafada, como se tivesse muita coisa em cima. Me aproximo novamente da lápide e escuto o som ficar mais alto.
–- Caroline?
–- Sim! Klaus! Onde estou? Eu não suporto mais ficar aqui! Me tire daqui!
–- Caroline!
Não sei ao certo o que estou ouvindo, se é só uma coisa da minha cabeça ou se o impossível aconteceu e Caroline está realmente viva, mas preciso ver esse caixão com os meus próprios olhos. Pego uma pá que está próxima da lápide e começo a cavar desesperadamente, graças à minha condição de vampiro e ainda por cima Original, eu consigo cavar bem rápido, logo o grande caixão vermelho com um M em cima aparece. Puxo a tampa com tamanha violência e não posso acreditar no que estou vendo... Caroline está lá. Viva. Ela está fraca, mas está viva, com um vestido preto até os joelhos, os cabelos sem vida penteados e uma sapatilha preta. Tento controlar a minha respiração, mas é quase impossível. Pego-a no colo e a tiro de lá sem pensar duas vezes, colocando-a sentada na grama, ao meu lado.
(I am you, everything you do
Anything you say, you want me to be
You're me with your arms on a chain
Linked eternally in what we can't undo
And I am you)
(Eu sou você, tudo que você faz
Qualquer coisa que você diz, você quer que eu seja
Você está me com seus braços em uma corrente
Ligada eternamente em que não podemos desfazer
E eu sou você)
–- Klaus... Eu, eu... Estou com fome.
Eu até poderia ir lá dentro buscar uma bolsa de sangue para ela, mas é mais rápido morder o meu pulso e dar a ela, então o faço. Ela está com tanta fome que está quase me drenando. Seus cabelos, antes oleosos e sem vida, agora estão brilhantes e macios, sua pele está voltando à cor normal e ela parece estranhamente diferente.
–- Tudo bem, amor. Acho que já chega. – tiro meu pulso de sua boca – O que houve? Por que você demorou tanto? Eu pedi para Davina fazer uma feitiço e...
–- Eu não me lembro. Não me lembro de nada que aconteceu quando eu estava morta, parece que tudo foi apagado da minha memória.
–- Isso não importa. O importante é que você está aqui... De novo. Comigo. Pra sempre. – sorrio, passando a mão em seu rosto.
(All my senses awaken to the changes
And I feel alive inside my own skin
All my reasons tell just how strange it is
Coming home to a place I've always been)
(Todos os meus sentidos despertam para as mudanças
E eu me sinto vivo dentro da minha própria pele
Todas as minhas razões dizer o quão estranho é
Voltando para casa para um lugar que eu sempre fui)
–- Você andou chorando?
–- Caroline, a única mulher que eu amei em mil anos morre durante uma semana, como você acha que eu fiquei?
Ela não diz nada, mas posso ver uma lágrima escorrendo de seu olho. Caroline se joga em meus braços e me beija, muito devagar, como se quisesse aproveitar o momento e eternizar aquilo.
(And it's all for love
And it's all for love
Even though sometimes, I don't know who I am)
(E é tudo por amor
E é tudo por amor
Mesmo que, às vezes, eu não sei quem eu sou)
–- Klaus – ela interrompe o beijo – vamos lá para dentro. Eu acho que os outros vão gostar de me ver.
–- Agora não – digo, me levantando e a levando comigo – agora eu preciso de você só para mim, senti muito a sua falta, depois eu posso te dividir um pouco.
–- Para onde estamos indo?
–- Vamos lá, Caroline. Eu sei que você adora uma floresta. – sorrio maliciosamente.
(I am you, everything you do
Anything you say, you want me to be
You're me with your arms on a chain
Linked eternally in what we can't undo
I'm you)
(Eu sou você, tudo que você faz
Qualquer coisa que você diz, você quer que eu seja
Você está me com seus braços em uma corrente
Ligada eternamente em que não podemos desfazer
Eu sou você)
***
Acordo com a luz do sol quase me cegando, na clareira que dormimos na floresta. Caroline está deitada em cima de mim, dormindo como um anjo. Pela primeira vez em uma semana eu tenho um sono tranquilo, sabendo que o amor da minha vida está comigo e daqui ela não sai mais. Começo a acariciar seus cabelos e observa-la respirar tranquilamente enquanto dorme, sorrindo. Será que consigo ver o que ela está sonhando?
Caroline está deitada em uma cama com lençóis femininos, a janela do quarto está aberta, com vista para um enorme lago. Há um bebê em cima dela, o bebê está acordado e Caroline está conversando com ele.
–- Sabe Hope... Sua tia Rebekah saiu para fazer mais compras. Você tem mais roupinhas do que vai usar antes de crescer. Eu nem imagino como vai ser isso, eu não sei quanto tempo vai demorar, mas um dia eu vou ter que te entregar para o seu pai e para a sua mãe. Não se preocupe, a tia Bex vai cuidar de você também. Eu vou sentir muito a sua falta, nunca pensei que poderia amar tanto alguém como amo você. Eu juro que sempre vou te mandar presentes e muitas cartas, quando você aprender a ler e-mails eu mando eles também. Eu espero que você cresça e se lembre de mim, porque... Não conte para ninguém, o que vou falar agora é segredo! Porque eu gostaria que você fosse minha filha, eu sei que a Hayley te ama, mas para ser sincera, não há ninguém neste mundo que ame você mais do que eu. Sabe, eu nunca vou poder ter uma garotinha tão linda quanto você... Nunca vou poder ensinar ninguém a falar, a comer, a se vestir, nunca vou poder levar ninguém ao primeiro dia de aula, ao primeiro dia no ballet... – Caroline enxuga as lágrimas – Enfim, eu tenho mais uma coisa para te contar... Hope, eu gosto do seu pai, o Klaus. Algumas pessoas dizem que ele é muito mau, mas isso é porque elas nunca conseguiram ver o que eu vi, ver a bondade nele, a maior prova de que há coisas boas no Klaus é você, uma criaturinha tão pura e delicada. Ele é um homem muito bonito, mal deve se lembrar da garota do interior da Virgínia, ele deve ter todas as mulheres de New Orleans aos seus pés e... Bem, eu não tenho a mínima chance. Talvez um dia ele me deixe visitar você, mas eu não acho que a sua mãe vai concordar com isso, ela não gosta muito de mim...
–- Ei! – Caroline me dá um tapa no ombro – Você estava vendo meu sonho! Não tem vergonha na cara, Niklaus? Isso é falta de educação!
–- Desculpe, sweet, mas como você já sabe, educação não é o meu nome do meio!
–- Temos que voltar.
–- Não. Vamos ficar aqui, só eu e você, para sempre.
–- Assim? Sem roupas? – ela aponta para os nossos corpos sem roupa alguma.
–- Sim, assim é o jeito que eu mais gosto.
–- Por que será que isso não me surpreende? – ela fica de pé, me dando uma visão completa de seu corpo completamente nu, procurando pelo vestido preto.
–- Caroline, você daria um belo quadro agora.
–- Você deixaria mais alguém ver esse quadro? – ela arqueia uma sobrancelha.
–- Claro que não! Essa visão pertence somente a mim.
Por muita insistência de Caroline estamos voltando (vestidos) para casa, onde já há movimentação no pátio logo cedo. Assim que entramos, vemos Rebekah gritar com alguns vampiros e ela está com Hope no colo.
–- Eu já não disse que é para tirar essa coisa daqui?! Por que ainda não fez isso? Eu não posso ficar resolvendo tudo para vocês, esse é o trabalho do meu irmão, mas ele não está em lugar nenhu... – ela para no meio da frase quando olha para a gente, com os olhos arregalados e Hope sorri e acena para Caroline.
Nos aproximamos devagar de Rebekah, que ainda está feito uma estátua.
–- Car... Caroline? – ela sussurra – Você está mesmo aqui?
–- Sim!
Rebekah pula em Caroline e elas se abraçam, com Hope no meio. Algumas vezes na vida eu vi Rebekah chorar, mas não desse jeito. É incompreensível o que ela fala para Caroline, no meio de tantas lágrimas, soluços e outras coisas. Quando elas se soltam, Hope estende os braços para Caroline, que a abraça, fechando os olhos e beijando sua cabeça.
–- Tia Car, onde você tava? A tia Bex falou que você tinha virado uma estrela e todo dia eu falava com você, mas agora você desceu? – Caroline dá um sorriso e seus olhos se enchem de lágrimas.
–- Eu vou te contar um segredo – Caroline vai até o ouvido dela, mas todos nós podemos ouvir – eu voltei para cuidar de você.
–- Você não vai mais embora?
–- Não...
–- Jura?
–- Juro! Eu amo você.
–- Eu também te amo, tia Caroline!
–- CAROLINE! – Elena e Bonnie gritam da varanda, vindo em direção à Caroline, para se reencontrarem. Puxo Rebekah em um canto.
–- Que negócio é esse aqui no chão?
–- Ah Nik, ontem uma das vampiras pegou fogo do nada, ela tinha o anel e simplesmente queimou.
–- Quem?
–- Acho que o nome dela era Nikki. Elena não está tão triste, já que ela vivia dando em cima do Damon. – ela ri.
–- Isso não importa. Mande algum desses inúteis tirar esse corpo daqui, minha filha é pequena, não quero que ela veja isso.
–- Eu já mandei, mas quem disse que esses idiotas me escutam? Elijah sabe lidar com eles, eu não nasci para conviver com a plebe. – ela joga o cabelo.
–- Onde está Elijah?
–- Com a Hayley. Ela está fazendo drama porque desde que a Caroline “morreu” a Hope não fala mais direito com ela, não quer mais dormir no quarto dela... Ultimamente ela só tem ficado comigo. Ontem quando fui coloca-la para dormir ela pediu para dormir na minha cama e disse que eu pareço a tia Caroline.
–- Ela sentiu mesmo a falta dela.
–- Você nem imagina o quanto, Nik.
***
POV Caroline
Todos da casa estão felizes com a minha volta, até mesmo Elijah que não é muito próximo de mim veio me cumprimentar e dizer que estava feliz por mim, por Klaus e por Hope. Hayley foi a única que não veio falar comigo, mas ela esboçou uma reação bem negativa em relação à isso.
Flashback ON
Estou passando pelo corredor, quando ouço Elijah e Hayley conversando em seu quarto. Hope está com Rebekah lá embaixo e Klaus está bravo porque Kol fez alguma besteira. Elena e os outros estão no hotel, arrumando as coisas para partirem amanhã de manhã.
–- ENTÃO ELA SIMPLESMENTE VOLTOU DOS MORTOS! – ela ri como uma sádica – NOSSA ELIJAH, QUE ÓTIMO! AGORA SIM QUE A MINHA FILHA NUNCA, NUNCA MAIS VAI OLHAR PRA MIM... ELA SÓ FICAVA PERGUNTANDO QUANDO A TIA CAROLINE IA VOLTAR, ELA MAL SE LEMBRAVA DE MIM! EU SOU A MÃE DELA, NÃO A CAROLINE!
–- Hayley acalme-se! Se a Hope vir você desse jeito aí sim ela terá um motivo para nunca mais querer ficar com você! Pelo amor de Deus, a Caroline e a Rebekah cuidaram dela durante muitos meses, você tem que entender que ela tem uma ligação com as duas que jamais terá com você, mas isso não significa que ela não te ame, a Caroline sempre dizia para ela que você era a mãe dela, não elas duas.
–- Eu não ligo! – ela diz, mais calma – Hope nunca vai gostar de mim do jeito que gosta da Caroline e mesmo assim ninguém se importa, ninguém liga para o que eu sinto, sou obrigada a fazer cara de paisagem e aceitar as pequenas migalhas de amor que a minha própria filha me dá... Eu não sei por quanto tempo mais vou suportar isso.
–- Hayley...
–- Saia daqui! Me deixe sozinha, você também não me entende, está sempre do lado delas, só não sei se é porque a Rebekah é sua irmã ou se é porque sem a Caroline o Klaus não ia parar de fazer as merdas de sempre! Aliás, falando em Klaus, ele é outro que não me entende, ele é quem devia compreender o que estou sentindo, ele é pai dela, passou tanto tempo longe quanto eu e agora só porque uma vampira insignificante está esquentando a cama dele ele parece simplesmente ter esquecido tudo o que nós passamos aqui antes da volta da Hope!
Entro no quarto de Klaus e pretendo não sair mais de lá até a situação se acalmar, Hayley nunca foi uma pessoa fácil.
Flashback OFF
20h34min. Já era para Hope estar dormindo uma hora dessa, mas Rebekah não se liga muito nos horários e Hayley, depois do piti de hoje, parece não estar se importando muito com ninguém. Saio do quarto e começo a caminhar pelos cômodos à procura da minha pequena pestinha, então algo estranho acontece, como se eu já não tivesse mais o controle sobre o meu corpo, como se outra pessoa o estivesse controlando.
POV Autoras
Alguém tomou posse do corpo de Caroline, ela estava andando à procura de Hope, mas agora está indo em direção ao escritório de Klaus. Ela entra e como não há ninguém lá isso fica bem fácil. Depois de abrir algumas gavetas ela finalmente acha o que tanto procurava, a estaca do Carvalho Branco. Ela esconde a estaca na jaqueta de couro que está usando e sai do escritório, agora sim, à procura da herdeira dos Originais. Hope está sozinha no quarto que divide com Hayley, brincando com algumas bonecas que Rebekah comprou, dando chá à elas, assim como Caroline tinha ensinado. A garotinha, já com os sentidos apurados, se assusta quando percebe que tem alguém se aproximando, mas logo sua expressão suaviza quando ela vê a tia Caroline, mal sabe ela que aquela é outra pessoa, que não deseja o seu bem.
–- Então você está aqui, pequena aberração.
–- O que? O que você disse, tia Car?
–- Eu não sou a sua tia Car e agradeceria eternamente aos céus se não fosse sua parente, mas dizem que não podemos escolher a família. Mas agora, vamos ao que interessa, vamos acabar com a sua miserável existência.
A garotinha fica assustada, mas continua sentada no chão enquanto a pessoa que ela conclui não ser mesmo Caroline tira a estaca de dentro da jaqueta e se abaixa, aproximando-se de Hope, pronta para acerta-la no coração. A porta se abre e Hayley surge enfurecida vendo a cena.
–- MAS QUE PORRA VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FAZENDO COM A MINHA FILHA, SUA VADIA?!
A pessoa rapidamente abandona o corpo de Caroline, fazendo-a voltar à consciência de seus atos. Meio atordoada, ela percebe o que aconteceu.
–- Ah meu Deus... O que houve? – Caroline pergunta e Hope a olha assustada, afastando-se. Hayley vem em sua direção e a prensa contra a parede.
–- Eu sempre soube, Caroline. Desde a época de Tyler, tudo o que você queria era ter o controle de tudo e pra isso precisava do Klaus não é? Mas aí apareceu a Hope, você fingiu gostar dela, cuidou, ajudou a Rebekah para na primeira oportunidade de livrar dela e ter o idiota do Klaus só para você, aí você ia ser a rainha do universo sem a minha filha para te atrapalhar não é? Responda-me! – Hayley aperta mais o seu pescoço.
–- Hayley... Eu... Não... Queria... Fazer... Isso. Eu não... sei o que... aconteceu. Você está me sufocando.
Sem pensar duas vezes Hayley revela suas presas de híbrida e morde o pescoço de Caroline, injetando uma quantidade tão grande de veneno que pode mata-la em minutos, fazendo isso em seu pulso e no outro lado de seu pescoço.
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