Entre o bem e o mal - Klaroline/Hope
7 Fantasmas
Notas iniciais
New Orleans
POV Davina
Não consigo parar de pensar no que Kol me disse, então decidi resolver o quanto antes esse novo problema. Vou falar com Camille. Sei que não posso contar tudo para ela, pois se fizer isso não iria ter um, mas dois Mikaelson atrás de mim.
Cheguei ao restaurante, ele já está parcialmente escuro, corro, preciso falar com Cami o quanto antes. Chego lá e encontro minha amiga arrumando as cadeiras e mesas.
–- Olá – a cumprimento, tentando esconder o máximo meu nervosismo.
–- Olá – ela responde, com a testa franzida – Tudo bem, Davina?
Decido não fazer muito rodeios, se fizer isso só vou a deixar mais preocupada. Então decido ir logo ao ponto.
–- Cami, preciso de sua ajuda!
A loira parece assustar no começo, mas logo fica preocupada.
–- O que foi que aconteceu?!
–- Não posso contar Cami, pelo menos não agora, mas preciso da sua permissão para entrar no seu armário.
–- No armário? Para que? Davina, não me diga que está envolvida em mais planos do Marcel e do Klaus!
–- Não! Não! – Digo, mas não consigo enganar a Cami, nos tornamos muito próximas, ela foi como uma irmã mais velha para mim sempre cuidando e me protegendo. Abaixo a cabeça.
–- Ah Davina não minta para mim! O que ele pediu? O que ele quer de você? Nem depois de tudo o que você passou, ele sempre tem que te usar! Sempre!
Tento dizer que não, dizer que ela está enganada, mas ela não me escuta. Quando levanto a cabeça vejo a Cami pegando suas coisas e saindo pela porta. Só dá tempo de eu gritar.
–- Aonde você vai?!
–- Por um Híbrido no seu lugar! – fecha a porta.
Ponto, agora que eu morro! O Klaus não pode descobrir que estou fazendo isso pra trazer seu irmão de volta! Espero que ele pense que estou fazendo isso por conta do feitiço para destruir as pedras.
POV Camille
Saio furiosa do restaurante. Quem o Klaus pensa que é para manipular as pessoas desse jeito? A Davina é só uma menina! Um bruxa poderosa, mas ainda assim uma menina! Chego furiosa à mansão dos Mikaelson, não me importo com o barulho que estou fazendo.
–- KLAUS! KLAUS! – grito.
Vejo um vulto passando perto de mim. Olho para o lado e vejo o Klaus sentado numa cadeira
–- Que gritaria é essa, amor? Já não disse para ficar longe de mim? – ele fala.
–- Eu estava! Até saber que você está usando a Davina de novo! Pra que? Ela veio me pedir para entrar no meu armário hoje, será que nem isso tem coragem de pedir? Tem que mandar uma menina pra fazer coisas pra você?
Ele parece surpreso, mas essa expressão não domina por muito tempo no seu rosto, logo um sorrisinho irônico se alastra por sua face. Me mantenho séria.
–- Vejo que a bruxinha está se empenhando em seu trabalho!
–- E você ainda admite? E pensar que eu dia eu pensei em te ajudar! Mas você é desprezível, usa as pessoas como se não fossem nada, só para sastisfazer os seus desejos egoístas!
Vejo por um momento o sorriso do Klaus falhar, porém logo ele volta, mas não com tanta intensidade.
–- Você não sabe do que está falando Cami! – fala, vacilando nas palavras.
Vejo que a feição prepotente e arrogante não está mais lá, então esse não é o motivo para o Klaus querer New Orleans de volta? Então qual é?
–- Klaus? – o chamo, ele está com o olhar distante – Klaus? – suavizo minha voz — Qual o real motivo?
Ele me olha, mas vira o rosto, suspiro e vou saindo de sua casa. Quando estou fechando a porta ouço a voz de Klaus me chamar.
–- Cami?
–- Sim?
Vejo que ele está pensando sobre algo, mas no fim suspira forte e me chama para sentar ao seu lado, me sento.
–- O que eu vou falar pra você só tem que ficar entre nós – ele fala calmamente – Mas nem adianta muito, as pessoas de quem eu queria escondê-la já sabem sobre ela! – Passa a mão no cabelo – Mas eu preciso desabafar com alguém, Elijah está muito ocupado com a Hayley, Marcel mal o vejo, e você é a única que tem coragem de falar tudo na minha cara sem medo, não, existe outra pessoa, mas ela não quer saber de mim – ele dá uma risada sem humor, parece que está se lembrando de alguém.
Dou um meio sorriso. Mas foco na conversa, como assim? Ela quem?
–- Ela quem?
–- Minha filha.
Filha? Ela não morreu? Que história é essa?
–- Ela morreu Klaus, não invente histórias.
–- Ela não morreu Cami, eu inventei tudo isso para protegê-la – ele faz um resumo do motivo para tudo isso – Como você vê, muita gente quer matar a minha Hope e isso não vou deixar acontecer. A mandei para fora da cidade com minha irmã, Rebekah. Eu quero fazer de New Orleans um lugar seguro para Hope, mas primeiro tenho que me livra de todas as ameaças.
Cada palavra dele me deixa mais boquiaberta! Como uma criança que mal nasceu já tem tantos inimigos? Não sei o que dizer para o Klaus, ele está fazendo tudo isso por sua filha, claro! Ainda não concordo com algumas de suas atitudes, mas não me controlo e dou um abraço nele e digo:
–- Você não é tão desprezível assim, Klaus – ele me abraça de volta.
New York
POV Elena
Quando o Matt chegou dizendo que viu o Kol eu achei que ele estava ficando maluco! O outro lado foi destruído, é impossível! Mas ele nos explicou que ainda existe um lugar em que os seres sobrenaturais "sobreviventes" a queda do outro lado estão.
Não consigo parar de pensar nisso! Será que a Bonnie está lá? O Damon? Faz tanto tempo que eles se foram, penso nele todo dia e se existe uma mínima possibilidade de trazê-los de volta é isso que vou fazer. Mas se eles estão lá, por que não apareceram? Por que ele não apareceu?
–- Pare de pensar nisso, Elena! – falo pra mim mesma.
Resolvo tomar um banho, assim penso melhor. Quando saio vejo uma pessoa deitada em minha cama. Chego mais perto e arquejo quando o vejo com aquele sorriso que senti tanta falta.
–- Da... Damon?
–- Saudades de mim?
Todos os meus sonhos foram realizados, ou meus maiores pesadelos. Será que isso é real? Será que estou sonhando? Será que estou doida como o Matt? Será que agora eu posso ver espíritos como o Jeremy?
–- Como você...? O que...? Eu nem sei o que falar, Damon.
–- Sim, isso é real. Sim, ainda estou morto. Sim, eu sei que você sente a minha falta.
–- Convencido! Mas, me diz, como é lá onde você está?
–- Chato. Não tem whisky, nem tequila, nem você... Mas, Lexi e Sheila me fazem companhia.
–- Como assim?
–- Quando o outro lado foi destruído, a avó da Bonnie fez um feitiço e conseguiu nos salvar, eu, Lexi e Bonnie, então ficamos em um lugar meio esquisito, até que ontem a Bonnie voltou à vida.
–- O que?! Bonnie voltou? Onde ela está?
–- Ela tinha uma missão para cumprir.
–- Missão?
–- Eu não sei do que se trata.
–- Você acha que tem alguma chance de você voltar?
–- Sheila me disse que está trabalhando nisso, ela vai tentar trazer eu e a Lexi de volta, assim como fez com a Bonnie.
Sentei-me na cama ao lado dele e fechei meus olhos por alguns segundos. Quando abri, ele ainda estava lá.
–- Damon, eu... – toquei em sua mão, mas não senti nada, era como se ninguém estivesse ali. Aquilo foi uma facada no meu coração – Eu te amo – falei, com os olhos cheios de lágrimas.
–- Eu também te amo, Elena.
Assim Damon desapareceu, me deixando sozinha no meu quarto, chorando. Eu sei que aquilo foi real, mas não poder senti-lo foi muito doloroso. Matt e Jeremy já estão na cama, então ouço alguém abrir a porta da sala. Caminho até lá e é Stefan, com um sorriso no rosto.
–- Elena, eu estava no meu carro, lá na garagem, procurando a minha carteira, quando de repente Lexi apareceu no banco do passageiro. Ela começou a me contar uma história muito louca. Finalmente vou ter a minha amiga de volta! – ele estava comemorando, até me abraçou. Eu retribuí, abracei-o muito forte.
–- Damon esteve aqui. Ele contou uma história doida também.
–- Você não está feliz?
–- Estou, é só que... Eu não sei, mas mesmo assim eu ainda estou triste, não pude tocar nele.
–- Eu também não consegui abraçar a Lexi. – ele falou de cabeça baixa.
Lake Charles
Algumas horas atrás...
POV Caroline
Os lobos pressionavam as portas do prédio, que logo cederam. Os outros moradores pensaram que se tratava de algum tipo de assalto, então foram para seus apartamentos, que não foram invadidos, eles sabiam muito bem onde nós estávamos e aproveitaram a chance que tinham. Já dava para ouvir o barulho de muitos passos no longo corredor do nosso andar, logo as batidas na porta começaram.
–- Rebekah, leve Hope daqui!
–- Eu não posso, Caroline. E você? Não vou te deixar aqui para morrer!
–- Eu distraio eles, você sai pela porta da cozinha. Agora! – Rebekah hesitou, eu sabia que ela não queria me deixar ali, mas era o certo a se fazer – Agora Rebekah!
Ela pegou Hope, que estava chorando muito, no colo, eu lancei um último olhar para elas e em sua velocidade vampiresca ela correu pela porta da cozinha, que dava acesso à um elevador de serviço que levava para a garagem. Peguei um abajur grande de metal, tirei a parte da “cabeça”, tranquei a porta por onde elas passaram e a porta principal finalmente arrebentou.
O primeiro lobo veio para cima de mim, então quebrei a lâmpada do abajur em seus olhos, depois enfiei o objeto dentro dele, que caiu no chão. Consegui quebrar o pescoço de mais dois, até que vieram muitos e eu caí no chão. Quando ele ia me morder, eu escutei uma voz bem conhecida, mas falando algo desconhecido.
Os lobos caíram, com fortes dores de cabeça, agonizando de dor. Bonnie entrou pela porta, com uma expressão séria, até levar todos aqueles lobos para a morte. O aneurisma que ela causou neles foi muito forte, o sangue começou a escorrer pelos olhos, pelos ouvidos, estava uma nojeira! Ainda não estava acreditando que Bonnie estava ali, bem na minha frente. Levantei e a abracei.
–- Bonnie... – falei, chorando – Eu nem acredito que você está mesmo aqui. Como?
–- Minha avó me trouxe de volta. Eu tinha que proteger a criança, a filha do Klaus, aliás, onde ela está?
–- Mandei Rebekah fugir com ela, eu iria dar um jeito nesses lobos. Na verdade eu iria morrer, mas aí você chegou...
–- Você se apegou à ela, não é?
–- Por que você está dizendo isso?
–- Por que outra razão você se sacrificaria por uma garotinha?
–- O nome dela é Hope. Sim, eu me apeguei à ela, eu a amo muito, Bonnie.
Bonnie sorriu e passou a mão no meu rosto, depois se abaixou e começou a procurar alguma coisa no bolso dos lobos, que agora eram só cadáveres. Ela recolheu o total de nove pedras escuras e as guardou.
–- Ligue para Rebekah, diga que já é seguro voltar. – ela falou e eu liguei.
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