Entre o bem e o mal - Klaroline/Hope
19 Estou desistindo de você
Notas iniciais
POV Autoras
Hayley está cega de raiva de Caroline, ela não vai parar até que a vampira esteja sem o coração ou totalmente infectada pelo seu veneno de loba. Caroline ainda luta, ela está com muita dificuldade de respirar e já não tem a mesma força, ela está suando e sente muita dor, mas ainda não consegue entender o que fez para Hayley agir de tal forma. Hope está sentada no canto do quarto, olhando horrorizada para a cena e chorando baixinho, ela é a que menos consegue entender o que está acontecendo. Há um minuto atrás a sua “tia Car” estava tentando enfiar uma estaca em seu coração e agora ela está toda machucada e sua mãe está segurando o pescoço dela na parede, com uma cara totalmente diferente da que ela conhece. Hope, num impulso de criança, sai correndo do quarto, mal sendo notada pelas duas, no caminho, ela encontra Klaus.
POV Klaus
Caroline não está em nenhum canto da casa, estou procurando mas não a acho em lugar algum. Ouço passos rápidos atrás de mim e quando vejo é Hope, ela está correndo pelo corredor na minha direção e está chorando. Eu abaixo e ela se joga em meus braços, me abraçando.
–- Hey love, o que foi? Por que está chorando?
–- Papai... – ela limpa as lágrimas – A tia Car...
–- Hope, olhe para mim. O que houve com a tia Car?
–- Ela está cheia de dodói.
–- O que?! Onde?
–- No quarto da mamãe. Eu estou com medo.
–- Não fique, eu sei que você é uma garotinha muito corajosa, ok? – ela assente – Eu vou chamar a tia Rebekah pra ficar com você e vou ver o que está acontecendo com a tia Car.
Grito por Rebekah, Elijah e Kol no corredor. O primeiro a aparecer é Elijah, que está sempre de prontidão. Rebekah e Kol aparecem em seguida. Peço para Rebekah ficar com Hope e leva-la para longe do quarto, mas ela é teimosa e insiste em entrar junto comigo. Claro que Elijah consegue impedir, mas ela ainda assim fica do lado de fora. Entro no quarto, vejo aquela cena e uma raiva súbita toma conta de mim, a vontade que estou sentindo de arrancar o coração da Hayley é tão grande que nem Elijah, nem Kol, nem nada poderia me impedir.
–- MAS QUE MERDA VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FAZENDO, HAYLEY?
–- Eu vou matar essa vadia!
Vou para cima da Hayley, e a encosto na parede, enfiando a minha mão em seu peito, pronto para arrancar o coração dessa desgraçada. O corpo quase sem vida de Caroline está no chão e sinto as mãos de Elijah em mim, ele diz que eu não vou fazer isso ou vai acontecer algo pior comigo e assim sinto a ponta de uma estaca nas minhas costas.
–- Niklaus, eu estou falando sério. Tire a mão do coração dela ou eu vou cravar essa estaca em você. – ele arranha minhas costas com a estaca. Eu conheço aquela dor, é a estaca do carvalho branco.
–- Vá em frente, Elijah. – eu quebro o pescoço de Hayley e me viro, jogando-a para ele – Mate o seu irmão que está com você há mil anos por causa de uma híbrida que você conheceu há pouco menos de um ano.
Elijah segura Hayley e a coloca na cama. Ele pede para que Kol leve Caroline, que está bastante machucada para o meu quarto. Depois que Kol a leva, ele fecha a porta e se vira para mim.
–- Vamos conversar como homens, Niklaus. Você não tem motivos para querer matar a Hayley, você não sabe o que houve.
–- Caroline cheia de mordidas de híbrido, Hayley a segurando pelo pescoço... Isso não é o suficiente pra você?
–- Hayley não faria isso sem motivos.
–- Será? Você acha que ela não faria isso apenas por ciúmes?
–- Ciúmes? De quem?
–- Da Hope com a Caroline. Hayley nunca aceitou o fato de que a minha filha sempre preferiu a Caroline. Pegue a Hope, diga para ela nos contar o que aconteceu.
Rebekah entra com Hope, que parece ainda estar com medo. Ela não sai do colo da tia, mas Elijah pergunta se ela se lembra de algo que aconteceu e ela assente.
–- Eu estava ali no chão, brincando com a boneca nova que a tia Bex comprou para mim e ouvi alguém andando aqui no quarto e quando me virei era a tia Car. Eu sorri para ela e a chamei para brincar comigo, mas ela começou a falar umas coisas estranhas para mim, parecia que ela não gostava de mim. Aí ela pegou uma coisa branca, grande e pontuda e disse que ia me matar. Quando ela ia enfiar aquilo em mim a mamãe chegou e começou a machucar a tia Car.
A cada palavra que saía da boca de Hope eu ficava mais confuso. E mais furioso. Não é possível que uma pessoa como Caroline pudesse fazer uma coisa assim com Hope, elas se amam demais. Não, ela não faria isso. Faria? Saio rapidamente do quarto e vou para o jardim. Preciso pensar.
POV Hayley
Acordo meio confusa, a última coisa que me lembro é do Klaus dizendo que vai arrancar o meu coração e depois... Aquele idiota quebrou o meu pescoço. Ai que ódio! Mas ainda tem a vaca da Caroline, ela tentou matar a minha filha e com certeza vai sair impune se eu não fizer nada. Levanto da cama e vejo que Hope não está em seu berço. Era só o que faltava, Klaus ter levado ela para os braços da vampira que estava tentando mata-la. Eu sempre soube que Caroline não era boa coisa, sempre soube que ela nunca amou Klaus, nem Hope, nem ninguém, tudo o que ela queria era poder. Vou amaldiçoar Rebekah para sempre por ter deixado que ela cuidasse da minha filha por meses. Saio do quarto e começo a procurar por Caroline, mas ela parece ter desaparecido, até que dou de cara com Klaus.
–- Onde é que ela está? Eu mesma vou mata-la!
–- Você não vai fazer nada com a Caroline. Ou então a Hope vai ficar órfã de mãe. Entendeu? – não respondo – Você entendeu o que eu disse, Hayley?
–- Você é mesmo uma anta Klaus! Como você pode pensar que a Caroline é inocente? Ela ia matar a nossa filha! Matar! Você sabe o que é isso? – estou gritando com ele – Você está cego por causa dela, mas eu nunca me enganei! Eu sempre soube que tudo o que ela queria era poder, ela nunca te amou, nunca amou a Hope, nunca gostou de ninguém aqui! Quem sabe quem poderia ser a próxima vítima dela? Afinal, ela tinha a estaca do carvalho branco em mãos, ela poderia matar você, a Rebekah, o Elijah, o Kol... Qualquer um de nós estava à mercê da vampirinha que esquenta a sua cama! Só você não vê isso!
Viro de costas e começo a andar na direção oposta, mas me lembro de um detalhe muito importante.
–- E mais uma coisa: eu não me responsabilizo pelos meus atos se encontrar Caroline Forbes perto da Hope ou dentro dessa casa amanhã de manhã.
POV Klaus
Quem Hayley pensa que é para querer colocar ordem na minha casa e na minha vida? Mas ela pode estar certa. Quem é que sabe o que Caroline poderia fazer depois? Por mais que nós tenhamos nossas diferenças, eu não posso colocar a vida dos meus irmãos em risco, ainda mais se for pelas mãos de alguém que eu mantenho dentro dessa casa. E não posso esquecer que ela tentou matar a minha filha, a coisa mais pura que eu já fiz. Antes de Hope nascer já tinha recebido muitas ameaças de morte e agora isso. Ela é só uma criança, não pode viver assim, eu não posso permitir que ela viva assim. Entro no meu quarto, Caroline está deitada na cama, ainda toda ferida. Ela está pálida, os olhos estão fundos e com olheiras. Seus cabelos estão oleosos e sem vida, ela parece até mais magra. Na verdade parece até um cadáver.
–- Klaus...
–- Caroline, não diga nada, apenas me escute. Eu te amo, mas não posso ignorar o fato de que você tentou matar a minha filha. Hayley não quer mais você aqui e todos os outros não entendem o que houve, Hope está com medo de você e eu... Eu sinceramente não consigo nem pensar em alguém machucando a minha filha. Eu te amo, mas eu amo mais a minha filha. – fecho os olhos e um nó se forma na minha garganta, mas eu tenho que falar – É por isso que eu vou te curar, mas depois disso eu quero que você vá embora. Vá embora da minha casa, da minha vida e da vida de toda a minha família, para sempre. Principalmente da vida da Hope.
(Say something I'm giving up on you
I'll be the one if you want me to
Anywhere I would've followed you
Say something I'm giving up on you)
(Diga alguma coisa, estou desistindo de você
Eu serei o escolhido se você me quiser
Eu teria te seguido para qualquer lugar
Diga alguma coisa, estou desistindo de você)
–- Klaus não... Por favor, não. – ela começa a chorar.
–- Shh.
Sento-me na cama, atrás dela e a arrasto para o meu colo. Mordo meu pulso e coloco em sua boca.
(And I
Am feeling so small
It was over my head
I know nothing at all)
(E eu
Estou me sentindo tão pequeno
Foi demais para minha cabeça
Eu não sei absolutamente nada)
POV Caroline
Logo depois que já estou completamente curada, Klaus tira seu pulso da minha boca e eu me viro para ele. Seus olhos estão vermelhos, como se tivesse chorado. O abraço e desabo em lágrimas, pedindo que ele acredite em mim, que eu não sei o que aconteceu, que eu nunca faria aquilo com a Hope, que eu o amo, mas nada disso parece adiantar. Ficamos alguns minutos abraçados e depois ele dá um beijo na minha testa.
–- Klaus, não me faça ir.
–- Caroline, já conversamos sobre isso.
–- Eu nunca vou te esquecer. – digo, chorando.
–- Eu sei. Mas você precisa.
(And I
Will stumble and fall
I'm still learning to love
Just starting to crawl)
(E eu
Tropeçarei e cairei
Ainda estou aprendendo a amar
Estou apenas começando a engatinhar)
–- Não, Klaus. Por favor, não faça isso comigo! – ele olha no fundo dos meus olhos e vejo suas pupilas dilatarem.
–- Você veio para New Orleans passar férias com os seus amigos, você não me viu aqui, não sabe da minha filha, não se lembra de nada que viveu depois que saiu de Mystic Falls, a não ser que suas férias foram ótimas, mas que agora você tem que ir embora. Você vai encontrar alguém te ame, vai curtir a sua eternidade, vai voltar a me odiar só para não perder o jeito e nunca mais vai voltar para New Orleans. A nossa primeira vez na floresta não aconteceu, você nunca me deu uma chance.
Klaus se levanta da cama e sai do quarto. E ainda o ouço sussurrar:
–- Estou desistindo de você, amor.
(Say something I'm giving up on you
I'm sorry that I couldn't get to you
Anywhere I would've followed you
Say something I'm giving up on you)
(Diga alguma coisa, estou desistindo de você
Me desculpe por não ter conseguido chegar até você
Eu teria te seguido para qualquer lugar
Diga alguma coisa, estou desistindo de você)
Ele não sabe que eu tomo verbena. Mas talvez seja melhor assim. Vou para o banheiro, tomo um banho, troco de roupa e pego a minha bolsa com os meus documentos, um pouco de dinheiro que eu trouxe e alguns pertences. Limpo as lágrimas teimosas que escorrem pelo meu rosto e escrevo um bilhete:
Klaus,
Eu acho que você não sabe, mas eu tomo verbena. Eu espero que um dia você entenda que a culpa daquilo não foi minha, eu realmente não sei o que aconteceu, é como se eu tivesse apagado e depois tivesse acordado quando a Hayley estava me mordendo. Eu não queria que a Hope tivesse medo de mim, não queria que o Kol e a Rebekah estivessem bravos comigo e nem que o Elijah achasse que eu sou uma assassina. Eu não queria que ninguém estivesse com raiva de mim, nem com pena, muito menos você. Acho que vou seguir o seu conselho e vou conhecer o mundo, mas nunca vou me apaixonar de novo, isso é impossível, você é o meu amor épico. Eu queria que você estivesse comigo.
Até algum dia. Ainda amo você,
Caroline Anne Forbes
PS: Always and Forever.
Merda, mais lágrimas. Algumas até mancham a folha. Resolvo escrever uma carta para Rebekah também, para tentar explicar o que aconteceu. Se conheço bem a fera, ela deve estar fervendo de ódio. Talvez de mim, talvez dela mesma por ter confiado em mim, talvez da Hayley... Isso eu ainda não sei.
Rebekah,
Eu sinceramente não sei o que está passando pela sua cabeça, mas sei que você provavelmente está com ódio. Estou deixando essa carta porque o Klaus me mandou embora. Eu só queria que você soubesse que nesses meses que passamos juntas eu aprendi muito sobre você, aprendi a te amar como se você fosse da minha família, aprendi que você pode se preocupar com alguém incondicionalmente, sem esperar nada em troca, isso com certeza são os efeitos dos anos com o Klaus. Você é a minha única esperança de poder voltar a fazer parte dessa família algum dia. Eu peço que acredite em mim. Eu sei que o que a Hope viu ela nunca vai conseguir esquecer, mas eu não fiz aquilo, eu apaguei na hora que estava no corredor, não tinha controle sobre o meu corpo, e acordei com a Hayley me mordendo, dizendo que eu tinha tentado matar a Hope. Se algum dia você ainda quiser falar comigo, sabe o meu telefone. Acho que vou me mudar, uma vez você me disse que a Grécia é linda, talvez eu passe por lá. Nunca esqueça os bons momentos que passamos juntas e um dia diga à Hope que a tia Car a ama, ok?
Caroline
(And I
Will swallow my pride
You're the one that I love
And I'm saying goodbye)
(E eu
Engolirei meu orgulho
Você é a pessoa que eu amo
E estou dizendo adeus)
Deixo a carta de Klaus em cima do travesseiro que eu dormia e resolvo ir embora já, para não ter que dar de cara com nenhum deles. Não estou levando nenhuma mala, já que a maioria das minhas roupas quem comprou foi ele. Passo pelo quarto de Rebekah e jogo a carta por baixo da porta. Saio caminhando pelo corredor e ouço vozes vindas da sala. Kol e Davina estão discutindo. Passo despercebida e desço as escadas. Não há ninguém no pátio, melhor assim. New Orleans está escura, mas barulhenta como sempre. O jazz ecoa pelas ruas de paralelepípedo e o cheiro de comida variada vai junto. Essa cidade nunca dorme. Eu gostaria de voltar para cá, mas Klaus me “hipnotizou” para não voltar, então eu não vou contraria-lo. Onde é que ele estava com a cabeça quando disse que eu voltaria a odiá-lo? Será que ele acha que não o amo o suficiente? Ou melhor, será que ele acha que algum dia eu realmente o odiei? Rio com o pensamento. Após alguns minutos de caminhada como gente normal, chego ao hotel que Elena, Damon, Stefan, Katherine, Bonnie, Jeremy, Matt e Lexi estão hospedados. Entro e pergunto qual é o quarto de Elena Gilbert, hipnotizando a recepcionista. 305.
Pego o elevador e subo. No quinto andar acho o quarto no fim do corredor. Bato na porta e nada. Bato de novo e nada. Talvez eles tenham saído para curtir a noite de New Orleans. Quando estou prestes a desistir, Damon abre a porta, ele parece meio sonolento.
–- Barbie? O que faz aqui? Te expulsaram da mansão Original?
–- Na verdade, sim.
Ele arregala os olhos e me dá passagem para entrar. Elena não está no quarto.
–- Ok, me conte essa história direito.
–- Onde estão os outros?
–- Bom, eu resolvi tirar uma sonequinha a tarde e quando você me acordou, batendo na porta eu vi um bilhete da Elena dizendo que ela e os outros tinham ido se despedir do meu irmãozinho e da vadia sem coração. Eles estavam indo para Paris. Ah sim, Stefan disse que te liga depois. Mas agora, me conte o que houve.
Nunca pensei que eu estaria desabafando com o Damon, mas até que ele é um bom ouvinte, não faz piadinhas sem graça. Muito pelo contrário, ele estranhamente parece até comovido. No final da história eu desabo em lágrimas pela milésima vez hoje e Damon me abraça. Ouço mais alguém chorando no quarto e quando olho para a porta é Elena. Damon me solta e Elena vem correndo na minha direção. Ela cai de joelhos na minha frente e nos abraçamos.
(Say something I'm giving up on you
And I'm sorry that I couldn't get to you
And anywhere I would've followed you
Say something I'm giving up on you)
(Diga alguma coisa, estou desistindo de você
E me desculpe por não ter conseguido chegar até você
E eu teria te seguido para qualquer lugar
Diga alguma coisa, estou desistindo de você)
–- Eu vou matar aquele híbrido idiota! Como ele ousa não acreditar em você? Eu ouvi a história, desculpe. Stefan e Katherine mandaram lembranças. – ela se recompõe.
–- Você vai para New York com a gente, Barbie?
–- Na verdade – eu falo – não sou exatamente um poço de segurança para ninguém no momento, acho que prefiro ficar sozinha. Vou viajar.
–- Não! Car, fique com a gente! – Elena fala.
–- Lena, eu não posso. Não sou segura para ninguém. Você ouviu a história!
–- Eu vou sentir tanto sua falta! – ela fala.
–- Eu também vou sentir a sua, Elena. Vou sentir até saudades do Damon!
–- Ah obrigado pela parte que me toca! – ele fala.
–- Tenho que me despedir dos outros. – digo.
Adeus Elena. Adeus Damon. Adeus amigos. Adeus mãe. Adeus New Orleans. Adeus Klaus. Adeus Hope. Adeus Rebekah. Adeus para a vida que eu conheço, pelo menos até eu saber o que está acontecendo comigo.
(Say something I'm giving up on you
And I'm sorry that I couldn't get to you
And anywhere I would've followed you
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(Diga alguma coisa, estou desistindo de você
E me desculpe por não ter conseguido chegar até você
E eu teria te seguido para qualquer lugar
Diga alguma coisa, estou desistindo de você)
POV Davina
Kol e eu discutimos por quase uma hora. Ele fica teimando em se vingar dos Gilberts, mas eu disse a ele que eles nos ajudaram e ele rebate dizendo que é um vampiro Original, que ninguém mexe com ele e sai impune e blá blá blá. Eu disse que se ele fizesse isso eu iria embora, mas ele não me levou a sério. Agora estou no meu quarto, fazendo minhas malas. Bonnie é uma ótima bruxa, ela disse que toparia me ensinar algumas coisas, então estou indo para o hotel dela e se ela permitir irei para New York com ela, assim posso aprender algumas coisas e de quebra ainda ficar longe de Kol Mikaelson.
Por falar em Kol, abro a porta do quarto, com a minha mala e a minha bolsa e ele está lá, parado.
–- Onde pensa que vai? – ele pergunta.
–- Não penso que vou. Eu vou. Diga ao Klaus que não estou mais disponível para ser a escrava dele e diga a Rebekah que eu agradeço por toda a ajuda que ela prestou para mim. Ah sim, diga à Hope que ela é uma garotinha linda, mas para não ser igual ao pai e nem igual a você.
–- Davina, eu não vou deixar você ir.
–- Não pedi sua permissão. – e saio caminhando pelo corredor, onde encontro Marcel. Despeço-me dele e digo que darei notícias. Meio relutante, ele me deixa ir e diz que vai sentir saudades.
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