Notas iniciais
Primeiramente... Feliz natal atrasado, u.u Enfim, esse capitulo tem menos falas do que o normal e abre portas para um novo mistério, porque mistério é meu segundo nome. Vai aparecer um novo personagem que já chega morto, mas vai ser muito importante. Não me matem e não se esqueçam que a Caroline está delirando, porém... esse sonho vai fazer sentido futuramente.

– Amor – Ele me chamou sorrindo, seus olhos me encaravam como se buscassem respostas, não havia dúvidas, eu o amava, no entanto não era o Niklaus Mikaelson que estava ao meu lado. Nunca foi.

A garotinha loira cantava enquanto pulava em nossa frente, era o rosto de Klaus em uma versão feminina, mas aonde ele estava, aonde eu estou?

– Se lembra quando nos conhecemos? Era tudo tão complicado – refletiu aquele homem tão conhecido, ele pegou em minha mão a beijando, foi só aí que eu vi a aliança em meu dedo, ele era meu marido, aquela criança era nossa filha e minha barriga denunciava a gravidez avançada, mas... o que?

– Eu te amo – Ouvir aquelas palavras me fizeram sorrir, eu não sabia aonde estava, não sabia o que tinha acontecido com a minha vida, não entendia o que me fez chegar ali, naquele momento e nem aonde foi parar minha paixão descontrolada e o dono dela, no entanto, a vontade de responde-lo foi maior que qualquer dúvida, e minha boca pronunciou sem querer aquela frase.

– Eu também te amo – Ele arqueou uma sobrancelha como se não acreditasse nas minhas palavras.

– Serio? – Ao me ver assentir, ele sorriu se levantando, pegando minha mão e me ajudando a se levantar, se aproximou e me beijou calmamente, nada se comparava aquilo, contudo meu mundo perfeito desabou quando escutei o disparo e seu corpo cair sem vida. Ouvi meu nome ser gritado e mãos fortes me levantarem do chão, mas eu não queria, eu desejava estar ao seu lado. Foi só naquele instante que eu vi o rosto de Klaus, não era ele que me segurava, não era ele que estava morto, Nick simplesmente me encarava enquanto segurava forte a mão de outra mulher, eu não sabia o que pensar, porém, escolhi a opção correta, voltei a me jogar sob o corpo sem vida do meu marido, aquele que me salvou e acabava de me destruir. Só não entendia como tudo isso aconteceu.

– Caroline, por favor...

POV Klaus

Eu nunca senti algo comparado a isso, tanto medo, tanto remorso. Não sei se valeu a pena deixa-la por um dia, sabendo a capacidade que Caroline tem de se meter em problemas, ninguém consegue segura-la. Minha vontade de descobrir quem a ameaçava acabou me traindo e, no fim, ela sempre teve razão... tudo se resumia no meu trabalho.

Lizz me chamou mais cedo porque tinha descoberto de quem era o carro que esteve em minha casa. Djulen Castilho, ir até a possível casa da garota foi realmente um erro, maior ainda foi confiar em policiais incompetentes para levar Caroline até uma outra casa. O plano parecia perfeito, se ela não fosse tão impulsiva.

Precisávamos tirar a visibilidade dela, a escondendo era a melhor opção, porém, mais uma vez, deixa-la sozinha foi meu maior erro. Me arrependo de ter chamado o Damon, talvez se ele estivesse lá, isso não teria acontecido, enfim, maldita hora em que tive a brilhante ideia de cair nas armadilhas da assassina, tudo estava planejado.

No fim, Djulen era apenas um nome que Katherine usava, como se isso a lembrasse dos motivos que a levaram a querer se vingar, uma terrível vingança que servia apenas como explicação para seus atos, ela precisava de uma desculpa para fazer o que fazia. E agora Caroline tinha sumido e eu me remoía pensando em como sobreviver sem vê-la, ainda que para isso eu tivesse que desistir de tudo. Chegamos no local, e as coisas pareciam estar realmente contra nós, a casa estava vazia.

Apenas a casa, entes que eu pudesse pensar em um novo plano, encontrei a piscina e a cena me fez correr sem me preocupar com os chamados da Camille ou os de Damon, eles parecem entender e agiram sem mim. Em um movimento rápido, pulei na piscina chegando na loira que mexia a cabeça descontroladamente, puxei Caroline ainda amarrada na cadeira, tirando sua cabeça da água.

– Kol – Meu irmão me ajudou a tira-la e desamarra-la desajeitadamente, Kol tremia e ao me ver fazendo a massagem cardíaca, agiu abrindo a boca dela e tentando trazer ar a Caroline. Em segundo vi ela soltar toda a água que estava presa e voltar a respirar ainda com dificuldade – Caroline, por favor... Ela tá perdendo sangue demais.

Kol tentava segurar o sangramento com a minha blusa enquanto eu dirigia rapidamente. Cada minuto parecia horas toda vez que olhava para o banco de trás, ela não iria resistir e no fundo, eu sempre soube disso, Caroline também foi envenenada, o que a fez perder mais sangue, parecia ser o fim.

– Klaus – Aquilo saiu como um sussurro me fazendo a encarar por poucos segundos, naqueles olhos eu descobri que não poderia a perder, não daquele jeito.

– Aguenta só mais um pouco amor – Cheguei em um hospital pequeno, a levaram rapidamente, ela fechava seus olhos lentamente enquanto segurava minha mão com uma força que logo foi se perdendo – Eu prometo que a gente vamos ficar juntos princesa.

Caroline foi levada para uma cirurgia de emergência e nos avisaram que ela precisava de sangue, o tipo que o hospital não tinha, assim as horas foram se passando. Lizz, depois de se recuperar do efeito dos calmantes que tivemos que lhe dar, apareceu desesperada. Tudo parecia se resolver assim que ela oferecesse seu sangue a Caroline, mas não, Lizz não era compatível, muito menos o Bill que chegou logo após.

– O-, eu não sou né mãe? – Essa era a verdade, Henrik não era, Lizz e Bill também não.

Recebi milhares de ligações de Damon e Camille, me limitei a mandar uma mensagem, com tudo o que aconteceu eu realmente não conseguia pensar aonde estavam Stefan e Katherine, muito menos o que essa fuga resultaria. Caroline ocupava a maioria dos meus pensamentos, se não todos.

Ela chegou na minha vida atropelando tudo, quebrando qualquer tipo de proteção que fiz contra ela, Caroline é impossível. E aqui estou eu, mais uma vez sofrendo por algo que eu jurei nunca mais me importar, esses malditos sentimentos.

– Rebekah é O-, dá tempo de ela vir? – Perguntou Kol. Teria que dar, Rebekah teria que salvar a vida da irmã, nem que para isso, elas soubessem de toda a verdade.

POV Damon

Os passos apressados no fundo da casa os denunciaram, Camille e eu corremos apressados pela floresta atrás daqueles desgraçados, a menina corria como nunca vi alguém correr e em minutos ela desapareceu misteriosamente, não sei como isso aconteceu, porém Stefan continuava ali e eu precisava pega-lo. Camille e os policiais ficaram para trás, se separando para procurar a Katherine, e em segundos acabei pensando em Caroline e Elena, elas não mereciam isso. Senti a bala passar de raspão pela minha perna ao ser pego totalmente de surpresa quando Stefan parou e atirou, desgraçado, contudo acabava de assinar sua sentença de morte. Antes que tentasse voltar a correr, mirei em suas costas atirando três vezes, a raiva me dominava e me segurei para não continuar atirando.

Cheguei perto dele que se contorcia, eram seus últimos segundos. Stefan poderia ser útil e isso me fez se arrepender, no entanto esse sentimento me abandonou rapidamente.

– A Elena está morta sabia? – Sei que tortura psicológica vai contra os princípios que Mikael tanto nos ensina, mas foi inevitável – Ela te amava, desgraçado. Caroline confiava em você, e você Stefan, destruiu as duas.

– E você? Se apaixonou por qual delas? – Respirei fundo e forcei um sorriso irônico, pensei em responder como devia, porém, me mantive calado vendo ele morrer aos poucos.

– Ciúmes da ex-namorada que ele mesmo tentou matar, é um pouco demais – refletiu Brad, um dos policias que trabalhava com Lizz, assim que nos encontrou. – Menos um. — Deixei que ele cuidasse do corpo e comunicasse a família, não podia pensar nisso.

– As buscas vão continuar, ela não pode ter ido longe demais – falou Camille – Já comuniquei as autoridades das cidades vizinhas e Katherine, em pouco tempo, vai ter seu nome na lista de fugitivos. Vamos acha-la Damon. Vem! Vou fazer um curativo aí.

Já era quase meia noite quando voltei para a casa enquanto todos continuavam procurando algo, pedi para Matt, que estava de vigia, se juntar aos outros. A mochila que encontrei minutos antes continuava no mesmo lugar, mostrando que não houve tempo de ela ser pega. A abri e a primeira coisa que encontrei foi uma foto antiga, do que me pareceu ser a criança morta, a obsessão de Katherine fez ela assumir emocionalmente o papel de Djulen. Logo depois, uma foto das duas gêmeas.

Inevitavelmente pensei nas palavras de Stefan, eu realmente gostava da Elena, talvez como nunca tenha gostado de alguém, contudo acabávamos de nos conhecer e aquele sentimento me pareceu não ser exatamente o que eu achava. Claro, que a ver quase morta me doeu, porém menos do eu que pensava.

Busquei mais alguma pista de onde eu poderia encontrar Katherine, no entanto nada muito especial, apenas roupas e outras fotos de família. Revistei toda a casa e encontrei marcas de sangue em um dos quartos, muito sangue. O chão formava uma poça, mostrando que alguém acabava de ser morto ali, mas não tinha corpo.

A cama também estava manchada, no entanto o que me chamou atenção foi o rastro que se fez presente a partir da poça até a entrada do banheiro do quarto, sabia que ali eu encontraria a verdade.

– Damon – Klaus encarava o quarto, me olhando logo em seguida. Seus olhos estavam perdidos e por um segundo pensei que Caroline não havia sobrevivido, eu sabia que algo tinha acontecido a ela, porém não sabia o que e nem suas condições. Me preparei para abrir a porta enquanto ele tirava a arma da cintura. A cena que venho a seguir, foi realmente perturbadora, afetaria tantas pessoas.

– Como eles conseguiram? – Perguntei quando me dei conta de que Katherine havia conseguido o que queria, naquele banheiro estava a destruição da vida daqueles que sobreviveriam, ela finalmente teve a sua tão esperada vingança. – Essa menina não estava no hospital Klaus?

– Os dois sofreram muitas pancadas na cabeça – suspirou olhando os corpos – Não sei, mas tenho a impressão que tem mais alguém envolvido nisso. Uma pena Damon, uma pena.

– Katherine deixou que todos acreditassem que essa menina ficaria viva... – Refleti enquanto ele me encarava.

– Tudo fez parte do jogo, e ela continua jogando – Completou ainda olhando os corpos, tinha pena em seus olhos, pareciam assustados, talvez impressionados – Agora esse homem... Quem é ele?

– Mason Lockwood – Li em sua identidade assim que a tirei do seu bolço – Parente do Tyler, possivelmente.

– Estranho... – Para Klaus, estranho não era o fato desse homem, que em nenhum momento foi citado em depoimentos ou lista de conhecidos, aparecer morto. E sim a morena jogada naquele chão como se não fosse nada, fadada a ser a causa do sofrimento das duas possíveis sobreviventes. Nick e eu sabíamos quem ela era, o que ela significava, a esperança que ela acabava de levar embora.

– Lizz ligou, disse que não consegue te ligar... – Exclamou Matt parando assim que vê dois dos seus amigos, ali mortos. Klaus me puxou para fora do quarto deixando-o sozinho, e por fim ouvimos um gemido abafado.

POV Klaus

– Meu pai está trazendo Rebekah com o seu avião, acredito que antes do amanhecer eles estão aqui – Falei tranquilizando Lizz e tentando não demostrar desespero demais. Rebekah era a única pessoa que podia ajudar Caroline, e esperar que apareça alguém com o mesmo sangue era um erro terrível, e Lizz sabia disso.

Niklaus, como está aí? – Lizz tinha me convencido a voltar para achar Katherine. Eu sabia que ficar esperando não resultaria em nada e agir era a melhor forma, porém, eu não esperava encontrar as coisas tão terrivelmente ferradas. Agora eu tinha certeza, que por mais que Katherine não conseguisse matar sua principal vítima, ela sabia que tinha conseguido a afetar mais ainda, ela acabava de destruir qualquer vestígio de felicidade que Caroline poderia ter.

– Bonnie e um tal de Mason estão mortos – Ela ficou em silencio me obrigando a lhe dar uma desculpa qualquer e desligar. Eu não conseguia entender como isso tinha acontecido. Bonnie estava sendo observada por policiais da cidade, ninguém poderia ser tão incompetente, algo estava errado e eu teria que descobrir. A explicação parecia ser clara, porém eu teria recebido qualquer informação.

Entrei na floresta que tinha atrás da casa e constatei que aquilo era muito maior do que aparentava pelas janelas, era quase impossível acha-la naquele lugar pela noite. Damon tentava ligar para o hospital, obtendo alguma informação.

– Ela recebeu alta da doutora Meredith – Estranhei, Meredith teria me avisado, balancei a cabeça negando – Me disseram que era o Brad o policial responsável de ontem.

– Não, ontem o Brad estava comigo – No mesmo instante tudo pareceu fazer sentido, ele estava a ajudando a escapar desde que chegamos, ele sabia que Caroline estava indo para a casa dos Gilberts e deixou – Matt.

Damon correu atrás de mim entendendo no mesmo instante. Ter um policial ao seu lado torna tudo mais fácil e esse era o truque de Katherine, ganhava a ajuda de pessoas que tinham muito a oferecer. Stefan era amigo de todos, descobria onde estariam e o que faziam, Elena tentou a ajudar, mas no momento em que viu que a irmã estava matando friamente teve seu lugar tomado, e Matt que talvez era o cumplice mais importante, conseguia ter cesso a coisas que ninguém teria. Katherine usou todos e não se importaria em descarta-los.

Ouvi o som do carro dando partida e me encaminhei para a entrada enquanto ouvi Damon gritando com Matt que se surpreendeu ao ser deixado pela garota. Mirei no pneu do carro, mas não o suficiente para para-la. Entrei em uma viatura, e a persegui rapidamente, fiz uma força incrível para colocar o meu revolver na janela, atirando. Foi aí que vi Katherine perder o controle e entrar com o carro na floresta, perto de uma estrada de chão. A garota saiu correndo e por segundos cogitei atirar, porém, não podia a perder.

Vi que a morena corria em uma direção exata e caminhei devagar deixando-a acreditar que tinha conseguido me enganar. Talvez, meu maior acerto. Duas horas de muito esforço e ela chegou ao fim da floresta entrando em uma pequena rua na cidade que conheci a pouco tempo. Katherine entrou em uma das casas e foi quando meu mundo desabou. Pensei em motivos, mas nenhum parecia cabível, não existia uma explicação.

Não deveria ter vindo aqui Kath – Sussurrou a mulher a abraçando.

Seu “menino” está atrás de mim. Nem sei como cheguei até aqui.

Isso porque ele não sabe o que você fez a Carina depois que ele foi embora – Minha mente entrou em um mar de confusões. O que Carina teria a ver com toda aquela história?

– Eu não tinha ideia que ela estaria envolvida com o guardião da Caroline, não quero causar mais raiva em ninguém – refletiu Katherine – Mas, ele também não sabe que foi você quem pagou ela para arruinar aquele caso. Então minha cara, apenas me ajude antes que eu estore a sua cabeça.

– Aqui é perigoso, eu vou te esconder e pela manhã te levo para outro lugar.

Eu poderia ter agido por impulso, mas resolvi mandar um chamado a Damon que depois de meia hora chegou ao local guiado pelo GPS. Não conseguia acreditar que aquela mulher teria algo a ver com Katherine, que enganou minha família por tanto tempo, que não se importou em magoar pessoas que pareciam ser importantes.

– Camille ficou resolvendo tudo – Comunicou Brad ao sair do carro e encarar a casa.

– Vamos entrar – Sem se importar com mais nada, arrombei a porta esperando na frente dela. Foi quando ela apareceu, me encarando com os olhos arregalados e uma Katherine prestes a fugir pela janela do quarto, inútil, devo dizer.

– Katherine Gilbert – Resmunguei vendo a mulher me encarar debochadamente – E você... Celeste.

Notas finais
Pois é... Celeste era um personagem muito vago, por isso, decidi dar um enredo mais interessante, porém, ela não é bem uma vilã, talvez uma Anti-herói. Sobre a Bonnie, sei que ficou estranho, mas isso será explicado nos interrogatório e em Flash-Back, então não será a ultima vez que ela aparece. Com a saída desses personagens, se preparem para a entrada de outros, então enfim... Beijos...