Entre o amor e a guerra - Season II
70 Capítulo 70 - Tempo de ser "pãe"...
Notas iniciais
PS: Coloquei Callie e Arizona nesse finalzinho de temporada como participação especial...preciso superar aquela traição da cachorra da Arizona!!!kkkkkkkk
Mal amanhecera e Brittany já estava na porta do hospital com Marcos e Rodrigo, por um lado queriam notícias de Santana, afinal a menina estava sob efeito de anestesia quando saíram, por outro os vovôs estavam ansiosos para conhecer Rocksanny, embora Britt ainda não tivesse tido coragem de contar aos pais o nome escolhido pela latina para o bebê, sabia que iria dar babado. Logo a loira foi autorizada a entrar na UTI para visitar a morena, que estava acordada, enquanto os avós foram levados a UTIN, a visita de familiares era permitida, embora fosse rápida. Quando Britt entrou foi recebida por uma médica que lhe informou todo o quadro clínico, dizendo que Santana estava estável e o quadro evoluía em constante melhora, que se permanecesse assim logo seria transferida para um quarto; a loira escutou a tudo muito empolgada, afinal era uma vitória ter passado por todos aqueles obstáculos dos dias anteriores e suas latinas estarem bem. Em seguida seguiu para a ala onde Santana estava, a latina estava fazendo um drama com uma das médicas que a adulava, tentando fazer com que ela tomasse café. Logo que Britt chegou a jovem médica se afastou, deixando-as sozinhas para conversarem...
– Nem 24 horas que eu te deixo aqui e já está jogando charminho para cima da mulherada de branco?! Disse Britt, brincando com a latina, que abriu um sorriso lindo quando viu a sua loira.
– Caso demorasse um pouco mais me sentiria abandonada e já começaria a selecionar pretendentes para assumir minha filha...dra. Callie certamente seria a primeira da fila. Disse a morena brincando, referindo-se a médica alta e bonita que a pouco estava ao seu lado.
– Bom, ontem já dei uma surra na outrazinha, não me custa bater nessa pretendente também...aliás, pelo que vi da nossa Barbie ela também vai espancar qualquer uma que chegar perto da mãe morena dela, você já foi vê-la?! Perguntou Brittany, ajudando a morena a apoiar as costas na guarda da cama, ainda estava meio fraca pela perda excessiva de sangue.
– Ainda não. A torcida toda do flamengo já viu minha filha, menos eu, que segundo as médicas carrascas não posso andar ainda por conta da perda de sangue. Disse praticamente miando e fazendo charme a latina, que já tinha dado um super chilique querendo ir a UTIN ver a filhotinha.
– Ok, agora eu vou ali usar todo o meu charme loiro...quem sabe consigo algo a mais, afinal a médica que me atendeu lá fora era linda, educada, solícita e pode ser que ela me ajude. Falou Brittany tirando onda com a cara de Santana, que não gostou nada da idéia, mas aceitou. Logo Brittany saiu e foi até a médica, que era neonatologista da UTIN, conversou por alguns segundos e voltou até sua morena.
– Dra Arizona é a neonatologista que acompanha nossa filhota e estava aqui, pois veio ter notícias do seu quadro clínico. Ela disse que você não pode andar, mas posso te levar em uma cadeira de rodas até a UTIN, embora se acontecer alguma intercorrência é para voltar imediatamente...viu como loiras lindas sempre se entendem?! Disse Britt, visivelmente provocando a esposa.
– Trate de me colocar logo nessa porra dessa cadeira antes que eu fique boa o suficiente para te dar uma surra pelos corredores e depois na tal loira lá na UTIN...eu e Rocksanny!! Disse a morena, um tanto raivosa. Britt ficou quieta, afinal teria que fazer uma super “DR” sobre aquele nome bizarro, mas deixaria a esposa ficar um pouco melhor, não queria contrariá-la logo depois de um susto daqueles. Logo conversou com Callie, que autorizou a ida da morena na UTIn, seria o primeiro contato de Santana com a neném, afinal estava inconsciente quando o parto foi realizado. Na entrada do setor a morena foi identificada, passou por uma higienização das mãos e braços, assim não corria risco de passar nenhuma infecção da UTI para a neném, que era cuidada por uma enfermeira quando a mãe chegou.
– Pode se aproximar senhorita Santana; sua bebê ainda é uma ratinha, mas é a mais espoleta de todas. Ela está recebendo sua primeira alimentação via sonda, afinal ainda é bem pequenina para ser amamentada, e como a senhorita ainda está impossibilitada ela vai receber o leite pela sonda. Disse a técnica de enfermagem, mostrando a Santana como Rocksanny estava recebendo a alimentação e deixando que a morena se aproximasse da incubadora, onde a espoletinha batia as perninhas magrinhas, balançava os bracinhos e olhava tudo, cheia de energia. Os olhos da latina se encheram de lágrimas, finalmente conhecia sua latininha mirim, um momento que ela chegou a achar que nunca aconteceria depois que foi feita refém por Emily.
Logo a médica responsável pela UTIN se aproximou e ajudou a morena a ter seu primeiro contato com a sapequinha, ajudando-a a colocar as mãos e acariciar a bebê dentro da incubadora. Era a sensação mais maravilhosa que Santana poderia vivenciar, afinal era parte dela ali, definitivamente a sua parte mais importante de agora em diante. O carinho na cabecinha fez Rocksanny fechar os olhinhos e sentir o toque da mãe, fazendo carinha de calma e aconchegada não só pelo toque, mas pelo cheiro da morena. Brittany assistia a tudo emocionada, não imaginava que ser parte daquilo fosse tão gratificante, tocante...era como se a bebê já soubesse que aquela era sua mãe, sentisse o elo que as ligava.
Do outro lado da cidade Quinn se arrumava para subir o morro e ver como as coisas estavam, enquanto Rachel permanecia deitada, pensando um pouco na vida...tudo havia acontecido tão rápido, tão corrido que ainda não tinha tido tempo para pensar sobre como seria dali por diante...estava grávida de quatro meses de gêmeas, ainda não tinha terminado a faculdade e sentia-se angustiada com tanta coisa nova. A noite anterior havia servido para colocá-la pensativa sobre sua história de vida, sobre seu relacionamento com Quinn...tinha medo de perdê-la em uma daquelas guerras que vivam acontecendo no São Jorge.
– Sinto que as mulheres da minha vida estão pensativas hoje. Tudo isso porque eu que vou escolher os nomes delas?! Disse a loira, acariciando a barriga da esposa e dando-lhe um beijo gostoso e acolhedor.
– Bem...estamos realmente preocupadas com esses futuros nomes, mas ainda vou preparar minha defesa em relação aquele seu pedido de ontem, minha crise de hoje é outra, tem certeza que quer me ouvir?! Disse a morena, carinha de chorosa.
– Claro que tenho certeza...casamentos são para dividirmos nossas angústias, se fosse só para prazer e momentos bons definitivamente já não estaríamos casadas meu amor, afinal a vida tem sido bem sinistra conosco nesses últimos dias. Disse a loira, deitando de novo ao lado de Rachel, pronta para ouvir a esposa.
– Depois de tudo que vimos Santana e Britt passando nesses últimos tempos me deu um medo amor...medo da vida, medo do futuro, medo de não estar preparada para criar nossas filhas...medo de te perder!!! Você é tudo que tenho, tudo que é realmente real em minha vida, afinal não tenho família de verdade...como posso seguir em frente se algum dia te perder?! Disse Rachel, aconchegando-se nos braços de Quinn.
– E de onde você tirou essa idéia medonha de que pode me perder?! Eu sou eterna minha gatinha morena da floresta, só saio dessa vida se te levar juntinho comigo...como vamos ter mais duas sujeitas para dar conta, acho que vamos precisar viver pelo menos até os noventa anos, afinal quero ver minhas filhas se formando na faculdade, virando doutoras, em um trabalho digno e especial. Ou você está pensando em me matar e ficar com minha fortuna escondida no alto do São Jorge?! Disse Quinn, rindo da cara de susto de Rachel.
– É impressão minha ou nossas filhas só vão estudar e trabalhar?! Você só falou em faculdade, trabalho...mas e amor, namoro, casamento?! Disse Rachel, estranhando a fala da loira.
– Amor, namoro, casamento...tá doida amor?! Não vou deixar qualquer vagabundo ou vagabunda chegar perto das minhas gatinhas, elas vão ficar solteironas e morar conosco até morrermos amor. Só tem cafageste no mundo, prefiro elas solteironas!! Disse Quinn, convicta.
– Eu não acredito que estou ouvindo isso...acha mesmo que nossas meninas não vão namorar, flertar, achar pessoas que as amem?! Como só tem cafajestes no mundo você também é considerada cafajeste?! Acho que vou juntar nossas roupinhas e fugir daqui agora!!! Disse a morena, pocando de rir da cara de desespero de Quinn ao imaginar as filhas namorando.
– Você não está me entendendo amor, coisas de macho alpha...melhor deixar isso pra lá. Vamos voltar a nosso problema...porque está com medo de me perder?! Disse Quinn, tentando despistar o surto de ciúmes das gêmeas antes mesmo delas nascerem. Rachel percebeu que aquele seria um assunto que daria pano para manga, assim resolveu fingir que esqueceria...seria uma longa DR familiar.
– Tenho medo que em uma dessas guerras do São Jorge algo possa acontecer com você. Sei que nunca vai deixar sua comunidade e tenho orgulho disso em você, mas tenho medo de algo acontecer entende?! Eu não saberia continuar vivendo sem você minha vida. Disse Rachel, abraçando a loira e distribuindo beijos por todo o seu rosto e boca.
– Eu te entendo...sei que vamos ter que repensar algumas coisas depois que as meninas nascerem, mas vamos ter calma...prometo que vamos achar um denominador comum para esse “conflito de interesses”. Por agora prometo nunca te deixar meu amor mais que eterno...falando em amor mais que eterno, que tal eu esquecer essa história de subir o São Jorge agora e a gente fazer um amorzinho selvagem?! Disse a loira, deitando-se sobre a morena e começando a acariciá-la calorosamente, beijando a boca, o pescoço e descendo pelo pescoço até os seios...a coisa ficaria quente dali a poucos segundos...será que o futuro seria como os medos de Rachel começavam a sinalizar?!
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