Entre o amor e a guerra - Season II
5 Capítulo 5 - Ela não anda, ela desfila...
Notas iniciais
Se não tivessem os meus pôneis fiéis e agarrados estaria aqui escrevendo para o vento...obrigado pelos reviews meus monstrinhos do coração, a Naya aqui os ama!!kkkkkkk
Enfim...boa leitura!!Estou meio mal humorada, mas isso é normal para quem está entediada e chata!! Bjs
A tarde era de primavera, o sol batia nos cabelos negros da latina e faziam o reflexo das mechas negras parecerem ainda mais reluzentes; a roupa era sexy ao extremo, e Santana não andava, simplesmente desfilava pelas ruas da parte baixa da região onde o bonde desconfiava que Emily estaria escondida, “malocada” como diziam os meninos. Em menos de dez minutos de caminhada já tinha recebido cantadas dos pedreiros de uma obra da construção civil, de um sorveteiro que descansava embaixo de uma arvore e de um vendedor de caranguejos, que assustou a latina soltando um dos bichos perto dela, o que fez com que Santana desse um grito e chamasse atenção de boa parte dos meninos que faziam a segurança da favela.
Alguns deles sorrateiramente se aproximaram quando perceberam que se tratava da latina, afinal muitos tinham participado da invasão do São Jorge, assim como de alguns dos planos macabros de Emily para tê-la como mais que uma amiga. Um dos “olheiros” cantarolou, o que fez Santana direcionar-lhe um sorriso...
“Ela não anda, ela desfila, ela é top, capa de revista. É a mais mais, ela arrasa no look, tira foto no espelho pra postar no Facebook. Onde ela chega rouba a cena deixa os moleque babando, na boca do bico arruma buchicho e o povo xingando...baladeira de oficio não gosta de compromisso. Encanta com seu jeitinho ela não é de ninguém mais é chegada num lancinho, quando chega no baile ela é atração, descontrolada ao som tamborzão, de vestido coladinho ela desce até o chão...” (Mc Bola)
Posso saber o que a antiga primeira dama do São Jorge faz pela nossa humilde comunidade?! Perguntou o garoto, que ostentava um cordão de ouro que quase o deixava corcunda de tão pesado. Olhando Santana de cima embaixo, quase a comendo com os olhos o garoto tomou um sacode de uma outra garota, que deixou o menino assustado.
- Tira o olho moleque, senão você fica sem ele e nem vai perceber...tua chefe manda entregar teu corpo a tua mãe dentro de um carrinho de mão lá no alto do morro, é isso que tu quer maluco?! Perguntou a garota que parecia ocupar um cargo maior na hierarquia do tráfico que o moleque, que logo saiu de perto de Santana, amedrontado pela fala da “menina-menino”, pois usava roupas tão masculinas que só dava para distinguir que era uma menina pelos seios fartos.
De longe Quinn, Puck, Blaine e mais um dos soldados da boca do São Jorge observavam a movimentação em torno de Santana, que não parecia amedrontada. Blaine estava apreensivo, já querendo sair de dentro da Blazer e tirar a latina dali na base do tiro, mas foi contido por Puck, que logo sinalizou:
- Calma cara, olha a carinha dela de sem vergonha. Está na cara que por enquanto está tudo bem, não vamos nos precipitar. Ela sabe até onde pode ir, não vai se arriscar assim na nossa primeira inserção aqui...vamos confiar no taco da latina putona cadelona!! Sei que ela agora é uma nova mulher, casada e séria, mas ela sabe muito bem seduzir aquele bando de marmanjo e sair dali tranquilamente.
- Sei não Blaine, não quero correr o risco de ver ela passar de novo por tudo que ela passou nas mãos de Emily, sabemos muito bem que ela não soube como lidar com o que aconteceu e quase a perdemos, não quero passar por isso de novo. Falou Blaine, apreensivo com as lembranças da época do estupro de Santana; Ele tinha razão, aquele era um plano arriscado demais.
- Blaine tem razão Puck. Manda um torpedo para ela mandando sair dali agora senão vamos chegar chegando pra cima daquele monte de moleque babão. Por hoje chega!! Disse Quinn decidida a tirar Santana dali, sentia que o perigo estava muito perto, talvez arriscaram demais colocando-a como isca em um plano tão sinistro.
Santana, por sua vez, conversava animadamente com o grupo, que a cercava. A menina-menino perguntou o que ela fazia ali, e logo disse que a conhecia de fotos. Santana perguntou que fotos, mas ela logo desconversou, soltando apenas que já tinha visto muitas fotos dela. A menina perguntou mais uma vez o que ela fazia ali e ela afirmou que estava de folga do trabalho e só dava uma volta, relembrando os velhos tempos de favela, pois sentia saudades da vida antiga. Perguntou pelos bailes das comunidades, pelos concursos de passinhos, assim como por algumas meninas que moravam naquela comunidade, sem no entanto tocar no nome de Emily; não era burra, sabia que não podia dar tanta pinta, por isso apenas fez-se de saudosa. Alguns minutos depois, quando já conversava animadamente com a garota recebeu o torpedo de Blaine, e só quando o leu se deu conta de que já eram quase cinco meninos a sua volta...
No alto do São Jorge, na Academia Social, era horário de almoço para Brittany, que ainda não aceitava a idéia de ter sido tão burra ao aceitar a idéia da lingerie. Achava que Natalie tinha sido ingênua ao propor, afinal não conhecia o gênio difícil da latina, muito menos sabia de todo o contexto de discussões em que o casal estava imerso. Pensava em uma forma de resolver todas aquelas discussões tolas quando foi interrompida por uma seqüência de gritos e barulho de tiros vindos da direção da entrada da academia, seguidos de uma correria, barulho de algumas coisas se quebrando e outra rajada de tiros...pareciam próximos dali, mas ela não sabia exatamente de onde. A princípio abaixou-se por alguns minutos, para em seguida engatinhar até a sala seguinte, precisava entender o que estava acontecendo de tão grave...
Notas finais
Aqui entre nós...ela é a caraaaa da Santana favelada!!kkkkkk
PS: Não surtem com o capítulo...nada é o que parece!! Bjs
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