Entre o amor e a guerra - Season II

47 Capítulo 47 - Voltando as terras tupiniquins!!


Notas iniciais
Juro que não entendo vocês leitores...passam boa parte dos "tempos escuros" das personagens me enchendo de reviews pedindo que elas voltem...ai eu faço as duas voltarem e vocês somem!! :(

PS: Do nada posso ficar má e juntar Quinntana de novo...fiquem espertos (as) e apareçam!!! (Adoro ameaças malvadas!! Principalmente quando se trata do terror dos fandons Faberry e Brittana...Quinntanaaaa!!!!kkkkkkkkkkkk)

PS2: Sete reviews é coisa de escritor principiante...então é bom darem as caras, senão serão severamente castigados (as) com a fúria Rivera!!!kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Capítulo novo, para os fiéis pôneis!! Boa leitura!! :)

O dia voou e o bonde aproveitou tudo que podia...passearam, fizeram compras e voltaram a maravilhosa Torre Eiffel; foi o momento mais emocionante tanto para Rachel e Quinn quanto para Brittany e Santana, pois as fazia lembrar de uma história de amor que mesmo aos trancos e barrancos, resistira a tudo e todos. Já entardecia quando Quinn, Rachel, Britt e Santana decidiram voltar ao apart hotel onde a loira estava morando com Natalie, era hora de buscar suas coisas para o retorno ao Brasil, afinal a idéia era voar de volta as 22 horas. Quando chegaram a garota estava deitada no quarto e parecia um monstro seboso, como dizia Santana: olhos roxos de panda, um braço e a cabeça enfaixados, escoriações por todo o resto do corpo...o trabalho da latina havia sido muito bem feito. Quando viu a porta se abrindo e Britt entrando esboçou um sorriso, uma esperança de que a garota tivesse se arrependido de abandoná-la e tivesse voltado para pedir perdão, implorar por uma nova chance; porém, quando percebeu que as outras três meninas entravam logo atrás e que Britt sequer lhe dirigiu o olhar, indo direto ao guarda-roupa e começando a juntar suas coisas, Natalie se tocou que não era nada do que ela esperava.

– Eu não acredito que está juntando suas coisas e vai me deixar aqui sozinha no estado em que estou Britt! Disse Natalie, com a voz doce, quase piedosa e sofrida. Britt, que juntava algumas roupas, virou-se para ela, olhou por alguns segundos, e depois voltou ao que fazia anteriormente.

– Não finja que não está ouvindo amor. Sabe muito bem que não pode cometer o mesmo erro duas vezes, já sabe o que vai acontecer quando voltar para essa piranha homicida...no começo ela vai jurar amor eterno, vai ser boazinha e fingir que te ama...logo depois vai te trocar por toda e qualquer vagabunda que carregue uma arma na cintura, incluindo essa daí que está ao ladinho dela agora. Disse Natalie, provocando a ira não só de Santana, mas também de Quinn, que já queria quebrar o resto do corpo que Santana não havia quebrado. Porém, antes que mais um fight rolasse, Britt parou o que fazia e sentou-se bem ao lado dela na cama...

– Eu deveria deixar as duas faveladinhas ali virem aqui e terminar de quebrar os poucos ossos inteiros que você tem Natalie, mas seria muito fácil, mais uma vez eu seria omissa e deixaria que resolvessem por mim meus problemas. Por isso não quero mais briga, quero só que você me ouça atentamente. Disse Britt, pegando no braço enfaixado da garota e fazendo pressão suficiente para que a menina sentisse dor, mas não gritasse.

– Eu fui sincera com você quando vim para cá e tentei mudar minha vida, tentei deixar de amar aquela que você chama de “pirainha” e depositar todo esse amor na nossa relação. Tenho que dizer que não consegui, graças a Deus!! Não sei se ela vai me amar para sempre, muito menos se irá me trocar por qualquer uma com uma arma na cintura...e se for por aquela favelada loira ali, eu ficarei feliz pois sei que vai cuidar muito bem dela no meu lugar...isso não me importa agora, o que me importa é o quanto a amo e o quanto ela me faz bem, me faz viva e feliz...coisas que você nunca conseguiu, nem agora e nem antes, quando ainda éramos adolescentes. Antes ainda sentia um carinho por você, um respeito que me fez tentar de novo...hoje não consigo sentir nada além de nojo, pena, repulsa...

– Não preciso da sua pena Brittany Pierce, eu que sinto pena de você porque por mais que tenha te colocado um par de chifres que você mereceu, iria pelo menos te respeitar no meio social que você vive, não te faria passar vergonha em público, muito menos diante dos amigos do seu nível. Eu que tenho pena de você, pois com ela além de chifruda vai ser ridicularizada. Gritou Natalie, agora deixando transparecer quem realmente era.

– Que lindo Natalie, estou quase emocionada...quase mudei de idéia com esse seu discurso de “roubo, mas faço!!”...parece até político brasileiro!! Mas agradeço sua pena, prefiro passar vergonha, coisa que duvido que aconteça, que ficar com alguém como você, escrota, vagabunda e cínica...nunca mais abra a boca para falar uma única palavra sobre Santana, pois ela é boa demais para você falar dela!! Gritou Britt, ficando meio descontrolada e apertando ainda mais o braço de Natalie, que começou a gritar. A loira só parou quando foi contida por Rachel, que a puxou de perto de Natalie, não valia a pena continuar aquela conversa idiota e desnecessária. Logo Santana, assustadoramente calma, ajudou Britt a recolher só as coisas mais importantes, como documentos e algumas roupas, e depois saiu do apartamento com o resto do grupo, que ainda tinha vontade de bater mais na menina.

Já era noite quando todos estavam no aeroporto, dessa vez todos voltariam juntos no jatinho de Marcos, o que por si só parecia uma festinha particular no ar, tamanha a bagunça que faziam antes mesmo de viajar. No começo do vôo tudo era zuação e parecia que a pilha do bonde nunca iria acabar...Puck e Blaine ensinavam passinhos para Rodrigo, que estava empolgadíssimo com a dança, Mercedes, Kurt e Marcos riam daquele musculoso desengonçado, Quinn e Rachel faziam uma DR “básica” sobre o tal beijo que a morena havia dado em Santana, enquanto a latina e Britt se agarravam nos últimos acentos do avião. Em menos de três horas de vôo todos já estavam mortos de cansados...menos Britt e Santana, que continuavam se comendo debaixo de cobertores do mesmo jeito do começo da viagem...era tesão reprimido demais para se controlarem, mesmo com um jato com quase dez pessoas.

O vôo chegou ao Brasil no dia seguinte...aos poucos todos iam acordando com o barulho da aterrissagem, mas Britt e Santana continuam na pegação no fundo do jato, só parando quando Quinn gritou lá da frente...

– Depois de horas de vôo fudendo ai atrás vocês não cansaram?! Eu já aprendi a fazer o quadradinho de quatro voando, quadradinho de oito sentada e o quadradinho de doze em pé....será que não chega de brincar de quadradinho ai atrás porra?! Vamos aterrissar, veste a roupa latina piranhaaaa!!!! Gritou Quinn fazendo todo mundo rir, e Santana ficar totalmente corada, afinal tinha “dado umas aulas” de “sexo-funk” a Britt durante o vôo, e realmente estava nua debaixo dos cobertores.

Voltar ao Brasil..pisar em terras tupiniquins significava voltar ao mundo real para Britt, que tinha alguns desafios sérios a enfrentar: testemunhar contra milícias, relembrar o assassinato daqueles meninos que tanto a traumatizara, relembrar que era uma mulher marcada para morrer...para enfrentar tudo aquilo precisava de duas coisas, seus pais e uma latina malcriada. Pensando nisso foi direta e objetiva assim que saíram da área de desembarque, quando o bonde se preparava para seguir para suas casas...

– Posso te pedir uma coisa Santana. disse Britt, na frente de todos, afinal queria que os amigos e os familiares soubessem dos seus planos futuros, do que queria dali para frente.

– Claro que pode minha linda. Disse a morena, dando-lhe um selinho, afinal já estava na hora de voltar a sua casa antiga no São Jorge, a Academia ao lado de Quinn e Rachel.

– No tempo que permanecermos aqui no Brasil não quero ficar sozinha, assim como não quero voltar a morar com meus pais. Sei que corro risco se fizer a escolha de voltar a morar na nossa antiga casa, mas com a ajuda dos meus pais sei que posso ficar lá em segurança...mas só queria voltar se você voltasse comigo. Aceita voltar para nossa casa e ser de novo minha esposa, namorada, amante, puta sem vergonha e funkeira safada?! Disse Britt, pegando na mão da latina e depositando um beijo safado em seus lábios.

Santana acariciou o rosto da loira com carinho, depois os cabelos...depositou um leve beijo nos lábios rosados de Britt e passou seus braços na cintura da menina.

– Aceito, porém com algumas condições...primeiro passe direto em uma loja de móveis e compre uma cama nova, não vou dormir na mesma cama que comeu aquela piranha da Vanessinha!! Segundo...se eu chegar naquela casa hoje a tarde e tiver qualquer coisa que me lembre aquela vagabunda eu juro que dou meia volta e retorno ao São Jorge, mas antes o tempo vai fechar e você vai se arrepender de ter comido outra piriguete do meu morro!! Dito isso Santana virou as costas e seguiu com o resto do bonde...Britt tinha algumas horas para dar uma geral em casa e ainda se virar em uma cama...não importava se estava cansada do “sexo-funk” e das horas de viagem, era melhor começar a se virar!! Rodrigo, que adorava zuar com a cara da enteada, não perdeu tempo, e quando entravam no taxi já para voltar para casa fez questão de se manifestar...

– Bom, eu não sei muito bem que horas ela vai aparecer, mas eu se fosse você chegava em nossa casa, pegava algumas das empregadas e iria direto para sua “caxanga” gatinha...a mulher chumbinho vai te dar uma surra se achar um único fio de cabelo da Fernandinha Beira Mar!! E mais...se vira e leva uma cama nova, senão ela trata de quebrar tudo que tem lá dentro, incluindo sua carinha linda de patricinha; nem todos os seguranças que seu pai colocar lá vão conseguir te salvar minha filhinha do coração!! Disse Rodrigo, rolando de rir da cara de preocupada de Britt, que sabia que Santana faria aquilo tudo que ele havia dito...era a cara da latina raivosa!!