Entre o amor e a guerra - Season II

36 Capítulo 36 - Fugas que trazem problemas...


Notas iniciais
Capítulo extra, porque hoje estou muito atacada!!!kkkkkkk

PS 1: Ana Caroline um super obrigado pela recomendação, você é um doce minha linda!! Love you!! :)

PS 2: Adorei a sugestão musical de uma das leitoras (Ananda Stark) e resolvi utilizá-la neste capítulo...ela é perfeita para o momento em que Santana se encontra na história!!
Só coloquei a tradução em português porque achei que ficaria muito extensa se fosse colocar a letra em inglês, mas recomendo...é linda!!

PS 3: Próximos capítulos darei mais ênfase a Faberry...esqueci um pouco delas e preciso me redimir!!!

Havia pelo menos 45 minutos que o avião já tinha levantado vôo, era uma viagem aparentemente tranqüila, mas Britt não conseguia relaxar. A cabeça não conseguia parar de pensar...tinha quase certeza de ter visto Santana no aeroporto, mas em um segundo de distração a perdeu de vista. Não sabia se era real ou se apenas uma ilusão, estava ficando louca e vendo a latina até em seus pensamentos?! Tinha quase certeza que sim, afinal Santana não tinha motivos aparentes para ir até o aeroporto. Seus pensamentos foram interrompidos quando sentiu a mão de Natalie tocar seu rosto, a menina falava alguma coisa sobre como a loira estava linda, de como sonhava com aquele momento e com outros que viriam no futuro...casamento, filhos, sucesso profissional. Brittany ouvia aquilo tudo e se lembrava dos planos com Santana, da viagem de lua de mel para a Inglaterra, do sonho da morena em conhecer a Torre Eiffel...não conseguia esquecê-la por um só minuto...mas precisava!! Virou-se para o lado e simplesmente beijou Natalie, um beijo longo, desesperado por fazê-la sair dos pensamentos com a latina, não funcionou...

Do aeroporto Santana saiu meio sem rumo, sem direção...não sentia vontade alguma de ir para o cursinho ou para a casa de Emily, muito menos de seguir para o São Jorge, afinal sabia que teria que se explicar com Rachel e Quinn pelo sumiço; o primeiro ônibus que seguia em direção a praia passou e a latina embarcou sem pensar duas vezes, precisava ficar um tempo sozinha. Saltando tirou as sandálias e caminhou algum tempo pela praia, a noite era tranqüila e fresca, solitária o suficiente para que a latina começasse a ter dimensão do que acabara de fazer...dar adeus a pessoa que amava. Logo sentou-se e ficou ali vendo as ondas irem e virem, um movimento que parecia se repetir como as coisas erradas que fazia em sua vida, andando em círculos, correndo atrás do próprio rabo como um cachorro louco; quando percebeu já eram quase nove horas, precisava voltar para casa antes que ficasse mais tarde e ainda tivesse que dar explicações a Emily...a vida deveria seguir em frente, mesmo sem um pedaço do seu coração. Não iria parar de viver porque Britt havia ido embora com a sebosa, seria feliz com Emily, mesmo que tivesse certeza que não a amava!! Uma música martelava insistentemente em seus pensamentos, uma que sua mãe cantava quando ainda era bem pequena mas que ficara guardada em suas memórias e mais tarde buscara a tradução...naquele momento caia como uma luva em sua vida!!

(...)

Eu não quero conversar, sobre as coisas que nós passamos. Embora isso me machuque agora é passado. Eu joguei todas as minhas cartas, e foi o que você fez também...não há mais nada a dizer, nenhum ás a mais a jogar. O vencedor leva tudo, o perdedor fica menor.Além de uma vitória, isso é um destino...Eu estava em seus braços, achando que ali era o meu lugar; eu achava que fazia sentido, construindo-me uma cerca, construindo-me um lar...achando que seria forte lá, mas fui uma tola, jogando conforme às regras. Os deuses podem jogar um dado, suas mentes são tão frias quanto gelo, e alguém bem aqui embaixo perde alguém querido...o vencedor leva tudo, o perdedor tem que cair...é simples e está claro, por que eu deveria lamentar? Mas diga-me se ela beija como eu costumava te beijar? Mas diga-me se é a mesma coisa, quando ela o chama? Em algum lugar bem profundo, você deve saber que eu sinto a sua falta...mas o que eu posso dizer? As regras tem que ser obedecidas!! Os juízes decidirão as coisas boas da minha vida, os espectadores do espetáculo sempre ficam quietos. O jogo começa de novo, um amigo ou amante? Uma pequena ou uma grande coisa? O vencedor leva tudo...” ( The Winner Takes It All – Abba)

Passava um pouco das dez quando chegou ao pé do morro, o movimento de playboys comprando drogas era intenso, as “correrias” dos soldados eram parecidas com um formigueiro, onde cada grupo de formigas era responsável por uma tarefa de suma importância. Quando a latina passou os soldados baixaram a cabeça em respeito, afinal ela era oficialmente a primeira dama da favela; somente um pouco mais a frente foi cumprimentada pela menina-menino, que descia em sentido contrário a ela.

– Boa noite Santana. Como foi a aula? Perguntou ironicamente a garota.

– Igual a todas as outras. Emily está em casa ou na endolação?* Perguntou a latina, querendo saber se precisava ir onde a garota estava ou se iria direto para casa.

– Ela está em casa, acabei de sair de lá. Acho que ela só vai mais tarde para a endolação, hoje a madrugada vai ser longa gata. Respondeu a menina, se referindo ao fato de que havia chegado grande quantidade de drogas no morro, e o grupo passaria a noite preparando os pequenos pacotinhos (papelotes) para venda e consumo. A empresa do tráfico gerava vários “empregos” na favela, desde os seguranças, chamados de “soldados”, passando pelos “endoladores” e “fogueteiros”, que embalavam as drogas e vigiavam, dando sinal se alguém estranho se aproximasse da favela, assim como os “gerentes”, que eram os mais importantes depois do chefe na hierarquia do tráfico. A menina-menino era uma das gerentes de Emily, gozava de grande influência e confiança da chefe, o que lhe garantia muito status e muitas mulheres na favela.

Assim que chegou em casa Santana viu que algumas luzes estavam apagadas, somente estando a do quarto acesa; tocava uma música suave bem baixinho, com volume suficiente para fazer o clima romântico...Emily a aguardava no quarto, e não esperou que a latina dissesse uma única palavra, selou seus lábios e pegou-a pela mão, levou-a até a cama...precisava terminar o que começara mais cedo. Santana sabia que se interrompesse Emily teria que explicar o porquê e tudo que havia acontecido, era melhor deixar que as coisas acontecessem, quem sabe esqueceria do buraco aberto em seu coração, além do mais o corpo dela precisava de algo que substituísse a vontade louca que tinha de largar tudo e ir até o inferno atrás de Britt, talvez Emily fosse a solução.

Em alguns minutos estava nua com o corpo grande de Emily sobre o seu, fazendo o que ela sabia fazer de melhor...deixando a latina molhada e em êxtase. Ela sabia exatamente onde tocar, como tocar, o que Santana gostava e como gostava, levando-a ao limiar do orgasmo várias vezes, mas sempre a interrompendo quando estava prestes a chegar ao clímax...era um verdadeiro martírio para a latina, que estava acostumada a ter vários orgasmos e se satisfazer sempre com Brittany, que fazia todas as suas vontades antes de pensar no próprio prazer.

Em um desses momentos Santana estava de costas para Emily, praticamente de quatro, sendo penetrada com três dedos pela garota, gemia alto e caminhava para orgasmos múltiplos, quando a garota puxou seu rabo de cavalo e sussurrou em seu ouvido, sem parar o movimento com a outra mão dentro da latina...

– Aposto que está quase gozando não é minha puta gostosa? Disse Emily agarrada ao rabo de cavalo da morena, que de quatro, só conseguia gemer...

– Estou, não pára por favor!! Gemeu a latina, quase chegando ao orgasmo...

– Não vou parar dessa vez, pode deixar!! Disse a garota, dando mais algumas estocadas fortes na latina, que chegou ao orgasmo alguns segundo depois, desabando na cama, exausta. Quando Santana achava que Emily começaria tudo de novo, sentiu a mão da garota em seu rabo de cavalo de novo, só que agora com uma força que machucava.

– Você fica linda assim, nua na minha cama, exausta do seu primeiro orgasmo comigo. Eu deveria continuar, deveria deixar você mole na cama depois de vários orgasmos, mas todas as vezes que mentir para mim serei tão má contigo que vai me implorar para parar...isso é só um aviso. Disse Emily dando mais um puxão no cabelo da latina com mais força, saindo de cima dela em seguida e indo vestir-se; saiu de casa indo para a boca, mas sem antes tomar o cuidado de trancar a porta e levar as duas chaves...Santana agora ficaria trancada, sem saber ao certo porque tinha tomado aqueles dois puxões de cabelo, afinal não se lembrava de ter mentido para a garota...o pescoço doía, mas queria dormir e esquecer.

Amanhecia quando ouviu o barulho da porta e em seguida viu Emily entrar, estava meio sonolenta, mas percebeu que a garota estava com cara de que havia usado drogas a madrugada toda; viu quando ela foi até o banheiro e tomou banho, vindo logo depois deitar-se ao seu lado. Santana se encolheu no canto da cama para que a menina não se lembrasse da sua existência, estava chateada e não queria discutir. Emily, ao contrário do que ela esperava, entrou debaixo dos lençóis e a puxou para próximo de si; sem dizer nada beijou seus lábios, dando uma pequena mordida em sua boca...não doeu tanto, mas a latina sentiu-se um pouco com medo da reação da namorada.

Eram quase dez da manhã quando Santana acordou e não encontrou mais Emily na cama. Levantou-se, foi até a cozinha e viu que a mesa estava posta, com café, frutas e pães. Depois de algum tempo, vestiu-se, juntou suas coisas e já se preparava para ir embora quando percebeu que a porta estava trancada. Revirou todos os cômodos atrás de sua chave, mas foi em vão. Quando chegou no nível máster de irritação decidiu ligar para o celular de Emily, que ao segundo toque atendeu.

– Posso saber por que saiu e me deixou trancada em casa? Sabe que eu preciso ir embora, arrumar umas coisas no São Jorge, estudar poxa. Resmungava a latina no telefone, enquanto do outro lado Emily ria baixinho do chilique da namorada.

– Calma amor, já tomou café? Estou aqui na boca, daqui a cinco minutinhos chego ai. Disse a garota, desligando o celular. Foi em direção a sua gerente de confiança e ordenou que preparasse o carro, afinal a latina logo sairia da favela.

– Hoje ela vai passar o dia estudando em casa, por isso se sair para qualquer coisa me avise. Determinou a garota, que assentiu com a cabeça e foi logo fazer o que Emily mandava, afinal ela parecia meio estranha depois que soube onde Santana tinha ido à noite anterior. Chegando em casa a menina foi direto ao quarto onde Santana estava vendo TV, deu-lhe um beijo demorado e sentou-se ao seu lado.

– Posso saber o que aconteceu com você ontem Emily? Machucou minha cabeça com aqueles puxões de cabelo, disse que eu menti e de madrugada voltou como se nada tivesse acontecido. É impressão minha ou aconteceu alguma coisa que te deixou estranha?! Perguntou a latina, séria, sem deixar Emily respirar para responder.

– Desculpe amor, acho que a tensão da boca acabou me deixando meio nóia, meio pirada. Não estava falando nada com nada, a galera do movimento falou que eu disse coisas desconectas, e que até disse que estava sentindo falta de “sangue no morro”. Coisa de gente doida mesmo, mas já passou, desculpa por ontem, pois não foi minha intenção machucá-la de forma alguma. Disse Emily, selando seus lábios nos de Santana, que não entendeu a explicação, mas calou-se. Estava sem saco para discutir, aquilo deveria ser mesmo coisa de nóia, afinal começava a desconfiar seriamente que Emily estava usando drogas, mas isso trataria com ela depois. A menina começava a acariciar a latina com malícia, tentando tirar sua roupa e descer sua mão por dentro do short dela, quando foi interrompida. Santana saiu do meio de seus braços e levantou-se, pegando as coisas para ir embora.

– Ei...está chateada comigo, fiz algo errado ontem a noite quando fizemos amor? Se fiz me desculpa, faço o que você quiser pra gente ficar bem amor. Disse Emily, puxando Santana pelo braço para perto do seu corpo, em um abraço quente e demorado. A menina agressiva da noite anterior parecia agora doce, calma e apaixonada.

– Você não fez nada, foi maravilhoso. Só que preciso ir embora se você quer ter como namorada uma advogada famosa. Disse a latina dando-lhe um selinho e saindo. Santana não escutou, afinal já havia passado pela porta e já saía no quintal, mas Emily foi clara em sua colocação...

– Eu não quero uma namorada advogada, muito menos famosa; não quero você fora de casa, podendo se apaixonar por outra ou ser cantada por qualquer filha da puta na rua ou na faculdade....eu te mataria!! Quero você só pra mim, sem que ninguém possa nem sonhar em chegar perto...se pra isso vou precisar estragar esse sonho tolo de estudar, pode ter certeza que vou achar um jeito!!

Na França, Britt e Natalie começavam a organizar sua vida...a idéia era iniciar em um apart hotel, mas logo alugar uma casa. Queriam também buscar contatos em academias de dança para Britt, afinal ela usaria o tempo livre para se organizar e entrar em uma renomada faculdade de dança de Paris, enquanto Natalie queria refazer seus contatos no país para quem sabe estabelecer-se dando aulas em alguma escola. Os planos eram muitos, os sonhos se tornariam realidade com um pouco de persistência e determinação, afinal o básico para começar uma vida em outro país elas tinham...dinheiro.

Já na primeira noite juntas no apart, Natalie fez questão de vestir algo bem provocante na hora de dormir, queria demarcar o território e demonstrar para Britt que queria ela como mulher, e não como amiga. A loira, vendo que a menina estava provocante e deliciosa, não se permitiu resistir, entregou-se aos prazeres do corpo, passando a noite em claro fazendo todas as vontades sexuais da menina, que tinha conseguido seu primeiro objetivo...colocar Brittany no canto de sua cama e fazê-la sua...era só o começo até conseguir o que queria, o casamento!!

Notas finais
Música do capítulo: The Winner Takes It All - Abba

O link a seguir está em uma versão de um grupo chamado The Corrs, que tem uma afinação maravilhosa...embora o Abba seja a perfeição!!!

http://www.youtube.com/watch?v=Bqx4VgUAdDo