Entre o amor e a guerra - Season II

9 Capítulo 9 - Sonhos que se vão com a morte...


Notas iniciais
Capítulo bônus, pois eu começo a escrever e não paro...meio triste, mas acho que porque lembra Finn no finalzinho. Ele é proposital...a idéia é lembrarmos que acima de qualquer fandon, gostamos e torcemos por Cory e por sua reabilitação!!

PS: Talvez fique uma semana sem postar, mas é por uma boa causa...meu irmão vai levar meu notebook para dar um "sacode" no bichinho...ele esta dando pau de novo!! Prometo voltar assim que ele ficar pronto ou tentar roubar mais uma vez o note "alheio" para escrever...mantenho o bonde informado!! Boa leitura amores!!

PS: Manu mil obrigados pela recomendação...moras em meu coração minha pônei linda!!!

O taxi seguiu e por quase dez minutos Santana permaneceu em silêncio, sem dizer uma única palavra, somente olhando pela janela as ruas movimentadas, até que Quinn tentou quebrar o silêncio e brincou:

– Pensei que você iria bater até matar aquela sujeitinha horrorosa. Desculpa se me intrometi, mas precisava separar para você não acabar cometendo uma loucura. Você está bem, se machucou minha linda? Disse a loira, acariciando a mão da latina, que estava inchada e com um pequeno sangramento, afinal tinha descarregado toda sua raiva em Natalie.

– Estou bem, não se preocupe; acho que precisava descarregar naquela piranha tudo o que estava guardado dentro de mim. Na verdade ela merecia mais, só que eu entendo você ter separado, eu seria capaz de matá-la. Quando fico doida fico dominada por minha personalidade maléfica. Chamo ela de Snixx, sou como o incrível Hulk, mas não me culpe pela Snixx,ela é a culpada de tudo. Quinn sorriu com a afirmação, mas não quis contrariar Snixx; sentiu, porém que algo ainda incomodava Santana.

– Tem algo mais te incomodando? Estás quieta e pensativa, e sei bem que depois de uma briga boa você adora contar vantagem e se vangloriar das porradas...é assim desde pequena, sempre batia nas piriguetes e depois corria para me contar. O que você tem San?

– Ok, vou ser sincera. Não gostei nada daquilo que você falou sobre a Rachel ser a mais linda das mulheres! Tudo bem que você a ame e que sejam felizes para sempre Quinn, mas a mais bonita das mulheres sou eu né? Ela é só bonitinha poxa!!! Falou Santana, fazendo um biquinho lindo e colocando sua cabeça no ombro de Quinn, que reagiu com um sorriso.

– Você é a mais linda das mulheres, sabes disso minha latina favorita. Falei aquilo só para Natalie entender que não temos nada uma com a outra, senão ela vai levar essa história à frente e tentar colocar merdas na cabeça de Brittany. Você e Rachel são as duas mulheres que mais amo em toda a minha vida, nunca negarei isso, mas tem gente que não entende nossa ligação, por isso falei aquilo.

– Tudo bem, dessa vez te perdôo, mas se me comparar a nariguda de novo serei obrigada a incorporar a Snixx e dar uma surra nela também. Disse Santana sorrindo e dando um leve beijo na bochecha da loira, que retribuiu com um selinho, o que acabou dando um susto na morena, mas a mesma não comentou mais nada. Era algo que incomodava Britt, a aproximação das duas, mas Santana preferiu deixar para lá, não era momento para falar daquilo.

O resto do dia correu e só no fim da tarde o corpo de Emma foi liberado para velório e sepultamento. A família e os amigos compareceram em peso ao cemitério e fizeram várias homenagens a amiga e colega de trabalho, porém o enterro seria somente no dia seguinte. Quando começou a anoitecer a maioria buscou suas casas, ficando apenas o marido, a filha e alguns poucos amigos, além do bonde. Rachel tentava de todas as formas acalentar o sofrimento de Alejandra, que agora já via na morena um ponto de apoio, um ombro amigo; durante todo o tempo foi amparada e consolada por Berry, que cuidou da cerimônia de despedida da funcionária. No dia seguinte, que amanhecera um pouco mais frio e sombrio, era à hora da despedida final, e Rachel se encarregou de fazer uma oração e uma linda homenagem a companheira de trabalho, junto com o coral que foi formado pelas crianças da academia do São Jorge. O objetivo era deixar claro que grande parcela dos moradores de comunidades carentes nada tinha haver com a criminalidade, e sofriam com a ação dos infratores dessas regiões tanto quanto aqueles que não moravam nesse bairros. Alejandra chorou muito com as palavras de apoio de todos e com as homenagens, não sabia o quanto sua mãe era querida por toda a comunidade, que lotou o cemitério. Quando já se dirigiam para a saída fez um pedido a Rachel...

– Queria pedir uma coisa Rachel. Sei que não tenho muitas habilidades como minha mãe tinha, muito menos a simpatia e o carisma daquela ruiva maravilhosa, mas gostaria de me aproximar do trabalho que ela fazia. Quero entender um pouco esse lugar que a fazia tão feliz...acho que preciso disso para até poder aceitar a morte dela tão prematura, no auge de sua felicidade.

– Você será muito bem vinda em nossa equipe, mas principalmente em nossa grande família Alejandra. Assim que estiver preparada faça-nos uma visita não só para nos ver, mas para ver se se identifica com o que sua mãe desenvolvia e talvez queira ser uma voluntária em nosso árduo dia a dia...trabalho é o que não vai faltar. Disse Rachel, dando um longo abraço na menina, que ficou inebriada com o perfume de baunilha que exalava dos cabelos longos da morena. Não tinha maldade ainda, afinal aquele era um momento difícil pelo qual passava e sentia em Rachel o porto seguro de uma amiga que ela nunca tivera, afinal era muito solitária; porém ali começava a surgir uma admiração que acabaria por se transformar em uma silenciosa paixão.

Sentado sob uma das lápides, sozinho, alguém observava toda a interação das pessoas, o carinho com que elas se falavam e se solidarizavam, a forma como brigavam com seus sentimentos tristes em relação à morte; circulou entre os presentes, mas especialmente entre Santana e Quinn...acariciou seus cabelos, deu um leve sorriso quando viu as amigas cuidando-se e tentado manter seu grupo unido em mais um momento difícil e pesado para o São Jorge. Não sabia explicar o porquê de estar ali, perguntava a si mesmo se estava em coma, afinal não tinha lógica ter morrido...era novo demais, tinha planos demais, tinha que viver muitas coisas ainda. Se tivesse morrido por que ainda não tinha sido apresentado ao inferno ou mesmo ao céu?! Será que esses lugares realmente existiam ou era só uma forma de colocarem medo nele quando ainda era uma criança desengonçada e triste? Finn, mesmo depois de meses de sua morte, ainda não entendia bem o que lhe acontecera, muito menos aceitava a possibilidade de estar morto. A verdade era que todas as vezes que alguém se aproximava ele se esquivava, tentava não ser alcançado por aqueles que se diziam incumbidos de levá-lo dali. Queria estar perto daqueles que amava, entregar a blusa de frio que comprara para sua lorah do coração, mesmo que a viagem já tivesse passado...aliás, que coma demorado era aquele, afinal já tinham meses que as meninas haviam voltado; ele não ligava, tinha certeza de que estava vivo, afinal acompanhava tudo que acontecia com o bonde, com suas meninas.

De longe ouviu Quinn, Blaine e Santana conversarem, falarem sobre o estado de saúde de Britt e de como ela havia sentido a presença dele junto a ela na noite anterior. Ele também não entendia porque tinha estado com Britt aquela noite, talvez os dois estejam no mesmo hospital...era única explicação que ele conseguia dar para ter cuidado dela durante toda a noite. Quando lembrava da noite anterior viu que Quinn chorava, embora tentasse esconder as lágrimas dos amigos; ela era assim mesmo, nunca admitia fraquejar perto deles...ele sim ,sabia como ela era, e logo corria em seu socorro. Sendo assim, aproximou-se um pouco mais e pode ouvi-la...

– A sensação que tenho é de que foi ontem que estávamos todos sentados, ensaiando os passinhos para o campeonato...Puck e Finn fazendo gracinhas na sala, você e Britt fazendo DR...eu tentando pegar a Rachel no sofá. A vida parece que virou de cabeça para baixo e esta nos golpeando com tanta força que as vezes acho que preciso só sentar e chorar. Hoje eu só queria o bobão do Finn aqui...ele me diria “siga em frente, eu estou com você lorah”...era tudo que eu queria hoje!! Disse Quinn, com os olhos cheios de lágrimas.

Finn nesse momento foi em direção a Quinn e mais uma vez acariciou seus cabelos loiros, mas percebeu que ela não sentiu seu toque. Tentou mais uma vez, e mais uma, repetindo o movimento várias e repetidas vezes...

– Eu estou aqui minha lorah, siga em frente...eu sempre vou estar aqui!! Primeiro ele disse, mas percebendo que ela não o escutara, ele gritou, e gritou mais auto, estava quase rouco quando viu o grupo se afastar lentamente...pela primeira vez Finn percebeu que as pessoas que mais amava simplesmente não o escutavam...o fim de tarde era frio embora alguns raios de sol insistissem em resistir, o bonde ia embora ao poucos, com a sensação de que deixava mais alguém amado para trás..fora Finn, agora era Emma...a vida parecia ter um gosto mais amargo do que devia...

Notas finais
PS: O retorno de Finn nesse capítulo não tem nenhum caráter religioso...como quero trazê-lo de novo a história, terá que ser como "espírito", embora não queira mencionar ou desrespeitar a religião de ninguém. Bjs