Entre o amor e a guerra - Season II
8 Capítulo 8 - Para o dia nascer feliz...
Notas iniciais
PS: O texto está sem correção, então desculpem os erros...tô acelerada com a season finale de The Walking Dead....phoda!!
PS: Acho que Michonne tinha uma paixão recolhida pela Andrea!! Chorei...
Boa leitura e boa semana!!!
Já se passavam dois dias desde que tudo havia acontecido e os meninos faziam vigília por escala, no hospital onde Brittany estava internada. Aquele dia amanhecia com raios solares lindos entrando pelas frestas do vidro da uma salinha do hospital que fora improvisada pelo bonde... Puck e Mercedes dormiram no carro enquanto Santana, Quinn e Rachel estavam recostadas em bancos na tal sala, cedida pela médica do plantão depois de morrer de pena das três dormindo na recepção. Eram quase sete da manhã quando o plantão seria trocado e as três foram acordadas e chamadas para uma conversa na sala da médica.
- Bom meninas, como prometi tenho mais um boletim sobre Brittany, e como vou largar meu plantão agora, resolvi acordá-las e conversar. Hoje completamos 48 horas desde que Brittany passou pelo primeiro procedimento cirúrgico de emergência, e desde então venho fazendo vários exames para avaliar não só suas funções vitais, como também a situação da bala alojada em uma das vértebras cervicais da amiga de vocês. Não falei com vocês antes porque queria fazer um teste hoje cedo, e só as acordei pois deu tudo certo; ontem a noite optei por tentar tirar Brittany do respirador e para minha surpresa, desde então ela não teve nenhuma intercorrência, o que para nós significa que os procedimentos anteriores deram certo, afinal ela está respirando sem a ajuda de aparelhos.
Nesse momento Santana, agarrada no pescoço de Rachel, enchia a morena de beijos, comemorando o avanço no quadro da esposa. Quinn deu uma olhada de canto de olho, fazendo carinha de brava, sorrindo da cara de nojo de brincadeira que Berry fazia. Logo Santana pulou também no seu pescoço enchendo a loira de mordidas, o que deixou a médica sem entender quem era namorada de quem ali. Berry logo a puxou pelo rabo de cavalo e colocou-a sentada de novo, afinal à médica queria terminar de falar.
- Tenho que dizer que vocês são muito estranhas, nesses dias eu ainda não consegui distinguir quem namorada com quem porque toda hora alguém está pendurada no pescoço da outra, quando não tem um daqueles meninos agarrando vocês. Mas enfim, cada um com suas loucuras e aventuras sexuais, o importante é ser feliz e se entender, e isso vejo que vocês fazem com muita harmonia. As meninas olharam umas para a cara das outras e começaram a rir da fala da médica, que parecia ser alguém bem legal, afinal não se mostrava preconceituosa em relação à sexualidade daquela “família complicada e perfeitinha”.
- Então, como eu ia dizendo, tenho outra boa notícia. Fiz vários exames para entender a posição da bala que se alojou próxima a vértebra cervical de Brittany, e pelo que pude perceber ela está em uma posição que não parece ter atingido a vértebra em si, mas sim ficado bem próxima. Isso quer dizer que precisamos fazer uma cirurgia que é extremamente delicada, mas que possibilitará retirar essa bala sem afetar em nada os movimentos da amiga de vocês. Vamos observá-la nas próximas horas em relação a retirada do respirador e quanto antes pudermos fazer essa cirurgia faremos, pois não quero correr o risco dessa bala se mover dentro do corpo dela e arruinar nosso prognóstico, certos meninas?! Falando isso a médica se levantou e acompanhou as meninas até a saída, pois a única coisa que elas queriam era correr para o estacionamento e pular em cima dos meninos que dormiam no carro, contar as boas notícias. Santana logo ligou para Marcos e Rodrigo para contar as boas novidades, enquanto Berry e Fabray foram correndo contar ao resto do grupo que dormia todo embolado na caminhonete de Puck. Logo estavam todos juntos na lanchonete do hospital tomando café e se preparando, afinal era o dia da retirada dos órgãos de Emma, precisavam estar fortes para um dia de boas notícias, mas também de um momento muito triste, a morte, de fato, de uma boa amiga e companheira de trabalho.
Eram dez horas e a família de Emma estava toda no hospital, assim como a de Britt, que correu para lá a fim de ver a possibilidade de vê-la antes da próxima intervenção cirúrgica, que seria extremamente delicada. Alejandra, sentada na parte externa do hospital, observava o grupo de amigos de Britt, que também estava na parte externa conversando. Olhava especialmente para Rachel, observava o quanto era linda e delicada, quase uma daquelas princesas de filmes da TV. O coração doía tanto que parecia que ia explodir, mas sabia que a doação era o que faria sua mãe feliz. Vendo que a menina estava mais uma vez sozinha, Rachel se dirigiu a ela e convidou:
- Como você está minha linda? Venha ficar conosco até tudo se resolver; eles parecem estranhos e de outro planeta, mas são doces e bons amigos...na verdade os melhores amigos que já tive em toda a minha vida. Disse Rachel, aproximando-se e pegando a menina pela mão.
- De longe já posso perceber que são ótimos mesmo. Mesmo nesse momento difícil eles conseguem divertir a namorada da Britt e os pais, fazendo os dias passarem mais rápidos e menos doloridos. Aliás, todos vocês parecem uma família, meio bizarra é claro, mas uma família feliz. Falou Alejandra sorrindo para Rachel, que já puxava a menina para junto deles, que a receberam com um abraço coletivo.
Logo a retira dos órgãos se efetivou e o corpo de Emma foi encaminhado para a liberação e preparação do sepultamento. Todos foram para suas casas, era preciso um banho para enfrentar a noite de velório, afinal não deixariam a família de Emma sozinha naquele momento. Ficaram no hospital apenas Marcos, Rodrigo, Santana e Quinn, esperando pela possibilidade de ver Britt. Logo foram chamados um a um e puderam ficar alguns minutos com a loira, que estava lúcida e fora do aparelho respirador, apenas imobilizada por conta da bala ainda alojada em seu corpo. Santana foi a última a entrar, estava ansiosa e louca para ver sua amada.
- Depois dos meus pais e da loira saírem daqui pensei que você não viria me ver amor. Disse Britt em voz baixa, quase inaudível, movimentando os olhos na direção da latina, que sentara-se na cadeira ao lado da cama hospitalar.
- Nem que eu precisasse espancar metade da equipe médica eu entraria aqui para poder te ver um pouquinho meu amor; nunca deixaria de estar ao seu lado nesse momento, assim como em todos os momentos da sua vida. Eu sou a sua namorada, a sua mulher, a sua latina, a sua gostosa, a sua favelada...sou sua e você é minha, nós nunca vamos deixar de estar uma do lado da outra, nós sim somos endgame!! Disse Santana sorrindo, lembrando-se de um dos episódios de Glee que assistira ao lada da loira, era a série favorita da sua patricinha.
Brittany tentou puxar a mão da esposa para acariciá-la, mas foi cortada pela latina que não queria que ela fizesse nenhum tipo de esforço. Levou sua mão até a mão da loira e a acariciou, dando um leve beijo em seu rosto depois em seus lábios, acariciando seus cabelos levemente. Não podia passar disso, afinal a esposa precisava ficar imóvel para não prejudicar seu estado de saúde.
- Se eu morrer promete que vai seguir sua vida, que vai ser feliz e cuidar dos nossos sonhos, da academia? Essa noite, embora sedada, não consegui dormir pensando nisso, como sua vida seria se eu morresse. Lembrei do Finn, e a sensação que tive era de que ele estava aqui ao meu lado de madrugada....era uma mistura de medo e de cuidado ao mesmo tempo, não sei explicar.
- Nem pense em morrer meu amor, eu não saberia como seguir minha vida sem você ao meu lado. Se você morrer eu te mato sua cachorra!!! Você vai estar ao meu lado até ficarmos velhinhas, vamos ver a academia se transformar em um centro de formação, abriremos novas sedes em outras comunidades, vamos mudar a realidade de muitas famílias vulneráveis, pode ter certeza. Quanto a Finn, pode ter certeza de que ele passou a noite aqui contigo nesses últimos dias, sabemos que onde quer que ele esteja sempre vai continuar ao nosso ado. Não tenha medo só deixe que ele mesmo em outro plano, possa estar cuidado de você, pois seria o que ele faria se estivesse aqui. E trate de descansar, temos uma guerra pela frente, e você precisa vencê-la...imagina deixar uma viúva linda como essa soltinha no mundo, vai ter coragem? Falando isso Santana voltou a acariciar os cabelos da esposa e cantar baixinho em seu ouvido, até que ela adormeceu...
Depois que Britt já roncava levemente a latina saiu o quarto, indo direto a recepção conversar com Marcos e Rodrigo antes que se dirigissem para casa, afinal tinham que descansar para o velório. Ficaram ali um tempo vibrando com os novos avanços da loira, até que se despediram, Marcos e Rodrigo foram em direção ao estacionamento e Santana e Quinn ao ponto de taxi, visto que estavam sem o carro naquele dia. Quando já caminhavam rumo a um dos taxis parados, ouviram uma voz que chamava Santana, a uma certa distância. Virando-se a latina pode perceber que se tratava de Natalie, e escutar o que a garota falava:
- O casal fofo da favela já vai embora?! É só sair de perto dos papais da Britt que as duas começam a se agarrar a mostrar o que realmente acontece quando não tem ninguém perto. Fala para mim faveladinha, qual das duas é mais gostosa, a selvagenzinha da favela ou a Britt?
- Acho que as vezes é melhor ser surda do que ouvir esse monte de babaquice Natalie. Não dá para acreditar no que você está dizendo, e olha que no começo eu achei que você era uma boa amiga para Brittany, mas retiro tudo o que eu falei. Boraaa San, senão essa maluca pode contaminar a gente com as doideiras dela e o dia vai ser longo demais para perder tempo com ela. Disse Quinn, tentando puxar Santana pela mão, mas sem sucesso.
- Não Quinn, eu quero ouvir tudo o que essa vadia pensa, afinal preciso saber com que tipo de animalzinho estou lidando. Disse Santana, virando-se para Natalie e a olhando nos olhos; a menina estava mais uma vez com Rebeca a tiracolo, parecia um cachorro na coleira de uma madame.
- Foi isso mesmo que eu disse latina fedorenta. Você deve achar que sou idiota e acredito nessa historinha de que vocês duas já foram namoradas na triste adolescência de favelada né...pois acho que tem mais coisa ai acho que vocês se comem até hoje, só as ingênuas da Britt e da Rach que não enxergam isso. Você é daqueles tipos de pirainhas de favela que dão até para os cachorros da rua...no seu caso...até para as cachorras!! Bom, pelo menos essa ai é uma gracinha, até eu daria para ela; mas mesmo assim a Britt logo vai saber que tipo de puta ela tem em casa...espere e vai sentir o peso da mão dela na sua cara.
Natalie ia prosseguir com seu discurso cheio de ódio e de preconceitos, mas não percebeu que o sangue da latina já tinha chegado em seu limite máximo de ebulição. Santana voou para cima da menina e com uma das mãos fechadas deu um soco em seu olho, derrubando-a. Quinn e Rebeca ficaram sem ação assistindo aquela cena sinistra, mas engraçada. Santana pulou em cima da garota e com o joelho em sua barriga a imobilizou, deixando apenas seus braços soltos para que ela pudesse “tentar” se defender...alternava socos na cara e na cabeça, parecendo lutadora de MMA.
- Piranha suja igual a você a gente bate na cara, para ver se toma vergonha e para de correr atrás do que é dos outros. Sou puta sim, mas respeito minha esposa, e você vai apanhar como nunca apanhou sua vaca...dizia a latina enquanto socava um dos olhos de Natalie, que não sabia se tentava bater ou se proteger. Logo viu uma mecha de cabelo da latina e agarrou ele, coisa que fez a latina sorrir.
- Vou te ensinar uma coisa putinha do asfalto. Em briga de mulher de verdade não tem puxão de cabelo, piriguete da favela bate de mão fechada entendeu?! Falando isso Santana fechou o punho e socou ainda com mais força, agora o nariz da patricinha que jorrava sangue. Deu dois “telefones” seguidos na guria, fazendo-a quase perder os sentidos; em seguida levantou e começou a dar bicudas na barriga e na cara, queria vê-la deformada para nunca mais ter coragem de olhar para Britt.
Vendo que a latina não pararia enquanto não a matasse, Quinn tratou de puxá-la, afinal não queria uma homicida como amiga, e Brittany não gostaria de fazer visita intima a morena na cadeia...seria tragicômico!! Puxou-a pela cintura, colocando o siri na lata a força dentro de um dos taxis parados, deixando antes de partir um recado com Rebeca:
- Avisa para ela que da próxima deixo meu monstrinho bater até matar, e olha que ela bate ta!! E avisa também que até achava ela bonitinha, pegável...mas depois dessa surra ela vai precisar fazer uma plástica para ter chance de entrar na minha fila...e só na próxima encarnação, pois nessa já tenho uma esposa que amo muito...se chama Rachel Berry Fabray!!! Ela é a mais linda das mulheres e não a trocaria por nada nem ninguém!! Falando isso Quinn entrou no taxi e pediu que o motorista saísse dali, precisavam descansar depois daquele fight...
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