Entre o amor e a guerra - Season II
78 Capítulo 78 - Temos futuro?!
Notas iniciais
Estava pensando...ainda não sei se teremos uma próxima temporada ou uma nova história, por isso vou deixar alguns reviews sem resposta...estão se perguntando porque né!?!kkkkk!! Assim que eu resolver e postar (nova história ou nova season) venho nos últimos reviews (não respondidos) e aviso à vocês...por isso a importância de até os fantasminhas comentarem esses últimos dois capítulos...
Beijos no coração!! Lu
PS1: Falta só um capítulo e eu já estou com saudades!! :(
PS2: Preciso de mais uma recomendação...vai ter morte!!kkkkkkk
A vida insiste em se renovar para uns, insiste em permanecer parada para outros...dias voam, alguns se deixam levar pelas asas desses dias, outros constroem suas próprias asas...de cera ou não, elas lhe servem para sonhar. Os dias, horas, semanas e meses passaram, a vida seguiu seu fluxo intenso e incerto...seis meses, um ano...Rocksanny completava já seu primeiro aninho de vida e a família Pierce estava em festa naquela semana. Nesse meio tempo a Academia de Dança Social ganhou seus primeiros prêmios como ONG voltada para o desenvolvimento social e humano de comunidades em situação de risco social, Blaine e Kurt finalmente se casaram, Mercedes e Puck se separaram e voltaram pelo menos quinze vezes, até a morena engravidar; Rachel conseguiu retomar o curso de música e finalmente se formou com louvor, a primeira e mais brilhante aluna de sua turma, já Quinn seguiu a carreira de fotógrafa durante o dia e a noite investiu na formação de segurança, seu sonho era entrar para a equipe super-treinada de Demi, precisava mais que nunca de dois empregos afinal ela e a morena planejavam uma segunda leva de bebês...a vida de todos eles seguiu em frente da forma como sonhavam, como batalhavam.
Na mansão Pierce a tarde era de correria generalizada...enquanto Marcos e Rodrigo faziam contatos com alguns fornecedores da festa, Santana tentava em vão pegar Carlinhos para dar banho, o moleque corria pelado pela casa gritando que se aquela festa não fosse para ele também furaria o bolo com o dedo, pocaria os balões e o pior, chegaria fedendo na festa da galinha pintadinha para espantar todos os convidados. Rocksanny gritava fazendo festa no andador, querendo correr junto com o irmão e achando que tudo era farra, enquanto as gêmeas comiam terra da planta da sala...quando as duas sumiam juntas era só procurá-las que estavam ao lado do vaso da pequena planta, adoravam!! Embora cheios de empregadas e babás, as crianças só obedeciam de verdade quando a latina ou Berry os olhavam de cara feia e colocavam-nos na linha, eram terríveis como as próprias mães. Enquanto isso Britt ajudava Quinn a montar um pequeno palco no jardim, onde haveria atrações para as crianças e para os adultos, a idéia era fazer uma mega festa para a pequenina, idéia dos avós e de Britt, que babava seus filhotes como nunca fizera na vida.
De todos os casais do bonde do São Jorge Britt e Santana parecia ser o que mais amadurecera, não só em seus sentimentos, mas em seus sonhos e anseios de futuro...a loira estava firme na faculdade e durante o dia se desdobrava na empresa da família, mostrando ao pai que a cada dia estava mais preparada para assumir o posto de presidente, coisa que Marcos ansiava para poder viver mais a vida com Rodrigo; já a morena se tornava a cada dia uma excelente aluna do curso de direito e a grande mentora e executora dos projetos da Academia, o sonho de Britt virara seu sonho, e como a loira ainda não sentia-se segura em relação as milícias, ela tomara a frente de tudo com Rachel, que a cada dia também se mostrava mais envolvida com a idéia da música e da dança como resgate social...era a dupla dinâmica morena do São Jorge.
Nunca mais receberam notícias de Emily desde que a menina fora para a prisão de segurança máxima do estado; embora seus advogados tenham tentado de todas as formas anular a sentença de 25 anos de reclusão, Rodrigo conseguiu não só mantê-la presa, mas ainda ligar o nome de Emily a morte brutal de Amanda, graças as provas coletadas por Demi. A família da menina também não foi poupada, a idéia de Rodrigo era no menor tempo possível levar novamente a latina-asiática ao banco dos réus, assim como responsabilizar sua família por compactuar com vários de seus crimes...Rodrigo era o ídolo número um do São Jorge, mas principalmente de Santana e Sam, os dois advogados mirins do bonde.
Se por um lado o bonde nunca mais teve notícias de Emily, por outro a menina nutria ainda uma obsessão doentia pelo grupo...sabia de tudo que estava ligado a eles, especialmente aos casais Faberry e Brittana; a prisão conseguiu mantê-la longe mas não o suficiente para reconstruir uma rede de relações em algumas comunidades inimigas do São Jorge, inimigas principalmente de Quinn, que conseguiu com Santana e Rachel começar a extirpar o tráfico de drogas da comunidade. De dentro da cadeia a menina recebia notícias em tempo quase que real de todas as atividades do dia-a-dia das meninas, inclusive do crescimento e desenvolvimento de Rocksanny, que no auge de seus delírios dizia ser sua e de Santana...a verdade era que dia após dia ela contava horas, segundos, esperava pacientemente pelo melhor momento, pela hora certa de sair dali e buscar o que dizia ser seu por direito...sua mulher e sua filha.
Enquanto esse momento não chegava, as famílias Pierce Lopez e Berry Fabray viviam na mais intensa harmonia com seus monstrinhos, aquela seria a noite de Rocksanny e a princesinha estava linda, toda de rosa, risonha como sempre, olhos brilhantes e sedutores como da mãe loira, que a babava o tempo todo. Logo a casa encheu, meninos correndo para lá e para cá, famílias amigas do casal e de Marcos e Rodrigo, diversão para dar e vender...era a festa dos sonhos de qualquer criança, mas a pequena monstrinha se divertia puxando o cabelo de quem passava perto e sua mão alcançava, mordendo o dedo da mãe, apertando a bochecha de Britt...era a criança mais engraçada, cheia de manias e doideiras.
A hora do parabéns se aproximava e as mamães babonas se revezavam com as babás, cuidando das crianças e ao mesmo tempo dando atenção aos convidados, que lotavam a grande mansão. Tudo arrumado, movimentação intensa, só faltava o principal, a aniversariante...em poucos minutos todos estavam a procura de Rocksanny e a da babá que tomava conta da neném quando Santana a deixou para arrumar a mesa do parabéns...logo a menina foi encontrada com marcas de pancadas na cabeça, mas não a bebê...parecia que o pesadelo estava recomeçando...
– O que aconteceu Cristina?! Perguntou Demi, dando os primeiros socorros a menina, que estava desacordada e machucada quando foi encontrada.
– Foi tudo em questão de minutos, eu estava com ela, uma moça me chamou querendo vê-la, disse que era amiga da dona Santana, e quando vi, ela me acertou com uma pancada. Não tem nem cinco minutos, eu juro que não tive culpa.
– Fica tranqüila, eu sei que não teve culpa. As meninas vão cuidar de você, eu preciso terminar uma história que nunca devia ter começado. Disse Demi, saindo as pressas e sendo seguida por Quinn e Britt...sabiam muito bem que Emily ainda estava por perto e certamente não tinha ido muito longe, achariam ela e resolveriam de uma vez por todas as contas que tinham para acertar. Na mansão, Santana entrava em desespero, mas logo foi contida por Rachel, que a amparou...
– Calma Santana, elas vão achar nossa princesinha, elas sempre conseguem, vamos confiar. Precisamos confiar amiga...disse Rachel, também um tanto desesperada.
– Eu não sei mais o que fazer Rachel...sabia que isso não iria parar, devia ter acabado com ela naquele dia no tribunal...se tivesse feito isso a minha filha não estaria com ela agora. Disse Santana, chorando.
– Ela não vai fazer nada com ela, ela vai usá-la para te atrair, é esse o jogo dela. Disse Rachel, tentando acalmá-la ela tinha razão, a intenção era atrair a latina.
– Se ela queria me atrair ela conseguiu. Santana pensou um pouco e decidiu, não iria esperar pelas meninas, sabia muito bem onde Emily se refugiava quando precisava de um abrigo seguro. Ate que a encontrassem poderia ser tarde demais para Rochsanny...ela mesma iria terminar com aquele filme de terror que tomara sua vida desde que conheceu Emily. Foi ao quarto, pegou a antiga arma que guardara desde a época do julgamento e já ia saindo, quando sentiu a mãozinha de Rachel em seu ombro.
– Se vai a algum lugar eu vou contigo. Amigo é isso...se vai pegar aquela filha da puta eu to dentro. Disse a morena, saindo junto com a latina rumo ao porto seguro de Emily, o morro onde passou a adolescência e fora criada por uma conhecida mãe de santo (espero que vocês lembrem disso da primeira temporada!!!)
Enquanto isso Dem, Britt e Quinn rodaram a região próxima a mansão Pierce e logo depois foram para as imediações da casa da família Fields, sem paciência alguma entraram porta dentro, queriam Emily de qualquer jeito, embora não a tivessem encontrado. A família tentava mais uma vez acobertar todo que a menina havia feito, incluindo o fato de ter dado cobertura para sua fuga do presídio naquele mesmo dia. Emily sabia muito bem que era aniversário da bebê, e fugira com o intuito de “buscar o que era seu”, como ela mesma vivia afirmando. Pensou inicialmente em voltar para a favela onde era líder do bonde dos Kbeças, mas sabia que poderia ser morta por vingança, afinal todos sabiam de sua armação para a morte de suas comparsas na armadilha que matou a mãe de Santana, por isso optou por voltar para seu antigo lar, a idéia era ficar por lá por um tempo na casa da “mãe postiça” até Santana cair em seu jogo...
Enquanto as meninas rodavam perdidas e desesperadas pela cidade, passava das sete da noite quando Santana e Rachel chegaram ao alto do morro onde a casa da mulher que cuidou de Emily ficava localizada; idosa, era uma senhora conhecida na comunidade por fazer chás de ervas e benzer crianças e adultos doentes, e embora tivesse criado a menina era conhecida como uma pessoa boa na comunidade, sem envolvimento com as loucuras da latina-asiática. Santana não pediu licença e foi entrando, sabia que Emily estava ali ou nas poximidades...
– Desculpe ir invadindo a casa da senhora assim, mas vim buscar minha filha e sei que esse era o único lugar que Emily se sentiria segura para vir depois que ficou ameaçada em quase todas as comunidades da cidade. Onde elas estão?!
– Acho que você conhece bem Emily, ela veio aqui e deixou a menina eu perguntei de quem era e ela me disse que era filha dela...não acreditei, mas fiquei com medo de não deixar a bebê ficar aqui e acontecer alguma coisa, é uma menina linda e muito simpática. Disse a senhora levando Santana até o quarto onde Rocksanny brincava com um filhotinho de cachorro, rolava no chão de madeira e a roupinha do aniversário já estava imunda, cachorro e menina já eram uma coisa só. A morena correu e pegou a filha no colo, os olhos se encheram de água pois estava bem, nada havia acontecido. Quando saía do quarto com a filhota no colo (e o cachorro puxando a barra de seu vestido) a cena que encontrou na sala a assustou...Rachel estava sentada no sofá e Emily apontava uma pistola para sua cabeça, de pé por trás da morena.
– Sabia que me acharia logo, mas não esperava que fosse tão rápido...pelo visto você me conhece muito melhor do que eu imaginava. Disse Emily, sorrindo para Santana. a latina, mesmo assustada, calmamente deu Rocksanny a senhora e pediu que ela entrasse no quarto e se trancasse, afinal aquela conversa seria longa. A idosa obedeceu e correu com a neném para o quarto, trancando a porta em seguida. Assim que entrou fez uma ligação para o 190, falando bem baixo explicou a situação e pediu ajuda urgente da polícia, caso contrário uma tragédia iria acabar se consumando. Na sala Santana ainda tentou dialogar com Emily, mas a menina parecia irredutível...
– Emily, conversa comigo...deixa Rachel ir embora e nós vamos resolver isso. Não faz nada de que possa se arrepender depois. O que acontecer com qualquer um daqui será sua responsabilidade, suas penas serão ainda maiores. Disse a morena, tentado acalmá-la.
– Tudo se perdeu Santana, você não vê?! Eu perdi você, fui julgada, condenada, minhas comunidades me odeiam e querem a minha cabeça exposta em praça pública...o que eu ainda tenho a perder?! Hoje é o aniversário da nossa neném e eu fiz você surtar e subir esse morro atrás dela, porque?! Porque eu precisava te ver, precisava achar um motivo para continuar viva...você é o único motivo que ainda me faz continuar...diz que eu ainda tenho alguma chance de te fazer me amar?! Gritava a menina, com a arma na cabeça de Rachel, que estava desesperada. Pelo lado de fora da casa a polícia chegava e procurava uma forma de entrar na casa sem colocar as pessoas de dentro em risco, afinal a senhora informara que várias pessoas eram ameaçadas de morte. Com um pequeno barulho no quintal a menina se distraiu, o que deu tempo de Santana pegar a arma em sua bolsa e confrontá-la...
– Emily eu não quero atirar em você, não quero que ninguém seja ferido, mas você precisa deixar Rachel sair daqui, essa conversa é entre eu e você....por favor. Disse a morena, apontando a arma para Emily, que continuava com a arma dela na cabeça de Rachel.
– Diz...eu ainda tenho alguma chance de te fazer me amar?! Gritou Emily mais uma vez. Parecia sem controle, desesperada com aquela arma na mão...
– Eu poderia mentir para tentar te enganar Emily, poderia protelar isso aqui dizendo que sim, mas você e eu sabemos que não...eu amo Brittany, amo a minha família; tenho pena de você, pena da forma como levou a nossa história. Eu sabia que tinha matado Finn, mas ainda assim tentei te perdoar, tentei seguir em frente com você, tentei te amar de verdade...a única coisa que você me ofereceu foi violência e mais mortes...você me deu de presente a morte da minha mãe. Como eu posso dizer que ainda tem chance de me fazer te amar?!
– Você é uma ingrata Santana!! eu te dei tudo, te dei a minha vida, fiz o mundo ficar contra mim e agora me diz que ama aquela garota, que ama sua família...tudo que fiz foi por você, para ter o seu amor...meu amor se transformou em um imenso ódio você!!! Gritou descontrolada a menina. De fora, a polícia começava a entrar na casa pelos fundos quando um tiro foi disparado; aquela história chegava ao fim da forma mais dura possível...
Fale com o autor