Entre o amor e a guerra - Season II
6 Capítulo 6 - Entre a guerra...e a guerra!!
Notas iniciais
Também agradeço pelos reviews dos leitores antigos e dos novos...vocês só funcionam na base da porrada né?! Aqui só tem piriguete que gosta de um "sacode"...kkkkkkkkkkkkkkkkk
Feriadão vindo por ai...e eu do mesmo jeito!!!kkkkk!! Mas graças a Deus bem, e viva....obrigado por vocês existirem e lerem isso, é minha única diversão!! Bjs e boa viagem para quem vai sair de sua cidade!!
Os tiros continuavam a cortar o ar, pareciam ser de armas de grosso calibre e Brittany só conseguia perceber que estavam sendo disparados do lado de fora da academia, embora o barulho estridente parecesse ser bem próximo aos seus ouvidos; engatinhou mais um pouco e pode levantar até a janela de uma das salas de balet e visualizar o que acontecia lá fora...dois garotos que aparentavam cerca de dezessete anos foram encurralados no portão de entrada da academia por cinco ou seis homens, e estes lhe faziam alguns insultos que Britt pode ouvir bem; chamavam-nos de X9 e “caozeiros”, e perguntavam-lhes onde estavam enterradas o restante das drogas e das armas, assim como queriam saber os nomes dos policiais a quem eles estavam de aliança, ou na gíria da favela, com quem eles estava “fechando”. Os garotos, encurralados e já meio ensangüentados responderam as perguntas, informando um lugar chamado vale das carcaças onde estariam enterradas as tais armas e drogas, assim como sinalizaram alguns nomes, dos quais Brittany ouviu três claramente: policiais Roberto, Alemão e Carlos Eduardo.
Na sequência seguiu-se o fuzilamento dos dois meninos, baleados com mais de trinta tiros na contagem de Brittany, que assistia a tudo atônita, sem conseguir mover um músculo sequer. Quando já se afastavam do local um desses homens olhou para trás e pode ver claramente Britt na janela, alertando os outros que já fugiam morro abaixo. Ouve uma sequência de tiros na direção da janela, ouvindo-se pelo menos dez na direção da loira; certos de que tinham acertado o alvo, os assassinos desceram correndo pelas vielas para em seguida entrar em sua viatura e seguir para distante do São Jorge...
Um pouco distante dali, em outra favela da cidade Santana, desconfiada da aproximação, despediu-se dos meninos com os quais conversava, dizendo que precisava ir, pois a “chata e patricinha” da esposa a estava esperando para sair e fazer compras no shopping. A menina-menino com quem conversava, que se apresentou como “Suely Treta”, ainda perguntou:
- Como você agüenta viver com uma patricinha cara?! Pelo que já ouvi falar de você pelas favelas você é a maior “sangue no olho” das mina, total cria da favela...nem to te entendendo gata. Disse a garota, cheia de gírias estranhas, mas todas familiarmente conhecidas pela latina.
- Tipo assim vey, fiz burrada em resolver “agarrar” com a patricinha, não deveria ter casado, juntado os paninhos de bunda com a branquinha. Ela é maneira e tals, mas só para pegação ta ligada?! Na verdade to doida para dar uns perdidos nela, mas ainda não achei a pessoa certa que valesse a pena. Disse Santana, jogando um charme para cima da guria, que fatalmente iria correndo contar tudo para Emily se ela realmente estivesse malocada naquele morro.
Terminando a conversa Santana ainda foi gentil com a garota dando-lhe um abraço e um beijo rápido na bochecha, o que fez a menina corar. Deu tchau aos meninos e saiu sem olhar para trás. No fundo estava petrificada de medo, lembrava-se de todas as coisas que passara nas mãos de Emily, seus olhos se enchiam de lágrimas à medida que ia andando, e só quando já estava bem distante dali foi abordada pelo bonde, no carro preto e com vidros ultra escuros. As pernas tremiam, o coração estava acelerado e o rosto banhado de lágrimas, somente sendo contidas com um longo abraço de Quinn, que no banco de trás do carro colocou Santana para dentro e pediu que Puck arrancasse o mais rápido possível.
- Eles fizeram algo com você minha linda?! Falaram algo que te deixou assim?! Fala que a gente dá meia volta e metralha aqueles filhos da mãe agora mesmo. Disse Quinn abraçando forte Santana, prendendo-a entre seus braços como nos velhos tempos. A morena só soluçava, embora o abraço da loira tenha feito as lágrimas cessarem.
- Eles não fizeram nada Quinnie. Na verdade correu tudo como planejamos, acho até que melhor do que esperávamos. O que me deixou assim foi justamente me lembrar de tudo que passei nas mãos de Emily e dos “soldados” dela. A medida que ia conversando com aquela garota um filme voltava em minha cabeça, era como se estivesse revivendo tudo de novo, quase entrei em pânico ali mesmo. Ao mesmo tempo lembrava de Brittany, do amor que sinto por ela e como tenho medo que ela descubra essas mentiras e nunca mais queira olhar em minha cara.
- Calma meu amor, nada mais vai te acontecer porque eu não vou deixar, te prometo e tudo que prometi até hoje cumpri não foi? Eu nunca mais vou deixar aquela louca encostar-lhe um único dedo, e pode ter certeza que ela vai pagar por tudo que fez a você e a Finn sem Britt nem sonhar com o que estamos fazendo. Dizia Quinn, ainda abraçada a Santana que agora já estava um pouco mais calma. Pelo retrovisor Puck e Blaine observavam a cena, meio confusos se aquilo era carinho, afeto de amiga, ou se Quinn acabava por vezes por colocar para fora o amor da adolescência que nutria pela latina. Logo Quinn percebeu que ambos a olhavam de forma estranha, fez mais um pouco de carinho nos cabelos da morena para depois afastar-se do abraço. Seguiram rumo ao São Jorge, onde sentariam para avaliar a primeira etapa do plano e pensar nos próximos passos a serem tomados.
Ao aproximar-se da subida do morro a presença de muitos carros de polícia e de uma ambulância, que saia em disparada, assustou o bando. Blaine desceu do carro e foi conversar com um dos olheiros da favela, que contou o que havia acontecido, tendo o menino voltado correndo para o carro, afobado para levar as notícias ao grupo.
- Parece que teve um tiroteio no alto do morro, mais especificamente em frente à academia. Duas pessoas morreram e duas ficaram feridas, que foram levadas para o hospital naquela ambulância que acabou de sair. Relatou Blaine, ainda assustado com toda a movimentação. Os corpos ainda estão lá em cima, então sugiro subirmos pelo outro lado e o quanto antes chegarmos às imediações da academia para sabermos o que aconteceu, quem foi ferido e quem morreu. Mais uma vez os olhos da latina se encheram de lágrimas, sabia que aquele era um horário que certamente Brittany estava na academia, assim como era o horário de maior movimentação de alunos, pais e funcionários...temia por suas vidas.
Puck mais que depressa deu meia volta no carro e saiu em disparada em direção a outra entrada da favela, e em menos de cinco minutos estava no alto do morro, mais especificamente a uns cem metros da entrada da academia, que estava toda isolada com fitas da polícia onde fazia a perícia do local aonde estavam os corpos. Logo o bonde avistou Alison, uma das professoras de educação física, que chorava sentada em um banco, sendo acalentada por Rebeca, amiga de Natalie.
- O que aconteceu aqui pelo amor de Deus? Perguntou Puck, que chegou seguido pelos outros.
- Cadê Brittany? Onde ela está Rebeca? Gritou Santana, sacudindo os ombros da garota, que também tinha lágrimas nosso olhos.
- Nós não sabemos ao certo como tudo aconteceu. Começamos a ouvir uma correria no beco que dá acesso ao portão central da academia, em seguida tiros vinham de todos os lados e ninguém sabia o que fazer. Corremos para tentar tirar as crianças menores que estavam na aula de balet na área externa, e foi quando vimos Emma ser atingida na cabeça. Foi tudo muito rápido, só vimos os dois meninos fuzilados no portão e em seguida Natalie gritou que Britt estava caída no segundo andar. Foi quando cessaram os tiros e conseguimos avisar ao Samu e a polícia, que chegaram alguns minutos depois.
Você está me dizendo que Brittany foi atingida? Para qual hospital ela foi levada, fala Rebecaaa!!!! Gritava Santana, sacudindo ainda mais Rebeca.
Ela foi atingida Santana, mas para de me sacudir, eu não estou conseguindo nem falar direito com você nessa histeria toda!! Gritou Rebeca com Santana, que se afastou um pouco, sendo puxada por Blaine.
- Ela aparentemente levou dois tiros pelo que pudemos ver, mas não dá para dizer ao certo, pois foi muita correria. Natalie surtou, pegou ela nos braços e tentou reanimá-la, mantendo um dos ferimentos suprimido para que ela não perdesse muito sangue até a chegada da ambulância. Ela foi junto e acho que ainda não chegaram no hospital, tem pouco tempo que saíram daqui. Disse Rebeca, meio irritada com o surto da latina, que agora chorava descompensadamente.
- Calma San, ela saiu daqui acordada e respirava, mas sangrava bastante. Pelo que pude ver ela foi atingida em um dos braços, mas sangrava também em alguma parte do abdômen, por isso não dá para dizer onde mais foi atingida. A situação mais crítica era a de Emma, que saiu daqui desacordada, parecendo já estar morta. Disse Alison, dando um abraço na morena e tentando acalmá-la. Logo se aproximaram outros funcionários da academia, todos ainda sem entender muito bem o pesadelo em que haviam embarcado. Os corpos dos dois meninos permaneciam ali, inertes em frente ao portão central, fuzilados sem chance de defesa.
Um policial se aproximou do grupo, pediu algumas informações específicas sobre a academia, mas principalmente sobre a moça que havia sido atingida na janela do segundo andar do espaço. Colheu dados de todos que estavam ali e informou que seriam chamados a depor posteriormente sobre o acontecido, informando que seriam intimados. Alison não falou nada, mas achou estranho que o policial, que chegara a pouco na cena do crime soubesse exatamente onde Brittany estava quando foi atingida pelos tiros...nem elas mesmas sabiam, como ele já tinha aquela informação? Enfim, esqueceu logo daquele detalhe estranho afinal queria ter notícias de Britt e de Emma, pessoas pelas quais nutria grande afeição e respeito...
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