Entre o amor e a guerra - Season II
2 Capítulo 2 - E como é seguir em frente?!
Notas iniciais
Capítulo curto, mas só para não perder a prática de cumprir a meta estabelecida (duas postagens por semana por enquanto!)
Aguardo ajuda...como querem que a história siga em frente?! Pensei algumas coisas, mas ainda estou na dúvida...
Boa leitura!!!
Os dias se passaram e com eles a vida começou a seguir para as meninas; não esqueciam um só minuto de Finn, mas decidiram que precisavam mudar a história dos meninos do São Jorge de alguma forma, isso com certeza faria com que Finn fosse lembrado como um guerreiro daquele lugar. Logo Rachel voltou às aulas e as atividades, assim como Quinn começou a fazer contatos em busca de emprego, a princípio voltou a trabalhar na loja de animais, mas nas horas vagas começou a fazer trabalhos voltados para a academia social do São Jorge, que estava em fase final de organização e início de funcionamento...adolescentes, jovens e famílias cadastrados, equipe técnica contratada, tudo organizadíssimo pelos apaixonados Rodrigo, Santana e Brittany, que incansavelmente articulavam todas as possibilidades para que fosse tudo perfeito e à altura da comunidade. A verdade era que embora todos estivessem envolvidos naquele projeto, Quinn e Santana ainda remoíam um desejo contínuo de vingar a morte do amigo, e para isso buscavam secretamente uma forma de ter acesso a Emily, que permanecia foragida.
Logo se juntaram ao grupo de trabalho uma capacitada equipe de técnicos, também apaixonados pelas causas sociais e pelo trabalho de garantia de direitos das populações em situação de risco pessoal e social. A nova equipe era formada por uma Assistente Social – Emma, uma psicóloga — Spencer, e vários professores, entre eles Puck como facilitador de atividades de dança e música, Natalie e Rebeca, amigas de Britt que foram contratadas como professoras de dança e Alison como facilitadora de esportes. Foi uma equipe selecionada por Brittany e Santana, que a princípio tiveram algumas divergências quanto ao perfil desses técnicos, mas acabaram abrindo mão de alguns posicionamentos para que cada uma pudesse dar sua contribuição; a verdade era que Santana não havia gostado nada da contratação de Natalie e da tal Rebeca, mas como ambas tinham excelentes currículos, acabou aceitando a contragosto. Natalie por sua vez começava, aos poucos, a se articular para colocar em prática seu plano de reconquistar o amor de Brittany, afinal tinha aceitado momentaneamente aquele casamento, porém nem de longe pensava em desistir de Britt, que ingenuamente acreditava que a garota era perdidamente apaixonada pela tal namorada francesa.
Os dias passaram e logo a academia começou a bombar...fila de espera para inscrição, famílias engajadas no trabalho para além das atividades físicas, trabalho para dar e vender para toda a equipe...Brittany chegava antes das oito e só saia quase atrasada para a aula noturna na Universidade, afinal precisava levar a frente aqueles dois sonhos. Enquanto isso Santana dividia-se entre o trabalho na empresa de RH, a organização e monitoramento das atividades administrativas da academia e ainda começava a estudar a possibilidade de inscrever-se em um cursinho para tentar o próximo vestibular, afinal tinha decidido se tornar uma advogada, espelhando-se na ética e na dedicação de Rodrigo e de Sam, que a cada dia parecia mais e mais envolvido no trabalho da empresa e na assessoria a academia, sendo parceiro diário em todas as atividades que Santana se envolvia, despertando sem perceber certo ciúme em Brittany, que via a esposa dia após dia mais próxima do bocudo. Certa noite, já quase 23 horas Brittany chegou cansada da universidade e deu de cara com Sam saindo de sua casa, o que a deixou além de irritada, bastante desconfiada da amizade da esposa com o loiro.
- Boa noite amor. Acabei de organizar algumas coisas do trabalho e estava te esperando para comer alguma coisa antes de dormir. Toma um banho que eu te espero para comer e depois namorarmos um pouquinho. Disse Santana, dando um beijo e acariciando o rosto de Brittany, que não parecia nada satisfeita ao chegar em casa.
- Foi impressão minha ou o Sam acabou de sair daqui de carro? Disse a loira, com um ar de desconfiança, que acabou irritando Santana.
- Foi o Sam sim Brittany. Ele veio trazer algumas informações sobre a organização jurídica da academia, algumas coisas que estavam pendentes e que eu precisava passar para você, pois precisamos de alguns documentos de legalização o quanto antes, senão teremos que interromper o funcionamento do espaço. Disse Santana, já meio enfezada com a pergunta da esposa.
- E ele não poderia ter levado direto para mim? Tinha que ter trago aqui em casa para você? Será que já não basta passar o dia todo contigo na empresa, ele precisa vir aqui a noite? Perguntou Britt, visivelmente irritada.
- É impressão minha ou você está desconfiando da minha amizade com o boca de caçapa Brittany Pierce? Se for, nem comece porque ele é um bom amigo, você melhor que ninguém sabe disso. Além do mais sabe que eu sou casada com você e nunca daria corda para qualquer outra pessoa, aliás você me ofende só de cogitar que eu possa estar fazendo qualquer coisa com um dos seus melhores amigos. Falou Santana, visivelmente chateada com as perguntas da esposa, que logo viu a merda que tinha feito.
- Desculpa amor. Eu juro que não desconfio de você, na verdade sou uma ciumenta boba que odeia saber que tem alguém passando mais tempo com minha esposa que eu, e ultimamente aquele boca de peixe boi passa o dia todo. Sei que ele te adora como amiga e companheira de trabalho, mas sou ciumenta, e isso me deixa doida. Falou Brittany, abraçando a esposa e beijando com carinho a boca de Santana, que correspondeu o beijo de forma calorosa.
- Nunca mais repita essas perguntas idiotas e sem sentido, pois se eu me irritar te deixo sem sexo por um longo e tenebroso período sua loira ciumenta e barraqueira. Falando em sexo, a senhorita aceita que eu te ajude a tomar um banho bem gostoso? Disse Santana, sorrindo e agarrando a loira pela cintura, guiando-a até o banheiro, dando beijos pelo pescoço, nuca e orelhas, deixando a loira toda arrepiada.
- Como não aceitar tão gentil oferta de alguém tão interessada no meu bem estar? Disse Britt sorrindo, puxando a esposa pela cintura e tirando sua blusa e o sutiã da morena de uma única vez. Logo a briga se transformou em pegação e putaria, afinal o casal resolvia quase todas as suas desavenças na cama, lugar onde a harmonia era perfeita. Embora tenha se entregue ao prazer que era estar com Santana, Brittany ainda pensava na proximidade de Sam com a latina, porém resolveu não comentar mais, afinal Santana tinha o gênio forte e certamente não entenderia a insegurança da loira. Certamente ficaria mais esperta com a aproximação daquele loiro destruidor de fandons, sabia da fama do safado pegador.
Do outro lado da cidade, mais especificamente na mansão Berry Fabray, Quinn e Rachel estavam deitadas, assistindo O Mágico de Oz, filme favorito da pequena, que já sabia todas as falas decoradas, e ficava repetindo-as antes que os personagens falassem. Quinn, deitada de conchinha com a esposa, se segurava para não rir todas as vezes que aquilo acontecia, afinal Rachel ficava brava se percebesse como a loira se divertia com suas insanidades fofas.
Enquanto observava a beleza e doçura de Rachel mil pensamentos passavam por sua cabeça...havia se passado quase dois meses desde que voltaram do exterior, muita coisa havia mudado em sua vida, mas algumas ainda martelavam, doíam e mais que isso, incomodavam e não a deixavam seguir em frente. Tinha conseguido um emprego razoável, iria começar um curso profissional de fotografia, que era sua verdadeira paixão, e aos poucos ia tentando se adequar a nova vida burguesa que era obrigada a viver na casa de Rachel; aquilo tudo era tolerável, embora volta e meia fugisse no meio do dia para subir o morro e soltar pipa com os moleques do movimento, ou tomar banho no piscinão de Ramos com a galera. Rachel nem desconfiava, mas em pouco mais de dois meses Quinn já começava a dar sinais de que aquela vida a deixava triste e opaca, sem brilho, e para tentar se manter firme mentia para a esposa, dizendo estar feliz e realizada.
Outro ponto que martelava sua cabeça eram as memórias de Finn. Dia após dia lembrava e relembrava cada instante que passara com o moleque chapa quente do São Jorge...as aventuras doidas de adolescência, as loucuras e riscos que passaram juntos na boca e na vida loka do tráfico, os momentos de diversão nos campeonatos e ensaios mais que divertidos de passinhos do funk. Sem perceber Quinn fazia daqueles momentos uma verdadeira paranóia, ficava imaginando como se vingaria de Emily e a raiva era alimentada todas as vezes que ia na favela e via cada menino, cada novo fogueteiro que entrava para o crime, cada novo membro da antiga “equipe” chefiada pelo amigo. Deitada ali com Rachel, Quinn lembrava especialmente de um rap que martelava em sua mente, e que era seu hino de lembrança, aquela que lembraria sempre o “menino boneco do posto”...
(...)
Mais uma vida jogada fora, um coração que já não bate mais, descanse em paz. Sonhos que vão embora, antes da hora, sonhos que ficam pra trás. Pra onde vai você? Pra onde vai? Pra onde vai o Sol quando a noite cai? E agora? A dor é do tamanho de um prédio, a casa sem ele vai ser um tédio...não tem remédio, não tem explicação, não tem volta, os amigos não aceitam, o irmão se revolta. A família não acredita no que aconteceu, ninguém consegue entender porque o garoto morreu. Tiraram da gente um jovem tão inocente, e a sua avó que era crente hoje tem raiva de Deus. O seu pai ficou mais velho, mais sério e mais triste e a mãe simplesmente não resiste...além do filho, perdeu o seu amor pela vida e a nora agora tem tendências suicidas; e a namoradinha com quem sonhava se casar todo mundo toda hora tem vontade de chorar quando se lembra dos planos que o garoto fazia, ele dizia: "Eu quero ser alguém um dia" Sonhava com o futuro desde menino, ninguém podia imaginar o seu destino...mais uma vítima de um mundo violento...se Deus é justo, então quem fez o julgamento? Pra onde vai você? Pra onde vai? Pra onde vai o Sol? Quando a noite cai?” (Gabriel O Pensador – Pra onde vai.)
Rachel não percebeu, mas algumas lágrimas desciam do rosto de Quinn quando ela lenvantou disfarçadamente e foi até o banheiro...tinha achado uma forma de atrair Emily para a vingança...era arriscada, mas sabia que precisava se livrar daquele monstro para vingar Finn e manter Santana à salvo...
Notas finais
http://www.youtube.com/watch?v=LKsW9-vLfxo
Não sou fã, mas acho essa música muito linda...e meio que a cara do Finn.
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