Entre o amor e a guerra - Season II

12 Capítulo 12 - Histórias que se desfazem...


Notas iniciais
Boa tarde amores (Pão cadê você?! Fico violenta quando abandonada!!!kkkkkkk)...

Capítulo novo para o deleite de meus leitores do coração...podem me matar, mas a fase não está boa para nossas meninas, nem na fiction e nem em Glee!!! Aceito surtos, o bicho vai pegar!! :(

Beijos e ótima leitura!!

O dia era frio, com um pouco de sol, mas ainda assim um vento gelado volta e meia fazia o corpo de Alejandra tremer...não sabia ao certo se era frio, ou apenas nervosismo por estar com Rachel em seu carro, depois de toda aquela horrível situação.

- Vou perguntar, mas se não quiser falar tudo bem...você quer conversar sobre o que aconteceu Rachel? Quer que eu te leve para algum lugar específico? Disse Alejandra, com receio de tomar uma patada como resposta, pois já havia dirigido por cerca de vinte minutos pela cidade e a morena ainda não havia dito uma só palavra.

- Gostaria de permanecer calada, se você não se importar. Não quero voltar para casa, muito menos sei para onde quero ir...me leve para qualquer lugar, só quero ficar um pouco longe, pensar em tudo o que vem acontecendo. A menina ruiva, com leves sardas no rosto e no colo do seio, pensou por alguns segundos e em seguida teve uma idéia que talvez ajudasse Rachel a sentir-se melhor; abasteceu o veículo e dirigiu por mais uns quarenta minutos, saindo um pouco da parte urbana e movimentada da cidade, chegando em um local que a morena não conhecia.

- Vem, sei que não quer conversar, por isso acho que aqui é um lugar ideal para você passar o resto do dia. Nunca venho aqui, mas meus pais deixaram a chave comigo caso eu precisasse em alguma urgência. É um pouco afastado da parte urbana da cidade, por isso mais calmo. Na repare a bagunça da casa, temos uma faxineira que vem aqui quinzenalmente, mas quase nunca temos tempo de vir e aproveitar esse refúgio tão perto e ao mesmo tempo tão diferente da correria da cidade. Minha mãe que adorava fugir para cá as sextas-feiras e ficar só observando aquele pequeno laguinho que corta o nosso quintal.

Rachel ainda não sabia muito bem porque estava ali, mas sentia-se segura perto de Alejandra, por isso resolveu entrar e explorar o local. Era uma casa ampla e arejada, decorada de forma simples, mas muito aconchegante. Tratave-se mesmo de um lugar de refúgio, perto o suficiente para não demandar uma viagem, mas também tranqüilo a ponto de parecer estar bem longe de tudo e de todos.

- É realmente muito gostoso aqui, entendo porque sua mãe gostava tanto de fugir para cá. Disse Rachel, sorrindo para Alejandra, que a guiava até o quintal, onde estava o pequeno lago que falara antes.

- Nunca vi por esse ângulo, mas preciso começar a ver a vida por outros ângulos. Nunca pensei que esse lugar pudesse me trazer para perto da minha mãe, mas é a sensação que tenho agora...o cheiro dela está em todos os lugares. Falou Alejandra, sentando-se ao lado de Rachel, que estava um pouco encolhida; como era uma área mais montanhosa, a morena começou a sentir um leve frio, mas logo viu Alejandra saindo de seu lado, indo dentro da casa e logo voltando, trazendo-lhe uma blusa e cobrindo suas costas.

- Desculpe-me por não querer falar sobre o que você presenciou hoje, nem eu mesma sei ainda o que foi aquele acesso de insanidade da Quinn; só tenho a agradecer por ter me defendido daquela forma, achei que ela iria partir para cima de você.

- Também achei e confesso que gelei, mas se recuasse ela poderia te fazer mais mal do que já fez. Eu não suportaria vê-la fazendo algo a mais, partiria para cima dela mesmo sabendo que iria apanhar e ficar toda moída, afinal Quinn é grande e tem cara de lutadora de MMA. Disse Alejandra, rindo da própria conclusão.

- Ela realmente iria te moer na porrada, sabe fazer isso muito bem. Pena que esse é um potencial que não tem como ser usado para nada positivo, afinal ela nem regras consegue seguir para poder ser uma lutadora, como você disse. Ainda não acredito que ela teve coragem de levantar a mão para mim. Disse Rachel, baixando a cabeça e encolhendo o corpo, como uma criança sem proteção.

Alejandra aproximou-se um pouco mais da morena e acariciou seus cabelos, em seguida passando o braço sobre seus ombros e a aconchegando, oferecendo a proteção que a menina parecia necessitar naquele momento; sentir o cheiro dos cabelos de Rachel era a sensação mais deliciosa que poderia imaginar, melhor que qualquer outra coisa que havia experimentado em toda a sua vida. Nunca havia ficado com outra menina antes, mas sabia que Berry lhe despertava muito mais que uma amizade despertaria...queria ela como mais que uma amiga. Rachel, por sua vez, não afastou Alejandra, queria mesmo a proteção que a amiga oferecia naquele momento...

No hospital, depois de toda a bagunça realizada pelo bonde, de namorar bastante e se divertir com as loucuras dos amigos, Brittany recebia a higienização diária, feita por uma enfermeira; estava feliz e confiante que superaria aquela fase complicada da recuperação, assim como sentia que a crise que passava no casamento havia sido superada por conta dos últimos acontecimentos...ela e Santana estavam bem de novo. Como a latina não sabia que poderia ficar com ela como acompanhante já naquele dia, precisou ir em casa organizar algumas coisas, para retornar mais tarde e ficar com a esposa. Brittany relaxava sob os cuidados da enfermeira, que começava a fazer sua higienização, quando se surpreendeu com uma visita inusitada...era Natalie, com um pequeno sorriso nos lábios.

- Parece que a senhorita já está de safadeza não é dona Brittany Pierce?! Disse a menina, dando um sorriso mais largo com a situação inusitada em que Britt estava, nua na cama, sendo higienizada com lenços umedecidos próprios para pacientes acamados.

- Como assim depois de tantos anos a senhorita está me vendo peladinhaaaa! ?!?! Estou me sentindo quase abusada pelo seu olhar maldoso senhorita Natalie. Disse a loira, rindo da situação em que se encontrava.

- Desculpa vir assim, fora do horário de visita, mas estive afastada da academia e só hoje fiquei sabendo notícias suas, não podia deixar de vir. Falou Natalie, simulando desconhecimento e tristeza, embora estivesse super informada por Rebeca, que colhia tudo que podia na academia e repassava para a amiga.

- Não sabia que estava afastada. Na verdade as meninas têm evitado falar sobre qualquer coisa da academia e sobre o que aconteceu lá naquele dia; ficam com medo de eu surtar com o que rolou. Vejo nos ferimentos recentes do seu rosto que a coisa foi muito pior do que imaginava. Que bom que veio, mesmo fora do horário de visitas, se tivesse chegado mais cedo teria encontrado a galera toda aqui, fizeram uma zona no hospital todo.

- Imagino, eles são mesmo super animados. Esses ferimentos em meu rosto não são do dia do tiroteio, mas prefiro não falar sobre isso agora, não seria bom nem para mim e nem para você minha vida. Vim vê-la e saber como está, não quero falar de coisas ruins minha peladinha favorita. Disse Natalie, olhando Brittany de cima em baixo e desejando poder ter aquele corpo lindo de volta em seus braços.

Antes que fosse pega em seus devaneios mais secretos, uma outra enfermeira entrou afobada no quarto.

- Precisamos de ajuda urgente no pronto atendimento, acabou de chegar três ambulâncias com feridos graves de um acidente e estamos com pouco pessoal de apoio. Tem como dar uma ajuda por lá? Disse a moça afobada saindo em seguida a resposta positiva da enfermeira que cuidava de Britt.

- Vá, é uma emergência. Pode deixar que eu termino os cuidados dela, conheço como ninguém esse corpinho cheio de sardas. Disse Natalie, cheia de maldades na mente e uma vontade infindável de tocar Brittany. A enfermeira deu a menina os apetrechos necessários e em seguida saiu em disparada. Natalie, por sua vez, começou a passar os lenços umedecidos suavemente pelas coxas de Britt, acariciando demoradamente cada parte do corpo da ex namorada, o que causou certo desconforto em Britt, que já pensava em pedir que a menina parasse, pois estava sentindo cócegas.

Em meio ao tumulto que fora causado no hospital, Santana entrava ainda assustada com as pessoas feridas sendo retiradas das ambulâncias, era triste ver adultos e até crianças, muito feridos e abalados. Como a responsável pela recepção sabia que ela iria voltar para acompanhar Britt, nem sequer pediu sua identificação, mandando-a entrar e seguir direto até o quarto onde a loira estava. A visão inicial era digna de um terremoto na cabeça da latina...Brittany recostada nua na cama, Natalie acariciando levemente sua pele bem próximo do seu sexo...Britt sorrindo gostosamente de olhos fechados, aparentemente sentindo todo o prazer sexual possível pelo toque da ex namorada e inimiga número zero de Santana (porque zero vem antes de um, e era essa a idéia da morena!!)...

No outro lado da cidade, sentada próximo ao pequeno lago, Alejandra sentia o corpo quente de Rachel recostado ao seu, o perfume inebriante de seus cabelos e a sensação de que nunca vivera um momento tão mágico...sem que Rachel percebesse imediatamente, afastou um pouco seu rosto e inesperadamente roubou-lhe um beijo, que de tanta surpresa deixou a morena simplesmente sem reação...aquelas histórias que o bonde construíra estavam se desfazendo?!