Entre o amor e a guerra - Season II
1 Capítulo 1 - Um novo começo
Notas iniciais
Recomendo aos novos pôneis uma breve leitura da primeira temporada...tudo terminou bem tenso!!!kkkkkkk
A viagem de volta parecia cansativa e um tanto desgastante, Santana dormia no ombro de Brittany, enquanto Quinn parecia um gnominho enroscado no pescoço de Rachel. Os dois meses haviam sido perfeitos, Rachel fez contatos fantásticos com grandes grupos de corais e com escolas de música renomadas da Inglaterra e da França, assim como as meninas exploraram tudo de mais fantástico que os dois países poderiam oferecer, como artes, música, teatros, baladas das mais variadas e divertidas, assim como algumas coisas direcionadas para suas futuras carreiras; Brittany tratou de pesquisar sobre projetos de dança, Santana sobre o seu mais novo sonho, que era a advocacia, assim como Quinn tentou sofisticar as técnicas de fotografia que aprendera no curso básico que fizera na prisão...sabia que era um sonho, mas queria aliar fotografia e o amor que tinha por animais, aquele era um caminho que poderia afastá-la de vez da criminalidade, assim como dar-lhe uma futura profissão; Rachel e Britt se deslumbravam cada vez mais com o esforço das esposas, que não sabiam nada de inglês, mas fizeram de tudo para apreender o que podiam sobre o país e suas possibilidades, queriam sugar até a última gota de informação daquele mundo tão diferente de tudo que já haviam visto em suas vidas. Embora deslumbradas, ambas não esqueciam suas raízes, assim Santana fez questão de fazer a dança do quadrado em plena Torre Eifel...coisas de funkeira!!
Os dois meses voaram, e era hora de voltar e enfrentar todos os desafios que deixaram na terra tupiniquim que tanto amavam...Quinn ainda tinha que enfrentar talvez um novo julgamento, Brittany e Santana o desafio de começar a tocar em frente a Academia de Dança Social no São Jorge, Rachel precisava formar-se e decidir o rumo de sua carreira profissional como cantora, ou seguir a administrar a herança deixada por seus pais. Cada uma, da sua forma, precisava tomar decisões importantes, só que agora casadas, enfrentando uma nova e desafiadora vida a dois. Dez dias antes da data programada para o retorno Marcos fez contato com Rachel e contou tudo o que havia acontecido no dia da viagem, assim como as investigações que se sucederam após a morte de Finn; como considerava a morena a mais centrada e menos envolvida emocionalmente com o garoto, decidiu alertá-la para preparar, especialmente Quinn e Santana, pois o sofrimento das duas seria imensurável.
Rachel de início surtou...chorou bastante e quase não conseguiu esconder do grupo o que havia acontecido com o bonecão do posto, porém, logo percebeu que precisaria ser muito forte para segurar a onda da esposa, que amava mais que tudo aquele amigo-irmão. Decidiu então que não conseguiria segurar aquela barra sozinha nos próximos dez dias, assim contou para Brittany sobre a morte de Finn, que simplesmente não conseguiu acreditar que naqueles dois meses tanta coisa havia mudado; Finn havia sido morto e as câmeras de segurança do estacionamento haviam filmado sua executora...as imagens eram objetivas e claras, tratava-se de Emilly. De início a loira decidiu contar tudo para Santana e pedir à esposa que permanecessem mais um tempo fora do Brasil, era claro que Emilly tinha ido atrás de Santana naquele dia, Finn morrera para salvá-la. Porém Brittany conhecia Santana melhor que ninguém, sabia que a latina jamais deixaria de voltar ao Brasil por causa de Emilly, ainda mais sabendo que Quinn surtaria e iria atrás da menina, mesmo que custasse sua liberdade. Estava decidido entre as duas que contariam as esposas assim que colocassem os pés no Brasil, e era a partir daí que definiriam seus próximos passos.
Santana parecia ter hibernado, dormira a viagem praticamente toda depois que tinha tomado nada menos que dois dramins, a única coisa que mudava era a posição...ora deitada no colo de Britt, ora toda torta com a cabeça recostada na poltrona da frente e as vezes com o pescoço pendurado, quase caindo no colo do vizinho de poltrona, que irritava muito Brittany com as olhadas que dava para sua morena; já Quinn alternava momentos de sono tranqüilo com alguns pesadelos, cansada a loira sonhava e se mexia a cada turbulência, sendo acalmada pela esposa, que pensava em como contaria a ela sobre a morte do amigo. Brittany e Rachel por vezes se olhavam, como se pedissem através do pensamento que suas amadas dessem conta de todo o sofrimento que logo viria.
O desembarque foi silencioso, mas quando as meninas avistaram Marcos, Rodrigo e o bonde deixaram as malas de lado e correram em direção a eles para matar as saudades. Da área de desembarque Rachel avisou por torpedo que elas ainda não sabiam da morte de Finn, o que deixou o grupo todo tenso e meio sem jeito; parecia sexto sentido, mas a primeira coisa que tanto Santana quanto Quinn perceberam foi a ausência do amigo, e logo perguntaram:
- PQP, cadê aquele mala do Finn?! Uma coisa é ficar dois meses sem falar conosco porque está à frente das coisas erradas do morro, outra coisa é nem vir nos buscar no aeroporto!! Aquele bonecão do posto me paga, vou pegar os presentes que comprei para ele e distribuir entre as crianças daquela família estranha dele. Disse Santana, sem sequer desconfiar que algo sério havia acontecido.
Logo Marcos e Puck trataram de desconversar, pegaram as malas das meninas e colocaram nos carros; Rumaram para a casa de Rachel, onde queriam conversar com as quatro. Santana não entendeu nada, afinal queria ir para casa, trocar aquela roupa e tomar um belo banho com a esposa, assim como Quinn, que já desconfiava que algo estava muito errado. No caminho insistiu para que Rachel falasse o porquê daquela comitiva indo para a casa delas justo em seu primeiro dia juntas como casadas, mas Rachel enchia os olhos de lágrimas e simplesmente se calava. Chegando à mansão Marcos tomou a dianteira da situação e reuniu todos na sala, pedindo que as quatro sentassem juntas; Rodrigo tentou ajudar sentado-se ao lado de Quinn, no braço do sofá onde a garota estava, mas parecia inevitável falar sobre aquilo e não causar comoção. Mercedes não se agüentava e começou a chorar antes mesmo da fala de Marcos, sendo levada para a parte externa da casa por Puck, que também já chorava.
- Bom, eu pensei em inúmeras formas de falar sobre isso com vocês e achei que a melhor forma era reunindo todas aqui antes mesmo que fossem para casa. Não tem como amenizar uma situação difícil com palavras, mas quero que sejam sensatas ao ouvirem tudo o que tenho a dizer...
- Fala logo Marcos, estou angustiada com essa choradeira e esse suspense todo, parece que algo terrível aconteceu e ninguém nos diz o que é. Falou Quinn, interrompendo a fala de Marcos de forma ríspida e direta.
- Ok Quinn, sei que parece que enganamos vocês durante o tempo que ficaram fora do Brasil, mas sinto muito te contar dessa forma, mas o Finn faleceu no dia em que vocês viajaram para a Inglaterra. Marcos fora direto como Quinn desejava, mas já se arrependia vendo o rosto assustado e choroso de Santana.
- Para tudo!! Como assim Finn Hudson morreu no dia que viajamos? Pára de brincadeira de mal gosto porra!! O Finn não morreu, não mesmo!! Dizia Santana entre lágrimas, olhando nos olhos de Marcos, meio que implorando para que aquilo fosse uma piada de mau gosto. Brittany imediatamente a abraçou forte, não conseguindo conter as lágrimas que também brotavam no seu rosto. Queria não ver sua morena sofrendo tanto assim, mas só podia ficar ao seu lado e secar suas lágrimas.
- Como ele morreu? Diga Marcos, como Finn morreu? Perguntou Quinn sacudindo Marcos, de forma dura, mas cheia de lágrimas no rosto. Rachel não sabia se a abraçava ou se permanecia distante, afinal a loira parecia ter ódio nos olhos, embora vermelhos como brasa. Optou por ficar distante, tinha medo da reação dela.
- Ele foi assassinado com dois tiros no estacionamento do aeroporto no momento em que vocês embarcavam para a Inglaterra. Só o encontramos agonizando depois que estávamos saindo. Ele foi encontrado com vida, mas não resistiu aos ferimentos. Marcos contou todos os detalhes da morte de Finn, desde o momento que o encontraram agonizando no estacionamento, até sobre as filmagens do aeroporto, que revelaram toda a discussão seguida da morte do menino.
Quinn ficou imóvel durante todo o relato, enquanto Santana chorava como uma criança, abraçada a Brittany. Passava um filme na cabeça das duas meninas, mas uma conseguia externar seus sentimentos, enquanto a outra remoia por dentro sua dor. Rachel silenciosamente abraçou a esposa, sussurrando em seu ouvindo:
- Amor deixa essa dor que está ai dentro sair, caso contrário você vai explodir. Quinn abraçou com força a esposa, e chorou um choro tão sofrido, que fez com que todos também chorassem. Ficou ali por alguns minutos, depois foi até Santana e colocou a cabeça no ombro da amiga, deixando as lágrimas escorrer soltas agora, sem medo de parecer frágil.
- Eu sabia que ele nunca deixaria a gente viajar sem pelo menos nos dar um tchau, sem dar uns cascudos em você latina. Sabia que alguma coisa estava errada, devia ter voltado, desistido na hora em que ele não apareceu. Talvez tivesse dado tempo de salvá-lo daquela doente. Disse Quinn, agora abraçada a Santana.
- Ele morreu por minha culpa lorah, por minha exclusiva culpa. Se não fosse aquela louca entrar nas nossas vidas ele estaria vivo aqui conosco. Se não fosse por ela, ele não precisaria ter tentado me defender, não teria tentado impedi-la de chegar até o saguão do aeroporto e não teria sido morto. Eu nunca vou me perdoar por isso Quinn, nunca. Falava Santana em prantos, abraçada a Quinn. Rachel e Brittany, assim como todos da sala entendiam o sofrimento das meninas e permaneciam calados, era uma dor que elas, mais que todos eles, sabiam exatamente a extensão, afinal foram criadas com o “menino gigante”, que na infância tinha medo de tudo e de todos, e que só o tempo e as amigas fizeram tomar coragem para enfrentar e revidar agressões, zombarias. Quinn soluçava, mas as únicas palavras que conseguiu pronunciar baixinho no ouvido de Santana eram assustadoras:
- Aconteça o que acontecer, passe o tempo que passar, eu juro que vou matar ela San. Não me importa se ficar presa, se morrer depois, ela vai pagar com a vida pelo que fez ao nosso menino!!”
- Pode contar comigo para o que der e vier Quinn...eu quero ela morta e também não descanso enquanto não vingar nosso menino!!
Em silêncio, ambas permaneceram ali abraçadas, remoendo ressentimento, ódio e rancor, sentimentos que por mais legítimos que parecessem, poderiam acabar com as vidas que ainda planejavam construir, com o futuro que sonhavam e vislumbravam ao lado das pessoas que mais amavam...seria a vingança um caminho?! Sem perceber, atraíam também vibrações negativas para um espírito que, desejoso de vingança, desejoso do que ele entendia por justiça...Finn as observava ainda, mesmo que distante....
Notas finais
PS2: Quase recuperada!! obrigado pelas orações, pelo carinho e pelas mensagens. Ainda estou em tratamento, ainda no hospital, mas a vida está quase devolvida integralmente a mim!!
Fale com o autor