Entre o Inferno e o Céu

8 Todo o tempo em que nos tocamos


SHEBA POV

Eu ainda não tinha certeza o que sentia por Gabe realmente, mas precisava de ajuda caso eu estivesse sentindo algo, e bom, eu precisava de ajuda para não sentir também.

E isso me irritava, eu odiava precisar da ajuda dos outros, eu era independente. Por isso eu odiei tanto Gabe no inicio. E até hoje eu sinto um ódio,um pequeno ódio por ele,por sempre estar ali quando eu precisava, aqueles dois meses que eu passei longe dele foram os melhores. Mas depois que eu encontrei seu olhar novamente na cantina, foi como se toda aquela noite na colina tivesse voltado. Tirando minha felicidade. No entanto não consegui ficar muito tempo assim, a sensação da sua mão na minha foi tão, diferente, estranha, sempre que eu tocava os outros humanos eles não tinham essa temperatura. Na verdade era sempre eu que lhes assustava por ser muito quente. Mas Gabe era frio, e me causava arrepios. E quando ele me tocava eu me sentia quente de novo. Eu sabia que ele tinha vínculos com o céu, mas não sabia se isso mudaria algo nele.

A única coisa que eu sabia era que eu precisava de ajuda. Ele precisava me mandar para o inferno.

Cortei minha mão esquerda ao segurar firmemente o copo o fazendo se despedaçar na minha mão, tanta a minha raiva e nojo por precisar de ajuda.

Comecei a notar coisas diferentes em mim, eu não sabia como era ser uma humana normal, eu nunca havia vivido assim, eu passei mais de 1000 anos na terra, mas nunca dessa maneira. Minha temperatura era mais elevada que os demais. Eu tinha um poder de persuasão maior, ainda havia crueldade em mim, mas longe dele. Ao chegar ao banheiro coloquei minha mão embaixo da torneira deixando a água escorrer pelo corte, me ardendo muito, era um simples corte, mas ardia demais. Eu sabia que demônios quase nunca se machucavam,mas quando isso ocorria,havia uma boa e rápida cicatrização, logo assim não aparecendo nada. Peguei a toalha e coloquei encima do corte, secando cuidadosamente, ao retirar notei que só havia uma cicatriz. Ou seja, agora eu era propicia a cicatriz e deformações no meu corpo.

Já dentro do carro rumo a meu ap,percebi que também podia ter passatempos normais,como dor de cabeça,de barriga,pois eu estava ficando com uma tremenda dor de cabeça.

Eu precisava beber.

Coloquei um copo cheio de vodca pura e virei em dois goles. Eu sabia já que bebida não me afetava. Mas depois desses dois goles, fiquei um pouquinho tonta, e minha garganta ardeu. Era só o que me faltava, eu ficar afetada por bebida alcoólica.

O pessoal já estava chegando aqui em casa, eu já estava um pouquinho alegre,pois já estava cantando Bryan e até a irmã de Gabe, que por falar nisso,eu a adorei,ela era enérgica demais, linda,engraçada,e era total oposto de Gabe,loira,pequena e quente. Sua temperatura não era igual a minha, mas ela não era fria como Gabe. E bom eu tinha certeza que íamos nos dar muito bem porque ela era safada. Notei também que pontos como, mentir ou como ela disse ‘eu não minto, eu omito fatos’ era freqüente. Angie me contou que havia entrado em uma loja anos atrás e roubado uma lingerie, que tinha transado com o namorado da sua melhor amiga, que agora não era melhor amiga, havia virado melhor inimiga. Ela adorava provocar, tinha entrado na sala dos professores e modificado algumas de suas notas. Coisas assim pequenas, mas que me mostrou alguém em busca de aventura e que gostava de aprontar.

Eu havia achado uma aliada, mas não pretendia levar ela para o inferno. Eu só iria me divertir com ela.

Gabe estava muito pegável e pecável hoje. Extremamente gostoso, e estava seriamente habitando meus pensamentos maliciosos hoje. Eu precisava me distrair hoje,se não iria acabar fazendo uma merda.

A boate estava fervendo. Cheia de gente linda e querendo safadezas. O andar de cima era a área VIP, e embaixo ficava o fervo. Onde eu e Angie decidimos ficar,mas primeiro subimos com o resto do pessoal beber um pouco. Nós teríamos a noite toda para farrear.

- Meeeeu povo, essa boate ta melhor do nunca! – a empolgação de Bryan era extremamente grande, olhava para todos os lados como se tudo fosse novo.

- Bry você parece uma criança numa loja de brinquedos. – eu disse rindo e olhando para sua cara de fascinado.

- Só que de criança eu não tenho nada. – me pegou pela cintura me dando um beijo no pescoço, fazendo o resto rir. Menos Gabe que assistia tudo calado.

- Do you wanna be my little toy? – falei em seu ouvido, fazendo-o rir alto.

- Mon amour, eu adoraria ser seu brinquedinho!

- Quem sabe outro dia não acha? Hoje nos estamos aqui para pegar gente! – eu estava ficando entusiasmada.

- Porque o negócio é pegar gente! – Angie completou meu pensamento.

- Então? O que estamos esperando? – Libby levantou, pegando na minha mão e a de Angie,nos fazendo descer as escadas.

Música

Os garotos ficaram no VIP bebendo ainda, enquanto eu,Libby e Angie dançávamos totalmente embaladas pela música e claro pela tequila.

Estávamos no meio da multidão, dançando adoidadas, bebendo muita tequila, dando alta risada dos foras que dávamos, nos caras e até em algumas garotas.

A festa estava quente, era pegação para todo lado,homens com mulheres,mulheres com mulheres e homens com homens. Pura luxuria rolando solta.

A música estava muito alta, e o calor lá dentro era enorme. Eu me sentia em casa. Um arrepio passou pelo meu corpo ao imaginar eu de volta ao inferno. Eu queria aquilo demais.

Olhei para cima com um pouco de dificuldade por causa das luzes e da bebiba,tentando achar os garotos. Mas eles já não estavam mais lá. Deviam ter descido.

Angie tinha se enroscado com um carinha gostosinho no canto da boate. Essa era uma que não iria sozinha para casa hoje, e eu pretendia fazer o mesmo.

Achei Libby e Logan conversando, ela já estava muito alterada, e provavelmente Logan ficou com ciúmes de a ver dançando com um cara. Apesar de eles não terem nada. Pelo que consegui escutar da conversa ele estava pedindo pra ela parar de beber e fazer fiasco. Ela só ria e abraçava-o.

Olhei para um lado e encontrei Bryan trovando uma garota ruiva, pelo jeito ele teria muito sucesso, pois a ruiva não parava de rir e ficar se insinuando para cima dele.

Até agora não havia encontrado Gabe, devia estar enfiando a língua na garganta de alguma vadia. Esse pensamento me causou uma dor imensa no peito, como se tivessem me perfurado.

Mas eu não podia pensar assim mais. Ele não me pertencia e nem eu pertencia a ele, e afinal, eu estava aqui para me divertir.

Continuei a dançar sozinha, até que um cara loiro de olhos pretos e muito musculoso chegou em mim colocando as mãos na minha cintura e colando nossos corpos. Eu não me importava de não saber seu nome, ele era HOT, isso era o que importava.

- Como uma gostosa como você esta dançando sozinha ein?

- Eu não sei, acho que não achei ninguém que me agradasse ainda! – lhe lancei um olhar triste – Acho que todos os caras daqui são do outro time, se é que me entende!

- Não se preocupe, eu não sou do outro time.

O loira chegou bem pertinho do meu ouvido, me dando uma chupada no pescoço e voltando a falar mansinho.

- Aliás,eu quero você no meu time.

- Você e todo mundo quer.

Não deu tempo de dizer água, que ele enroscou as mãos nos meus cabelos e me deu um beijo tipo desentupidor de pia. Realmente ele era HOT. O beijo estava ótimo, gostoso e quente,suas mãos estavam percorrendo as laterais do meu corpo e eu como não sou nenhuma santa e nunca serei, grudei minhas mãos em seu pescoço juntando mais ainda seu corpo ao meu,sentindo um leve aumento em sua calça que roçava no meu ventre.

Meu pescoço já estava todo dolorido de tantos chupões que ele havia me dado. Minhas mãos percorriam suas costas e seu peitoral por dentro da camisa,enquanto ele discretamente colocou uma mão por baixo do meu vestido e ficou brincando com o elástico da minha calcinha.

- Desculpe a pergunta, mas você tem certeza de que você é desse mundo? Você não é algum tipo de anjo? – seu olhar era de puro desejo pra cima de mim.

- Não se preocupe, eu posso ser o que você quiser hoje.

O Loirão voltou a abocanhar minha clavícula e meu pescoço. Por cima de seu ombro eu encontrei os olhos mais azuis do mundo. Gabe. Estava dançando com uma garota feia e baixinha a meu ver e me olhando sério. Eu não conseguia mais pensar em nada,só nele ali agarrado aquela purpurinada falsificada. O Loirao já não estava com tudo aquilo agora. Sua boca encontrou a minha novamente e a imagem de Gabe não saia da minha mente. Eu tava imaginando ele ali comigo no lugar do bombado.

Senti meu braço ser puxado fortemente. Salva por quem quer seja.

Era Angie.

- Amiga desculpa estragar seus amassos, mas eu preciso dançar, e você vai dançar comigo.

- Tudo bem Angie,eu já tinha enjoado desse ai mesmo. Tchau. – falei pro loiro saindo às pressas e me juntando a Angie na dança.

Música

Angie dançava colada em mim. As minhas e as suas mãos percorriam o corpo de ambas. Estávamos dançando da forma mais sensual possível. Uma rodinha de garotos se formou ao nosso redor, alguns chegavam para dançar junto, mas sempre acabávamos os espantando, nós queríamos atenção e estávamos conseguindo até demais.

Íamos até o chão com tudo, rebolávamos, e passávamos as mãos pelo corpo e cabelos jogando-os ao alto.

Era a nossa noite.

- Angie,seu nome não combina nenhum pouco com você.

- Eu sei querida, mas meu codinome é Bitch.

- Muito mais apropriado.

- Quem pode,pode,quem não pode se sacode!

Os homens estavam babando encima de nós, e algumas mulheres olhavam como se fossemos as mais cadelas da face da terra. Talvez a gente fosse.

Senti outro puxão no meu braço. Com certeza amanhã eu estaria com ele roxo.

Olhei para o idiota que havia feito aquilo e me deparei com Gabe nos olhando com uma cara um tanto irritada. Percebi que ele segurava o braço de Angelique também.

- O que vocês pensam que estão fazendo? Parecem duas putas se agarrando! – ele estava ficando muito nervoso.

- Who cares? – disse Angie arrancando seu braço do aperto forte de Gabe.

- Estamos dançando Gabe,que nem todo mundo aqui dentro esta fazendo. – eu falei também arrancando meu braço de sua mão.

Os caras que estavam ao nosso redor, começaram a vaiar, alguns gritavam para ele deixar a gente se divertir.

- Viram, eles estão pedindo pelo nosso showzinho – falou Angie sorrindo que nem criança travessa.

- Isso não importa vocês vão parar com isso agora! – realmente ele estava ficando muito nervoso.

- It doesn’t matter o caralho! – eu já estava ficando irritada. – Você não manda na gente.

- Vocês estavam praticamente se esfregando aqui. Daqui um pouco estão quase se beijando.

- Sabe você me deu uma ótima idéia! – falou Angie com os olhos brilhando. – Sheeb você esta pensando o mesmo que eu?

- Eu acho que sim Angie. Com absoluta certeza essa foi uma ótima idéia. Obrigada Gabe.

- OOOOOH OOOOUH espera ai, vocês não vão fazer o que eu estou pensando né? – seu olhar era de total espanto.

- OOH Darling a gente vai sim. – Angie falou dando dois tapinhas no rosto dele.

- Vocês piraram? Isso é loucura, vocês estão brincando comigo né? Não irão fazer isso ok? – era urgente a sua vontade de fazer a gente parar com essa idéia.

- Pense por esse lado Gabe, será uma experiência nova na sua vida, ver duas garotas se beijando. – eu disse passando minha mão pelo seu peitoral, o fazendo arrepiar.

- Vocês não terão coragem de fazer isso!

- Quer apostar? – lhe lancei um olhar provocante e voltando para o meio da rodinha com Angie.

A música continuava alta e nos empolgando mais ainda. Um garçom passou com uma bandeja cheia de bebida no qual pegamos uma cada uma e viramos de primeira. Gabe olhava para nós com raiva e desespero.

Angie começou a passar as mãos nas minhas costas e eu enlacei meus braços no seu pescoço, estávamos dançando sensualmente, e de vez em quando lançando olhares de deboche para Gabe. Angie virou seu rosto para o meu e falou para que só eu escutasse.

- Vamos dar um showzinho particular aqui. – me fazendo rir.

Sua boca se juntou a minha, como eu já havia percebido sua temperatura era mais elevada que a de Gabe, mas eu não havia beijado ele. Ainda.

Estávamos iniciando o beijo ainda quando fui puxada bruscamente e fui de encontrão ao tórax de Gabe.

- Porra eu tenho cara de saco de ráfia?

- Eu não vou deixar isso acontecer!

Não tive tempo de responder nem de formular uma resposta, pois seus lábios grudaram fortemente nos meus, me passando uma descarga elétrica que eu nunca havia sentido antes. Suas mãos seguravam minha cabeça fortemente como se ele tivesse medo de que eu fugisse. No inicio eu tentei me soltar,dando socos no seu peito, mas acabei me rendendo ao beijo mais gostoso que já havia provado. Começou forte, quente e sedutor, mas aos poucos foi ficando calmo e cuidadoso.

Gabe se separou de mim me olhando nos olhos. Nós dois estávamos ofegantes. Minha cabeça estava rodando com tudo aquilo, e seu peito subia e descia quando ele respirava fortemente.

- Me desculpe Sheeb eu não devia ter feito isso! – seu olhar era de arrependimento, mas o desejo que circulava por ele era muito maior.

- Cala a boca!

Inconsciente de meus atos, joguei-me para cima dele juntando nossas bocas novamente. Fomos andando até eu sentir que Gabe havia batido na parede.

Música

Gabe segurava minha cintura fortemente,enquanto eu beijava,mordiscava e chupava seu pescoço. Seu corpo era frio. E isso me arrepiava demais.

Gabe trocou de posição me grudando na parede. Fui tentando beijar sua boca novamente, mas toda vez ele fugia. Finalmente segurei seu rosto e lhe beijei, nossas línguas entraram numa sintonia nunca vista antes. Eu sentia algo queimar dentro do meu peito, estava quase me machucando. Mas ali, naquele momento, eu podia congelar queimar que nem me importaria.

Sua língua brincava com a minha constantemente, uma mão sua segurava minha nuca, enquanto a outra apertou descaradamente minha bunda elevando um pouco minha perna. Minhas mãos entraram na sua camisa e arranhando-lhe as costas,desci elas e me apossei de sua bunda o pressionando contra mim,o fazendo gemer em minha boca.

Gabe sempre foi na dele, quietinho. Mas nunca imaginei que ele fosse tão gostoso e fogoso assim. Eu estava delirando já. Ofegava demais, estava quase suando de tanto me esfregar nele.

Eu não me importava se tava de vestido e se os outros estivessem olhando. Eu estava ali, com ele.

Ele desistiu de minha boca e desceu minha clavícula beijando meu pescoço junto. Era o amasso mais gostoso que eu havia dado. Tinha calor, frio, desejo, ansiedade misturado. Meu coração martelava de tanta a vontade que eu tinha de ter ele para mim.

- Ga...Gabe,eu quero sair daqui! – minha voz saiu falha. Seu olhar foi de encontro ao meu. Ele apenas concordou com a cabeça e me deu um longo Celinho,pegando minha mão e atravessando a multidão.

Passei por Libby e Logan se amassando, não tão fogosamente como eu e Gabe,mas estavam quase lá.

Bryan provavelmente deveria ter ido embora com a ruiva. E Angelique estava se pegando com um carinha na área VIP. Ou seja, ninguém iria para casa sozinha hoje. Muito menos eu. Eu só não queria ir com ele.

Saímos da boate às pressas, entramos em seu carro que ele tratou logo de ligar e sair cantando pneus. Eu não me contive e lhe agarrei o pescoço novamente, o atiçando muito.

- Sheba! – sua voz saiu rouca, porém muito sexy me fazendo atiça mais ainda ele. – E..eu to tentando dirigir Sheeb,as...assim a gente pode sofrer um acidente.

- Nada vai acontecer com nós. Pelo menos de ruim.

Para não tirar sua concentração, depois de um tempo eu parei me sentando comportadamente no banco.

- Para a minha ou a sua? – sua pergunta me pegou de surpresa.

- Para a minha.

Eu não tinha mais o que fazer, eu o desejava cegamente.

Chegamos ao hall de entrada, dei uma boa noite ao porteiro e peguei em sua mão,nos fazendo voar até o elevador. Devia ser umas 4 da manhã.

Dentro do elevador, não conseguindo conter o desejo, nos agarramos. Não estávamos ligando se tinha câmera, ou se alguém podia entrar no elevador. Era só eu e ele ali.

Fui novamente prensada na parede gelada do elevador, me fazendo arquear as costas. Gabe desceu suas mãos de minhas costas passando sugestivamente pelas minhas pernas. Levantando-me e assim eu as cruzei em sua cintura. Sua excitação era visível, e a minha também. Estávamos aos beijos quando o elevador abriu e eu só tive tempo de sussurrar o numero do meu ap.

- 1226!

Eu ainda estava enlaçada com as pernas em sua cintura quando lhe passei a chave para abrir a porta. Com o pé Gabe a fechou. Encostando-me novamente na parede e me beijando demoradamente.

Fui levada novamente, mas desta vez até o bar onde me colocou sentada na bancada, com as mãos derrubei algumas bebidas e copos, nos fazendo rir. Sua primeira camisa era de botão, que estava aberta até o terceiro. Com a pressa estava me atrapalhando com o resto, enquanto, ele beijava meu pescoço e orelha.

Com raiva por não ter sucesso em abrir botões, puxei sua camisa, fazendo os botões estourarem, me causando grande agrado.

- Eiii eu gostava dessa camisa! – sua cara era de deboche e de indignado.

- Eu te compro outra.

Tratei logo de me apossar de sua boca gostosa, consequentemente tirando sua outra camiseta branca. Suas mãos estavam dentro do meu vestido apertando minha bunda e brincando com minha calcinha. Elas foram subindo, me fazendo erguer os braços para ele tirar meu vestido. Elas desceram pelas minhas costas me acariciando, novamente enlacei minhas pernas na sua cintura. Ele me levantou e levou em direção ao quarto. Sentou na cama, me fazendo passar uma perna em cada lado seu. Minhas mãos subiam e desciam arranhando seu peitoral definido. Ele me abraçou grudando totalmente nossos corpos. O choque de meus seios nus em seu tórax foi eletrizante, eu estava pegando fogo, e eu senti novamente a queimação no meu peito. Eu estava arrepiada e excitada demais. Sentia seu membro roçar no meu ventre, mesmo ele estando de calça.

Deitou-me na cama, jogando no chão os milhares de travesseiros que eu tinha.

- Para que tanto travesseiro?

- Eu gosto de dormir abraçada em algo!

- Hoje serei eu!

O beijo começou calmo, doce e sereno. Eu estava me deliciando com seus lábios e sua língua, que fazia maravilhas. Passei minhas mãos pelas suas costas e braços tonificados o acariciando e terminando em sua calça. Abri os botões e o zíper e com a ajuda de meus pés a tirei, os meus e os seus sapatos já estavam no chão. Uma mão sua acariciava meu seio enquanto a outra puxou o elástico de minha calcinha o arrebentando.

- Eii eu gostava dessa calcinha!

- Agora estamos quites.

Tirei a minha calcinha, ou o que restou dela, e logo depois sua cueca preta. Sua mão puxou uma perna minha para cima, roçando sua ereção em mim, me causando vertigens. Gemidos ecoavam pelo quarto, sua boca saiu novamente da minha passando pelo meu pescoço até chegar a meus seios alternando chupões em cada um. Eu não agüentava mais, estava enlouquecendo. E ele também estava, sentia seu membro pulsar em minhas mãos. Com um pouco de esforço alcancei uma camisinha na gaveta ao lado.

Uma perna sua abriu um pouco mais as minhas. Gabe posicionou-se em mim e me penetrou. Os movimentos começaram calmos. Ele era muito gostoso e grande. Gabe fazia movimentos de vai e vem como ninguém. Parecia que tinha nascido para aquilo. Enlacei minhas pernas na sua cintura, dando uma abertura maior, o fazendo entrar todo em mim. Os movimentos se tornaram mais rápido me tirando a concentração.Já estávamos completamente suados. Gabe me beijava quentemente me mordendo os lábios e sugando minha língua, enquanto entrava e saia rapidamente de mim. Os gemidos se tornaram mais freqüentes e altos no quarto. Eu senti novamente aquela queimação no meu peito, me machucando muito. Eu estava quase chorando de dor, quando eu explodi junto dele. Foi à melhor sensação que já havia sentido. Gabe me beijou carinhosamente ainda dentro de mim. Deitando sua cabeça em meu peito. Estávamos suados, o quarto exalava o seu cheiro e o meu misturado. Ele saiu lentamente de mim, indo em direção ao banheiro. Puxei os lençóis e enrolei-me esperando ele voltar. Gabe voltou vestido com sua cueca e se deitou ao meu lado me olhando. Beijamos-nos novamente.

- Obrigado pela noite. Você foi perfeita.

- Obrigada pela noite. Você foi maravilhoso – falei rindo, o fazendo rir junto.

Ficamos um bom tempo olhando um para o outro sem dizer uma palavra. Ele mergulhado em seus pensamentos e eu nos meus.

- Você esta com sono? – eu lhe perguntei ao ver seus olhos se fecharem.

- Não, só estou recordando a melhor noite de todas. – falou sorrindo.

- Eu tenho uma proposta. Vamos brincas de ‘EU AMO’?

Parecia estranho isso,quando seria que um demônio iria brincar de EU AMO? Nunca por que isso era coisa de anjo,e de gente sem nada para fazer. Mas desde pequena eu brincava disso. Jezebel sempre me xingava dizendo que isso era coisa de cacheadinhos. Mas eu não entendia nunca o motivo de querer tanto brincar disso. Por mais que eu tenha nascido um demônio, eu sempre amava as coisas, eu amava minha vida, o cheiro de podre, o desespero dos humanos, de aprontar, de festa, gastar, comer, sexo, de travesseiros e de gatos, eu sempre amava isso. E eu continuo amando.

- Como se brinca disso?

- É fácil, você só tem que falar algo que você ama.

- OK! Você começa.

- Eu amo minha casa – eu estava me referindo ao inferno. Mas ele não precisava saber.

- Eu amo meus pais. – típico do Gabe.

- Eu amo festa. – quem não ama festa?

- Eu amo praia.

- Eu amo rir. – era o melhor remédio.

- Eu amo meu cachorro. – credo,que bicho mais feio.

- Eu amo meu cartão de crédito.

- Eu amo o verão.

- Eu amo o calor.

- Eu amo comida japonesa. – Ecaaaaa. Peixe morto.

- Eu amo viajar.

- Eu acho que te amo!

Eu estava pronta para falar a próxima coisa que amava, quando meus ouvidos se encheram com essa frase. Eu mantive minha calma, mas por dentro eu estava em desespero. Eu não sabia o que fazer. Apenas lhe beijei e deitei minha cabeça em seu peito. Com meus pensamentos voando, e Gabe fazendo carinho na minha cabeça eu adormeci.

Meu sonho começou calmo, como sempre cheio de dor, sofrimento, angustia, e fogo muito fogo. Eu andava pelas ruas do inferno, onde a poeira, o cheiro de enxofre e podre predominava. Era estranho, parecia que eu estava ali mesmo, naquele instante. Eu enxergava as pessoas chorando, algumas correndo, a maioria queimada, algumas almas vagavam, outras resmungavam como se estivessem arquitetando um plano pra matar alguém, e assim encostada em um carro velho aos pedaços estava Jezebel,com os braços cruzados e com um sorriso de deboche no rosto,como se estivesse me esperando.

- Ora, ora quem diria Chex Sheba aut Baal- Malphus, de volta no inferno. Eu achei que aquele seu namoradinho ‘Gabe’ iria te transformar.

- Olha só quem fala Chex Jezebel aut Baal-Malphus,com medo de perder sua amada irmãzinha? Poupe-me de poucas palavras!

- Acho que podemos dispensar as formalidades, não acha Sheeb?

- Claro Jeez! – resolvi ir logo ao ponto – O que eu estou fazendo aqui?

- Nossa maninha quanta grossura, eu não te ensinei boas maneiras quando pequena?

- Sinceramente? Não.

- Você esta aqui porque preciso te dar um recado, é mais um aviso.

- Um aviso? Diga logo. Sua presença me enoja.

- A recíproca é a mesma. Mas então, me mandaram te avisar, que as coisas ficarão feias, se você não acabar com essa brincadeira logo. Ou...

- Que brincadeira? Como assim coisas feias? Ou...?

- Para uma criança, você faz muitas perguntas.

- Desembucha Jezebel.

- OK! Depois não venha dizer que eu não avisei. Se você não terminar com Gabe agora, as coisas vão ficar feias, haverá outra guerra entre o bem e o mal. E Lúcifer não esta a fim de perder de novo. E se você continuar com isso seu queridinho Gabriel, vai virar comida de cachorro do inferno.

- Eu nunca acreditaria em você, você sempre quis o meu mal. Aliás, eu não tenho nada com Gabe. E até parece que Lúcifer ia perder seu precioso tempo com você.

- Se você pensa assim!Oh e falando nisso, seu quarto está pegando fogo. Corra se não suas bolsas Prada irão queimar. Te vejo semana que vem maninha. Beijin!

Meu peito começou a arder muito. A dor estava insuportável. Lagrimas começaram a cair de meus olhos, não conseguindo conter a dor cai de joelhos.

Abri os olhos, sentando na cama rapidamente e notando que meu quarto estava tudo nos conformes, minhas bolsas Prada todas no lugar. O alivio foi imenso dentro de mim, eu estava encharcada, toda suada e segurando os lençóis fortemente. Um arrepio passou pela minha coluna ao lembrar da noite passada, da festa,de Gabe, do sonho. Olhei pro lado e notei a cama vazia.

Obrigada senhor, tudo foi um sonho.

Gabe não esteve aqui, eu não fiz besteira, e isso foi apenas um sonho. Eu iria matar Jezebel em outra vida, se duvidar nessa também.

Levantei da cama e fui ao banheiro, tomei um banho, sentindo meus músculos rígidos e doloridos. Coloquei uma calcinha branca e uma regatinha preta e fui em direção a cozinha. Eu estava morta de fome. Ao chegar à cozinha, encontrei aquele maldito par de olhos azuis, sentado num banco da mesa comendo e com um prato de comida ao seu lado.

- O QUE você ESTA FAZENDO AQUI?

Notas finais
N/A: Entãaaao pessoal,o que acharam?
Não irei desistir fa Fic,mesmo não tendo recebido nenhum review,mas isso faz parte,não é sempre que se ira agradar toda a nação. Espero que estejam lendo e gostando.
Comenteeem :D
Beiiijos *.*