Entre o Inferno e o Céu

12 O Closet malvado,o armário das vassouras e o anel.


Notas iniciais
Oieeeee Voolteei eu tava fazendo nENEM ¬¬'
anyway! REVIEWS PLEEAASEE

SHEBA POV


- SHEEEEEEEEEEEEEEEEEEBAAAAAAAAAAAAAAAAA!


- Auuuu!


Estava levantando do chão esfregando minha bunda, por causa do tombo que eu havia levado ao escutar a taquara rachada gritando. Olhei no relógio, era 04h20min ainda, eu havia dormido só 2 horas.


- O QUE ACONTECEU SUA RAPARIGA? – Jezebel estava sentada no sofá abraçando as pernas e se balançado pra frente e pra traz – VIIIXII essa já estrago!


- ONDE ESTA O MEU FOGO INTERIOR?


- Senhor salve esta alma, porque o corpo já esta podre! – falei erguendo as mãos pra cima — Ué você não sabia? Pra me ajudar aqui, você precisa estar o mais humana possível!


- E você só me avisa isso agora? – seu olhar era de pura indignação.


- Você não pediu. Eu vou voltar dormir. Você me acordou no melhor do sonho. – eu disse me arrastando pela sala.


- Ah saafaadiinha tava sonhando que o Gabe te chupava né?


- Não sua Tonga, eu tava sonhando que te estrangulava.


- EEI EII você vai me deixar aqui pra semente?


- Ahaaaam, daqui um pouco você encontra uma terra pra se enfiar!



Acordei com o sol irrompendo as janelas do meu quarto. Tomei uma ducha rápida, coloquei a primeira roupa que vi no closet, peguei minha bolsa com meus materiais e fui até a cozinha.Encontrei Jezebel na cozinha tomando café. Suas olheiras estavam dando medo.


- Só uma pergunta! Você dormiu essa noite?


- Não! Eu fiquei assistindo filme e tentando fazer MEU FOGO INTERIOR VOLTAR! Sua vaca.


- Só pra você saber, você precisa dormir. E toma logo esse café e vai se arrumar, a gente vai pra escola.


- Eu não sei se você percebeu. Mas eu estou com as suas roupas, não tenho nenhuma.


- Ainda bem que lerdeza não contagia. No quarto onde você DEVERIA ter dormido,tem um closet com roupas novas. Eu comprei quando cheguei aqui. Precaução.


- OK maninha, eu não demoro!


- Só por favor,não brote lá dentro. Sementinha.


15 minutos depois.


- Jezebel a gente vai se atrasar!


25 minutos depois


- JEEZ VOCE SE PERDEU AI DENTRO?


35 minutos depois


- PORRA JEEZ QUANDO EU DISSE PRA VOCE NÃO BROTAR AI, EU TAVA BRINCANDO!


Totalmente atrasadas, fui lá dentro pra ver o que ela tava fazendo. E o que eu encontro?Uma Jezebel de lingerie de braços cruzados encarando um closet.


- O QUE VOCÊ TA FAZENDO SUA TAPADA?


- Sheba,ele não gosta de mim. Olha o jeito que ele me olha. Ta na cara que ele não quer me agradar. Eu tava chegando a conclusão de que ele deixou as roupas com depressão.


- Você parou pra escutar o que ta falando? Acabou de dizer que o closet ta te encarando.


- Venha aqui do meu lado – ela me puxou quase tirando meu braço do lugar – Olha pra ele agora!


- To olhando e daí?


- Eu consigo escutar os planos diabólicos dele! Ele ta dizendo pra todaaaaaas essas roupas me deixarem feia! Eu sei, eu sinto que é isso.


- OMG! Quanta maldade num closet só! Você quer fazer o que então? Andar pelada?


- EU posso? – Jeez abriu seu maior sorriso, com os olhos brilhando pulava de alegria,esperando que a minha resposta fosse “SIM”


- Claro que não sua demente! – entrei no closet e peguei a roupa e lhe joguei na cara. – Se vista de uma vez!


- Sim senhora – ela bateu continência. Fui saindo do quarto, mas ainda deu tempo de escutar ela falar pro closet.


- Eu sei dos seus planinhos, mas eu sou muito pior. Vai ter volta. Se cuida! Eu vou me vingar! Estou de olho em você.


Meu pior demônio, ela bebeu água do parto, só pode ser isso.



Estávamos dentro do meu carro, correndo que nem cachorro em tiroteio, tudo culpa do pequeno desvio mental que minha irmã sofria. Íamos chegar atrasadas na escola. Mas eu nem ligava pra isso mesmo.


- Minha querida irmã, o que eu irei fazer pra te ajudar se eu não possuo mais meu fogo interior? – Jeez apertava os bancos do lado, de tão nervosa que estava.


- Se você não sabe como eu irei saber? – eu desviava dos carros rapidamente e habilidosamente.


- OK,deixa eu respirar,se não eu vou pular fora do carro. – ela falou,fazendo aquelas respirações de grávida.


- Você não pode!


- Não posso o que? NÃO ME DIGA QUE EU NÃO POSSO FAZER SEXO QUE EU TE ARRANCO AS TETA FORA! – seu olhar era de pura raiva pra cima de mim. Não me contive e ri de seu desespero.


- Você pode sim fazer sexo, e muito, só não é a mesma coisa quando você ainda tem o fogo interior. E o que eu estava dizendo era que você não pode pular fora do carro se não morre.


- Ahhhhhhhhhhh ta certo! Bom como eu já estou morta mesmo, morrer mais uma vez não vai fazer diferença. Mas mudando de assunto, como assim fica “diferente”?


- O sexo? – ela confirmou com a cabeça – Bom, eu não sei por que é exatamente diferente. Só é. Você não tem toda aquela explosão de antes e estranhamente seu peito queima muito quando se esta perto do orgasmo, apesar dessa queimação eu acho melhor.


- Eu não acho! — após ouvir essa pequena citação, parei o carro bruscamente, quase causando um acidente. Jezebel olhava pra frente como se nada tivesse acontecido. – O que foi? Vai ficar me olhando com essa boca aberta?


- Péeera ai! Como assim “Eu não acho”? – acelerei novamente, e continuei a rumo da escola.


- É isso que você ouviu, eu não acho que seja melhor sexo quando se esta “quase” praticamente humana.


- Ma... Mas você nunca veio a terra! Como você pode saber a diferença?


- Eu fiquei 500 anos na terra. Até você nascer. Quando você nasceu, eu fui promovida a demônio homicida e você “ocupou” o meu lugar, depois de crescer claro.


- Isso explica muita coisa. Apesar de você ser 500 anos mais velha que eu – seu olhar era pura fúria pra cima de mim – Desculpa, me esqueci que você não gosta quando te chamam de velha. Continuando, apesar da nossa diferença de idade, parecemos conter a mesma idade. Eu, obviamente sei mais que você. Isso também explica sua certa amargura pelos humanos. – como o vento, surgiu na minha cabeça esse pensamento. – OMG não me diga que quando você era humana se apaixonou?


O silêncio predominava no carro, seu olhar era distante,e eu infelizmente não me contendo,ri dela.


- É pode rir da desgraça alheia. – chegamos à escola, e nem tive tempo de desligar o carro direito ela foi saindo,pisando fundo e resmungando. Se pudesse estaria saindo fumaça pelas narinas.Sai do carro e corri a seu encontro.


- Eu não acredito nisso. É por isso que você me odeia tanto! Você se apaixonou, mas após eu nascer, foi promovida, tendo que largar tudo, e como não havia contado a ele teve que partir.


Estávamos subindo as escadas, praticamente quase correndo,quando ela se virou bruscamente pra trás,me encarando com os olhos ardendo de ódio.


- É ISSO MESMO! Você adivinhou tudo, eu me apaixonei por um humano. Quando você nasceu eu fui obrigada a largar minha vida aqui. Mas não foi só isso. Ele sabia de tudo, sabia o que eu era, e aceitava, quando eu contei que iria finalmente me tornar um demônio de verdade,ele se afastou de mim dizendo que eu não era boa o suficiente pra ele. Assim eu parti, com o meu coração totalmente quebrado, até hoje.


Seus olhos explodiam de raiva, mas havia uma pequena nuvem de choro. Uma pequena lagrima escorreu e Jezebel logo tratou de limpa-la. Impossível não ficar, eu acabei ficando com pena dela e a abraçando. Porém, ela não moveu um músculo.


- Quem é o cara?- lhe soltei do abraço e olhei em seus olhos


- Ele já esta morto! – seu rosto subiu de encontro ao meu, nos seus olhos não havia nenhum vestígio de choro e nem vermelhidão. – Eu o matei. – aquela velha face de nojo, ódio estava implantada novamente.


- Porque você fez isso? – eu estava incrédula, com aquilo tudo ainda.


- Porque ele foi o primeiro trabalho que eu recebi. Eu estava ardendo em ódio. E assim não tive nenhum problema em matá-lo, ou melhor, fazer ele se matar.


- Como você fez?


- Eu apareci pra ele em seus sonhos, dizendo tudo o que iria ser o seu futuro. Ilusões implantadas. Havia dor, sofrimento, desilusões, enfim, tudo de ruim. Ao acordar, seu desespero era imenso. Ao sabia o que fazer. E no auge do medo acabou se atirando da sacada do 8° andar.


- Desculpe ter estragado sua vida. Não era minha intenção.


- Não estragou! Melhorou, se eu tivesse ficado com ele, ou se ele tivesse ficado vivo, eu iria amargurar pro resto da minha existência. É por isso que eu vim lhe ajudar, não quero que tenha o mesmo caminho que eu. Não quero que você escute Gabriel dizer não na sua cara.


- Mas eu não estou apaixonada por ele. – um nó se formou na minha garganta, foi difícil engolir e disfarçar. Afinal eu não sabia se estava apaixonada por ele.


- Não está? – ela me olhou com uma sobrancelha erguida,como se duvidasse – não é o que seu nó na garganta diz,não é o que sua voz diz, não é o que seus olhos dizem e não é o que seu coração parece dizer. – droga eu tinha me esquecido que ela podia escutar muito bem ainda em forma humana. – Toda vez que se fala o nome dele, seu coração dispara e seus olhos perdem o foco.


- Eu... Eu não sei, eu tenho que pensar muito ainda. Mas eu não estou.


- Se você diz! – ela deu de ombros e continuou a subir as escadas. Eu não consegui me mover um segundo, ainda estava atônica com aquilo tudo. Jeez parou no ultimo degrau e me olhou com cara de deboche e sorrindo.


- OK, eu admito, você pode ser melhor que eu em quase tudo, pode ser mais experta que eu. Mas eu sei uma coisa que você não fez mais que eu!


- AAAH fez é? O que você querida irmã fez mais que eu?


- Sexo!


- Vaca!


Rimos altamente e continuamos o percurso até a porta da frente da escola. O colégio estava silencioso. Estávamos quatro aulas atrasadas, Jeez olhava tudo ao seu redor.


- As coisas mudaram. Não eram assim quando eu estudava.


- Também faz 500 anos que você não é mais humana.


- SHIIIIIUUU! – ela me parou no meio do corredor colocando o dedo indicador insinuando silencio. – Minha pessoa não esta acostumada a ouvir isso ainda.


Entramos na coordenação, para pegarmos seus horários, eu fiz de tudo para que ela não fizesse nenhuma aula com Gabe. A Srta. Othmar,me entregou os papeis olhando atentamente para Jeez,como se ela fosse um bicho. Talvez ela fosse. Jezebel mostrou a língua para Srta. Othmar quando ela lhe fez cara feia.


- Você é mais velha que eu, mas sua criancice me ganha.


- I know! – ela falou sorrindo, como se aquilo fosse uma coisa boa. – Eu não acredito que você vai me fazer estudar de novo. – seu rosto era puro tédio.


- Você acha que eu ia deixar você sozinha no meu lindo apartamento, pra depois encontrar ele em chamas? NUNCA!


- Mas Sheba o que eu irei fazer de bom aqui?


- Estudar e me ajudar! E quando tiver um tempo livre, encontre alguém que te ature e leve pro armário das vassouras. – falei dando risada e me lembrando da vez em que eu e Gabe estivemos lá.


Era perto do almoço, minha aula estava um saco. Geografia. O professor Amabis, era entediante, um homem baixinho, gorducho e de pouco cabelo na cabeça. Sua voz irrompia a sala me causando dores de ouvi. Estava quase dormindo quando senti meu celular vibrar na bolsa. Era Gabe me enviando uma mensagem.


“Minha aula esta um porre. E provavelmente a sua também. O que acha de nos encontrarmos?”


“Você acertou, o projeto Jedi, não para de falar! Arrg! Onde eu te encontro?”


“Perto do armário das vassouras! Até daqui um pouco”


Guardei minhas coisas embaixo da classe, e ergui a mão chamando a atenção do professor, que apenas me olhou e balançou a cabeça em sinal de que eu podia falar.


- Senhor Jedi– aoperceber o que tinha falado tratei logo de remediar. – Huum Senhor Amabis,posso ir falar com a diretora?


- Sim senhorita Prax!


Sai às pressas da sala. Mais um minuto ali dentro e eu enlouqueceria. Andei pelos corredores procurando a bendita porta das vassouras. Ao passar poruma porta com o nome apagado,fui pega de surpresa quando ela se abriu e duas mãos fortes me puxaram pra dentro me prensando nas prateleiras


- O que você pensa que esta fazendo? Eu pensei que sairíamos da escola! – falei sussurrando pra que ninguém nos escutasse.


- Daríamos muito na casa se saíssemos, e afinal o que é perigoso é mais gostoso.


Logo após fui fortemente beijada, havia muito desejo naquele beijo. Suas mãos seguravam minha cintura, prensando-me entre ele e as prateleiras. Minhas mãos estavam entrelaçadas nos seus cabelos. Parei o beijo tentando respirar fundamente, ali dentro era muito pequeno e abafado, não tinha janela nenhuma, só muitas prateleiras com produtos de limpeza e claro num canto as vassouras.


- Tem certeza que aqui dentro é uma boa idéia? E se nos pegarem?


- Sheba, qualquer lugar é uma boa idéia com você. E ninguém irá nos pegar!


Seu rosto era pura malicia, Gabe ergueu uma mão balançando uma chave deu uns passos pra trás e fechou a porta. Jogando a chave em algum lugar


- Como você fez isso? – eu estava incrédula com sua inteligência.


- Quando eu cheguei à escola, eu vi a mulher da limpeza guardar os materiais aqui, ela não trancou a porta. E todo mundo aqui sabe, que sempre tem uma chave reserva aqui dentro.


Seu sorriso era irradiante, como se tivesse feito algo extraordinário. Beijei-lhe os lábios novamente, passando minha língua por eles, lhe causando arrepios. Nossas línguas brincavam e praticamente “guerreavam”. Gabe segurou meu rosto virando ele e dando um chupão forte no meu pescoço.


- Eiii isso dói!


- É pra doer mesmo!


Gabe riu levemente, eu me estressei com sua mordida e empurrei-o até bater fortemente na porta. Beijei sua boca, mordendo arduamente seu lábio inferior, o ouvi gemer e logo após senti um pouco de gosto de sangue na boca.


- Huuum, vingativa! Gostei!


- Cala a boca.


- É pra já senhorita.


Ele agarrou minha cabeça com as duas mãos e me beijou, tipo desentupidor de pia. O ar lá dentro já estava se tornando rarefeito, estava muito abafado e quente. Eu me sentia em casa. Minhas mãos já estavam lhe tirando a camiseta, ele tirava meu pequeno casaco. Após alguns minutos o lugar estava uma bagunça, roupas penduradas, vassouras derrubadas e dois corpos suados. Eu estava apenas de lingerie e ele de cueca. Gabe e sua eterna cueca branca. Os beijos cada vez se tornavam mais selvagens, eu ainda sentia um pouco o gosto de seu sangue, mas isso havia se tornado altamente erótico. Gabe era extremamente gostoso, seus braços e abdome definidos nunca passavam despercebidos por mim. Minha boca já ardia de tanto nos beijar, resolvi me aproveitar de seu corpo. Desci meus beijos por seu pescoço, tórax e barriga definida, o suor salgado trazia um gosto novo a aquele incrível corpo. Beijei cada gominho de seu tanquinho, o arrancando gemidos e suspiros, Gabe estava com os olhos fechados, e as mãos segurando os seus cabelos. Seu membro dava alto sinal de vida embaixo da cueca, eu estava ficando muito excitada, sentia minha calcinha toda molhada. Comecei a abaixar sua cueca, e notei seus olhos em mim. Com cara de safada olhei pra cima e tirei toda ela.


- Sheeb, por favor, não me torture mais! – sua voz trazia angustia e desejo.


Estava de joelhos no chão, com aquela visão bem a minha frente. Não me contive a dei uma leve lambida na cabeça de seu membro. DEMON precisava ser gostoso assim? Com uma mãe segurei o inicio dele, e acabei abocanhando tudo. Eu fazia movimentos de vai e vim, hora rápidos e hora lentos. Gabe não se agüentou e grudou suas mãos nos meus cabelos, acompanhando os movimentos, e até me guiando. Com a ajuda pequena de suas mãos, coloquei minhas mãos na sua bunda definida e apertei. Eu lambia toda a extensão de seu membro, beijando por fim sua cabecinha. Eu sentia que a qualquer Gabe iria explodir.


Ele com muito esforço segurou meus ombros e me ergueu,me prensando novamente nas prateleiras. Beijou minha boca de maneira selvagem, me arrancando a lingerie. Com uma mão ergueu uma perna minha, e me introduziu seu membro quente e latejante. Estávamos enlouquecendo lá dentro. Suas estocadas eram fortes, fazendo-me bater as costas nas prateleiras e conseqüentemente derrubando as coisas. A mulher da limpeza teria sérios problemas pra arrumar toda aquela bagunça depois. Eu não conseguia mais respirar, meu peito começou arder muito novamente, e dessa vez derrubei algumas lagrimas, enquanto ele beijava meus seios e pescoço. Inconscientemente,eu explodi,levando Gabe logo depois ao clímax também.



- ALOOOOOO? SHEEBA? JÁ AMANHECEU SABIAA?


Acordei de meus pensamentos com Jezebel gritando no meu ouvido, no meio do corredor! Ainda bem que estava vazio, pois provavelmente eu estava com cara de demente.


- Nossa só faltou você babar aqui parada. Eu ein! Criaram-te mau menina. Você é meio retardadinha né? – Jeez falou pra mim fazendo gestos com as mãos.


- Não, eu só puxei um pouco a você.


- Deve ser por isso que você é bonita!- seu sorriso estava radiante.


- Esquece. Vem vamos pra aula.



Entrei na sala já completamente cheia. O Sr. Estevão nos olhou com cara de mal comido e abriu a boca para falar merda.


- Que bom que resolveu se juntar a nós senhorita Prax!


- É muito bom mesmo. – respondi secamente e levei Jeez até o fim da sala, a empurrando numa classe e sentando-me do seu lado.


- Eu deveria saber quem ser essa ai? – seu olhar era pura indiferença pra cima de Jezebel.


- EPA EPA EPA! Essa ai tem nome. Jezebel ... – ela não sabia o que falar, então eu lhe sussurrei “Prax” – É Jezebel Prax.


- Que bom que lembrou seu sobrenome senhorita Prax.


- Eu tenho memória boa. – após ter falado isso, ela deixou a cabeça escorregar até bater com a testa na classe, fechando os olhos.


A aula passava demoradamente, o Sr. Estevão falava sem parar. Eu fazia apenas algumas anotações, para dar impressão de estar prestando atenção na aula. Enquanto Jeez suspirava dormindo.


- Senhorita Jezebel Prax! – o professor gritou acordando Jeez que saltou de susto.


- Sim?


- Pode me responder uma pergunta?


- Claro! – seu rosto era puro espanto – Sheba, que matéria é?


- Cálculo!


- CACETADA!


Sr. Estevão lhe fez a pergunta, que até eu levei um tempo para achar a resposta. E Jeez simplesmente respondeu.


- A resposta é 10! – o rosto do professor era de negação.


- NÃO é? – Jeez estava se desesperando. O professor só respondeu que não com a cabeça. Ela se encostou à cadeira.


- Desculpe professor! MAAAAAAS o senhor tem alguma pergunta cuja resposta seja 10? – Jeez falou isso, endireitando a coluna e cruzando as duas mãos na frente.


Eu queria me abrir rindo, da cara dela e da do professor, alguns alunos riam baixinho, e Jeez ficou esperando a resposta, quando o professor provavelmente ia mandar ela toma no cu, o sinal tocou.


- É maninha, salva pelo sinal. – falei me levantando e indo em direção a saída. Com Jezebel na minha cola. Os corredores começavam a se encher – É hora do almoço agora, vamos pro refeitório.


- Esquece que eu entro lá dentro. Mas nem morta. Ta talvez morta eu entre.


- Aé? E você vai fazer o que agora?


- Eu vou lá fora fumar, e tentar gazear as próximas aulas.


- Desde quando você fuma?


- Desde que eu descobri que tenho um professor psicopata e desde quando eu descobri que eu não sei quanto é 6 + 6. Ou seja, desde agora, Tchau.


- Tchau.


Jezebel andou rapidamente em direção a saída dos fundos da escola, sem deixar de fazer charme e chamar muita atenção para si. Dirigi-me ao refeitório, onde pela multidão, gritos e assobios, parecia estar acontecendo um Show. Abri as portas e encontro um grupo enorme de garotas e algumas bichas loucas pulando ao redor de uma mesa, onde Bryan fazia seu showzinho à parte. Como sempre foi não me contive e ri dele. Ele me viu e me mandou um beijo piscando junto, algumas garotas olharam pra mim e me fulminavam, eu apenas abanei sorrindo para Bryan. Se eu não tivesse Gabe, eu pegaria o Bryan. Com toda a certeza do mundo.


Olhei ao redor e encontrei Logan e Libby sentados juntos numa mesa no canto do refeitório. Passei pela fila do almoço, peguei alguma porcaria para comer e me direcionei a mesa em que eles estavam sentados.


- Oi pessoal! – eles estavam olhando para Bry e rindo muito. – O que deu nele?


- You Know Honey! Bryan é Bryan. Dele se espera tudo e a qualquer hora. – disse Libby olhando e rindo altamente, quando Bry ameaçou tirar a camiseta. Fazendo assim a multidãozinha de meninas irem à loucura.


Senti um perfume extremamente bom ao meu redor, era aquele perfume de homem mesmo. Que quando passa ao seu lado, deixa aquele rastro de masculinidade. É como se falasse “HOMEM GOSTOSO A VISTA”. Senti duas mãos gélidas no meu rosto tapando meus olhos, e assim seu cheiro me inundou completamente.


- Se adivinhar ganha um beijo! – a voz disse.


- Se eu ganhar um beijo eu tento adivinhar.


- Nem um pouco chantagista você!


Não tive tempo de responder, pois minha cabeça foi posta pra traz e um par de lábios fartos me beijou. Calmo e suave, sereno e simples.


- Acho que já sei quem é – eu sussurrei ainda de olhos fechados.


- Que bom que você reconhece. Então quem é? – ele falou sussurrando também.


- Jonathan? Meu ex-namorado? – é óbvio que eu sabia quem era. Mas provocar não faz mal a ninguém.


- Huuum, acho que não. Quer tentar descobrir de novo?


- É acho que com mais um beijo eu acerto.


E novamente fui beijada, dessa vez com um pouco mais de intensidade.Sua língua passou levemente pelos meus lábios, me trazendo seu hálito frio.


- Você esta excepcionalmente bonita hoje. – ele sussurrou pra mim. – Abra os olhos.


Foi uma das coisas mais lindas que eu já tinha visto até hoje. Seus olhos. Eles me prenderam, eu não conseguia sorrir, chorar, gritar, falar, eu não consegui fazer nada. Apenas olhar seus dois diamantes perfeitos, que me encaram felizmente.


- Pessoal, por favor, sem muita melação agora, estamos almoçando. – Logan disse rindo para nós e levando um tapa de Libby em seguida.


- Desculpe – Eu e Gabe falamos juntos. Gabe pegou minha mão por debaixo da mesa e ficou fazendo carinho.


- Entãaaaaaaao, nós temos uma noticia para dar. – Libby estava com um brilho no olhar de dar inveja. – Estamos noivos! – ela falou mostrando o anel com um lindo diamante. Seu sorriso era extremamente grande e se pudesse iria radiar o lugar todo. Logan apenas olhava para ela sorrindo de leve, mas em seus olhos havia mais amor do que em qualquer outro lugar.


- Meus parabéns pessoal. Mas como assim noivos? Não é muito cedo pra isso? – Gabe estava um pouco espantado com a rapidez que eles ficaram. Quando cheguei à cidade, isso há uns três meses atrás, eles nem namoravam, e faz um mês e meio que estão juntos e já estão noivos.


- Quando você me disse para não deixar essa oportunidade escapar, eu passei noites e noites pensando. Então quando vi que eu realmente a amava – Logan olhou para ela e sorriu e Libby só escutava tudo, como se fosse a melodia mais linda. – Que não tinha mais escapatória, ela me possuía, eu seria eterno dela, eu falei com meus pais e eles concordaram. Falei com seus pais e no inicio eles acharam que era muito cedo, mas depois de verem a felicidade de Libby não tinham como dizer não. Então eu a pedi em casamento. Ano que vem, moraremos juntos, só não sei se faremos faculdade no mesmo lugar. E nos casaremos daqui um ano e meio. Pra dar tempo ao tempo!


- Eu realmente espero que vocês sejam muito felizes. E, aliás, eu tenho certeza que serão! – Gabe disse se levantando e indo abraçar os dois. Eu fiz o mesmo trajeto só não falei tanto. A única coisa que circulava na minha mente era que eu nunca teria aquilo.


GABE POV


Eu estava um pouco em choque, quando o novo casal anunciou que estava noivo. Eu tinha absoluta certeza de que daria tudo certo. Mas tinha uma coisa que não parava de martelar na minha cabeça. Será que um dia eu terei a chance de pedir isso para Sheba? Essa era uma das inúmeras perguntas sem respostas que eu estava tendo neste momento da minha vida. A única que era respondida a cada dia que passava, era que eu amava Sheba cada vez mais.


A mão de Sheeb estava quente como sempre, ela estava também atônica com toda essa revelação. Mas não demonstrava nenhum contragosto com a união juvenil dos dois.


Passamos parte do almoço falando sobre o casamento, em que Libby e Logan convidaram a mim e a Sheeb para serem seus padrinhos. E claro aceitamos com muito grado.


Bryan teve um pequeno problema com as garotas ao se virar de costas e rebolar, tendo que sair correndo refeitório a fora. Senti uma enorme dor no peito assim que ele atravessou as portas e o vento trouxe um aroma doce, muito doce, era quase que nem o de Sheba que era exótico, mas esse que eu estava sentindo era doce e erótico demais, tudo ao extremo. Escutei Sheba murmurar “Não agora, por favor” baixinho e inconscientemente apertando de leve minha mão.


Reparei que ela olhava uma garota muito linda, de belos cabelos pretos lisos que iam até seu quadril,um sorriso encantador,mas que não deixava um minuto de ser sarcástico e expressivos olhos azuis. Sua franja lhe caia sobre os olhos trazendo-lhe uma espécie de mistério.


A garota vinha em nossa direção e olhava diretamente para Sheeb.


- Olá! – ela disse parando a nossa frente, Sheba largou minha mão e se levantou ficando ao seu lado. Elas duas eram um pouco parecidas.


- Pessoal, essa é minha prima Jezebel Prax,ela vai ficar comigo aqui uns tempos!


- Oi meu nome é Logan! – ele lhe estendeu a mão,cumprimentado-a.


- Prazer, se quiser podem me chamar de Jeez!


- Oiii eu sou a Libby – ela falou abraçando calorosamente Jezebel – Você tem muita sorte de ter Sheba como prima.


- Eu também concordo – ela olhou pra Sheeb e sorriu,mas era quase como deboche. – MIIINIINA que coisa linda esse seu anel! – os olhos de Jezebel e Libby brilharam.


- É de noivado! Logan me pediu em casamento.


-OUOW! Meus parabéns, eu queria alguém para me pedir em casamento. Mas também é só por causa do anel. Ecaa eu nunca vou me casar.


- Huum,obrigada! Você não devia dizer isso,um dia você encontrara alguém que a ame e se casara com ele. – todos estavam um pouco assustados com o enojamento de Jezebel por casamentos. – Bom,a escolha é sua. E já esta convidada pro meu casamento!


- Presença marcada! – elas haviam se dado muito bem,assim como Sheba. Eu me levantei e fui ao lado da minha namorada.


- Oi eu sou o...


- Eu sei quem você é! – seus olhos de pedras azuis se cravaram nos meus e eu não sabia distinguir qual era sua expressão – Você é Gabriel, Sheba só fala de você. Já estava irritando. – ela cruzou os braços e olhou pra Sheeb.


- Hum, que bom que ela fala de mim!


- Claro, é porque não é você que escuta!


Ela riu alto fazendo Libby e Logan rirem junto, mesmo não tendo sido nenhum pouco engraçado. Mas realmente sua risada era engraçada.


- Ela ta brincando Gabe! – Sheba me assegurou.


- Anyway. Eu só vim avisar priminha que eu gazear as últimas aulas. Você me encontra no ginásio OK?


- O que você vai fazer lá? – Sheba e pelo jeito ninguém havia entendido ainda.


- Digamos que o professor de Ed. Física chamou minha atenção e, bem, o que eu vou fazer lá? Prefiro não comentar! – ela falou com um olhar sacana. – Beiinjiin. – acenando e mandando beijo se despediu e saiu pela porta do jardim.


Sheba estava nos contando que os pais dela haviam morrido em um acidente e que ela se ofereceu para ajudar ela, ela estava falando que Jezebel preferia que a chamassem de Jeez e que ela morava em Chicago,quando as portas foram escancaradas e Bryan entrou totalmente descabelado,com a camiseta rasgada,cheio de batom vermelho pelo corpo e uma cara de choro.


- E... Ela... Elas tiraram minhas meias sem tirar meus tênis! – seu rosto e voz era desespero total. – Como elas fizeram isso?


- Isso que dá ser gostoso e tapado? – Sheba falou como se estivesse tentando achar a resposta e rindo.


Bryan endireitou-se e fechou os olhos inspirando profundamente.


- EIII que cheiro é esse?


Quando íamos lhe responder que era da comida nova da cozinha, um grupo de garotas enlouquecidas irrompeu o local fazendo alguns se assustarem.


- Tchau pessoal! Depois vocês vão ao meu enterro! Fui. – Bry saiu correndo e tropeçando a cada quatro passos que dava.


- Eu nem quero imaginar como elas vão tirar as cuecas dele. – Logan disse fazendo todos se olharem com cara de tacho e logo após se abrirem rindo.


- Outro caso perdido!


-Sem volta!


-Tadinho, tão cedo!


- O coitadinho ta com os dias contados.

Notas finais
N/A: Um post meio grandinho,pra compensar minha falta esses dias :B - Novamente espero que estejam lendo e gostando Beiinjiin - ENJOY b34;