Entre o Inferno e o Céu

15 Limpando as feridas (parte I)


Notas iniciais
Post pequetucho.!
MAS Eu quero reviews mesmo assim! >

GABE POV

Eu não acreditei quando vi aquela cena, minha mãe e minha namorada encima da bancada da cozinha, segurando uma bandeja, a cozinha toda quebrada, e vários cortes em seus corpos. Eu amava as duas igualmente, mas eu sabia que quem tinha começado tudo isso foi minha mãe, então nada mais certo do que ficar um pouco do lado de Sheba. Não perdoaria o que ela fez também, pois a culpa era sua também. Afinal era em minha mãe que ela estava batendo.

A raiva me consumiu a ponto de ter que sair de casa. Claro era só por alguns dias. Pra dar um sustinho, ver se as coisas mudassem. Voltei à cozinha já com minhas coisas prontas e peguei Sheba e a tirei de lá. Eu sabia que aquela história de prato quebrado, escorregão e blábláblá eram tudo invenção pra boi dormir. Eu sentia que Sheba estava dolorida, pois ela tentava não gemer, mas às vezes era impossível.

- Acho que eu vou te levar no hospital!

- Não, eu só quero ir pra casa. – ela disse de cabeça baixa – Gabe você não deve fazer isso, você não pode ficar bravo com ela. A culpa também é minha.

- Eu sei que a culpa é das duas. E eu não perdoarei nenhuma. – ela apenas concordou com a cabeça e olhou pra janela do carro – Mas sei também que quem começou tudo isso foi minha mãe. Você nunca teria coragem de machucar ela.

- Você esta certo. Mas ela em primeiro lugar é sua mãe. E eu sou apenas sua namorada. Ela será eterna e eu não.

- Não sei se você percebeu ainda. Mas você se tornou mais eterna pra mim do que qualquer um. – um pequeno sorriso surgiu em seus lábios. Ela se inclinou e me dei um longo selinho, com gosto de sangue, e logo após choramingando de dor.

- Isso não foi uma boa idéia. – rimos e eu a levei até seu apartamento.

- Você tem lugar pra ficar? – estávamos dentro do elevador quando ela pediu – Se não tiver, você pode ficar aqui em casa.

- Eu sei, mas eu não quero atrapalhar. Você esta com sua prima aqui. Ela deve estar passando por mim momento difícil. – ela deu uma risada leve, e depois gemeu de dor, colocando a mão nas costelas. – Eu realmente acho que deveria te levar num medico.

- Não, por favor, eu vou ficar bem. Foi só um “escorregão”.

- OK! Mas se precisar, eu vou te levar. E você não vai me impedir.

- Tudo bem. – ela se esticou um pouco e me deu um selinho, e depois fazendo careta. – Movimento errado de novo.

Seu apartamento estava silencioso. Provavelmente Jezebel tinha saído, afinal era pleno sábado de tarde. Ela se apoiava em meu ombro, enquanto com um braço eu sustentava sua cintura.

- Eu não achei que eu fosse ficar tão quebrada.

- Eu não sabia que minha mãe lutava Box.

- Ela tem um gancho de direita perfeito. – ela disse rindo – E eu tinha que ter esquecido a bazuca dentro da bolsa. Azar mesmo.

- Venha, eu vou te ajudar.

Levei-a até seu banheiro onde a deixei sentada no vaso esperando a banheira encher, fui até a cozinha fiz um chá e coloquei mel dentro dele. Peguei alguns algodões pra limpar os ferimentos, e remédio. Quando voltei, ela já esta dentro da banheira apenas de camiseta. Se eu não soubesse que ela estava toda quebrada, eu já tinha lhe atacado. Sexualmente claro. Esse pensamento me fez, fazendo-a abrir os olhos e me olhar.

- O que? Meu estado é muito deplorável?

- Na verdade seu estado nessa banheira é totalmente excitante.

Sentei na borda da banheira, derrubando um pouco de remédio no algodão e limpando sua testa manchada de sangue.

- Auuch!

- Eu sei que arde, mas é melhor limpar, do que deixar infeccionar.

- Você deveria ser médico.

- Quem sabe.

Depois de limpas os ferimentos de sua cabeça, braços e pernas, acabei por entrar na banheira também.Sentei encostado com ela no meio das minhas pernas. A água esta quente e extremamente relaxante.

- Você deveria tirar essa camiseta. Ela vai gelar em seu corpo, e além de quebrada, irá ficar resfriada.

- Eu não sei o que faria sem você. – ela levantou os braços devagar, para não se machucar ainda mais. Aproveitei para lhe fazer um carinho, passei minhas mãos por sua barriga lisa e durinha e fui subindo. Passei por seus seios a fazendo gemer, dessa vez de prazer, joguei a camiseta num canto e tirei seus cabelos das costas, distribuindo beijos por ali.

- Você sabe que eu não estou com condições de fazer nada hoje. – ela disse pausadamente quando sentiu minha mão tocar sua intimidade.

- Você não está. Mas eu estou. – disse beijando seu cabelo – Apenas relaxe.

Ela se acostou novamente em meu peito deixando a cabeça pesar em meu ombro, eu beijava seu ombro e pescoço enquanto com uma mão acariciava seus seios e a outra fazia movimentos circulares em sua intimidade, às vezes ela arqueava as costas, ou abria mais as pernas. Percebi que ela arfou quando sentiu meu membro dar sinal de vida embaixo dela, por mais que eu quisesse, eu não iria fazer nada hoje. Iria só cuidar dela.

- Você Sab... Você sabe que isso... É injusto! – ela disse pesadamente.

- É dando que se recebe querida. – aumentei o movimento de vai e vem quando introduzi dois dedos nela, o banheiro já estava todo embaçado, e seus gemidos estavam me deliciando os ouvidos, eram como melodia. – Outro dia você me paga, como forma de ficarmos quites.

- Com todo prazer.

Deixei algumas marcas de chupões em seu pescoço. Senti seu corpo começar a tremer, provavelmente eram os espasmos. Apertei fortemente seu seio e movimentei meus dedos mais rapidamente dessa vez, sentindo ela se desfalecer nele. Seu corpo ficou todo mole no meu peito. Peguei-a no colo e lhe dei banho, tirando os resíduos de remédio.

Já deitada na cama, enrolada em uma toalha, fiz alguns curativos e lhe dei um remédio pra dor. Esperei até ela tomar todo o chá para me despedir.

- Se for sempre assim que você ira me tratar quando eu ficar “quebrada”, eu vou contratar sua mãe pra me socar sempre. – ela disse rindo, enquanto eu fazia cafuné nos seus cabelos.

- É só me chamar, que eu estarei aqui a qualquer hora. – lhe tirei a toalha úmida a cobrindo em seguida com o edredom.

- Tem certeza que não quer ficar aqui? Já esta tarde.

- Tenho, enquanto você se secava eu reservei um hotel pra mim. E tem sua prima lembra? – ela só moveu os lábios em forma de “ok”.

- Obrigada, por me ajudar. Eu sei que eu não merecia.

- Já passou, não tem mais o que se preocupar. Agora a senhorita vai descansar muito, e amanhã depois eu verei te ver ok?

- Esta bem. Boa noite.

- Boa noite. Durma bem. – lhe disse dando um selinho e saindo do quarto após apagar a luz. Arrumei um pouco da bagunça que eu fiz e fui até o hotel que eu havia reservado.

O hotel ficava no centro da cidade. Por alguns dias eu iria ficar ali, minha mãe havia errado. E Sheba também. Eu sabia que eu não podia desculpar nenhuma das duas, e nem ficar do lado de nenhuma delas. Mas depois de eu ver aquelas cenas, minha primeira opção foi Sheeb. E algo me dizia que tinha algo errado. Eu me sentia culpado por largar minha mãe.

Já passava da uma hora da manhã,quando meu celular tocou,no visor estava escrito “Mãe”. Não atendi. Então ele tocou de novo, e de novo, e na quarta vez minha consciência pesou, eu precisava saber como ela estava ela era minha mãe no fim de tudo.

Gabriel meu filho, volte já pra casa. Nunca mais faça isso comigo. Eu lhe peço mil perdões.

Não mãe, o que você fez foi muito errado, eu não irei perdoar nenhuma das duas. E não sei quando voltarei pra casa. – a escutei suspirar do outro lado.

Ok! Mas volte logo, por favor, seu aniversário é daqui uma semana e meia. Precisamos resolver da festa.

Eu não quero festa esse ano mãe. Eu quero apenas ficar ao redor das pessoas que amo.

Mas Gabriel é seus 18 anos, é uma comemoração importante.

Mãe é apenas 18 anos, nada de especial.

É o começo de sua nova vida.

Que nova vida Dona Annya? É apenas um ano a mais. Você fala como se eu fosse morrer e nascer de novo.

OK! Não irei discutir contigo. – ela fez uma pausa e respondeu sim baixinho do outro lado, devia estar falando com papai. – Filho me escute. Eu e seu pai precisamos conversar com você.

OK! Quando eu voltar pra casa à gente conversa. Tudo bem?

Claro, só não demore. É urgente.

Como você esta?

Um pouco machucada, mas irei sobreviver.

OK! Boa noite mãe se cuide. Te amo.

Também te amo meu anjo.

O telefone ficou mudo, me fazendo perceber que o sono já pesava. Minhas pálpebras mais se agüentavam abertas e eu sentia minhas pernas e costas latejarem de cansadas. Arrumei algumas coisas, e me joguei na cama, tendo só tempo de agarrar um travesseiro, pois logo em seguida, adentrei o mundo dos sonhos.

No outro dia, acordei com o serviço de quarto batendo a minha porta. Arrumei-me, e desci tomar um café. Liguei varias vezes pra Sheba, mas nenhuma ela me atendeu. Eu já estava cogitando em ir vê-la, quando ela resolveu atender minha ultima tentativa.

Tudo bem com você? Demorou pra atender ao telefone.

Eu estou com alguns problemas.

Quer ajuda? Eu posso passar ai.

Não, mas agradeço desde já. Problemas com Jezebel.

Huuum, então não irei me intrometer. Podemos nos ver hoje?

Não vai dar Gabe, são alguns problemas sérios. Acho que ficaremos uns quatro dias sem nos ver.

Ooooou,tudo bem então. Eu esperarei. Se precisar de ajuda é só me ligar.

Obrigada novamente, e desculpe.

De nada. Eu te amo.

Tchau Gabe.

Por mais que eu soubesse que ainda era cedo, me doía saber que ela não me amava. Eu esperava esperançosamente que um dia ela me disse “eu te amo”. Mas eu teria que ter calma pelo jeito.

Passei mais dois dias no hotel, indo pra casa depois de minha mãe ligar insistindo pra voltar. E foram assim meus quatro dias, sem Sheba, sem beijos, aturando a rapariga da minha irmã, trabalhando na loja,e tentando explicar a minha mãe que não queria festa. Quando lhe perguntava sobre a conversa ela só dizia “ainda não é à hora”.

Notas finais
N/A: Oiie pessoal! Me perdoeem pela demora :/ eu ando mto embolada com tudo,escola,formatura,mudança de city,fics e talls. e eu acabo demorando para postar! E quando posto são pequenos :/

Obs¹:A fic esta chegando ao fim
Obs²:NÃO ME MATEM POR FAVOR!

REVIEWS PLEASE!