Entre o Céu & o Inferno

9 Capítulo 9 - Não te deixo mais.


Notas iniciais
Espero que gostem e comentem, vou ficar feliz.
Bj grande pra todos, e muito obrigada a quem favoritou ;)

Na pequena cozinha de Rachel o cheiro de panquecas recém saídas do fogo e café fresco era forte, ela e Quinn passaram a tarde e a noite inteira juntas, conversando, conhecendo-se, fazendo amor, brincando, já eram 08:30h e Quinn fazia o café enquanto Rach a observava sentada no balcão, estava de calcinha e um camisão de botões branco, a loira estava também de calcinha branca e uma regata de mesma cor, conversavam e a loira parava de vez em quando para beijar os lábios cheios da morena, o clima era de paixão, cumplicidade.

A loira chega perto de Rachel está com uma caneca de café na mão direita, abraça a morena com o braço esquerdo, levantando a caneca com a outra mão, ri e da selinhos na boca da morena, que tenta pegar a caneca das mãos da loira.

- Hum, Q, eu quero, me da!

- O que eu ganho se te der a caneca, hem?

- Vai ganhar muito carinho, prometo, mas agora me da, preciso de cafeína meu anjinho danado.

Quinn continua rindo e coloca a caneca no balcão, agarra a morena em um beijo sugado e mordido, Rach sede as investidas e circula o pescoço claro com os dois braços, puxando a loira entre suas pernas, começam um amaço gostoso, ali mesmo, no balcão da pequena cozinha de Rachel, é quando elas estão se entregando ao desejo que, a porta principal abre-se bruscamente revelando olhos espantados e curiosos e um sorriso de lábios enormes, as meninas se assustam.

- Ohh, caraca, não imaginava encontrar isso, pelo menos não tão cedo, bom dia meninas!

- MAS QUE DROGA, SAM, TE DEI ESSA CHAVE PRA EMERGENCIA, NÃO PODE IR ENTRANDO ASSIM NA CASA DOS OUTROS.

- Como se você fosse os outros, calma, calma, aquieta as periquitas ai, só vim pegar uma jaqueta que esqueci, e já vou embora.

Quinn ria, se escondia atrás de Rachel e do balcão, pois estava somente de calcinha e regata, Rach a abraçava, ajudando a cobri-la.

- VAI LOGO SAM!

- Já vou, já vou, hum, vocês lésbicas são muito rápidas, depois nos, os homens é que somos safados e rápidos.

Sam falava para provocar a morena, enquanto procurava a jaqueta.

- CALA A BOCA, SAM, HUFFF.

- Pronto, achei, já estou indo.

Sam olhou para as meninas, como se bisbilhotasse curioso em saber como estava Quinn atrás do balcão. Foi em direção da porta e saiu, fechando a porta, mas voltou e falou rindo.

- Vocês são realmente quentes, essa imagem vai ficar na minha mente o resto do mês, só precisava falar isso.

- SAMMMMMMMM...

Fechou a porta rindo, Quinn também ria, era bonita essa relação entre Rach e Sam.

- Desculpe, Q, ele é assim, abusado, mas é uma boa pessoa.

- Não tem problema, gosto dessa relação de vocês, são como irmãos, sabe, é bem bonito de ver.

- Na verdade, é bem isso, Sam é o irmão que meus pais não me deram, o amo muito.

Quinn ria e acarinhava sua morena, pensava em como os humanos tinham uma sensibilidade aflorada, as coisas que sentiam e não percebiam, Rachel e Sam não se conheciam somente nessa vida, a relação dos dois já vinha de muitas outras existências, por isso essa ligação forte que um sentia pelo outro, mas isso era uma outra história, que talvez Quinn tivesse oportunidade de contar a morena.

Santana abrirá os olhos novamente, estava cansada, fraca, pois já fazia algum tempo que não se alimentava, foi recobrando os sentidos aos poucos, a claridade que vinha das janelas grandiosas rodeadas por cortinas brancas lhe atrapalhavam a visão, quando conseguira acostumar-se com a claridade observou o local, as janelas grandes, várias espalhadas, a cama onde estava era grande e de lençóis e travesseiros também brancos, cheiroso, fazia tempo que não sentia esse cheiro bom e doce, lembrava vagamente, mas não sabia de onde, de onde estava deitada podia observar o restante da casa, era um estúdio bem espaçoso, via sala com moveis retro, mas de muito bom gosto, uma lareira ao lado esquerdo da sala, e uma grande porta de correr ao fundo, do outro lado avistava um balcão grande e de madeira, que talvez desse para a cozinha.

Levantou-se um pouco, sentando e constatou que o balcão realmente era da cozinha, lá, no meio da cozinha moderna avistou, de costas uma cabeça loira que ia de lá pra cá, sentiu cheiro bom de café, coçou e fechou os olhos por um momento, quando os abriu assustou-se com a loira sentada a sua frente, segurando uma bandeja recheada de café da manhã.

- Ola, bom dia, como se sente hoje?

Santana estranhou, o cheiro doce estava forte agora, e aqueles olhos, eram tão familiares e ao mesmo tempo desconhecidos.

- Eu, hum, estou bem, acho, estou fraca, preciso me alimentar.

Falava desconfiada, olhou para si e viu que vestia um shorts pequeno de malha azul, e uma regata preta, sem soutian. A loira percebera a dúvida na cabeça da morena, resolveu explicar.

- Ontem, depois que te encontrei, te trouxe pra cá, você estava bem machucada e suja, fora o cheiro de enxofre, então te dei um banho, me desculpe o abuso.

Santana sentia-se envergonhada, não sabia o que aquela loira tinha para deixa-la assim, sempre fora abusada e nunca ficaria envergonhada por que alguém a virá nua, não se importava com isso, mas com aquela loira era diferente.

-Quanto a se alimentar, te trouxe um super café da manhã, então, já não tem um problema.

- Não é esse tipo de alimento, loirinha. Não iria entender.

Tentava parecer dona de si para a loira.

- Esse tipo de alimentação eu te forneço depois, sei que precisa dele.

A loira falava séria e triste, bem diferente de segundos atrás.

- Como sabe do que preciso, hum, qual seu nome?

- Brittany, meu nome é Brittany, e sei mais coisa do que imagina, como e depois resolvemos essa sua outra fome.

Brittany afastou-se cabisbaixa, indo em direção a cozinha, deixou Santana tomando café, estava triste pois, sabia que, se a morena precisava se alimentar de outros seres vivos, a culpa também era dela, a morena estava naquela situação para salva-la, sentia-se culpada. Estava lavando a louça, olhava de canto de olho a morena sentada na cama, comendo com vigor e pressa, riu sozinha, lembrou-se do dia anterior, quando dera banho em uma Santana desacordada, colocou-a na banheira e fez de tudo para não olhar de forma maliciosa para o corpo perfeito em sua frente. Era difícil resistir.

Lembrou-se também que precisava de ajuda, precisava falar com Quinn, Britt não tinha autorização de fazer o que estava fazendo, não podia chegar perto de Santana, estava arriscando seu posto como anjo e até mesmo seu bem estar para cuidar da morena, mas não podia mais fingir que não a queria, que não lembrava da morena que a salvou e a conquistou, o que sentia era avassalador.

Enxugou as mão, após acabar de lavar louça, aproximou-se novamente de Santana, a morena levanta os olhos e observa a loira ali, em pé a olhar para si, sentiu o cheiro novamente, percebeu o que acontecia ali.

- Mas que droga, esse cheiro, você é um maldito Arcanjo?

Levantou-se depressa, mas estava fraca ainda, não tinha alimentado se do que realmente precisava, quase cairá, Brittany a segurou pela cintura, abraçando o corpo da morena bem colado ao seu, olhou nos olhos escuros, a boca de Santana era um desrespeito a sua santidade, não resistiu.

- Shiii, calma, vou te dar o que precisa, mas tem que ficar quietinha.

A morena não entendia, não acreditava que um Arcanjo à estava ajudando assim, nem que iria fazer aquilo, era arriscado, ao sugar as energias de um ser divino poderia não querer parar mais, e suga-la até a morte. Mas Brittany não ligava para os riscos, faria de tudo por Santana.

Encostou seus lábios aos lábios cheios da morena, imediatamente Santana começou a sugar sua energia, os olhos que já eram escuros ficaram totalmente negros, podia sentir a energia forte de Brittany, estava se restabelecendo e já segurava forte a cintura da loira, foi quando fora surpreendida, por olhos de um azul piscina a lhe olhar com amor e com a língua macia da loira adentrando sua boca, estava extasiada, o beijo que era para sugar a vitalidade da loira tornou-se um beijo apaixonado, Santana já não a sugava mais, agora massageava a língua macia com a sua, seus olhos negros, aos poucos voltavam ao normal, com calma e delicadamente colocará o corpo perfeito de Brittany deitado no colchão, a loira estava com um shorts jeans e camisão branco jogado de lado, com o ombro direito a mostra. Santana se aconchegou em cima de Britt, entre suas pernas, o beijo se aprofundou, mãos já percorriam os corpos e pequenos gemidos eram emitidos por lábios que também soltavam as respirações ofegantes. A morena desceu os lábios pelo pescoço alvo em chupões e mordidas leves, a loira jogou a cabeça pra trás em prazer absoluto, segurava a cabeça de Santana com as duas mãos, era muito bom tê-la assim, mas antes que as coisa se descontrolassem tinha que parar, tinha que conversar com Santana.

- Sant, espera, temos que conversar.

- Não, não temos não, está tão gostoso, hum!

- Aim, nossa! Eu sei, mas não vai acontecer assim, nem agora, entende?

A morena parou o que fazia e olhou para a loira, queria brigar com ela, por ter cortado o tesão e pela frustação de não saber o que acontecia, mas não conseguia ficar brava com a loira.

- O que é você, hem? Por que me sinto assim perto de você, Arcanjo?

- Não sou Arcanjo, Sant, não ainda, sou um mero anjo fujão, fugi para te encontrar, tenho muita coisa pra te contar, vai depender de você o caminho que vai escolher.

- É estranho um demônio como eu falar isso, mas, estou com medo!

Santana deitou-se no peito de Brittany, sentia-se segura ali, sentia-se outra e não mais o demônio sem piedade que era.

- Também estou com medo, mas pode acreditar, agora que te encontrei, não vou te deixar mais, nunca mais!

Notas finais
Desculpem os erros. ;)