Entre o Céu & o Inferno
6 Capítulo 6 - Saeculum Obscurum–(Idade das Trevas)
Notas iniciais
bjs. e comentem.
;)
Meados do século XIV foi uma época marcada por muita dor, sofrimento e mortes na Europa. A Peste Bubônica, que foi apelidada pelo povo de Peste Negra, matou cerca de um terço da população europeia. A doença mortal não escolhia vítimas. Reis, príncipes, senhores feudais, artesãos, servos, padres entre outros foram pegos pela peste.
O pandemônio estava instalado, e foi em meio a essa confusão e morte que mais uma batalha entre o bem e o mal se iniciou, haviam muitas almas à serem arrebatadas ali, e foi ali que a existência de Santana Lopez deu uma virada, existência pois, um anjo não tem uma vida, como os humanos, seu tempo é contado por existência, a quanto tempo existe, e sim, Santana era um anjo, melhor dizendo, Santana era um dos Arcanjos mais poderosos, destemidos, justo, do exército do grande Senhor, era também, curiosa, a vida dos seres humanos a encantava, gostava de observa-los, sabia tudo sobre aqueles filhos livres do seu senhor, sentia uma pitada de inveja do livre arbítrio dos seres da terra, e foi essa última qualidade, a curiosidade de Santana, que começou uma virada em sua existência.
Enquanto a Peste Negra arrasava os países da Europa Quinn, Santana, Kurt e Will foram enviados a uma pequena cidade da Holanda, as coisas por la não estavam fáceis, muitos demônios haviam se aproveitado do fato de que, os grandes centros estavam mais focados pelos grandes de cada lado e, começaram a colher almas sem nenhum tipo de julgamento, esses demônios torturavam suas presas alimentando-se de seu desespero e angustia, depois de sua carde fétida, podre consumida pela peste, para logo depois arrebatar suas almas para o lado negro.
Quando um humano está entre a vida e a morte um anjo e um demônio são enviados para disputar por sua alma, é quase como um pequeno julgamento dos valores e feitos do moribundo em questão, o destino de sua alma é decidido pelo que fizera em vida, então, assim, segue-se o anjo para sua existência no Eden e talvez reencarnação ou segue-se o demônio, para passar o restante de sua existência na escuridão.
Os Arcanjos Quinn e Santana e os anjos, Kurt e Will foram enviados para a pequena cidade Holandesa para consertar as coisa, logo que chegaram avistaram centenas de demônios de todos os tipos, a cidade estava um verdadeiro inferno, eram Succubus em becos escuros sugando o prazer e desespero de homens e mulheres, grandes cães , musculosos e de olhos vermelhos perseguindo e alimentando-se de carne humana, figuras monstruosas, desfiguradas de um lado pro outro, Os seres celestiais começaram seu trabalho, uma pequena guerra, empunhavam suas espadas de um prata reluzente e um a um executavam os demônios inglórios, separaram-se, Quinn seguiu com Will para o norte, enquanto Santana e Kurt foram para oeste.
- As coisas estão quentes, Santana, não sei se damos conta!
- Cala a boca, Kurt, é por isso que você continua um simples anjo da guarda, sabia? A covardia bateu ai e ficou.
Santana sempre fora explosiva, foi nesse momento que, Santana reconhecera o gigantesco cão negro de olhos vermelhos, reconheceu a cicatriz nas costas do cão, aquele ferimento fora feito por ela.
- Kurt, presta atenção, acabei de ver Blane, se ele está por aqui é por que tem algum demônio grande por aqui também, vou segui-lo, vai atrás de Quinn avise a ela e volte aqui o mais rápido possível, entendeu?
- Santana, é perigoso segui-lo sozinha.
- Vai agora, Kurt, não podemos perder tempo.
Kurt seguiu a procura de Quinn, enquanto Santana seguia o grande cão, era uma cidade pequena, basicamente de agricultores e produtores de flores, era rustica de casas pequenas que rodeavam uma praça onde tinha uma fonte em forma de anjo, logo ao lado direito uma taverna e um pequeno comercio de mantimentos, o restante das construções ali eram de pequenas casas. A morena seguiu o rastro do cão entre as vielas e becos, viu quando o mesmo entrou em uma casa, quando a mesma entrou viu o grande cão transformando-se em um jovem homem de cabelos negros, ondulados e bem penteados, não era muito alto, mas tinha o corpo bem feito, assim como o rosto e os olhos castanho, expressivos, logo a direita do rapaz, o corpo de uma jovem, e foi quando Santana olhou para a jovem ali caída que tudo tomou um rumo diferente.
A jovem encontrava-se entre avida e a morte, estava doente, Santana olhou e seus olhos e, mesmo sem forças a jovem garota retribuiu o olhar, olhos grandes de um azul claro como o céu em dia de sol quente, rosto delicado, de traços finos, pele alva, como um floco de neve, os cabelos desciam lisos pelos ombros, eram cheios e loiros, lábios finos e rosados, corpo atlético, de quem trabalhava duro, era uma garota lindíssima. O coração do Arcanjo saltou, não sentiu-se embebida por aquele olhar, estava prendida, sentia que aquela criatura era dela, assim como ela mesma era da criatura ali jogada.
Aproximou-se e colocou-se a frente da jovem, em uma posição de defesa, não deixaria nada nem ninguém tocar aquela relíquia.
- Afaste-se Blane, ela não é sua, não irá leva-la.
O jovem ri, fazia alguns tempo que não encontrara Santana.
- Ora, ora, a quanto tempo jovem arcanjo, quase senti saudade de você, ainda me lembro da sensação da última vez que nos encontramos, não foi muito agradável pra mim, mas gosto de coisa desagradáveis.
O jovem falava enquanto passava a mão em sua cicatriz, nas costas, lembrando Santana do que havia lhe feito.
- Não quero saber de conversa, pode dar meia volta, e sair.
- Sente, arcanjo, sente a energia que sai dessa humana, ela é pura, um coração puro e alma clara e leve. Eu quero essa alma pra mim, cheguei primeiro.
- Você não vai tocar em um fio de cabelo dela, entendeu?
- O que se passa, Santana? Olhe pra ela, ela vai morrer a qualquer momento, então facilita e sai da frente, hum?
Santana olhou para a jovem, a respiração difícil, abaixou-se e tocou-lhe a face, tomou o corpo claro nos braços, passou a mão direita pela face da loira, perguntou baixinho, só para a garota ouvir.
- Qual seu nome, minha bela criança?
A loira sussurrou com dificuldade.
- Bri, Brittany!
- Vou cuidar de você, Brittany!
- Ela é minha.
Santana falou enquanto encarava o homem a sua frente.
- Ei, mas o que acontece Santana, tem algo a mais ai, oh, não, isso não é possível, o belo arcanjo apaixonou-se pela moribunda?
Blane ri, gargalha, Santana abraça a loira ainda mais forte, o que estava sentindo ali era intenso, as vezes, muito raramente isso acontecia com seres de mundos diferentes, uma ligação forte, avassaladora, algo como pertencer ao outro, quando acontece sabe-se na hora que, aquele ser lhe acompanhará pelo resto de sua existência. Santana estava desesperada, a jovem em seus braços estava partindo, não poderia ficar com ela, sabia que seu grande senhor não permitiria que ficassem juntas se ela passasse para o outro plano, não era permitido anjos e almas recém arrebatadas conectar-se, não tinha o que fazer.
O demônio era esperto, viu ali, uma chance de levar vantagem, a maior das vantagens, começou a colocar um plano recém bolado em prática.
- Sei o que está pensando, Arcanjo, sei de uma forma, uma forma de ficar com ela.
- Como?
Santana estava tão encantada que faria qualquer coisa para salvar e ficar com a criatura ali, em seus braços.
- Ela está doente Santana, para salva-la você pode abdicar da sua santidade, da sua existência como arcanjo, se tornará humana, e prometo que devolvo a vida e a saúde a jovem loira, poderá ficar com ela, e terá livre arbítrio, o que acha?
Santana pensou, sentia a respiração de Brittany diminuir a cada segundo, para tornar-se humana, Santana teria que perder suas asas, arrancando-lhe a santidade, não pensou por muito tempo, colocou o corpo de Brittany no chão, virou-se para Blane e tirou seu casaco, como passe de magica um par de asas enorme, branco e imponente apareceu em suas costas, Blane assustou-se, era realmente impressionante ver um arcanjo assim, por inteiro. Era simples, o demônio teria que arrancar as asas de Santana, ela seria um anjo caído, um humano, poderia viver como todos os outros humanos que tanto admirava, só não imaginava que, os planos de Blane eram outros, conectou-se com o senhor das trevas, esse observava a cena toda, se Lucifer tocasse nas asas de Santana, essa nunca mais seria um ser da luz, a partir daquele momento seria um demônio, assim como Blane, e foi isso que foi feito, no momento em que o jovem satânico iria arrancar-lhe as asas, Lucifer materializou-se em seu lugar, segurando as grandes asas com força e arrancando-as do corpo de Santana, o grito que o arcanjo deu fora ouvido em vários níveis e mundos.
O grande Senhor dos céus chorou, derramando uma forte chuva, jogando sua dor pela perda de sua filha, fora imprudente, deveria ter tomado conta melhor de seus arcanjos, perdera uma de suas luzes.
Quinn ouvira o grito e correu em direção a Santana, quando chegara encontrou o corpo nu da morena coberto de sangue, a mesma estava nos braços de lucifer, desacordada, ao lado dele Blane em sua forma de cão, Quinn olhava assustada, aquilo não poderia ser verdade, não, não sua fiel amiga, irmã, não com Santana. O homem olhou pra Quinn, sorriu, beijou os lábios de Santana que permanecia desacordada, e falou.
- Diga ao seu senhor, que cuidarei muito bem de minha mais nova filha.
Desapareceram, em uma fumaça negra com cheiro de enxofre, Quinn cairá em um choro compulsivo, logo depois Kurt e Will adentraram ao lugar, todos ainda não conseguiam acreditar no que tinha acontecido.
Will chegara perto de Brittany, pegou a jovem no colo, sentia seu coração puro.
- Ela é pura, Quinn, não podemos deixa-la aqui, sei que não é o momento, mas.
- Leve-a, o lugar dela não é aqui, partiremos agora.
Saíram do lugar, Quinn olhou pra trás limpando uma lagrima, as coisa mudaram rápido demais, naquele dia, o lado do bem conseguirá um novo anjo, Brittany, porem perderam o melhor Arcanjo dos céus. Santana não existia mais naquele plano.
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