Entre o Céu & o Inferno

4 Capítulo 4 - Origens.


Notas iniciais
Galera, mais um. Espero que gostem. OBS. minha fic é puramente fictícia, não gostaria que ninguém ficasse ofendido pela história, nenhum problema com religiosos extremistas, por favor. bjs. ;)

Quinn sairá da companhia de Ranchel e partiu em busca de ajuda. Quinn nunca tivera nenhum tipo de contato íntimo, o selinho que Rachel lhe dera fora seu primeiro contato desse tipo, anjos não tinham autorização para terem esse tipo de intimidade com humanos, diferente dos humanos, não possuíam livre arbítrio, não eram livres para ir e vir, esse dom maravilhoso foi dado pelo grande senhor somente aos humanos, por isso muitos anjos ao se conectarem com humanos tomavam a decisão de abdicar de sua existência celeste e tornavam-se humanos ou até mesmo escolhiam o outro lado, Quinn precisava saber o que fazer e como fazer, e sabia muito bem quem poderia lhe ajudar nisso.

Noah Puckerman, dono de olhos verdes e rosto quadrado e bonito, cabelos negros e corpo atlético, serviu a luz até o dia em que, em uma missão conhecerá alguém que mudará sua vida, Shelby Corcoran era uma professora de ensino médio, tinha seus 37 anos, morena, olhos escuros, uma mulher muito bonita e solitária, quando Noah a virá pela primeira vez, começou a duvidar se, servir ao senhor como fazia era realmente o certo para o restante de sua eternidade, em pouco tempo conhecera Shelby e entregou-se a ela, escolheu a mortalidade, viver uma vida normal e finita ao lado de seu amor. Desde então nunca mais Noah viu um de seus irmãos celestiais, sempre podia sentir a presença deles, mas nunca os via, sentia saudade.

O moreno trabalhava em sua oficina improvisada, nos fundos de casa, era um apaixonado por carros, de onde estava podia enxergar a grande janela da cozinha, la dentro sua esposa cozinhava algo enquanto cantarolava, Noah adorava ouvir Shelby cantar, a morena enxerga o homem e lhe joga um beijo que é correspondido por ele, foi nesse instante que Noah sente a presença, sente uma brisa gostosa tomando seu corpo, um cheiro adocicado e leve, fecha os olhos e respira fundo, aproveitando aquele sentimento de calma e proteção, fazia tempo que não sentia a presença assim, tão forte, continuou seu trabalho, quando é surpreendido por uma voz, atrás de si.

— Eu realmente não acredito no que você fez em seu cabelo, isso parece um animal morto em sua cabeça.

Noah riu, conheceria aquela voz em qualquer lugar, passasse o tempo que fosse, virou-se e viu a imagem da jovem mulher em sua frente, estava sentada no capo de um velho carro estacionado em um dos cantos da garagem, não os via a tanto tempo que esquecerá o quão bonitos podiam ser, em pensar que um dia tinha sido um deles, sua escolha pela humanidade lhe cobrou seu preço, seu corpo sente o passar do tempo, continua um belo homem, mas não mais um homem tão jovem.

O moreno pegou uma cerveja do pequeno cooler que havia ali, e sentou-se ao lado de Quinn, no capo do automóvel.

— Você está velho, Noah.

A loira falava sorrindo, olhando o velho amigo.

— Sim, e você continua angelical Quinnie, e quanto ao meu cabelo, isso chama-se estilo, coisa que vocês, celestes, não tem.

A loira ri da forma como o moreno tenta provoca-la.

— Sentio saudades, Noah, éramos amigos.

— Ainda somos, Quinn, sempre seremos, até que tenha que vir buscar-me, e espero que você venha antes que um dos outros chegue, cometi alguns pecados, talvez queiram me levar para o outro lado.

Quinn adorava o senso de humor do moreno, lembrava de como divertiam-se quando ele era um anjo, como ela.

— O que te trás aqui, Quinnie?

— Não posso vir visitar um antigo amigo?

Noah sorri de lado, debochando!

— Não! Sabemos que não tem autorização pra isso.

— Está certo, preciso de sua ajuda.

O moreno olhava para Quinn, ficou em silencio admirando a antiga amiga, tomava sua cerveja esperando até que esta começasse a falar, a loira suspirou, olhou para dentro da casa de Noah, avistara Shelby distraída, olhou novamente seu amigo.

— Valeu a pena, Noah? Valeu a pena perder sua santidade e imortalidade por ela?

Noah riu baixo, olhou para o céu alaranjado com o por do sol, suspirou e começou a falar.

— Valeu cada minuto, cada descoberta, dor, medo, fome, valeu muito a pena, Quinn, pra ficar com ela, pra poder senti-la.

Quinn falou-se por alguns minutos, pensativa olhando para o céu, olhou novamente para Noah.

— E como é?, Senti-la, toca-la, Qual a sensação?

— Bem, não sei como te explicar, quando estou com ela, é como se nada mais importasse, como se o restante do mundo não existisse, quando faço amor com ela, é, é como se eu subisse no prédio mais alto que existe e me jogasse de lá, sentindo todas aquelas sensações, o calor, o peito que parece explodir, e logo depois vem a calmaria, a sonolência, o riso fácil e bobo!

— Eu não compreendo, não consigo assimilar isso!

— Claro que não consegue, Quinn, ainda não experimentou essas sensações, só saberá se vive-las, mas por que me pergunta, o que se passa com nosso mais belo arcanjo?

— Estou em missão, tenho que, que proteger uma garota, tenho que mante lá na luz, mas, ela é um pouco diferente, o grande senhor diz que ela é especial.

Noah sabia de quem Quinn estava falando, se ela estava em missão por causa daquela garota, era por que as coisa podiam sair de controle a qualquer momento.

— Você sabe por que ela é tão especial, Quinn?

A loira olha pensativa para as próprias mãos, não tinha muitas informações, o grande senhor só lhe falará o suficiente.

— Não, só sei que, meu dever é mantê-la em segurança e longe das influências do outro lado

Noah vira-se para ficar em frente ao ser angelical, coloca a pequena garrafa de lado e lhe explica.

— Você reparou nela, Quinn? Reparou como a pele dela é morena, mesmo com o clima frio de Nova York, como seu nariz é diferente dos outros e os olhos, de um castanho profundo, misterioso, os cabelos dela são grossos e de uma coloração diferente, como se ela não fosse daqui, não é?

— O que quer dizer, Noah, ela é daqui, do interior, mas.

— Eu não disse que ela não era daqui, mas seus ancestrais! Pense um pouco, Quinn! O por que de ela ser tão especial?

Quinn pensou por alguns minutos, quando a resposta lhe viera a mente, não pode acreditar.

— Não pode ser! Noah, isso é possível?

— Sim, Quinn, isso não é só possível, isso é real.

— Mas então, você está me dizendo que, Rachel é descendente direta? Que ela é da linhagem pura?

— Sim Quinn, Rachel é descendente direta, sangue real. Seus ancestrais são merovindios.

— Noah, isso é mais perigoso do que eu imaginava, eu achei que a disputa era por algumas almas, mas isso coloca em risco tudo, todos os planos físicos e não físicos. Por que o grande senhor não me contou?

— Tenho certeza que ele sabia que você descobriria, ele tem muita fé em você, sempre teve.

Os dois sorriram, Quinn agora tinha a certeza de que, Rachel não era somente uma peça de uma simples disputa, sabia que teria que protege-la, custe o que custar, cuidaria da morena mesmo que arriscasse sua imortalidade.

Conversaram por mais alguns minutos, até que Quinn fora embora, Noah entro em casa e encontrou a esposa colocando a mesa do jantar, a abraçou forte, por trás, cheirou seu cangote, a mulher ria, era apaixonada por aquele bobo de moicano.

— Ficou um tempão la fora, no capo do carro, o que fazia meu amor?

— Estava conversando com os anjos, minha vida.

A mulher riu, para ela Noah estava brincando.

— É mesmo, e o que eles disseram?

— Eles disseram, que muita coisa vem por ai meu amor, mas agora, eu só quero beijar você.

E assim Noah o fez, beijou sua amada, forte, com a promessa de protege-la de dias difíceis que estavam por vir.

Notas finais
Desculpem os erros.