Entre o Céu & o Inferno

2 Capítulo 2 - Que os jogos comecem!


Notas iniciais
Mais um. Que comecem os jogos! Bjs.

O bairro do Brooklyn em Nova York faz parte dos subúrbios, formado por ruas de casas e prédios antigos, e comunidade típica Novayorquina, pessoas indo e vindo com suas vidas atribuladas, mal há tempo de dizer um bom dia, o dia a dia de uma grande metrópole.

Em um desses prédios antigos de cinco andares, mais precisamente no quinto e último andar, residia uma garota, com seus 24 anos, morena, cabelos cor de chocolate meio amargo, ondulados e brilhosos, lábios carnudos que deixavam qualquer um distraído quando está sorria, um sorriso de dentes perfeito, brancos, era de baixa estatura, porém, dona de pernas realmente muito compridas e atléticas para o seu tamanho, o nariz mais avantajado, ao contrário do que poderia parecer, era seu charme, deixava seu rosto ainda mais bonito, e os olhos, os olhos escuros e profundos, olhos que parecem sempre esconder um segredo. Essa era Rachel Berry, uma aspirante a atriz da Broadway que sairá de uma pequena cidade do interior para tentar seu grande sonho em Nova York.

Estava deitada em sua cama, na grande janela as cortinas cor de vinho estavam mal fechadas deixando a claridade do dia entrar e tocar a pele bronzeada do rosto de Rachel, a morena desperta aos poucos, está cansada, noite passada estreou em uma peça Off- Broadway e depois tivera toda a comemoração, bebera demais, não lembrava-se de como havia chegado em sua cama, mas ao olhar para o lado descobriu. O corpo branco do rapaz ao seu lado estava arrepiado, talvez de frio, pois o mesmo não estava coberto e nem vestido, olhou o rosto do mesmo, estava em sono profundo, os cabelos loiros caídos nos olhos, os lábios excessivamente grandes entreabertos, o corpo musculoso, o peito que subia e descia ao respirar.

Rachel fez uma careta e soltou um grito empurrando o jovem loiro de sua cama, fazendo-o cair ao chão.

— MAS, QUE DROGA SAM, O QUE ESTÁ FAZENDO PELADO NA MINHA CAMA?

O garoto ri, gostava de irritar Rachel, levanta-se e se espreguiça, como se não estivesse nu.

— OHHH, eu não sou obrigada a ver isso.

— Claro que não minha delicia, mas ontem você além de ver, tocou, e muito.

Rachel joga um travesseiro em direção ao loiro, ele pega e vai em direção ao pequeno banheiro do quarto.

— Você deveria me agradecer, estava bêbada ontem, eu te trouxe em segurança pra esse muquifo.

A morena revirou os olhos e bufou, levantou-se e foi até a porta do banheiro, observava o loiro no banho, encostada na porta.

— E por que, diabos você estava nu?

O garoto ri e olha pra morena, está embaixo do chuveiro.

— Por que alguém simplesmente vomitou em mim! Que droga Rachel, já me viu pelado antes, para de drama, hum? Faz aquelas panquecas divinas que só você sabe fazer?

Apequena bufa novamente e se encaminha a pequena cozinha, conhecia Samuel Evans desde muito pequena, cresceram juntos eram melhores amigos, e ex namorados, namoravam em uma época que Rachel Berry achava que era heterossexual, descobriu-se no colegial, Sam lhe deu total apoio, amava a pequena morena, sabia que ela faria parte de sua vida pra sempre.

Uma coisa interessante sobre Sam Evans era o fato de que ele, desde muito pequeno tinha o dom da clarividência, ele podia ver e sentir coisas que os outros não podiam, Sam sabia que Rachel viera ao mundo por um motivo maior, não conseguia saber o que era, mas sabia que teria que protege-la, e era o que fazia, protegia Rachel de tudo que pudesse prejudica-la, era como um irmão.

Tomaram café e partiam para começar um novo dia, estavam na calçada em frente ao prédio de Rachel, o loiro iria em direção ao escritório de arquitetura em que trabalhava, enquanto Rach partia para mais um ensaio de sua peça, foi quando Sam sentiu a presença, era forte e sombria, um vento gelado soprou seus cabelos, um arrepio subiu por sua espinha, começou a tremer os lábios como se o frio fosse mais intenso do que estava, Rach percebera a situação do amigo, puxou Sam para um abraço protetor, abraçou sua cintura com força.

— Ei! Grandão, o que está acontecendo, hum?

Sam a olhou nos olhos, estava preocupado, jamais em sua vida havia sentido uma presença como aquela, tomou o rosto da morena em suas mão e falou sério.

— Quero que tome cuidado, pequena, muito cuidado, as coisa vão mudar muito rápido.

— Sam, não gosto quando fala essas coisas assim, desse jeito, me assusta.

— É pra ficar assustada, quero que tome cuidado, me ouviu?

Na esquina, uma morena vestida de negro observava a cena, Santana sentia as vibrações de Sam, não achou bom.

— Droga, um iluminado! Ele vai me dar trabalho, já sentiu minha presença.

Sam e Rachel despediram-se, seguiram caminhos opostos, Santana queria seguir a pequena e deliciosa morena, mas tinha coisas a resolver primeiro, começou a caminhar atrás do jovem loiro.

A cada passo Sam sentia-se mais desesperado, um peso em seu coração, o calafrio persistia, acelerou o passo, chegou a esquina da avenida e preparou-se para atravessar.

Santana estacou, parou na esquina com um sorriso doentio, olhos fixados na cena, o prazer tomava seu ser enquanto observava Sam atravessar a rua e um caminhão vir em alta velocidade em direção do jovem rapaz, em pouco minutos o caminhão alcançaria o corpo forte, provavelmente jogaria Sam a alguns metros de distância, Santana podia prever o prazer que sentiria ao ver o corpo antes quente e vivo, se retorcer em dor até que o último suspiro fosse emitido pelo garoto, queria o prazer de ver o sangue vermelho escorrer pela carne morta e de tomar a alma recém saída do corpo.

Sorria ao imaginar tudo aquilo, olhos fixados, quando o jovem estava bem no meio da travessia percebeu o perigo, já não tinha o que fazer, assustou-se, foi quando sentiu um puxão forte, fechou os olhos, quando os abriu estava na calçada, com todos os pedestres o observando, estava confuso, olhou para alguém que segurava suas mãos.

— Está bem rapaz? Foi um belo susto.

Sam nunca tinha visto ser mais belo, era realmente um anjo em sua frente.

— Eu, eu, es, estou bem! Eu acho.

Falava sorrindo, todo aquele desespero e peso que sentia havia se dissipado, Quinn sorria de volta para o rapaz, salvara o menino no último momento.

— Bom, foi só um susto, não? É melhor seguir seu caminho, e tomar mais cuidado da próxima vez.

—Cla, Claro,eu, humm, obrigado moça,, é qual seu nome?

— Quinn, Quinn Fabray, é melhor ir agora Sam.

O jovem homem seguiu seu caminho com aquela sensação diferente, leve, gostosa. No meio do caminho lembrou-se que, não havia falado seu nome para a bela loira.

— Mas, eu não lhe disse meu, nome, como?

Percebeu que algo fora do comum acontecera ali, o melhor a fazer era seguir, não desvendaria nada agora.

Quinn olhou em direção a Santana, a morena sorria largo, debochado. A loira seguiu andando, Santana foi a seu encontro, achava tudo divertido.

— Quinnie, Quinnie, hummm, estava pensando em quem o outro lado enviaria pra disputar comigo, só poderia ser você!

Andavam lado a lado, Quinn seguia séria, olhava pra frente, mãos nos bolsos do casaco creme, estava com um jeans claro e botas pretas, cabelos soltos, Santana seguia sorrindo a seu lado, também com mãos nos bolsos, jeans escuro e jaqueta preta, cabelos em um rabo de cavalo alto.

— Não vai falar com velhas amigas Quinnie?

— Já não é minha amiga a muito tempo Santana.

— É uma pena, tenho saudades de olhar pro seu rosto bonito.

— Já matou a saudade.

Santana parou puxando o braço de Quinn, fazendo a loira olhar em seus olhos.

— Sabe que não vou medir esforços pra ganhar essa disputa, não?

Quinn olhava a morena, sabia que com Santana não existia limites, sabia do que ela era capaz.

— Sei Santana, só lembre-se que, as regras são claras, sem poderes aqui, nesse plano.

— Ohh, eu sei, não me venha com sermões, o loiro gostoso estava distraído, o que aconteceu lá atrás não tem o meu toque.

— Não tenho tanta certeza assim. Mas é melhor deixar por isso mesmo, segue seu caminho, vou seguir o meu.

— Claro Quinnie, sempre muito correta, chata

Santana bufava, Quinn seguia sem olhar pra trás, Santana ficou observando, mãos novamente nos bolsos, não resistiu, precisava provocar.

— Quinnie, saiba que a baixinha gostosa já é minha, você não tem chances nesse jogo!

A loira parou, sorriu e falou sem olhar pra trás.

— É o que vamos ver, Santana. Que os jogos comecem!

Notas finais
Espero que gostem. Desculpem os erros. Bjs ;)