Entre o Céu & o Inferno
14 Capítulo 14- Recaida
Notas iniciais
Algumas horas haviam se passado quando a latina acalmou-se e resolvera sair de seu esconderijo no banheiro do apartamento de Brittany, ao sair avistou a loira adormecida na cama, aproximou-se da loira e notou seu nariz vermelho de tanto chorar, seu coração se apertou, não se lembrava de sentir dor por alguém, era muito arriscado ficar ali, seu desejo de consumi-la ainda estava presente, decidiu que tinha que extravasar esse desejo, para manter Brittany em segurança, protegida de si, pelo menos por um tempo.
Vestiu-se com um jeans escuro, botas e jaqueta, os cabelos em um rabo de cavalo e saiu sem acordar seu anjo, iria saciar-se.
Andou por um tempo pelas ruas de New York, a procura, caçando, até que avistou um bar repleto de jovens, ali ela sabia que teria o que queria facilmente, adentrou o local emanando uma energia sexual avassaladora, durante os trinta minutos que ficou a observar a movimentação foram muitas as investidas de diversas pessoas, mas ninguém que lhe interessasse, até que ao longe, sentada junto a um grupo de 5 jovens Santana avistou sua presa, era uma garota, com seus 20 anos, ruiva com belos olhos verdes cintilantes, 1,65 de altura, sardas pelo rosto e colo, cabelos vermelhos desciam em cascatas pelo ombro esquerdo, deixando o pescoço alvo e comprido do lado direito a mostra, Santana salivou ao imaginar-se devorando aquela carne jovem, a garota lhe lançava olhares e sorrisos tímidos, a latina tratou logo de retribuir com seus olhares e sorrisos matadores, estava encosta ao bar com sua taça de vinho tinto em mãos.
Um dos amigos da jovem ruiva percebera os olhares e o flerte distante, como conhecia a amiga e sabia que por sua timidez nada ali aconteceria resolveu ajuda-la.
– Liz, mas que Deusa é essa? Ela está te comendo com os olhos.
A ruiva sem graça e corada de vergonha tenta disfarçar.
– Não, não Will, ela deve estar me confundindo com alguém que conhece, acontece né?
– Vermelinha, não tente se enganar, ela te quer, olha, olha, como ela morde o lábio e sorri pra você, cara, eu sou gay, mas essa mulher leva qualquer um ao paraíso, ou inferno, ufff.
Diz Will abanando-se com o cardápio.
– Acha que é pra mim Will?
– Oh Deus, eu tenho certeza, você não é cega Liz, gente, vai até lá falar com ela.
–NÃO, não, Will, eu nem saberia o que falar, minha nossa, olha pra ela, é muita areia pro meu caminhãozinho.
–Ruiva, fala sério, você já se olhou no espelho? Liz, você é linda, não entendo essa sua baixo estima sem razão alguma. Mulher você foi beijada pelo fogo,
A ruiva sorri para o amigo com a cabeça abaixada, levanta os olhos e lança um olhar tímido em direção a latina, Santana sorri e com o dedo chama a menina.
– Oh, oh cara, vai, vai logo Liz, ela está te chamando.
– O que eu falo pra ela Will, meu Deus, estou nervosa.
– Ruiva, aquela Deusa vai fazer tudo por você pelo o que eu vejo, a mulher é um furacão, mas vai la e conversa sobre qualquer coisa, elogia, sei la Liz, só vai.
O garoto empurra a ruiva que parte em direção da latina, estava rubra de vergonha, não sabia o que fazer, no percurso até o bar onde a latina estava sentada ela olhava pra trás procurando o apoio do amigo que lhe sorria em incentivo.
Chegando em frente a latina Liz levantou os olhos e pode ver o quão bonita realmente a mulher era, ficou sem saber o que falar, mas Santana não teria problemas com isso, ela faria tudo.
– Olá ruiva linda.
A garota lhe sorriu abertamente.
– O, oi, oi hum sou Liz.
– Oi Liz, sou Santana, muito prazer.
A latina segurou a mão da mais jovem com suas duas mãos, acariciando a mão pálida da menina e lhe beijou o cantinho dos lábios, não chegou a ser um selinho, mas foi o suficiente para a ruivinha suspirar. Santana sorriu, seria mais fácil do que imaginava.
– Senta aqui comigo? Queria muito te conhecer.
A ruiva concordou e sentou-se ao lado da latina.
– Você bebe o que?
A garota olha para o copo de Santana.
– Pode ser o mesmo que você, humm vinho né?
– Isso, ótima escolha, não é atoa que até os padres bebem dessa delicia. Amigo, pode me trazer mais uma taça de vinho?
Em um dos cantos mais escuros do bar uma loirinha angustiada assistia a cena, Santana sairá de casa tão desnorteada por saciar-se que não percebera Brittany lhe seguindo, a loira estava em desespero, mas decidiu por deixar a latina agir, mesmo com seu coração machucado pela atitude da latina, mas ela sabia que Sant precisava daquilo, que seu desejo era maior que ela, e se a latina saiu para procurar fora, era para proteger sua loira.
Passaram-se cerca de duas horas entre flertes e taças de vinho, Liz estava bem mais solta por causa da bebida e de como Santana sabia envolve-la pra deixa-la a vontade. A latina já estava impaciente, tinha que se alimentar. Levantou-se do banquinho alto em que estava sentada e segurou a cintura de Liz trazendo a ruiva colada em seu corpo, a garota tremia nervosamente, excitada, Santana olhava aqueles olhos meigos, lhe traziam lembranças de Brittany, mas resolveu que era preciso. Encostou os lábios em beijos pelo pescoço, subiu pela linha do maxila e tomou o lóbulo da orelha em um pequeno chupão.
– Hummm, cheirosa, gostosa!
Liz que estava com os braços em volta do pescoço de Santana solta um pequeno gemido o que faz a latina sorrir, a ruiva olha em direção ao amigo e esse da um soquinho no ar comemorando a conquista da amiga, a ruiva sorri.
– Vamos sair daqui, hum? Você sai daqui comigo Liz?
A ruiva olha nervosa e sem ação para a latina.
– Eu, eu, não sei, eu.
– Quero tanto você, quero sentir seu gosto e sua pele, humm, seu sabor.
Mal sabia a ruiva que Santana lhe provaria de todas as maneiras possíveis
– Eu, Santana, eu, eu nunca.
– Shii!
Santana a cala com um beijo, o primeiro da noite, Liz se derreteu, era tesão demais, aquela mulher era perfeita, sexy, engraçada e carinhosa, entregou-se.
Ao ver o beijo o estomago de Brittany embrulhou, as lagrimas caiam por seu rosto
– Eu vou com você, vou pra onde quiser.
Santana sorriu, segurou Liz pela cintura, pagou a conta a saiu, a ruiva ainda olhou para o amigo e lhe sorriu, ele lhe sorriu de volta movendo os lábios lhe desejando sorte. Era tudo o que Liz precisava.
Morena e ruiva andaram de mãos dadas por algumas ruas, os lugares por onde passavam ficavam cada vez mais desertos e sinistros, a ruiva estava assustada.
– San, não é melhor pegar um taxi, pode ser perigoso aqui.
Santana sorriu e lhe deu um selinho.
– Não minha criança, já estamos perto
Brittany vinha um pouco atrás.
Ao chegar a uma rua extremamente deserta Santana puxa Liz para um dos becos escuros, a ruiva dá um gritinho de susto, a latina a encosta contra a parede e lhe ataca com beijos e passar de mãos.
– Ahhh, San, eu.
– Shiii, quietinha, hummm, preciso de você.
– Mas, San, aqui?
– Calma minha ruivinha, só quero um amasso bem gostoso, pode ser, humm?
Santana a beijava e tocava o corpo da jovem, Liz estava mais que entregue, gemia o nome de Santana quando essa forçava sua coxa forte no centro da garota.
– Está gostoso né, hum? Isso, fica bem excitada pra mim, eu preciso disso, assim, sua energia poderosa pra mim.
Santana estava faminta por energia e ao tocar o sexo da jovem por cima da calça social que a garota vestia pode sentir a excitação, não podia esperar, seus olhos ficaram absolutamente negros, começou a sugar a energia de Liz, a cada vez que Santana lhe sugava era um prazer maior para a jovem, a ruiva já estava fora de si de tanto prazer, por isso não percebia que ficava mais fraca.
–Assim, assim San, tão bom.
– Vai ficar melhor vermelhinha, pelo menos pra mim.
Brittany que estava a alguns metros escondida tentava conter o choro e o desespero, sabia que Santana precisava disso, mas não podia não ficar machucada ao vê-la ali, tocando outra daquela forma, e também não poderia permitir que Santana matasse aquela garota, tinha uma vida toda pela frente.
Santana segurou o rosto da jovem a olhando nos olhos, o que Liz virá ali já não era a mesma Santana, os olhos negros os dentes afiados adornando uma imensa bocarra, as veias do rosto em um verde assustador, a latina iria devora-la, matar sua fome.
Quando Santana estava prestes a devorar a garota e Brittany prestes a socorrer a mesma ouviu-se a voz baixa de Liz.
– Deus, proteja meus pais, mesmo eles não aceitando quem sou eu os amo, meu irmão Fyllip, proteja os meus e me recebe de braços abertos, me perdoe por meus pecados, me desculpe.
Santana parou na hora voltando ao seu estado humano. Brittany também estacou no momento em que viu que a latina havia voltado. Liz ao abrir os olhos novamente para encontrar sua algoz deparou-se com Santana aos prantos, a latina segurava seu rosto e em desespero falava.
– Perdão criança, perdão? Perdão, me desculpe Liz, por favor.
O que ninguém imaginou aconteceu, Liz tocou a face de Santana e sorriu pra ela, ainda tremendo a ruiva pediu
– Po, Posso ir?
– Pode, pode sim Liz, me perdoe, eu não deveria, eu me arrependo, não queria que fosse assim. Va, e viva intensamente tudo, tudo.
A garota saiu correndo, desesperada, ao virar a rua esbarra em um homem também ruivo o mesmo lhe segura, no mesmo momento o coração de Liz volta a bater normalmente e o medo se vai. Gabriel lhe sussurra ao ouvido.
– Menina Liz, vais voltar ao bar com teus amigos, e ao lhe perguntarem vais falar que deu tudo certo e voltas-te para ficar com eles. Não lembrarás do que aqui aconteceu, estarás segura criança.
Liz voltou tranquilamente ao bar, como se nada houvesse acontecido.
No beco Santana encontrava-se caída ao chão, soluçava em seu choro, o que sentira ao ver aquela menina rezando, saber que ela era o motivo do desespero, sentiu-se um lixo, o demônio que realmente era.
Brittany aproximou-se e puxou Santana para seu colo, a abraçou consolando as dor.
– Shiiii, tudo bem San, está tudo bem. Estou orgulhosa de você meu amor.
– Não Britt, eu, eu sou um monstro, não vê? Você viu o que eu fiz? Eu eu te trai e eu ia matá-la pra saciar minha fome.
– O que eu vi meu amor foi você tentando alimentar-se, é da sua natureza, mas mesmo assim você foi mais forte que isso e não fez mal aquela garota.
– Me desculpe Britt, perdão, não sei mais o que fazer.
– Vou cuidar de você meu amor, sempre cuidarei, vem vamos pra casa.
As duas levantaram-se e partiam abraçadas para casa, Santana ainda soluçava sua dor, a dor que não sabia que podia sentir, estava constrangida, mas seu anjo loiro cuidaria dela.
Em cima de um dos prédios Miguel e Gabriel olhavam a cena e discutiam.
– Se Santana tem que ajudar Quinn nessa missão temos que dar um jeito nessa fome dela.
Diz Miguel.
– Nosso grande senhor não irá gostar se nos metermos Miguel.
– Hum, olha quem fala, acha que não sei que interveio por Brittany quando ela fugiu, Gabriel.
– kkkk, Bem, ela era minha pupila.
– E Santana era minha, quando ainda era da nossa espécie, assim como Quinn, sinto que tenho que ajuda-la, hoje foi a prova absoluta de que ela está do nosso lado.
– Sim, sim, tem razão, para um succubus dispensar a refeição assim, só pode ser por que está do nosso lado. Falarei com nosso Senhor.
– Isso, oh queridinho do papai.
– Miguel, não brinque com a sorte, sabes que sou mais velho e posso lhe punir.
– kkkkkk por isso mesmo irmão, tu és o mais velho, e o mais mimado.
– Corre Miguel, vou lhe dar uma surra quando te pegar. Kkkkkkk.
Fale com o autor