A casa finalmente está em silêncio.

Arthur dorme profundamente no quarto ao lado, o som suave do monitor preenchendo o ambiente como uma respiração constante.

O casal, agora encostado na porta do quarto, estão abraçados recuperando o folego.

Sara se vira devagar, e os dois se encaram. Há algo diferente no olhar. Não é urgência, é reencontro.

Grissom toca o rosto dela com delicadeza, como se ainda estivesse reaprendendo aquele gesto.

GG: Você está bem?

A pergunta carrega mais do que parece: cuidado, respeito, amor.

Sara assente.

SS: Estou. Inteira e pronta para você!

Ele inspira fundo, como se aquelas palavras tivessem mais impacto do que qualquer laudo ou sentença.

Grissom a puxa para um abraço lento, firme, protetor.

Não há pressa. Não há ansiedade. Só eles.

O beijo vem natural, suave no início, quase tímido, como no começo de tudo.

Depois se aprofunda, carregado de saudade acumulada, de noites mal dormidas, de medo superado.

Sara passa os braços ao redor do pescoço dele.

A morena fala com uma voz rouca: Senti muita falta de você… de nós.

Grissom encosta a testa na dela.

GG: Eu também. Senti falta de estar junto de você intimimamente todos os dias.

Eles caminham juntos até a cama, mãos deslizando pelo corpo, beijos nada inocentes dando start para um momento de reencontro.

O casal acorda quase na hora de Grissom ir ao laboratorio. Dona Beth Grissom chegou e estava paparicando o neto. Sara havia levantado antes, mas a sogra a mandou descansar e ela voltou para cama onde voltou a dormir.

Os dois tomaram banhos juntos, com o supervisor brincando que estava moidinho.

SS: Você quis recuperar tudo em algumas horas. kkk

GG: Mas estou levinho!!!

Os dois cairam na risada e logo o supervisor se despediu da familia indo em direção ao trabalho.

Grissom entra no laboratório com uma xícara de café que claramente já perdeu a batalha contra as horas mal dormida.

Ele para no meio do corredor, pisca lentamente e continua andando como se nada tivesse acontecido.

Catherine, encostada na bancada, observa por dois segundos a mais do que o normal.

CW: Gil você acabou de tentar abrir a porta do almoxarifado com o crachá ao contrário.

Grissom olha para o cartão, vira com calma, sem nenhuma pressa.

Estatisticamente uma das tentativas precisa falhar.

Nick aparece atrás de Catherine, segurando um relatório.

Isso é cansaço ou privação de sono nível “pai de primeira viagem”?

Grissom dá um gole no café. Faz uma careta.

Esse café está… fraco.

CW: Não, Gil. Você que está exausto.

Ela sorri de canto.

CW: Por acaso o senhor horas de exercicios e não falo que tenham sido com o Arthur...

Grissom ajeita os óculos.

Posso dizer que tive horas produtivas!!

CW: Imagino!!

Sara entra com passos tranquilos, postura firme, mas um brilho diferente no olhar.

O cabelo preso de forma prática, expressão serena…

Warrick levanta os olhos primeiro.

Olha só… Ela voltou ao trabalho e parece mais descansada do que o marido.

Sara sorri.

SS: Minha sogra ficou com o Arthur e me deixou dormir um pouco mais.

Grissom aparece atrás dela, bocejando sem perceber. Ela se vira e o encara, divertida.

SS: Realmente você precisa dormir!!

O supervisor só levanta uma sobrancelha.

Sara ri baixo.

Ela se aproxima e ajeita discretamente a gola da camisa dele, gesto automático, íntimo.

SS: Eu disse que você não precisava tirar o atraso de meses em horas.

GG: Eu estava com muitas saudades de estar com você.

Catherine observa a cena, cruzando os braços.

Meu Deus… Vocês estão oficialmente naquele estágio insuportavelmente felizes.

Todos caiem na risada.

Sara está concentrada diante de uma bancada, analisando fibras.

Greg se aproxima, curioso demais para o próprio bem.

Então… é verdade que o pequeno Arthur já dorme melhor que o pai?

Sara ri, sem tirar os olhos da evidência.

Muito melhor.

GS: Impressionante. Gene dominante, com certeza.

Grissom, do outro lado do laboratório, levanta lentamente o olhar. Ele observa Greg um segundo a mais do que o necessário.

Catherine percebe imediatamente.

Gil… você está analisando uma evidência ou o Greg?

GG: Estou pensando em uma coisa!!

CW: Sei... te conheço Gil Grissom.

Horas depois, na sala de descanso, Catherine aproveita que Grissom entrou e mexe com Greg para não ficar muito perto de Sara e assim ativar a ira do grande chefe. O supervisor só olha a loira por cima do oculos.

GS: Relaxa, chefe. Eu só admiro a Sara… quer dizer ela é linda, mas não me dá confiança.

Sara finalmente olha para Grissom, divertida. Ela se aproxima dele e ajeita os óculos com carinho.

SS: Catherine ele sabe que não precisa ter ciúmes... O único homem que eu admiro e quero dorme comigo e troca fralda às três da manhã.

Catherine solta uma gargalhada.

Pronto. Ciúme neutralizado.

Grissom limpa a garganta, visivelmente constrangido.

GG: Eu não estava com ciúmes.

CW: Sei, acredito!!!

A casa está em silêncio suave. Luz baixa.

Arthur dorme no berço improvisado na sala.

Sara está sentada no sofá, o bebê aninhado em seus braços. Grissom observa a cena da porta, emocionado como se ainda fosse a primeira vez. Ele se aproxima devagar.

GG: Ele tem o seu jeito de dormir.

SS: E o seu jeito de franzir a testa.

Ela sorri.

Ele se senta ao lado dela, envolvendo os dois com cuidado.

GG: Nunca pensei que felicidade fosse… isso.

Ela apoia a cabeça no ombro dele.

Ele beija a testa dela, depois a do filho.

GG: Obrigado por não desistir de mim.

Ela o encara, sincera.

SS: Nunca foi uma opção.

Enquanto isso no México...

Um bar discreto.

Luz quente.

Música baixa.

Heather Kessler está sentada sozinha, taça de vinho na mão, observando o movimento da rua pela janela.

Ela lê uma notícia no celular:

“CSI DE LAS VEGAS – CASO BASDERIC ENCERRADO”

Heather sorri de canto.

Final feliz… por enquanto.

Ela levanta a taça em um brinde solitário.

Las Vegas sempre chama de volta.

Por falar em Sin City.....

A casa finalmente está em silêncio.

Arthur dorme profundamente no quarto ao lado, o som suave do monitor preenchendo o ambiente como uma respiração constante.

Sara fecha a porta do quarto do bebê com cuidado e encosta a testa na madeira por um segundo, suspirando.

SS: Acho que… ele apagou de vez.

Grissom surge atrás dela, apoiando as mãos na parede, criando um espaço íntimo sem tocá-la de imediato.

GG: Ele puxou a mãe. Determinado… e intenso.

Sara sorri, cansada, mas feliz.

SS: Vamos descansar amor!! Aproveitar que nosso anjinho esta dormindo para também fazermos isso.

Grissom e Sara dormem abraçados em seu quarto, exaustos.

A casa respira paz.

Por agora.

FIM.

💛



Você chegou ao fim do livro. Parabéns!