WB: NÃO SE BATE EM UMA MULHER, PRINCIPALMENTE GRÁVIDA!

Warrick acerta UM SOCÃO direto no maxilar de Taylor, que cai no chão com força, atordoado.

Sara segura o braço de Warrick antes que ele avance de novo.

SS: Warrick!

Tá tudo bem… tá tudo bem…

Taylor toca o rosto, atônito — não pelo soco.

Mas pelas palavras.

Mulher grávida.

TW: (engasgado, chocadíssimo)

— Grá…vida…?

Sara ergue o olhar para ele, fria como lâmina.

Sim. E nada, eu disse NADA, justifica o que você acabou de fazer. Fala de forma firme uma Sara Sidle nervosa por todo o ocorrido;

A expressão de Taylor derrete.

Raiva vira choque.

Choque vira culpa.

Culpa vira horror.

Ele tenta levantar. Não consegue.

Warrick respira pesado, olhando para Sara: Você quer que eu chame o Grissom?

Sara respira fundo, lutando para se recompor.

Não. Primeiro… vou reportar isso a quem devo, afirma a morena.

Ela pega o rádio, a voz firme tremendo só o suficiente para mostrar que ela continua humana, mas não quebrada.

Taylor ainda está sentado no chão, a bochecha marcada pelo soco de Warrick e o olhar perdido.

Sara respira fundo, ainda tremendo, mas se mantém firme, a postura de uma profissional que não vai se deixar abalar por todo o ocorrido.

Ela dá um passo à frente, encarando seu mega calado ex namorado: Taylor… olhe pra mim.

Taylor levanta o rosto devagar, envergonhado, quebrado. Com isso Sara começa a falar:

Sim, eu estou casada com o Grissom; Sim, estou grávida dele; E não, ninguém além da equipe sabe, nem Ecklie, nem o restante do laboratório. Não por vergonha ou segredo… mas porque existe protocolo. Vamos anunciar oficialmente quando for o momento certo.

Taylor engole em seco, parecendo menor do que nunca. Com a voz falhando e completamente sem graça: Eu… eu não vou dizer nada. Eu prometo. Eu… eu nunca quis… nunca quis te machucar, Sara. Eu só...

Antes que ele termine, duas sirenes se aproximam.

Sara fecha os olhos por um instante.

Agora ela entende.

O policial que viu a confusão… reportou.

Warrick murmura: Droga… eles vieram rápido.

A viatura para.

Brass desce primeiro, já de expressão dura, só que atrás dele…

Grissom.

Ele praticamente salta do carro com um semblante nada calmo. Ali não está o supervisor noturno, ali está:

O marido e o pai de um bebê que está a caminho.

Quando ele vê Sara com o rosto marcado, o mundo dele se contrai em um único ponto:

Taylor Wynard.

Um olhar mortal, com uma voz séria ele se dirige ao perito: O que você fez com ela?

Taylor engole seco, tentando se levantar.

— Grissom… eu... Foi um erro, eu perdi a cabeça, eu...

Grissom dá um passo à frente e Warrick se coloca instintivamente como uma barreira sutil, sabendo que o supervisor está a um fio de distância de fazer algo que o colocaria em situação delicada.

JB: Gil, respira. Deixa a Sara falar primeiro!

Grissom ignora Brass por um segundo, indo direto até Sara, pegando o rosto dela com extremo cuidado.

GG: Você está bem?

Sara toca a mão dele, tentando acalmar o furacão dentro dos olhos dele: Estamos bem, Gil.

Taylor tenta falar de novo: Grissom, eu sei que errei, mas eu juro que não sabia da gravidez. Eu nunca… eu nunca bateria em uma mulher grávida. Eu perdi o controle.

Ele realmente parece arrependido, mas isso não ameniza nada.

Grissom se vira devagar, mortalmente calmo.

Você encostou nela. Grávida ou não… Isso é imperdoável.

Brass, vendo a tensão, intervém: Ok, acabou. Taylor Wynard, você vai vir comigo pra prestar esclarecimentos. E por recomendação minha, você não chega a três metros da Sara até segunda ordem.

Taylor abaixa a cabeça. Não tenta justificar. Não tenta argumentar. Ele sabe que perdeu muito mais do que uma discussão.

Brass começa a conduzir Taylor para a viatura.

Antes de entrar, Taylor lança um olhar para Sara, misto de arrependimento e vergonha:

Me desculpa. De verdade.

Sara não responde.

Grissom a envolve pelos ombros de forma protetora.

Sara o abraça de volta, discretamente, já que estão em local de trabalho, mas o suficiente para acalmá-lo.

No laboratório a noticia do incidente chega rápido, incluindo no escritório do diretor.

Ecklie está falando ao telefone, irritado como sempre, quando leva um susto com Brass batendo à porta e entrando sem esperar autorização.

Brass? Que cara é essa? Por que entrou assim na minha sala?

Precisamos conversar. Agora.

Ecklie vê a expressão séria e já se alarma.

O que aconteceu?

JB: Aconteceu um incidente durante a cena. Grissom e eu fomos chamados.

CE: Incidente? Fala direito, Jim.

Brass respira fundo.

Taylor Wynard agrediu a Sara Sidle.

O rosto de Ecklie fica branco.

O quê?!

Brass levanta a mão, tentando acalmar o início do surto de Ecklie.

Não sabemos o motivo ainda, mas isso é suficiente para afastar ele imediatamente.

CE: Argumento aceito.

Suspensão imediata.

E quero saber se isso tem a ver com o caso ou com…

(pausa, estreitando os olhos)

…assuntos pessoais.

Brass dá um olhar que diz "você não faz ideia".

Taylor está sentado, mãos trêmulas, cabeça baixa.

Ele parece arrasado, mas também… pressionado. Algo não bate certo.

Brass, vindo do escritório de Ecklei, entra e fecha a porta com aquele jeito dele que já mete medo.

Sente-se confortável, Wynard. Vai levar um tempo.

Taylor enrijece o corpo e encara o capitão.

Eu já disse… eu perdi a cabeça. Eu não devia ter levantado a mão pra Sara, nunca… nunca faria isso de propósito.

JB: E por que fez?

Taylor hesita.

JB: Olha, você já está suspenso. Se continuar mentindo, piora.

Taylor fecha os olhos e desabafa:

"Eu recebi mensagens desde que cheguei em Vegas falando da Sara. Falando… que ela ainda pensava em mim. Que ela estava infeliz e que eu teria uma chance com ela. Vim extremamente feliz em reatar com ela porque ainda a amo. O problema foi que confundi o jeito carinhoso da Sara me tratar como se fosse me dando "mole". Fui ficando confiante que daria certo, porém logo vieram mensagens dizendo que ela estava me enrolando, me enganando... afirmaram que ela já tinha alguém e o otário era eu. "

JB: Mensagens de quem?

Taylor respira fundo.

Eu… eu não sei o nome. Era um número desconhecido. As mensagens começaram no aeroporto e lá também conheci uma moça que me incentivou a tentar reconquistar Sara.

Brass franze a testa: No aeroporto?

Taylor faz que sim.

Eu estava esperando minha mala quando uma mulher ruiva… muito bonita… me abordou. Ela disse que conhecia a Sara. Falou como ela estava “carente”, “frágil”, “desamparada”.

Brass fecha os olhos por um segundo, respirando fundo e imaginando quem seja.

Heather.

TW: Ela disse que se eu tentasse me reaproximar… poderia reconquistar a Sara e depois disso, as mensagens começaram. Falando pra eu insistir, pra eu pressionar; Pra eu lembrar a Sara do que a gente teve. Que valeria a pena.

Brass anota tudo.

JB: Ela te deu nome?

Taylor balança a cabeça.

TW: Só disse que “uma mulher desprezada é capaz de tudo”. E que a Sara “merecia um choque de realidade”. Eu… eu fui um idiota, Brass. Eu deixei ela me influenciar.

Brass o encara com firmeza.

JB: Idiota é pouco. E deixa eu te explicar uma coisa:

Você virou peça no jogo de uma psicopata.

Taylor fecha o rosto, arrependido e abalado.

Da sala de observação, o casal de peritos acompanhavam todo o interrogatório.

Grissom aperta os lábios ao ouvir a palavra “ruiva”.

Sara sente seu corpo arrepiar.

Os dois trocam um olhar silencioso.

Heather.

Outra vez.

No exato momento em que Brass continua o interrogatório, o celular de Sara vibra.

A morena olha o visor.

Sua expressão muda para um alerta imediato.

SS: Gil… é ele.

Grissom vira.

Quem?

SS: O Hank!

Grissom franze o cenho imediatamente.

Sara abre a mensagem. Ele lê junto.

HANK PETTIGREW: “Em duas horas encontro você. Tenho novidades sobre Heather. Coisas que você precisa saber antes que ela jogue a próxima carta.”

Grissom e Sara se encaram.

Enquanto isso na mansão de certa Dominatrix...

Samantha e Heather estão conversando quando um informante entra apressado.

Senhora Kessler … nós… tivemos um problema.

Heather gira lentamente, arqueando a sobrancelha.

Que tipo de problema?

Informante: Taylor Wynard perdeu a cabeça e agrediu Sara Sidle. Nosso plano com ele foi por agua abaixo.

HK: Explique isso direito.

Informante: Depois do episodio ele foi levado para interrogatório e é onde está neste momento.

Heather fecha os olhos por um instante.

Respira profundamente.

Quando abre novamente, a expressão é um gelo assassino.

INCOMPETENTE! TUDO O QUE ELE TINHA QUE FAZER ERA PLANTAR UMA DÚVIDA! UMA MALDITA DÚVIDA!

Samantha dá um passo para trás.

Heather caminha em círculos, atordoada entre raiva e cálculo.

Samantha: Provavelmente no interrogatório ele vai falar tudo.

A dominatrix respira profundamente, recompondo a postura. Do fundo do salão, Basderic surge, sombrio, observando a ruiva perder o controle.

Eu avisei que ele não era confiável, mas isso… pode ser útil.

Heather vira para ele, os olhos afiados como lâminas.

Útil como?

Basderic sorri.

Se Taylor abriu a boca… Eles vão correr atrás de você. E isso vai nos dar a oportunidade perfeita para atacar Sara onde mais dói.

Heather sorri cruelmente.

Então vamos começar.

No escritório do supervisor, Sara, Grissom, Catherine e Brass estão reunidos. Hank havia enviado uma mensagem falando que o novo parceiro de Heather era Ronald Basderic e que este estava hospedado na casa dela.

CW: Eu sabia que Heather estava envolvida, mas juntar forças com Basderic? Isso muda tudo!

JB: Basderic está solto, perigoso e agora alojado na mansão da Heather. Isso não é só vingança pessoal. É terrorismo psicológico.

Sara aperta a barriga sem perceber, num claro instinto de proteção.

Grissom percebe e se aproxima num passo.

Hank quer encontrar com Sara. Ele disse que tem mais informações para dar.

Catherine vira para ele, desconfiada.

Você confia nele?

Grissom hesita.

Sara respira fundo.

SS: Ele me ajudou antes e me protegeu no parque, mas… também participou da armação com Heather.

JB: Hank está com medo. Dá pra ver. A Heather virou uma ameaça pra ele também.

CW: Isso não faz dele confiável, Jim.

Grissom cruza os braços.

Ele avisou sobre a consulta. E por causa dele eu…

(olha para Sara, emocionado)

…eu descobri nosso bebê.

Sara toca a mão dele discretamente.

Brass decide: Vamos encontrá-lo. Em local público, monitorado. Se ele tentar alguma coisa… eu algemo na hora.

Sara suspira.

Ele disse que revelaria tudo sobre Heather.

GG: Então vamos ouvi-lo.

Um lugar discreto, mas amplo o suficiente para Brass e Grissom monitorarem de longe.

Sara aguarda, braços cruzados, tensa.

Grissom está a poucos metros, fingindo distância, mas atento a cada detalhe.

Hank surge.

Obrigado por ter vindo. Eu… precisava falar com você antes que ela venha atrás de mim novamente.

Sara engole seco.

O que você tem de tão importante para me falar?

HP: Tudo!! Preciso falar sobre tudo!!

SS: Diga logo, Hank. O que está acontecendo?

HP: Heather e Basderic tem uma pessoa dentro do laboratório os ajudando!

Aquela informação caí como uma bomba tanto para a morena quanto para os dois ouvindo escondidos.

HP: Tem um informante dela lá dentro. Alguém está passando tudo pra Heather. Todo movimento seu… do Grissom… da equipe. Ela sabe de tudo antes de acontecer.

Sara leva a mão à boca.

Grissom dá dois passos para frente, mas Brass segura seu braço para manter a cobertura.

SS: Quem é?