Notas iniciais
Flor da noite: Oi gente linda!!!!!!!! Voltei rapidinho! Uhuuuul. Espero que gostem deste capítulo.

— Isso vai ser cansativo.

— Você vai entrar num covil de monstros e ta reclamando de passar 2 horas num avião?

— 2 horas para ir! É para voltar mais 2. — digo. — 4 horas dentro de um avião!

— Você é inacreditável!- a agente Elisa exclama.

Entro no avião do FBI, seria tão loooonga a viagem, odeio ficar parado tanto tempo, na verdade não só odeio como não consigo também.

Não, eu não estou indo para o local da convenção, estou indo para o lado contrário. Ridículo? É claro.

Falaram que para prevenir que alguém descubra algo, eu vou no jato do FBI até um estado vizinho e de lá iria pegar um avião normal e voltar para Califórnia.

Me sento numa poltrona confortável do jato. Já impaciente pego a lista com os filmes disponíveis ali. A maioria era de ação e Terror, mas havia comédias e romances tambem, havia até infantis, pelo qual suponho que seja para casos de alguma criança ter de usar o jato também.

Lembrando da Bexiga ambulante, ponho no filme "Gente grande". Eu já devo ter assistido umas cinco vezes, mas nunca deixo de dar boas risadas com ele.

Quando o filme termina, vejo que já estamos pousando. Suspiro aliviado. Até que estava passando rápido.

Não sei exatamente o porque estou tão ansioso. Não é que eu queira matar alguém ou ser morto, acho que se trata mais da ação, estou precisando viver um pouco.

Antes de pegar o próximo avião, eu para numa cafeteria e pego um chocolate quente e um donut de chocolate maravilhoso, e tudo pra conta do FBI, claro, hehehe.

Entro no avião sem malas nem nada, a única coisa que levava era a passagem com alguns documentos falsos, e um baita de um pacote de salgadinhos, pra ver se melhorava meu humor.

Infelizmente, sentado ao meu lado havia um pai dormindo e uma criança que não parava quieta.

— Eu quero um salgadinhoooooooooooooooooo.- o garoto chorava, e ia dar um pra ele, mas fiquei com medo de ele ter alergia e morrer de intoxicação. E o pai dormindo.- salgadinhoooooo, salgadinho, salgadinho, salgadinho.

Eu já estava com vontade de me tacar pela janela, que aliás nem me cabia. Foram pelo menos 20 minutos do peste gritando. Até que eu me enchi e abri o pacote de salgadinhos, e quando ele abriu a boca pra gritar eu enfiei salgadinho lá dentro.

— é salgadinho que você quer? Toma salgadinho desgraça.- vou enfiando salgadinho até a boca dele estar tão cheia que não dava pra mexer.- se Hitler te tivesse no exército dele teria ganho a guerra, bichinho do capiroto.

E o pai? Dormindo.

A criança está meio assustada, acho que não esperava essa reação. Mas eu não suporto pirraça, se um dia eu tiver um filho, acho que por que questão de sobrevivência ele vai aprender a não fazer pirraça. Caramba, atira em mim, mas vai espeniar bem longe. Eu em.

Emburrado aproveito que o pacote ta aberto e vou comendo meu salgadinho, um por um, pra ver se o tempo passava mais rápido.

Eu estava errado. Não ficou mais rápido coisa nenhuma, eu acabei com o saco mais nada de estar perto de chegar. Acabo conseguindo dormir.

.....

— Senhor, chegamos a Califórnia.- alguém me cutuca, me fazendo acordar.

— Ah, oque?- olho para os lados sem entender muita coisa. O avião já estava vazio.- obrigado, moça.

Me levanto e desço do avião. Pego um táxi e entrego ao taxista as coordenadas que haviam me dado no FBI. O taxista me deixa num local que parece ser no meio do nada.

Naquela estrada havia um pequeno bar, apenas. Entro nele, dentro há vários caras barbudos e bebados. Eram valentões e todos param para me encarar.

— Signori, dimmi quale stella vive la tigre.- grito em italiano para os barbudos. Alguns riem, outros ficam sem entender e outros ameacadoramente indicam que é para eu me aproximar. ( Senhores, me digam em qual estrela mora o tigre.)

— la tigre non lo so, ma la balena dorme al sole.- um dos valentões que se aproxima responde.( o tigre eu não sei, mas a baleia dorme no sol.)- beba uma caneca de cerveja, saímos em meia hora.

— Vocês precisam mudar esse código.- digo e vou me sentar em um banco com a gigantesca caneca de cerveja na mão, a qual eu ignoro. Sou de maior mais ainda sim prefiro o bom e velho refri.

Depois do tempo dito pelo barbudão, mais um cara chega. Ele diz o código, um pouco embolado mais diz. Então nós dois somos levados até a parte de traz do bar, onde havia uma pequena van.

Entramos na van, que tem os vidros com adesivos pretos para não sabermos para onde estamos indo. A viajem é curta, de apenas alguns minutos.

Quando saímos da van, estamos num vale todo fechado por pedras. Na nossa frente há uma grande placa onde diz: red. Era o nome do " acampamento ". Atrás da placa havia um caminho que dava a várias e várias construções, que ia de pequenas casas a grandes estádios. Era quase uma cidade escondida. Incrível!

— Por aqui!- alguém gritou e seguimos o caminho até uma casinha. Para todos os lados havia gente com armas. — Precisam ser indentificados.

Na casinha tiramos uma foto. É cada um foi mandado pra um guichê.

— Cal cheu nome?- um velho desdentado sentado enfrente ao computador, pergunta.

— Kily Johns.

— Titru?

— O ipnotizador.

— Eu já vi alar u se, é menu eie?

— Sou.

— É meimo? Tre já alaram izu.

— Eu posso provar velho chato, talvez eu te use pra provar, quer mesmo ver?

— Num se pricurpa, eu arerrito em oce.

— você oque?

— eu acrerrito em oce.- dou de ombros e me levanto.

— sua fama te levou pra uma boa classificação chapa.- um cara que me guia diz. — Você conseguiu a chance de fazer um teste para a trupe mais forte daqui.

Ótimo, era tudo o que eu precisava. Sentiram o sarcasmo?

— amanhã iniciaremos suas provas novatos. Boa sorte, vocês vão precisar. — ouço uma voz feminina gritar para o grupo de iniciantes. Havia de tudo no grupo, de homens altos a baixos, fortes e ameaçadores até pessoas de aparência normal. Mas quem realmente me chamou atenção, foi a dona da voz. Era a loira que eu havia visto na rua.

— como o mundo é pequeno.- murmuro.

Notas finais
Comentem lindos. Beijinhos.