Entre o Amor e a Morte.
19 Helena
Notas iniciais
Me conta, Helena! Quero entender como aconteceu! — Berrou uma Luzia super madura (e histérica)
-Calma.
-Calma nada! Primeiro a gente faz uma aposta onde você tem que ficar com ele. Um tempo depois vocês saem em uma missão onde ficam sozinhos, e depois, quando entro, estão se pegando!
-Estávamos nos beijando.
-Se pegando
-Beijando
-Se pegando
-Beijando.
-Ta, tanto faz! Quero que me explique como aconteceu. — Resmungou como uma criança reclamona.
-Ta sua chata. Simples. Ficamos no meu apartamento porque ele estava machucado, rolou um clima, nós nos beijamos, e desde então não paramos mais, tendeu?
-Aaaaaaiiiii!!!! Que fofos! Morri aqui, sério.
-Por que sua louca? Só uns beijinhos!
-Com o cara mais lindo, carismático, gostos...
-Chega! — Falei a interrompendo, rindo e ficando vermelha, tudo ao mesmo tempo. — Sei de todas essas coisas você não precisa ficar me lembrando sua tarada.
-Owwwn! Quer dizer que já viu o tanquinho dele?
-Luzia!
-E outra, se eu sou a tarada, você é o que? Quase engolindo o garoto com aquele "beijinho"?
-Shiu, sem comentários.
-Certo, desculpa... Mas, mudando de assunto, você mais que cumpriu o combinado e ganhou a aposta. Vai querer que eu fale com o seu pai?
Pensei por um momento. Com certeza seria maravilhoso ir para a casa dela, mas.. E o meu lance com o Kily? Definitivamente não quero interromper o que tem acontecido com a gente, e com certeza não quero sair de perto dele. Acho que eu... Estou apaixonada.
-Helena! — Fui tirada de meus pensamentos. — Tá viajando aí, o que aconteceu?
-Luzia.
-Oi?
-Acho que eu to apaixonada.
Luzia soltou uma gargalhada alta, quase debochada.
— Só agora que você percebeu? — Perguntou, definitivamente debochando.
— Ai, Lu, me deixa- Falei corando.
— Bom prima, vou lá... Fique aí com seus pensamentos apaixonados exclusivamente para o deus grego de olhos azuis. Tchau.
— Luzia. — Chamei antes de ela abrir a porta. — Tire o olho. — Ela me respondeu com uma gargalhada.
Depois de um tempo ali, resolvi tomar um banho, trocar de roupa, e sair para caminhar um pouco. Precisava respirar.
Tomei um banho bem quente, sem lavar o cabelo. Não estava com disposição para isso. Coloquei uma roupa qualquer. Quando abri a porta para sair, dei de cara com uma linda cesta de chocolate. Será que era para mim? Bem, estava na porta do meu quarto, então eu vou abrir, afinal, ninguém recusa chocolate, né?
Peguei a cesta e entrei para o quarto de novo. Quando a abri, achei um papel, uma carta, na verdade.
LENA, QUERO TE CONTAR UMA COISA. ME ENCONTRA NO PENHASCO, ÀS 3 HORAS.
DO HOMEM MAIS LINDO E MARAVILHOSO
KILY
Acabou que eu entrei no chuveiro de novo, percebendo que daria tempo de me arrumar. Ainda eram 13:30.
Lavei meu cabelo, passando um shampoo que eu havia comprado recentemente, caro para caramba, mas com um cheiro divino.
Depois que eu saí, passei o pente rapidamente e sequei meu cabelo, sério, ele ficava maravilhoso quando eu usava secador.
Coloquei um vestido soltinho, verde, que estava combinando com os meus olhos. Como vamos nos encontrar no penhasco, que é um lugar cheio de grama, suponho que ele vá fazer algo como um pequenique. Por isso, coloquei uma sandália mais casual. Porém, bonita.
Quando fui ver, já eram 15:00. Minha mãe. Eu não era assim antes. Nunca demorei tanto para me arrumar. Acho que é isso que o amor faz com as pessoas, quer dizer, a paixão.
Decidindo que já estava pronta, peguei a cesta e levei, me perguntando se ele queria que eu levasse ou não.
Quando estava passando pelo portão, o Lobinho da Bella, e um outro capanga me barraram.
— Onde vai, senhorita Kricher?
— Bom dia rapazes. — Respondi simplesmente.
— Devemos avisar ao seu pai que você saiu? — Droga! Odeio eles. Vou ter quer pegar a minha faca.
— Puuuutz! — Falei alto. — Esperem só um pouco que eu esqueci a Ataik!
— O que é a Ataik? — Perguntou o outro. Hmmmmmmmm. A voz dele era tão grossa que me lembrava um locutor de rádio.
— Minha nova faca! Não se preocupem... Radinho, Lobinho da Bella... Volto já.
Enquanto caminhava de volta para o meu quarto, ouvi eles discutindo.
— Radinho? Qual de nós é o radinho?
— Merda... Deve ser eu. Você já é o Jacob.
— Filho da... — Acabei rindo. Eles eram extremamente burros. Peguei a faca rapidamente, e aproveitando que eles estavam se socando, passei facilmente por trás sem ser notada.
Atravessei o longo local quase saltitando de felicidade. Cheguei ao penhasco, encontrando Kily sentado em cima de uma toalha de piqunique, como eu pensei.
Fiquei o observando por um tempo. Ele era realmemte muito bonito, quase tirando o fôlego e... Mas que diabos Helena! Por que eu estou tão menininha arco-íris 7 tons de rosa. Por qu estou sendo tã...
— Oi Lena.
— Ah! O-oi Kily...- Ele estava na minha frente e estava se abaixando para me dar um selinho.
— O que aconteceu? — Ele perguntou com um claro divertimento. — Quando te vi, você tava fazendo uma careta.
— Aii... É que eu...
— Ahhh, mas não se preocupe! Você estava muito fofa. — Todas as minhas preocupações se dissiparam, mas, também, como eu poderia ficar procupada com aquelas órbitas azuis me encarando com tanto carinho? — Vem! Quero te contar uma coisa, mas primeiro, vamos comer, e.... Você trouxe a cesta!
— Trouxe!
— Legal, vem. — Falou enquanto me puxava em direção à toalha de piquenique.
— Kily, para de me matar de curiosidade! Me fala logo! — Ele riu do meu desespero. Safado.
— Calma Lena. Você é muito apressada, porém, só vou te falar depois que a gente se beijar um pouquinho.
Ai. Minha. Mãe.
Nos beijamos, não um pouquinho, mas um pocão, e quando as coisas estavam ficando muito quentes, ele soltou do nada:
— Quer namorar comigo? — E voltou a me beijar. Como assim ele joga isso no ar e simplesmente age como se nada tivesse acontecido? Ahhh, mas ele vai ver uma coisa.
— Quero — Respondi, e segundos depois voltei a o beijar. Ele pareceu não ligar, mas depois de um tempo falou:
— Ei. Espera, você me respondeu? — Aquilo me causou gargalhadas.
— Sim seu bobão, e quero ser sua namorada.
— É?
— Sim. Mas agora cala a boca e me beija. — E voltamos a nos beijar, até que, eu, como uma pessoa que praticamente foi criada em meio à Serial-Killers, ouvi o barulho de uma arma sendo engatinhada. Me separei do Kily na hora, e virei meu rosto na direção que eu achei que veio o som, temendo ser meu pai. Cometi um terrível engano.
O perseguidor, aquele que tinha lutado comigo na festa, e puxado meu pé quando estava fazendo um comunicado, estava lá, com a arma empunhada, apontando diretamente...
Para a cabeça do meu namorado.
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