Entre o Amor e a Morte.
15 Helena
Notas iniciais
— Só algumas costelas quebradas. Quem quer sorvete? — Acabei rindo da sua bipolaridade.
— Então vamos... — Puxei a mão dele o ajudando a levantar. — Tchau crianças!
— Tchau! — Fizeram um couro em resposta.
Kily e eu fomos até a sorveteria.
— De quê você quer? — Perguntei.
— Chocolate com cobertura de caramelo.
— Ok. Eu eu quero de morango com cobertura de morango.
— Que chata Lena! Tem que ter mais variedade! Coloca de morango com cobertura de chocolate. — falou olhando para a atendente que não parava de encará- lo e piscar descaradamente.
— Não! Eu já falei de que que eu quero! — Falei para ela começando a ficar irritada. E sabe o que aconteceu? Ela me ignorou totalmente, e logo depois, colocou a mão encima da de Kily, e falou:
— Então, o que vai ser? — Deu pra ver que ele já ia responder. Por isso, fui mais rápida e dei um tapa bonito na mão dela. Fez um estalo. E deve ter doído.
— Qual seu problema sua louca?
— Não sou eu que to dando encima dos homens comprometidos alheios sua p.... — Na hora que eu ia terminar de falar as palavras mágicas Kily tapou minha boca e depois passou o braço pela minha cintura e me levantou.
— Para Kily!! Você não pode pegar pesoooooooooooooooo — Me esguelei com muita raiva — Vai para o inferno demônio! Me solta po....
— Shhiiiiiii — Ele falou enquanto me empurrava para a parede do lado de fora da sorveteria. — Para Lena! Quanto palavrão sujo para uma boca tão gostosa! — Falou enquanto chegava cada vez mais perto e me beijava. Não aguentei e o beijei de volta.
— Vamos para o seu apartamento para nos pegarmos mais um pouquinho? — acabei rindo da sua cara de pau.
— Vamos safadinho!
* * *
— Para Kily...- Falei ronronando enquanto tentava fazer com que ele parasse de beijar meu pescoço. — Para.
— Não. — Ele resmungou. — Você....- outro beijo no meu pescoço. — Não quer ... — beijo na mandíbula. — que eu pare. — Agora na boca.
— Não quero mesmo não — falei- Mas temos que voltar para o Red. Combinei com o seu pai, lembra? — Ele gemeu em resposta.
— Certo.... — Com isso nos arrumamos, eu troquei o curativo dele e nós fomos.
* * *
— Chegamos.
— Infelizmente. — Completou ele.
Ao longe dava para ver um dos capangas chegando. Quando Kily percebeu, rapidamente se afastou de mim.
— Senhorita Helena e Johns. Seu pai ta te chamando — falou se referindo a mim — e você... a prova já começou. Vai!
— Já? — Perguntei.
— Foi o que eu disse, não foi?
— Respeito nariz de batata frita queimada. — Não me pergunte por que eu falei isso!! Simplesmente por que o nariz dele me lembrava uma batata frita queimada. Ele me olhou com ódio. Sorri resposta.
— Vou lá então. — Kily falou, se despediu de mim com um olhar.
Depois que ele saiu, acompanhei o capanga NBFQ até o lugar em que meu pai estava. Era onde seriam as provas. Parece que todos vamos assistir o que vai ter de bom bom hoje.
— Helena. — Meu pai me chamou, sinalizando que era para eu ir até ele.
— Oi pai.
— Ainda vamos conversar. — falou simplesmente.
E com isso encerrou o que poderia ter sido uma conversa.
— Bom, srta. Helena e Johns, que ainda não ouviram a explicação de como seria a prova, já que tiveram alguns problemas durante a missão e acabaram sozinhos no apartamento del...
— CHEGA! — Meu pai gritou, suponho eu, para me proteger. — SAIA AGORA! OU VOU METER UMA METRALHADORA NO SEU C...
— PAI! — Foi minha vez de gritar. O que ele ia falar é nojento. Eca. Ele olhou para mim por um tempo e depois volta a se sentar, deixando o apresentador engolindo em seco repetidas vezes.
— B-bom, como eu ia dizendo, a prova é a seguinte. Você tem que mostrar suas habilidades, e como todos te chamam de o Hipnotizador, você deve hipnotizar um dos comoetidores escolhidos a dedo da platéia, e deve convencê- lo a se matar.
Eu realmente não sabia daquela prova! Kily tinha conversado comigo e me exclarecido que estava ali obrigado e que não queria matar ninguém, porém, eu não sei se eu estava muito convensida disso no momento, já que ele esboçava uma expressão assassina no rosto. Quando ele pegou a arma que lhe era oferecida e puxou o gatilho não me aguentei. Levantei depressa e fui para o meu quarto.
Me sentia traída. Tudo o que conversamos... Achei que compartilhassemos do mesmo sofrimento em relação a estar aqui nesse ramo, ele devia saber que eu o protegeria se ele não matasse o outro.
Chorei. Chorei bastante, e senti muita dor também. O que eu não sabia, que a dor que eu sentia era emocional e física. Fui me levantar para ir ao banheiro, e vi tudo ficar preto.
Depois não me lembro muito o que aconteceu. Mas senti as mãos de alguém me levantando e me colocando em minha cama.
Ouvi alguns murmuros de pessoas falando. Não conseguia distinguir as vozes. Mas ele pareciam estar discutindo algo. A única coisa que eu conseguia ter total certeza é que eu estava sentindo muita dor. Muita. Por isso acabei gemendo e me encolhendo mais. Estava parecendo uma bolinha encolhida, porém o meu estado de semi consciência não me permitia. Antes de dormir profundamente novamente. ( Ou desmaiar) ouvi a voz de alguém.
— Ah Lena.... Me desculpa. — Depois caí na inconsciência novamente pensando em cachorrinhos perdidos e coisas salgadas. Eu estava delirando.
Porém cá entre nós. Cair em um sono profundo com uma voz dessas. Minha mãe. Que sexy...
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