Entre o ódio e o amor
8 Capitulo 8
Notas iniciais
Não sabia ao certo se foi sorte ou o acaso , mas ao abrir a porta deparou-se com Edward Cullen. A expressão dele não era uma das melhores, porém o que mais chamou a atenção foi o envelope branco que segurava em uma das mãos. Os olhos dela arregalaram-se perplexos ao identificar as letras escritas em verdes...era um teste de DNA.
— Porque mentiu para mim? — Perguntou ele friamente.
Bella ficou em silencio por alguns instantes, apenas o encarando tremula. Estava tão apavorada que não conseguiu refrear as lágrimas que queimavam seus olhos como acido. Queria fechar a porta na cara dele, esconder-se, esconder Renesmee, mas já era tarde demais.
— Você não tinha esse direito... — Disse ela, tremula.
— Me poupe, Isabella. — Disse Edward com aspereza. — Pegue. — Ele a entregou o envelope.- Agora me deixe entrar ou prefere que o andar inteiro escute a nossa conversa?
Contra a vontade, Bella afastou-se para dar entrada a Edward. O homem entrou e ela fechou a porta, virando-se para ele. O seu olhar cruzou com o dele , duro como uma rocha. Na defensiva ,cruzou os braços sobre o peito e ergueu o queixo.
— Renesmee é minha filha e você não vai conseguir toma — lá de mim.
— Tem mesmo certeza disso? — Debochou Edward. — Caia na real, Isabella. Você pode ter registrado Renesmee como sua filha, mas nos dois sabemos que ela não é. — Disse secamente. — Agora me responda, porque mentiu?
— E-eu não menti ! — Protestou Bella.
— Chega, Isabella ! — Berrou ele. — Não subestime minha inteligência.
Bella arregalou os olhos, retraindo-se de pavor. Porém não o deixaria perceber.
— Você abandonou minha irmã gravida. — Disse ela na defensiva. — O que faz pensar que tem direito sobre a Renesmee?
Edward ergueu a sobrancelha com desdém.
— Então foi essa a historia que Anne contou para você?
— Não interessa o que ela me contou. — Retrucou Bella. — Minha irmã era uma criança quando você a engravidou. Se não fosse por sua causa, talvez ela tivesse chances de sobreviver ao câncer.
— Ah claro, eu sou o lobo mal da historia. — Zombou Edward. — Por um momento quase tinha esquecido disso. Afinal além de engravida — lá, também conseguir causar um câncer . — Ironizou. — Seja mesmo estupida, Isabella.
Os olhos castanhos de Bella faiscaram de fúria.
— Eu deveria ter denunciado você a policia!
Edward riu com sarcasmo.
— Por que não denunciou então? — Questionou ele, mas não esperou Bella responder e prosseguiu. — Você não me denunciou por que nós dois sabemos que a sua irmã, não era tão ingênua...
As palavras dele foram interrompidas pelo tapa de Bella no seu rosto. Os olhos verdes de Edward estreitaram-se de uma forma aterrorizante ,conforme ela foi recuando para trás. Era um olhar de puro desprezo, mas impossível de desviar.
— D-desculpe... — Murmurou Bella ao sentir que tinha cruzado um perigoso limite.
— Desculpe? — Edward moveu-se e a segurou pelo pulso. — Não deveria ter feito isso, Isabella. — Rosnou ele.
Bella entrou em pânico, tentando inutilmente arrancar o punho das mãos dele.
— Me solte, Edward! — Protestou apavorada.
Edward a puxou pelo pulso e passou uma das mãos por trás da cintura dela, prendendo-a contra o seu corpo.
— Ensinarei você a me respeitar. — Sussurrou ele a milímetros dos lábios dela.
— Seu desgraçado ! — Vociferou Bella ao tentar desvencilhar-se dele. Edward soltou o pulso dela e emaranhou os dedos nos cabelos dela, imobilizando -a e impedindo de se movimentar. Obrigando-a cruzar o olhar com o dele, causando uma tensão mutua de desejo e ódio.
Não podia se render, pelo menos não daquela forma. Então em um ato inútil de desespero, Bella tentou debater-se. Porém, Edward a segurou com mais força, pressionando seus lábios nos dela de uma forma deliciosamente provocativa. No inicio relutou, mas a sensação de carne contra carne era incrível. A língua dele enroscava-se na sua , chupando-a, sugando-a, deixando-a desesperadamente faminta com promessas quentes.
Não! Sua consciência gritou, trazendo Bella a razão. Não podia se render daquela forma. Edward era o inimigo, prejudicará a vida da irmã e agora queria tomar Renesmee. Não! Não! Não! Não iria entregar-se. Então em um ato não muito inteligente, mordeu com força o lábio inferior dele.
— Ai ! — Gritou Edward, afastando-se dela com uma das mãos sobre o lábio ferido.
— Nunca...nunca mais se aproxime de mim. — Disse Bella, arquejante.
Edward limpou o sangue dos lábios com as costas da mão e sorrio maliciosamente.
— Não vou prometer isso e tenho certeza que você não vai me querer longe...
— Fora daqui ! — Berrou Bella ao dirigir-se a porta e escancarar a mesma. — Eu tenho nojo de você!
— Com certeza tem. — Debochou Edward ao passar por ela. — Nos veremos em breve, Bella.
— Não me chame de Bella! — Vociferou irritada ao bater a porta na cara dele.
Cambaleando até o sofá, Bella sentou -se com a cabeça jogada para trás. Seu coração ainda estava disparado e o sangue em suas veias corria quente e frio ao mesmo tempo, deixando-a febril. Um turbilhão de sentimentos a sufocava naquele instante. Edward não tinha o direito de beija-lá e muito menos de provoca — lá daquela forma tão baixa...
(...)
Céus, ela era maravilhosa. Explosiva, talvez, mas absolutamente maravilhosa. Edward entrou no carro ,ainda conseguia sentir o calor do corpo pequeno junto ao seu. Sentia-se desesperadamente faminto, queria prova — lá por completo, a queria na sua cama e por isso uniria o útil ao agradável.
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