Entre o ódio e o amor.
2 Em perigo!

a– Gajeel Redfox. – Gritou Levy, entrando em sua sala com uma xícara de café. – Como você encontra uma prova e não me conta? EU VOU TE MATAR!
– Oe, Oe! – Disse gajeel, levantando do enorme sofá e coçando seu rosto, provavelmente ele tinha dormido ali. – Você já ficou tão tensa lendo aquele bilhete, que eu resolvi não lhe contar que eu havia achado uma luva, antes que você comece a gritar de novo, não tem nenhuma digital provavelmente ele deixou propositalmente só para nos dar esperança.
– Droga. – Resmungou a azulada. – E o bilhete você mandou para analise? Tinha alguma digital, sei lá o que, alguma pista?
– Não, nada, parece que ele se previne muito bem.. – Suspirou gajeel. – E também ela não foi violentada sexualmente.
Levy deu um murro na parede, e mordeu seus lábios. – Droga, ele está brincando com a nossa cara, está nos fazendo de idiotas.
Duas batidas foram ouvidas na porta, e logo mirajane entrou.
– Bom dia! – Dizia a albina, enquanto entrava com um sorriso radiante. – Como vão as investigações?
– De mal a pior. – Dizia levy, enquanto pegava mais uma xícara de café.
– Não seja tão pessimista baixinha, vamos dizer que pouco, mas acho que avançamos.. – Suspirou gajeel, enquanto pegava seu café sem açúcar, totalmente amargo.
Levy fez apenas um barulho “ Ehn” – Eca, seu café deve estar nojento sem açúcar.
– Nojento vai ficar quando você morrer de diabete, olha quanto açúcar tem nesse café. – Disse gajeel. – Que nojo.
– Escuta aqui cabeça de lata, pelo menos quando eu morrer, irei morrer feliz, pois tomei o melhor café do mundo. – Disse a baixinha, enquanto terminava de tomar seu café.
– Escuta aqui sua baixinha, pelo menos quando você morrer, eu ainda vou estar vivo e com muitos anos de vida, – Disse gajeel, enquanto mostrava língua pra mesma.
Mirajane apenas deu uma pequena risada. – Com licença, precisando de qualquer coisa é só chamar.
Levy apesar de todo aquele anime plena manha, estava digamos que magoada, magoada por não encontrar nenhum suspeito, também magoada por pessoas morrerem cada diz mais por sua incompetência, sim a pequena se julgava incompetente, pois achava que por culpa sua lerdeza ou falta de raciocínio as pessoas continuavam morrer, cada dia mais, sem parar, todos os dias.
Uma lagrima solitária caiu, seguida por várias outras. Quanto tempo que ela não chorava, fazia tanto tempo que mal lembrava o gosto das lagrimas.
– Levy.. – Sussurrou gajeel, que levantou e aproximou-se da baixinha. – O que houve?
Levy tentou esconder todas as lagrimas, mas já era tarde, elas vinham cada vez mais forte, eram as lagrimas de cada vitima morta. – Gajeel.. é minha culpa.. eu também deveria .. morrer.
– Oe, Oe, não diga isso! – Ele involuntariamente a abraçou, a abraçou forte. – Você não pode morrer, o mundo precisa você.
– Não.. Eu era pra ter solucionado isso rápido, mas ainda.. nenhuma pista... Elas continuaram a morrer. – Levy fez uma pequena pausa, enquanto soluçava nos braços do moreno. – Se eu tivesse achado.. aquela mãe não estaria chorando..
Gajeel sentou no sofá, e puxou a azulada para sentar do lado do mesmo, e passou os braços em volta ao seu ombro a apertando. – As vezes eu me sinto assim, quando armaram pra mim eu me senti um lixo, eu tinha provas pra incrimina-lo, eu tinha um vídeo naquele maldito vídeo ninguém poderia tá falando que o ex-governador está sendo ameaçado, ninguém acharia uma resposta pra justificar o roubo dele, mas eu fui besta, me passaram pra trás. Eu fui humilhado. Virei motivo de piada, no lugar do meu vídeo colocaram um pornô. – Gajeel suspirou. – Foi uma bosta, mas agora eu estou aqui, com você, não precisa se culpar sozinha, se as vezes bater esse sentimento de culpa você pode dividi-lo comigo, é pra isso que os amigos serve, não é mesmo?
De alguma maneira inexplicável, Levy corou, ficou vermelha, e naquele momento ela deixou toda aquela magoa que sentia sair, sair pelos olhos.
Era um momento tão lindo, pena que durou pouco, logo o chefe makarov entrou na sala e deparou com aquela cena lindo digna de um filme de romance.
– Já estão tão íntimos? Que coisa mais linda de se ver.
Levy nesse momento olhou para gajeel, olhou para makarov, olhou para si mesma, e sem pensar duas vezes deu um soco nas partes intimas do moreno.
– Hm, nunca mais se aproxime de mim senhor monte de latas, não é por que você me viu em um momento triste da minha vida que precisa se aproximar, ainda lembro das maldade que fez pra mim.
Gajeel se contorcia de dor. – Sua maldita.. deveria ter te tacado da escada..
– Vim até a sala pra perguntar sobre o bilhete, e dizer para senhorita Levy tomar cuidado, além de ser á investigadora principal do caso seu nome começa com a letra L.. – O velhote suspirou. – Enfim, tome cuidado.
Levy apertou os punhos, e encarou makarov. – Se ele quiser me matar, pode vim. Que eu também tenho uma surpresinha pra ele.
Gajeel gargalhou. – As baixinhas de hoje não são como as de antigamente! – Dizia ele, enquanto tentava filosofar. – Makarov, temos uma prova o bilhete em que encontramos dizia “ Para vocês me acharem vão ter que retornar no passado”
Makarov encarou gajeel, meio confuso. – O que isso quer dizer?
– Quer dizer que eu prefiro acreditar que ele sabe que eu e Levy estamos trabalhando juntos, e se nós dois voltarmos ao passado teremos..
Levy gritou, deduzindo o que gajeel queria dizer. – Fairy tail! É claro.
– Velhote, é pra lá que vamos! – Disse gajeel. – Mas antes, baixinha peça pro Gray fazer uma lista com o nome a idade de todas as mulheres mortas, e também diga pra ele que é pra ontem, no caminho da escola vamos passar na delegacia.
A baixinha bufou. – Desde quando você manda? – O moreno apenas virou para trás e jogou aquele seu olhar “Faça ou morra”. – Hai, hai.
☺☺
Levy está soltando fogo pelas bocas, motivo? Gray Fullbuster e Gajeel Redfox, quando ambos chegaram na delegacia, já tinha as listas dos nomes das garotas, mas na hora da despedida o cabeça de lata disse “Até que você não é tão inútil assim, striper” e dali em diante começou uma enorme briga, de um lado o moreno chamava o outro de “striper” do outro lado o Fullbuster chamava gajeel de “Cabeça de lata”, e só por causa dessa briga eles demoraram uma hora e meia para chegar na escola.
– Olha, escuta aqui gajeel, se você brigar novamente com o gray e nos atrasar tanto eu juro, mesmo que eu seja presa, eu arranco teu órgão sexual. – Dizia a baixinha, com um olhar assustador.
Gajeel revirou os olhos. – Nem tente cortar algo que você sonha tanto em usar, e depois nem temos horário marcado, então tecnicamente não nos atrasamos.
A azulada corou com o comentário do moreno, então pegou o celular do moreno que estava no porta luvas e tacou pela janela do carro.
– VOCÊ É MALUCA, SUA NANICA DESGRAÇADA!Era novo!
Levy gargalhou. – NOVO? VOCÊ DEVE TER HERDADO ESSA MERDA DO SEU AVÔ, DE TÃO VELHO QUE É!
– NÃO CHAME MEU AVÔ DE VELHO!
Levy gritou. – É VELHO, PUTO, E TARADO!
Depois essa pequena discussão ambos não trocaram nenhuma palavra, mas jogaram objetos um no outro, até gajeel quase bater o carro em um caminhão, depois disso ele não tirou os olhos da pista, e Levy também,até por que a mesma prometeu que não iria morrer por enquanto, só iria morrer depois de encontrar o monstro que está matando pessoas.
– Chegamos. – Suspirou gajeel. – Nós quase morremos por sua culpa!
– AGORA Á CULPA É MINHA? VOCÊ NÃO OLHA PRA RUA E A CULPA É MINHA? SEU ASNO.
– Se você me chamar disso novamente, eu juro que te matarei!
Levy berrou. – VOCÊ ME AMEAÇOU?É ISSO MESMO?
Ambos estavam gritando tanto, que chamaram atenção do guardinha que ficava na porta da escola.
– Ehr.. está tudo bem aqui? – Perguntou o homem, ele era alto, albino.
– CALE-SE! – Gritou gajeel.
– NÃO FALA ASSIM COM O IRMÃO DA MIRA-CHAN! – Gritou levy, que acabou chutando as partes baixas de gajeel fazendo-o cair no chão, e terminando aquela discussão.
A azulada se virou para Elfman, e sorriu amigavelmente. – Desculpe pela grosseria desse troglodita, Elfman! Ele não recebeu a devida educação que a senhora mãezinha dele lutou tanto para ensinar, mas aos poucos, com muita dor ele aprenderá. A diretoria mavis se encontra na escola?
O albino passou a mão sobre a nuca e sorriu sem graça. – Ahn, Levy está sim, está tão abatida coitada! A escola passa fases difíceis.
Gajeel se recompôs e colocou-se ao lado da baixinha. – O que houve?
Elfman olhou para ambos assustado, como se ele tivesse tido algo que não deveria. – Deixa melhor entrarmos, Mavis irá explicar tudo.
O moreno e a baixinha acompanharam elfman, Levy olhava para tudo, como as coisas mudaram agora na rua onde se localiza á escola o que se mais tem são prédios, avenidas e carros, afinal tudo mudou quem diria que uma azulada, baixinha e que não tinha nenhuma confiança em si mesma, se tornaria uma grande investigadora? E quem imaginaria que um troglodita, idiota, se tornaria também um grande investigador? Ehn.. As vezes as coisas não são como a gente pensamos, são melhores ainda ou não..
Enquanto os três passavam pelos corredores, havia uma janela enorme, onde gajeel percebeu o quanto aquele lugar mudou, o quanto evoluiu, observando os prédios a frente pode notar algo diferente, em uma janela do predio de frente á escola estava um homem, ele estava com uma...
– PRO CHÃO. – Gritou gajeel, enquanto o mesmo fazia o que tinha mandado logo depois elfman e Levy também se jogaram ao chão, e ouve tiros, as janelas se partiram. – Levy chama o gray pelo rádio. – Sussurrou gajeel.
Levy pegou o seu radio que estava no bolso. – Gray mande reforços para escola, está tendo tiros.
– Positivo, tem algumas viaturas próximas desse local, tomem cuidado!
– A gente tem que sair daqui, e se haver gente invadindo o prédio?
Levy suspirou. – Não tem ninguém invadindo o prédio, gajeel minhas duvidas tornaram certezas, ele sabe sobre nós...
Gajeel balançou a cabeça positivamente, ele tinha que pensar em algo para tira-los daqui, até que ele viu uma porta encostado, do lado de levy. – Levy atrás de você tem uma porta, vocês dois vão para lá e só saiam quando eu voltar.
Ambos obedeceram as ordens de gajeel, mas antes de entrar levy perguntou. – E você? Gajeel não vá fazer algo imprudente, você pode ser grande, mas não pode com uma bala.
– Preocupada comigo, baixinha? Até parece que eu vou arriscar danificar essa carinha de bebê que Deus me deu, eu vou e volto.
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