Entre nós dois
13 Capítulo 12 Parte II - Fragmentos
Notas iniciais

POV EDWARD
As camisinhas que eu tinha na carteira, era ela mesma que insistia que eu sempre as carrega-se para quando quiséssemos nos divertir fora de casa. Como eu pude ser ainda mais burro com as artimanhas de Tanya?
— Edward... – Ouço Alice correndo atrás de mim. – Edward onde vai?
— Eu preciso ouvir da boca dela Alice.
— Você está de cabeça quente. – Diz ela atrás de mim. – Espere...
— Isso não se faz porra. – Berro, me virando pra ela, sinto uma raiva imensa me invadir. Como eu poderia achar que a traição seria menor do que minha raiva por ela nesse momento? – As chaves Alice, me empresta o carro.
— Você não tem condições de dirigir assim... Eu levo você, só me diz o endereço.
Não discuto, Alice volta pro bar pra pegar sua bolsa e logo volta com as chaves andamos até onde ela estacionou seu carro, ela dirige enquanto eu a guio até o hotel que sei que Tanya está hospedada, afinal a conta ela fazia questão de enviar para o The Pub para que eu pague com a parte do lucro que é dela.
Em menos de quinze minutos Alice estaciona na frente do hotel.
— Edward... Ir lá de cabeça quente não vai mudar nada.
— Quantas pessoas eu poderia ter me envolvido Alice? – Questiono. – Se ela tiver feito isso eu...
— Exatamente, você não está em condições de ir atras dela hoje. – Ela suspira. – Você sabe o quanto ela queria um filho.
Encaro minha irmã incrédulo com o que eu acabei de ouvir, ela estava tentando justificar essa merda toda?
— Isso não justifica. – Afirmo.
— Obviamente não, mas entrar lá não vai mudar os fatos. – Ela suspira. – Você deveria ir pra casa, amanhã com mais calma você fala com ela e o mais importante fala com a Bella.
— Eu vou tirar isso a limpo hoje. – Abro a porta e saio do carro.
Estou gravida. A voz de Bella retorna a minha mente.
Ouço Alice sair do carro e vir em minha direção, olho para ela, e só com o olhar ela entende meu sinal de pare.
— Isso é entre Tanya e eu Alice, você fica.
Ela não diz nada e se encosta no carro, o que me causa um certo alivio não estava afim de lidar com teimosia de minha irmã.
Quando entro no hotel nem perco tempo na recepção e passo direto para a escadaria, escuto a recepcionista me chamar, mais nem dou bola afinal na conta da hospedagem vem com o número do quarto dela, sei bem aonde é o caminho.
A cada passo sentia minha raiva borbulhar em mim, quando chego no andar ando até a porta e bato na porta três vezes. Tanya, grita algo do lado de dentro antes de abrir a porta, está com os cabelos molhados enrolada em um roupão, vejo seus olhos assustados que relaxam ao me ver, passo por ela entrando no quarto, e é por isso que a conta é tão cara o quarto tem quase o tamanho do meu apartamento inteiro, volto meu olhar para ela que me olha confusa enquanto fecha a porta atrás de si.
— Ah sim querido pode entrar. – Diz ela com ironia. – Pra quem queria ser livre de mim, até que demoro menos tempo que eu imaginava pra me procurar.
Tá de sacanagem? Ela realmente acha que eu ia vir procura-la, pra um encontro de volta ao pesadelo do passado?
— Eu vim te perguntar uma coisa. – Digo tentando manter a calma que nem imagino que tenho mais. – E só vou perguntar uma única vez Tanya.
— Se for um pedido de retorno é melhor começar de uma forma bem mais delicada. – Diz ela revirando os olhos, ela passa por mim e se senta no divã que tem no quarto.
— Você furava as camisinhas para poder engravidar? – Digo sem rodeios.
Toda sua ironia vem a baixo quando faço a pergunta, ela desvia os olhos para as mãos antes de voltar seus olhos a mim. Puta merda, é verdade. Ela fazia isso, ela sempre fazia isso quando mentia. Ela não precisa responder, fiquei tempo o suficiente com ela pra saber quando ela está mentindo.
— Quem te falo isso? – Questiona.
— Furava ou não furava?
— Quem te falou isso? – Os olhos dela se enchiam de lagrimas, lagrimas que não iria comover minha fúria.
— Eu só quero que você tenha a um mínimo de consideração de não jogar com a minha cara de novo. Furava ou não furava? – Berro pra ela.
— Não foram todas que eu furei...
— Qual é a porra do seu problema? – Não consigo mais ter calma. – Porra, no que estava pensando?
— Em engravidar? – Diz ela como se fosse óbvio.
— Você queria um filho comigo, enquanto transava com outro pelas minhas costas?
— Eu não furei as camisinhas dele. – Diz ela como se a tivesse a ofendido. – Furei as suas, porque somos um casal. – Ela enxuga as lagrimas. – Éramos um casal.
Rio com ironia enquanto caminho pro lado e pro outro, respirando fundo isso só pode ser brincadeira. Não posso está ouvindo essa merda toda.
— Edward... – Sua voz é um sussurro por conta do choro. – Não funcionou. Eu furei, só que foram só algumas aleatórias. – Ela funga. – Eu queria que fosse o destino que fizesse você usar uma furada... Eu estava desesperada, você estava se afastando de mim.
— Você estava transando com a porra do meu sócio. – Berro pra ela.
— Você parou de me dá atenção. – Berra ela de volta. – Você não queria ser pai, eu estava com raiva, estava vulnerável.
— Quando seu casamento está vulnerável, se procura terapia não um amante.
— E você acha que não me arrependi? – Ela grita.
— Se arrependeu a ponto de sustenta a sua farsa até eu descobrir?
— Ele não queria terminar, eu tentei...
— Agora James te obrigou a me trair? – Rio de ironia. – James não queria terminar? Você por acaso acha que eu sou otário o suficiente pra te achar vítima?
— Eu errei, mas tentei concertar. A cada vez você se afastava. Furar aquelas merdas não me deu um filho, poderíamos ter concertado... Poderíamos estar felizes com uma família.
— Você não entende que um filho não concertaria nada, não tinha como ser concertado.
— Podíamos ter tentado.
— Eu peguei você na cama com James Tanya. – Berro pra ela. – Você estava a tempos tendo um caso, enquanto eu trabalhava que nem um condenado pra te dar do bom e do melhor. Trair não é a porra de uma tentativa de concerto, furar as porras das camisinhas não seria solução.
— Porque se preocupa tanto com as camisinhas? – Pergunta ela aos gritos enquanto se levanta e fica frente a frente comigo. – Eu não engravidei..., mas se você veio até aqui, é porque usou uma que estava furada. Quem você engravidou?
— Graças a Deus não foi você.
Ela me empurra me fazendo dá um paço pra trás, agora não era só eu que estava borbulhando de raiva.
— Quem você engravidou? Não me diga que foi aquela mulherzinha do bar. – Ela continua enquanto não tem nenhuma resposta. – Você engravidou aquela vadia?
— Você lava a porra da sua boca ou melhor, nem abre a boca pra fala da mãe do meu filho.
Ela me encara com ódio, toda as lagrimas, e suas lamentações somem e dá lugar a fúria.
— Transo com ela enquanto estávamos casados?
— Me perdoa querida por ter transado com alguém depois de ter te pego me traindo. – Digo ironicamente enquanto, ela se borbulha de raiva. – O que eu fiz ou deixei de fazer depois do que eu vi em Denalli não é da sua conta.
— É da minha conta sim, isso não pode está acontecendo... Quantas camisinhas uso com ela? Eu não furei todas... – Ela diz como se sua mente volta-se pro momento que ela as furou. – Eu queria que fosse aleatório... esperar pelo nosso milagre. – Insistia ela com a justificativa mais ridícula que ouvi na vida.
— Milagre foi eu ter descoberto cedo quem você é.
— Quantas usou Edward? – Ela pergunta. – Porque foi com ela e não comigo?
— A pergunta correta o que seria dessa criança se fosse com você? – Ela me encara, e por uma pequena fração de segundos me arrependo de ter dito, afinal era o sonho dela ser mãe, mais não era destino nosso conceber algo bom em meio a tantas magoas e mentiras.
— Melhor tomar cuidado com o que fala querido. – Diz ela dando lugar a uma voz fria.
— A única coisa que temos envolvimento é com o bar, bar aquele que se você não trabalhar não vai receber nada.
— Metade dele é meu. – Alerta ela.
— Sim, se você fazer algo por ele, que nem eu que trabalho nele. Não vou mais bancar suas contas.
— Não pode fazer isso comigo.
— Você que não podia ter feito o que fez.
— Ela não merece um filho seu. – Diz ela.
— Eu já falei tudo que tínhamos que dizer, só um aviso. – Digo. – Única coisa que nos une é o bar. De resto, fica longe de tudo que se trata da minha vida e minha família. – Aviso.
Ela vai até a porta abrindo-a.
— Seu inferno só está começando querido.
— Guarde suas ameaças pra quem tem medo delas querida.
Vejo sua raiva crescer ainda mais quando passo por ela saindo do quarto, escuto a porta se bater atrás de mim. Volto pro estacionamento a encontro da Alice assim que ela me vê não pergunta nada, deve estar na minha cara que a resposta que eu vim procurar era positiva. Entramos no carro.
— Vamos embora daqui.
Alice não diz nada apenas da partida.
Quantas coisas podem aparecer no seu dia e transformar sua vida de cabeça pra baixo? Não imaginei que poderia me decepcionar com Tanya mais do que já havia me decepcionado, o que ela fez é injustificável, a vontade dela de ser mãe não pode ser usada como justificativa.
Não consigo imaginar o que teria acontecido se ela tivesse engravidado. Quando sai de Denalli pretendia deixar pra trás todas as minhas magoas e decepções, e foi em vão. Eu não me livrei de nada disso, e só carreguei isso de volta.
Preciso ir pra casa, preciso ir atrás dela, preciso me desculpar, e implorar pelo seu perdão porque isso é algo imperdoável, ela é a maior vítima dessa história toda.
Eu me sinto um idiota, não consigo acreditar que Rose nunca falou nada, que chegou achar que algo assim seria brincadeira? Não é perdoável.
Será que Bella vai me odiar quando lhe contar que não foi falha na proteção que nos daria um filho, mais sim a falha minha por não enxergar quem era a pessoa que eu cheguei um dia amar e a confiar em ter ao meu lado?
Só percebo que Alice parou no acostamento quando a sinto me envolver um abraço como se tivesse conforto toda essa situação.
— Como ela pode Alice, o que ela já estava fazendo já não era o suficiente?
— Eu sinto muito. – Diz ela. – Mas tenta não pensar nessa dor, pensa no que vai ser daqui pra frente.
— Como vou contar isso pra ela? Como vou contar pra Bella que toda a vida dela vai mudar e vai ser mudada por conta de uma loucura de Tanya? Ela queria mudanças quando veio pra Seattle e tudo que encontrou foi eu, a pessoa que tirou ela de todos os planos que ela queria pra si.
— Só saberemos isso, quando conversar com ela.
— Vou pra casa pegar meu carro.
— Estamos no carro. – Diz ela. – Não vou deixar você dirigir nesse estado.
Pego meu celular e entro no aplicativo de GPS e digito Forks.
— Então acelera, porque estamos com pressa.
Alice da um meio sorriso, e volta a ligar o carro colocando seu cinto de segurança de volta.
— E lá vamos nós Forks.
Ela olha o celular com o mapa que eu posiciono no suporte enquanto acelera pela noite escura.
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